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2.1 Wind turbine technology

2.1.1 Introduction to wind energy technology

Patrimônio, etimologicamente, significa "herança paterna", na verdade, a riqueza comum que herdamos como cidadãos, herança da pátria e que se vai transmitindo de geração a geração.

O conceito de patrimônio vem sofrendo reformulações desde suas concepções de origem, assim como a formulação dos princípios de preservação e conservação. Segundo Barbosa (2002), a origem, etimológica da palavra vem do latim patrimoniu, encontrando-se associado à ideia de uma herança paterna ou bens de família. A partir do século XVIII, o patrimônio foi compreendido como os bens protegidos por lei e pela ação de órgãos, nomeando o conjunto de bens culturais de uma nação.

É o patrimônio cultural de um povo que lhe confere identidade e orientação, pressupostos básicos para que se reconheça como comunidade, inspirando valores ligados à pátria, à ética e à solidariedade, além de estimular o exercício da cidadania mediante um profundo senso de lugar, de pertencimento e de continuidade histórica. Em suma, a soma dos bens culturais de um povo.

Banducci Júnior (2006) comenta que manifestações culturais representadas pelo artesanato, pela gastronomia típica e pelas tradições locais podem ser facilmente associadas às atividades do turismo, promovendo não apenas a cultura local, mas também a geração de renda e emprego. Dessa forma, além de promover o resgate e a valorização de saberes e fazeres tradicionais de uma comunidade local, as manifestações culturais mostram-se positivas como fator diferencial de competitividade no momento da realização da escolha do destino.

O autor assim nos diz que as atividades do turismo, quando centradas na preservação do bem cultural e na correta utilização e integração ao cotidiano da comunidade, são promotoras da conservação da memória e da identidade da comunidade e, por consequência, da nação. Esse motivo é mais que suficiente para justificar que a política cultural dos locais onde se desenvolvem atividades do turismo se preocupe com a preservação e a conservação do conteúdo cultural destes locais.

Pode-se induzir, tomando por base as afirmações do autor, a possibilidade de traçar um paralelo com o uso consciente dos recursos naturais e sua consequente preservação. Os

recursos naturais, quando comparados em importância com o patrimônio cultural, podem ser trabalhados de modo tal que a promoção de atividades, como, por exemplo, caminhadas, rapel e outras relacionadas com o turismo de aventura, sirva de apoio à sua preservação, preservação esta que também é vista com ―bons olhos‖ pelo consumidor do produto turístico na escolha final do destino.

A existência de bens materiais, imateriais, artísticos ou arqueológicos é, sem dúvida, fator importante para o desenvolvimento turístico de um destino. Os destinos que possuem bens tombados se destacam no contexto cultural nacional em função do reconhecimento do valor de seu patrimônio e se beneficiam da promoção desses bens como atrativo turístico. Dessa forma, a preservação e a conservação devem fazer parte da política cultural local, seja ela pública ou privada.

O patrimônio cultural é constituído por bens de natureza material ou imaterial que expressam ou revelam a memória e a identidade das populações e das comunidades, tais como bens culturais, de valor histórico, artístico, científico ou simbólico, podendo ser considerados atrativos turísticos. Portanto, a soma dos bens culturais de um povo constitui seu patrimônio cultural. Por exemplo, o dos mineiros é o conjunto dos bens culturais de Minas Gerais, portadores de valores que podem ser legados às gerações futuras.

O artesanato, a gastronomia típica, os hábitos, as tradições e as manifestações culturais são aspectos locais que podem ser associados ao turismo, funcionando como promotores da cultura local e geradores de renda e emprego. O impacto direto do patrimônio cultural sobre a atividade turística de um destino ocorre quando suas características movimentam o comércio de artesanato, provocam a apreciação da gastronomia e dos grupos folclóricos locais e alavancam ingressos por meio de visitações, exposições e apresentações locais. Assim, o resgate e a valorização de saberes e fazeres tradicionais de uma comunidade local, bem como a formatação de produtos e sua divulgação, contribuem de forma positiva para a competitividade do destino.

Diante dessas definições podemos dizer que a riqueza e as tradições culturais de um povo constituem seu patrimônio. Este patrimônio deixou de ser constituído apenas por prédios, museus e monumentos, passando também a ser definido como um conjunto de todos os hábitos, usos e costumes, crenças e forma de vida cotidiana de todos os segmentos daquela sociedade.

Dessa forma, é possível afirmar que o patrimônio cultural traz para o destino turístico todo um significado e valor histórico, estético, científico e simbólico, como experiência do bem cultural para as gerações passadas, presentes e futuras.

Atualmente existe uma busca cada vez maior pelos destinos que proporcionem a convivência com culturas diversas. Assim, observa-se que cada vez mais destinos turísticos onde predominam recursos naturais necessitam também estruturar seu contexto histórico e cultural a fim de proporcionar uma experiência de acréscimo cultural.

Recursos naturais em áreas inseridas em Unidades de Conservação (UCs), que permitem a realização de atividades como caminhadas, rapel e outras relacionadas com o turismo de aventura, necessitam da aplicação de plano de manejo visando à preservação do patrimônio natural tombado. Essa ação impacta diretamente a competitividade de um destino, mas contribui com o desenvolvimento sustentável do turismo.

A preservação e as relações da comunidade com seu patrimônio cultural permitem à sociedade defender sua soberania e independência, promovendo e sustentando sua identidade cultural.

Assim, quando um patrimônio cultural é capaz de atrair mais visitantes, aumenta o interesse do empresariado e do poder público em desenvolver uma infraestrutura adequada para recebê-los. Isso vai implicar uma prévia adoção de medidas reguladoras que impeçam a descaracterização do lugar, promovam sua preservação e sua adequada utilização.

Nesse sentido, o desenvolvimento do turismo cultural está diretamente relacionado ao esforço e ao trabalho de se preservar os valores culturais. É fundamental, então, vincular os conceitos de desenvolvimento social do turismo e de preservação do patrimônio, uma vez que o patrimônio cultural representa a espinha dorsal dos projetos de planejamento do turismo cultural e que a falta de ordenação e de um planejamento coerente com a realidade local poderá afetar negativamente todos os públicos e os interesses aí representados.