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O emprego da AC na guerra subversiva passa pelo estudo das suas possibilidades e limitações, de forma a maximizar o seu rendimento independentemente da tipologia do conflito. A AC foi obrigada a sofrer uma adaptação de forma a fazer frente ao período de subversão que Portugal viveu na década de 60 a 70, já durante o conflito, Silva (1964) e Machado (1966) descrevem, já na altura, uma série de possibilidades e limitações que se transmitem em vantagens e desvantagens da aplicação da AC na guerra subversiva, que se aplicam na sua totalidade aos conflitos mais recentes. Deste modo, confrontando os autores podemos referir as seguintes:

Possibilidades:

1) A artilharia pode actuar sob quaisquer condições atmosféricas e de terreno. 2) Pode actuar de dia ou de noite, sob quaisquer condições de visibilidade. 3) Actua com continuidade, por tempo indeterminado

4) Executa fogos precisos, com ou sem regulação. 5) Actua de Surpresa.

6) Pode sinalizar e iluminar o campo de batalha

7) Pode manobrar os seus fogos, por transporte de tiro, com rapidez, em extensas áreas, e executar acções em massa, onde e quando necessário.

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8) Tem grande flexibilidade de apoio, garantido por transmissões fáceis e íntima ligação com a força apoiada. Assim, um pedido de tiro executa-se em alguns minutos e um levantamento de tiro é de execução quase instantânea. 9) Pode executar tiro directo, a pequenas distancias contra o assalto de forças

inimigas.

10) Têm grande relevância os efeitos psicológicos que se podem obter com o tiro de artilharia.

11) O tiro de Artilharia é mais preciso que o bombardeamento de avião, pelo que o fogo de apoio pode ser efectuado mais próximo das nossas tropas. Limitações:

1) Limitada mobilidade, em virtude das dificuldades do terreno e da falta de itinerários.

2) Limitada observação, devido ao acidentado do terreno e à densidade da arborização.

3) Em algumas regiões, a ausência de dados topográficos e a deficiência de cartas, em escalas convenientes para o tiro, podem ser também uma limitação ao seu emprego.

4) Dificuldade em referenciar as guerrilhas In, em virtude dos processos de actuação que utilizam, em formações reduzidas e fluidas, não criando objectivos suficientemente estáveis e localizados com precisão para serem atacados com eficiência pela Artilharia.

5) Por vezes, limitada liberdade de colocação de fogos, quando actue em áreas onde haja população In, actividades ou deslocamentos das Nossas Tropas (NT), ou seja danos colaterais.

6) Necessidade de garantir às unidades de Artilharia eficazes medidas de segurança, quer em posição quer em marcha, o que leva a incorporar essas unidades com as forças que realizem as operações de contra guerrilha. Como nem sempre é possível essa inclusão, dado o reduzido volume das forças em operações, haverá, necessidade de reforçar as unidades de Artilharia com elementos de segurança.

Não restam dúvidas de que, na guerra subversiva, o maior problema de ordem operacional é saber onde se encontra o inimigo, pelo que é fundamental uma coordenação estreita com as unidades convencionais de reconhecimento e segurança,

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tarefa esta atribuída à Infantaria, que no caso do Ultramar, as unidades normais de Infantaria foram transformadas em unidades de Infantaria ligeira, de forma a satisfazer as necessidades de localização das forças inimigas. Apesar de solucionado o problema do reconhecimento, outros problemas surgiram como o caso do potencial necessário para fazer frente à mobilidade própria do guerrilheiro, assim como a sua táctica de empenhamento, visto que o guerrilheiro quando empenhado procura sempre evitar qualquer contacto prolongado que possa transformar-se num ataque organizado por parte das forças da ordem (Fernandes L. T., 1970).

A problemática levantada anteriormente tem repercussões no emprego do subsistema Apoio de Fogos, mais concretamente a Artilharia, ou seja, um plano completo de coordenação da manobra com o apoio de fogos levaria tempo considerado excessivo para a sua realização, pois quando as unidades de tiro de Artilharia estivessem prontas a executar tiro sobre as posições In estas já teriam rompido o contacto com as NT (Idem). A fluidez das operações, assim como a rápida evolução da situação táctica, vai impor que o Comandante da Artilharia tenha de estar permanentemente preparado para apoiar qualquer força empenhada, mesmo que esta se encontre distante do centro de gravidade da operação. Temos ainda que salientar que a Artilharia é muitas vezes a única fonte de apoio de fogos disponível no momento17 e que o seu emprego com a devida eficácia tem

um efeito desmoralizante sobre as forças In. Para tal devem ser previstos fogos de Artilharia precisos e oportunos de forma a apoiar operações ofensivas tal como golpes de mão18 ou patrulhas, não podendo ser deixadas de parte a defesa a pontos sensíveis e

instalações que constituir objectivos para as guerrilhas (Ibidem).

Considerando ainda a limitação acima referida, relativa aos danos colaterais provocados pelas munições de Artilharia, e deste modo, fazendo a ponte para a actualidade onde a preocupação com os danos colaterais são cada vez mais uma constante, leva-nos a concluir que este tipo de situação veio obrigar a Artilharia a desenvolver munições que pelas suas características, tenham maior precisão, e que estejam disponíveis ao mais baixo escalão, ou seja atribuídas já às bf para que sejam empregues em tempo útil (Silva, Coelho, Simões, Pimpão, & Lima, 2008).

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O apoio aéreo nem sempre se encontra disponível, para além das condições meteorológicas e da existência ou não da superioridade aérea favorável ao apoio da força, o tempo de resposta poderá não ser o mais viável para exercer este tipo de apoio.

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