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A análise da relação entre as diferentes variáveis em estudo e os resultados totais do VHI em função da autoavaliação da voz pelas pessoas com doença de Parkinson mostra que existe correlação positiva significativa moderada entre o resultado do VHI e a duração da doença r=.586 e o resultado da MDS-UPDRS r=.431 (tabela 7).

Quando analisado em função da autoavaliação da voz apenas o sub-grupo ‘voz normal’ dos indivíduos com doença de Parkinson tem correlação positiva moderada com a duração da doença r=.562 (tabela 7).

Tabela 7- Coeficientes de correlação entre VHI e as diferentes variáveis em estudo nas pessoas com Doença de Parkinson

*p<0.05 **p<0.001

A análise da relação entre as diferentes variáveis e os resultados da secção E do DIP em indivíduos com DP, mostra que existe uma relação negativa moderada com a duração da doença

T test independente

DIP-E Menor Preocupação

Grupo N Média DP Teste Levene t gl p

Z p

-7.763 23.95 .000 Pessoas

com DP 23 202.8 25.26 25.57 .000

Controlo 43 217.47 9.23

Idade Duração da doença MDS-UPDRS total Controlo

N=44 -.233 --- ---

Indivíduos com doença de Parkinson N=44 -.163 .586** .431**

Autoavaliação da voz nos indivíduos com doença de Parkinson

Normal N=27 -.252 .562** .326 Ligeiro N=9 .257 .004 .566 Moderado N=6 .463 .601 .404 Severo

assim como com o VHI total (tabela 8). Ou seja, quanto maior a duração da doença maior preocupação os indivíduos com DP têm com a disartria. E ainda, quando os indivíduos com DP se auto-avaliam como tendo uma voz normal, menor preocupação deles com a disartria.

Tabela 8- Coeficientes de correlação entre o DIP e as diferentes variáveis em estudo nas pessoas com Doença de Parkinson

*p<0.05 Idade Duração da doença MDS- UPDRS total VHI Controlo N=44 .117 ---- ---- .098 Indivíduos com doença de Parkinson N=44 .232 .224 .194 .125

DIP-E total .054 -.539** -.254 -

564**

DIP - nível de preocupação com a disartria Escala E A Menor preocupação N=23 .136 .061 .253 .139 Ligeira preocupação N=13 .164 .240 .148 .081 Preocupação N=4 .569 .574 .196 -.478 Muita preocupação N=2

Não é possível determinar A maior

preocupação N=2

V. Discussão

5.1 Autoavaliação da voz e nível de preocupação com a disartria

No presente estudo, as alterações na voz não foram tão evidentes quanto o que está descrito na literatura parâmetro4;19-22, uma vez que apenas 38,6% das pessoas com DP, ou seja, menos de metade do grupo experimental, avaliaram as suas vozes como tendo algum tipo de alteração. Contudo segundo Theodoros, Raming18, o aparecimento destas alterações são de progressão lenta ao longo da doença sendo que estes resultados podem estar relacionados com a fase em que a pessoa se encontra no que diz respeito à alteração da voz. Devemos ainda não esquecer de que o VHI é um questionário de autoavaliação, e portanto aquilo que as pessoas com DP perceberam da sua voz no momento da avaliação pode ou não estar de acordo com aquilo que realmente se verifica aquando uma avaliação clínica.

De qualquer das formas, e comparando os resultados do grupo experimental (pessoas com DP) com os do grupo controlo (saudáveis), os resultados vão de encontro ao que vem sendo estudado por inúmeros autores64;66. Ou seja, é maior o número de pessoas que percebem ter alterações da voz no grupo das pessoas com DP do que no grupo controlo.

A importância da perspetiva da pessoa com disartria para a obtenção de um correto e abrangente quadro de limitações nas capacidades comunicativas tem sido cada vez mais enfatizada. Assim, embora a abordagem clínica passe por avaliar e tratar o problema, hoje em dia pretende-se que seja dada especial importância à forma como a alteração da fala restringe a participação comunicativa e influencia na participação da pessoa nas tarefas do dia-a-dia29;58.

Miller, Peach, Walshe1, no estudo onde examinaram as perceções das pessoas que adquiriam disartria concluíram que, embora a alteração da fala pudesse parecer um problema devastador para a pessoa, isto muitas vezes não se confirma. O mesmo se verificou no presente estudo, uma vez que das 44 pessoas com DP 23 avaliaram a preocupação da disartria como a menor preocupação e apenas 2 como a maior preocupação. Estes resultados podem ser explicados pelo facto de que a alteração física na DP afeta as pessoas de tal forma que a realização das atividades do dia-a-dia ficam altamente prejudicadas, agindo como precursores de limitações nas outras dimensões e sendo responsáveis pela diminuição da QV1;54. Assim, no momento da avaliação, as pessoas com DP consideraram que as alterações físicas são de maior preocupação e a disartria, na maior parte dos casos, de menor preocupação. Por outro lado, pode ainda estar relacionado com a aceitação e adaptação da alteração da comunicação, tal como se verificou em estudos anteriores 77;85.

5.2Impacto psicossocial da voz e da disartria

O impacto de uma alteração vocal na QV depende da importância da voz em relação aos diversos fatores particulares entre os quais a personalidade, o grau de gravidade da disfonia e as necessidades diárias do uso da voz, por exemplo a profissão60-62.

Neste estudo, verificou-se que o impacto psicossocial da voz foi maior nas pessoas com DP do que nas pessoas saudáveis, sendo que à medida que o valor total do VHI aumenta, a autoavaliação da voz nas pessoas com DP piora. Estes resultados vão ao encontro aos diversos estudos descritos na literatura63-66, uma vez que neles se verificou que as pessoas com DP têm mais desvantagem na vida diária devido às alterações na voz do que as pessoas saudáveis. Verificou-se também que, mesmo comparando a autoavaliação da voz, referida como normal, das pessoas com DP com as do grupo controlo, o valor total do VHI permanece com uma diferença significativa entre este dois grupos. Ou seja, mesmo as pessoas com DP identificarem as suas vozes como normais, o impacto psicossocial é maior nelas do que nas pessoas saudáveis.

Também para a disartria se verificou um impacto psicossocial maior nas pessoas com DP do que nas pessoas saudáveis, tal como aconteceu nos vários estudos encontrados na literatura1;4;76;77;79;83. Este impacto negativo da disartria na QV das pessoas com DP pode interferir na realização das atividades diárias, na interação social e na sua autoestima, podendo por isso levar muitas vezes ao isolamento social10;18;20. Esta afirmação é validada pelo facto de muitos estudos1;76;77 compravarem que a reduzida capacidade para comunicar vai para além daquilo que é fisiológico, podendo causar mudanças negativas na autoidentidade, autoconceito, relacionamento com familiares e amigos, perturbações sociais e emocionais, participação e sentimentos de estigmatização.

No presente estudo, o impacto psicossocial da disartria na DP foi aumentando à medida que o nível de preocupação com a mesma aumentou, o que sugere que quanto mais preocupante for a disartria para a pessoa com DP maior o impacto psicossocial na sua QV. Verificou-se ainda uma diferença estatisticamente significativa no menor nível de preocupação entre as pessoas com DP e o grupo controlo, continuando a disartria a ter um impacto psicossocial maior na QV das pessoas com DP do que nas saudáveis. Isto sugere que, apesar da maior parte das pessoas com DP identificarem a disartria como a sua menor preocupação, esta mantém um impacto psicossocial na QV de cada uma.

5.3Relação do impacto psicossocial com a duração da doença e o nível motor global.

O nível de incapacidade da pessoa com DP pode ser prejudicado pelo comprometimento físico-mental, emocional e económico associados aos sinais e sintomas e às complicações

secundarias da DP, podendo ser responsável pelo isolamento e pela escassa participação na vida social 20;29;53.

O presente estudo mostrou haver correlação positiva significativa moderada entre o resultado do VHI e a duração da doença e o valor total do MDS-UPDRS. Estes resultados mostram que o impacto psicossocial da voz nas pessoas com DP é tanto maior quanto maior a duração da doença; e ainda, que à medida que a DP vai agravando pior será a perceção da pessoa relativamente ao handicap da voz. Vários estudos64;65 corroboram estes resultados, e sabe-se portanto que a duração da doença afeta negativamente o empenho em todas as atividades, sejam elas motoras ou cognitivas54.

Brady, Kelly, Mackenzie, Muir, Paton81, não encontraram relação entre as dificuldades comunicativas percebidas pelos pacientes com diferentes tipos e graus de disartria e as diferentes variáveis (idade, género, diagnóstico, duração de doença e situação de emprego). Por outro lado, no estudo realizado por Letanneux, Pinto, Viallet, Walshe2, foi encontrada correlação forte entre o valor total do VHI e valor total do DIP. Os resultados do presente estudo vão ao encontro do que foi descrito no último, uma vez que a correlação encontrada na secção E do DIP (nível de preocupação da disartria) das pessoa com DP se relaciona de forma negativa e moderada com a duração da doença e com o score total do VHI. Significando estes dados que, quanto maior a duração da doença maior é a preocupação das pessoas com a disartria; e ainda que, quando as pessoas com DP identificam a sua voz como normal, a preocupação com a disartria é menor.

VI. Conclusão

No presente estudo verificou-se que tanto a disfonia como a disartria têm impacto negativo na QV das pessoas com DP. Contudo, quando estas pessoas autoavaliam a própria voz, a maioria identifica-a como sendo normal, assim como o problema da fala (disartria) sendo o de menor preocupação comparado com outras preocupações.

É importante referir que foram encontradas diferenças significativas entre os grupos, tanto no que diz respeito ao impacto psicossocial da voz e da disartria, como relativamente ao nível de preocupação da disartria, e ainda à autoavaliação da voz. Por outro lado, comprovou-se a existência de relação entre o valor total do VHI e a duração da doença e o valor total do MDS- UPRDS. Existiu também relação do sub-grupo “normal” da autoavaliação da voz com a duração da doença, e do nível de preocupação da disartria com a duração da doença e o valor total do VHI.

Apesar de, hoje em dia, a intervenção terapêutica apresentar como principal objetivo os sentimentos pessoais físicos, psicológicos e sociais dos pacientes, incluindo por isso avaliações da QV e bem-estar da população, o presente estudo deparou-se com uma limitação acerca deste assunto2;3. A informação encontrada na literatura foi escassa e por isso a comparação de resultados com outros estudos limitada. Desta forma, é importante continuar a realizar estudos acerca desta temática, nomeadamente estudos em Portugal e nas demais patologias.

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