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Introduksjon til virksomheten og hovedtall

In document Årsrapport 2020 (sider 5-11)

Os procedimentos metodológicos considerados na coleta de dados para a realização do estudo de caso incluíram o uso de várias fontes de evidências, como a observação participante, a entrevista face a face com os participantes da pesquisa, a análise de documentos e o exame de artefatos físicos.

Yin (2001) define os artefatos físicos como alguma evidência física ou cultural coletada durante a pesquisa de campo. Neste sentido, foram considerados como artefatos físicos os materiais dos/as alunos/as e professoras, como: exercícios, apostilas, provas, material de avaliação institucional AVALIA-BH e programas de curso.

As informações documentais foram utilizadas neste estudo para evidenciar os dados obtidos em outras fontes. Os documentos consultados foram: Proposta político- pedagógica para a educação de jovens, adultos e idosos, elaborada pelos professores da escola pesquisada, e Orientações para a Educação de Jovens e Adultos para 2011.

Foram realizadas entrevistas com os/as alunos/as das salas de aula pesquisadas e com as professoras. De acordo com Freitas (2002), a entrevista na pesquisa qualitativa de cunho histórico-cultural é marcada pela dimensão do social e é concebida como produção de linguagem. “Na entrevista é o sujeito que se expressa, mas sua voz carrega o tom de outras vozes, refletindo a realidade de seu grupo, gênero, etnia, classe, momento histórico e social” (FREITAS, 2002, p. 29).

Os tópicos abordados na entrevista com cada aluno(a) buscaram elucidar a história escolar (quando começou a estudar, até qual idade e série, os motivos que fizeram interromper os estudos e se frequentou outras escolas, etc); as relações com a escola (lembranças das escolas em que estudou, relacionamento com as professoras e com a professora da EJA e relacionamento com os colegas de sala); história das

aprendizagens; a aprendizagem na EJA (dificuldades, expectativas e aspectos positivos); a vertente familiar na história escolar e a atividade profissional que desempenha. As entrevistas realizadas com as professoras tiveram por objetivo esclarecer os desafios e as dificuldades de sua prática pedagógica na EJA.

Na observação participante, segundo Alves–Mazzotti e Gewandsznajder (1998), “o pesquisador se torna parte da situação observada, interagindo por longos períodos com os sujeitos, buscando partilhar o seu cotidiano para sentir o que significa estar naquela situação” (ALVES-MAZZOTTI e GEWANDSZAJDER, 1998, p. 166).

A observação participante na pesquisa de cunho histórico-cultural, segundo Freitas (2002), não pode apenas ater-se à descrição dos eventos, mas, também, revelar as relações entre eles, as quais se constituem em um discurso de muitas vozes:

[...] ao se observar um evento, depara-se com diferentes discursos verbais, gestuais e expressivos. São discursos que refletem e refratam a realidade da qual fazem parte, construindo uma verdadeira tessitura da vida social. O enfoque sócio-histórico é que principalmente ajuda o pesquisador a ter essa dimensão da relação do singular com a totalidade, do individual com o social (FREITAS, 2002, p. 29).

A necessidade de observar a relação do singular com a totalidade exigiu a participação da autora em várias atividades que ocorreram nas aulas de diferentes disciplinas, no laboratório de informática e no auditório, com todos/as os/as aluno/as e professoras da EJA, como a abertura e o encerramento de projetos. Principalmente, em sala de aula, os(as) alunos(as), bem como as professoras, permitiram que essa fosse participativa, solicitando a ajuda para resolver algum exercício, incluindo as discussões.

Para o registro dos dados levantados no decorrer da pesquisa, utilizaram-se procedimentos que favoreceram a coleta de dados qualitativos. Dessa forma, elaborou- se um protocolo para o registro das observações realizadas. As entrevistas foram geradas em áudio e transcritas, posteriormente. Para transcrever as falas dos participantes, optou-se por manter os modos de falar dos mesmos com suas variações linguísticas para não descaracterizar suas construções e manter as marcas identitárias de cada um. Segundo Bagno (2012), “a variação e a mudança lingüísticas é que são o ‘estado natural’ das línguas, o seu jeito próprio de ser” (BAGNO, 2012, p. 37). Assim, visando dar maior clareza ao que foi dito, foram utilizados os sinais de pontuação. As falas dos(as) alunos(as) e professoras que não foram gravadas e sim registradas pela pesquisadora durante as aulas foram transcritas para a forma gráfica da língua culta.

Os dados coletados na pesquisa foram analisados e interpretados de forma que a previsão dos resultados tivesse confiabilidade. Creswell (2010) sugere oito estratégias para validar as interpretações dos dados: triangulação de diferentes fontes de informação; verificação dos membros (o pesquisador retoma partes do produto aprimorado para análise, para determinar a precisão dos resultados); esclarecimento sobre o direcionamento da pesquisa; descrição detalhada; apresentação das informações negativas; tempo prolongado no campo; revisão por pares; e leitura realizada por uma pessoa não familiarizada com a pesquisa.

Freitas (2002) afirma que no momento de análise do material colhido no campo o pesquisador deve procurar “compreender o que emergiu numa situação de observação ou de entrevista, ou ainda numa análise de artefatos, é que se percebem os pontos de encontro, as similaridades como também as diferenças, a particularidade dos casos” (FREITAS, 2002, p. 29).

Por fim, cabe ressaltar a necessidade de serem previstas as questões éticas durante a pesquisa. Assim, procurou-se preservar a identidade dos sujeitos, ocultando o nome do bairro e modificando o nome dos(as) alunos(as), professoras e escola.

A esse respeito, Creswell (2010) afirma que

[...] os pesquisadores precisam proteger os participantes de sua pesquisa, desenvolver uma relação de confiança, promover a integridade da pesquisa, proteger-se contra conduta inadequada e impropriedades que possam refletir em suas organizações ou instituições, e enfrentar problemas novos e desafiadores (CRESWELL, 2010, p. 116).

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