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A Figura 2.20 mostra os resultados teóricos da queima de um combustível

de hidrocarbonetos, ou seja, ideal. Entretanto, na Figura 2.21, observa-se os

resultados reais da combustão, com o motor operando sob condições normais. Note-

se que este resultado é antes de qualquer tratamento posterior, por exemplo, por um

conversor catalítico [38].

Figura 2.16 Resultados teóricos da queima de um combustível. [38]

Figura 2.17 Resultados reais de combustão. [38]

A Figura 2.22 mostra os percentuais aproximados da composição das

emissões de gases de exaustão. O volume de poluentes é pequeno, entretanto, por

serem tão venenosos, eles são indesejáveis e alvo de forte legislação, para incentivar

a sua redução. Os valores reais dessas emissões variam de acordo com o projeto, as

condições de funcionamento, da temperatura e da operação suave do motor, para citar

apenas algumas variáveis [13]-[38]-[13][48].

Figura 2.18 Composição dos gases de exaustão. [38]

A Figura 2.23 mostra os quatro principais componentes nocivos e

prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, presentes na porção “Poluentes 1%” do

gráfico anterior.

Figura 2.19 Composição da porção 1% poluente. [38]

Na tabela 2.5 estão relacionados os gases provenientes da combustão em

motores de ignição por centelha do ciclo Otto, bem como as características e efeitos

sobre o ser humano. [49]-[50]

Tabela 2.4 – Principais componentes prejudiciais à saúde.

[38]

Diante da importância dos regimes de operação do motor sob carga reduzida no

comportamento médio do mesmo e, considerando que as práticas induzidas para

correção da emissão em marcha lenta afetam os demais regimes de funcionamento do

motor, é esperado que as variações nas concentrações de CO e HC em marcha lenta

sejam refletidas nos correspondentes fatores médios de emissão do veículo, em

gramas por quilômetro rodado, medido em ciclos de ensaio padronizados e,

consequentemente, quando sob utilização normal.

Tal hipótese também é suportada pelo fato de que os defeitos mais grosseiros

identificados em marcha lenta se estendem aos demais regimes proporcionalmente,

como por exemplo, a falta ou inoperância de um conversor catalítico ou as falhas de

SUBSTÂNCIA DESCRIÇÃO

Monóxido de Carbono (CO) Este gás é muito perigoso, mesmo em baixas concentrações. Ele não tem cheiro ou gosto e é incolor. Quando inalado combina no corpo com as células vermelhas do sangue, impedindo-os de transporte de oxigênio. Se

absorvido pelo corpo que pode ser fatal em muito pouco tempo. Óxido de Nitrogênio (NOx) O óxido de nitrogênio é incolor e inodoro quando saem do motor, mas assim

que ele atinje, a atmosfera se mistura com o oxigênio, então, óxido de nitrogênio é formado. Ele é marrom avermelhado e ter um sabor acre picante.Este composto afeta o sistema respiratório quando inalado. Quando combinado com vapor de água, forma o ácido nítrico, que é muito prejudicial para a traqueia e os pulmões. O óxido de nitrogênio é também um fator que

contribui para a formação da chuva ácida.

Hidrocarbonetos (HC) Um número de diferentes hidrocarbonetos são emitidos a partir de um motor e podendo estar parcialmente queimados ou não. Quando não queimado que se misturam com a atmosfera, podem contribuir para formar

o smog. Os hidrocarbonetos podem também ser cancerígenos. Material particulado (PM) Esta rubrica abrange, principalmente, chumbo e carbono. O chumbo foi

tradicionalmente adicionado à gasolina para diminuir a sua taxa de queima de modo a reduzir a detonação. É prejudicial à saúde bem como causar

danos cerebrais, especialmente em crianças. Chumbo acabará por ser extinto, bem como, todos os motores agora funcionam com combustível sem chumbo. Partículas de fuligem ou de carbono são mais um problema

em veículos movidos a diesel e estes limites são estabelecidos pela legislação.

Aldeídos (CHO) Aldeídos são compostos químicos resultantes da oxidação parcial dos álcoois. Assim, o álcool metanol ao perder um átomo de hidrogênio dá origem ao aldeído fórmico e o etanol, ao acético. Os aldeídos apresentam

capacidade de irritar os olhos e as vias aéreas superiores em humanos, podem causar dores de cabeça, sensação de desconforto e de irritabilidade. Há relatos de incidência de asma causada por irritação no trato

sensores e eletroinjetores.

Esta correlação não é a mesma para todos os modelos de motor e não permite a

conversão da emissão em marcha lenta diretamente no fator absoluto de emissão do

veículo em g/km. Entretanto, a variação observada entre a primeira e a última inspeção

em motores com características tecnológicas semelhantes pode ser considerada como

parâmetro de proporcionalidade para a estimativa da variação da emissão de CO e HC,

em massa, especialmente se consideradas em termos estatísticos. [51]

Na tabela 2.6 consta os limites de emissões para os veículos leves. A Fase

“L-5” para veículos produzidos a partir de 1º/01/1999, e da Fase “L6” para os veículos

produzidos a partir de 1º/01/2014. A cada implantação de uma nova fase, as restrições

quanto às emissões ficam maiores [3]-[9].

Tabela 2.5 – Limites de Emissões para Veículos Leves – PROCONVE.

POLUENTES

LIMITES

Fase L-5

Fase L-6

(1)

Desde 1º/1/2009

A partir de 1º/1/2014

Monóxido de carbono (CO em g/km)

2,00

1,30

Hidrocarbonetos (HC em g/km)

0,30

(2)

0,30

Hidrocarbonetos não metano (NMHC

em g/km)

0,05

0,05

Óxidos de nitrogênio (NOx em g/km)

0,12

(3)

ou 0,25

(4)

0,08

Material particulado

(4)

(MP em g/km)

0,05

0,025

Aldeídos

(3)

(CHO g/km)

0,02

0,02

Emissão evaporativa (g/ensaio)

2,0

1,5

(6)

ou

(5 x 6)

Emissão de gás no cárter

Nula

Nula

(1) Em 2014 -> para todos os novos lançamentos

A partir de 2015 - > para todos os veículos comercializados

(2) Aplicável somente a veículos movidos a GNV;

(3) Aplicável somente a veículos movidos a gasolina ou etanol;

(4) Aplicável somente a veículos movidos a óleo diesel;

(5) Aplicável aos ensaios realizados em câmara selada de volume variável;

(6) Aplicável a todos os veículos a partir de 1º/1/2012.

[3], [9]