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9.1 Introduction

Neste ponto reportam-se os resultados referentes à duração da visita, às modalidades de ingresso e às motivações que estiveram na base da visita realizada.

DURAÇÃO DA VISITA

No que toca à duração da visita, 81% dos públicos do MNM afirma ter dedicado menos do que uma hora à experiência (gráfico 27). Mais especificamente, 47% dos públicos responde ter feito uma visita rápida (nisto se distinguindo de boa parte dos museus observados, com valores mais altos uma vez que a média nesta duração é 38%, sendo que é também um dos museus com menor área expositiva) e 35% muito rápida (aqui também com valores muito superiores à média EPMN nesta duração, 11%). A área expositiva do Museu ajuda a explicar o peso percentual das visitas relativamente rápidas. Saliente-se ainda que 16% dos inquiridos referem ter realizado uma visita demorada ao Museu e que é muito baixa a incidência de respostas relativas às visitas muito demoradas, ou seja, as que dedicam mais de uma hora.

GRÁFICO 27 - DURAÇÃO DA VISITA AO MNM

Percentagem

Muito rápida Rápida Demorada Muito

demorada respondeNão

34,6

46,6

16,3

1,5 1,0

n = 399.

Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015.

Nota: muito rápida (<30min); rápida (30min a 1h); demorada (1h a 2h); muito demorada (mais de 2h).

Na comparação com os resultados globais do EPMN a duração das visitas ao MNM é, destacadamente, das mais breves. Isso fica patente nas diferenças percentuais registadas: na visita muito rápida regista mais 24 pontos percentuais (35% contra 11%) e, por outro lado, na visita demorada menos 21 pontos (16% contra 37%).

59 Cruzando a duração da visita com a nacionalidade é possível observar, através do gráfico 28, que no caso das visitas demoradas a percentagem de estrangeiros é superior (20%) em comparação com a dos portugueses (12%). Já no caso das visitas rápidas a percentagem de estrangeiros (46%) face aos nacionais (47%) apresenta valores muito próximos. Porém, os públicos nacionais são significativamente mais numerosos nas visitas com a duração inferior a trinta minutos, com 38%, sete pontos percentuais acima dos públicos de outras nacionalidades.

GRÁFICO 28 - DURAÇÃO DA VISITA AO MNM POR NACIONALIDADE

Percentagem

Muito rápida Rápida Demorada Muito

demorada Não responde

Outras Portuguesa 38,4 47,0 12,4 1,6 0,5 31,3 46,3 19,6 1,4 1,4 n = portuguesa (185); outras (214). Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015.

Nota: muito rápida (<30min); rápida (30min a 1h); demorada (1h a 2h); muito demorada (mais de 2h).

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INGRESSO PARA A VISITA

Tal como a generalidade dos museus da DGPC, e como é aliás usual nos museus com entrada paga, a entrada no MNM pode corresponder a um bilhete com o valor normal, a um dos diversos tipos com desconto ou mesmo isenção6. Observando então os resultados do inquérito em relação ao ingresso

dos públicos evidencia-se que 55% pagou o bilhete normal (gráfico 29). Um pouco mais de um quarto (29%) beneficiou de algum tipo de desconto e cerca de 13% acedeu gratuitamente durante um período de acesso livre ou com isenção de pagamento.

GRÁFICO 29 - INGRESSO PARA A VISITA AO MNM

Percentagem

Bilhete normal Bilhete com

desconto Convite Período deacesso

gratuito/isento Não responde 55,4 29,3 1,5 13,0 0,8 n = 399.

Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015.

Na comparação com os resultados globais do EPMN as entradas com bilhete normal têm maior incidência no MNM (55% face a 52% no total de museus participantes) e, pelo contrário, o período de acesso gratuito ou isento detém menor expressão junto dos públicos (13% no MNM contra 17% no EPMN).

Analisando a mesma variável de ingresso no cruzamento com a da

nacionalidade observam-se discrepâncias relevantes entre públicos nacionais e estrangeiros na distribuição das opções de resposta (gráfico 30).

Assim, na opção de ingresso mediante bilhete normal constata-se uma percentagem de nacionais (60%) mais elevada em comparação com a de estrangeiros (52%), o que se pode ficar a dever a diversas razões,

designadamente a determinação do momento da visita não tanto em função dos períodos de entrada gratuita, mas sim da disponibilidade de tempo, a falta de informação sobre possíveis descontos ou não corresponderem a nenhum dos regimes previstos.

6 Despacho n.º 6474/2014, de 19 de maio (fixa a tabela de preços de entrada nos serviços dependentes da DGPC).

61 Os ingressos com desconto têm peso semelhante nos dois contingentes (30% para os públicos nacionais e 29% para os estrangeiros). Porém verifica-se que entre os estrangeiros prevalece a visita no período de acesso gratuito/isento (18%) em comparação com a dos públicos portugueses (8%).

GRÁFICO 30 - INGRESSO PARA A VISITA AO MNM POR NACIONALIDADE

Percentagem

n = portuguesa (185); outras (214). Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015.

MOTIVAÇÕES DA VISITA

Após a análise da duração da visita e das modalidades de ingresso ao MNM, observa-se agora de forma detalhada os elementos que motivam os públicos a visitarem o Museu (gráfico 31). O interesse pelo MNM reflete a opção de resposta com a maior adesão (91%), à qual se associa a importância de conhecer, ou rever, o conjunto de exposições, nomeadamente a permanente (63%) e as temporárias (32%).

A alguma distância, situam-se o acompanhar familiares/amigos/outras pessoas (43%) e as razões profissionais e de estudo (42%) como motivos relevantes. Destaca-se ainda a opção de visita com o intuito de assistir a espetáculos (concertos, teatro, dança...) com 20%. Os restantes factores de motivação apresentam percentagens mais baixas, sendo o fazer visitas guiadas, com 12%, o participar em atividades específicas para crianças, seniores ou outros grupos, com 14% e o assistir a atividades culturais com 17% reforçando a questão do gosto e dos interesses segmentados e de nicho.

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GRÁFICO 31 - MOTIVAÇÕES DA VISITA AO MNM

Percentagem 91,0 63,3 42,7 42,0 31,9 20,4 16,6 14,3 11,8 Interesse pelo Museu Conhecer ou rever a exposição permanente Acompanhar familiares/ amigos/ outras pessoas Por razões profissionais/ estudo (guia turístico, aluno…) Conhecer ou rever a exposição temporária Assistir a espetáculos (concerto, teatro, dança…) Assistir a atividades culturais (palestras, colóquios…) Participar em atividades especificas para crianças, seniores ou outros grupos Fazer a visita guiada organizada pelo Museu

n = 398 .

Fonte: DGPC/CIES-IUL, EPMN, 2015.

Nota: a pergunta apresenta a seguinte escala: muito importante; importante; pouco importante; e nada importante. As percentagens resultam da soma de muito importante e importante.

Na comparação com os resultados globais do EPMN, destaca-se no MNM as razões profissionais (42%, mais 13 pontos percentuais que no EPMN).

3.5. COMO SE

INFORMAM SOBRE