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O extrato metanólico de B. pachyphylla e suas frações foram testados nas concentrações de 200,00, 66,67,22,2, 7,4 e 2,47 µg/mL. As concentrações dos controles positivos foram 20 µg/mL para doxorrubicina e 3 µL/mL para o peróxido de hidrogênio. A concentração do controle de veículo era 0,5% e para o controle do meio utilizou-se DMEM e F10 enriquecidos com soro fetal bovino 10%.

O ensaio de citotoxicidade foi baseado na coloração por SRB, estando o resultado expresso em porcentagem de viabilidade celular em relação ao controle

de veículo (dimetilssulfóxido – DMSO). As amostras de B. pachyphyla não demonstraram atividade citotóxica considerável em nenhuma das concentrações testadas.

As Figuras 14, 15, 16 e 17 apresentam os gráficos da determinação da viabilidade celular (%) das amostras nas linhagens celulares testadas. O extrato

bruto e as frações apresentaram viabilidade celular abaixo do CI20, mostrando a

baixa citotoxicidade dessas amostras.

DX: controle positivo (doxorrubicina). H2O2: controle positivo (peróxido de

hidrogênio). DM: controle de veículo (DMSO). CN: controle negativo. Análise de variância One-way ANOVA com pós-teste de Tukey. (***) p<0,001; (**) p<0,01; (*) p<0,05.

Figura 14: Viabilidade celular (em porcentagem) em linhagem HepG2, a partir de 3

experimentos independentes (média ± erro padrão-ep). Tratamento realizado com o extrato bruto e frações de Byrsonima pachyphylla.

DX: controle positivo (doxorrubicina). H2O2: controle positivo (peróxido de

hidrogênio). DM: controle de veículo (DMSO). CN: controle negativo. Análise de variância One-way ANOVA com pós-teste de Tukey. (***) p<0,001; (**) p<0,01; (*) p<0,05.

Figura 15: Viabilidade celular (em porcentagem) em linhagem SiHa, a partir de 3

experimentos independentes (média ± erro padrão-ep). Tratamento realizado com o extrato bruto e frações de Byrsonima pachyphylla.

DX: controle positivo (doxorrubicina). H2O2: controle positivo (peróxido de

hidrogênio). DM: controle de veículo (DMSO). CN: controle negativo. Análise de variância One-way ANOVA com pós-teste de Tukey. (***) p<0,001; (**) p<0,01; (*) p<0,05.

Figura 16: Viabilidade celular (em porcentagem) em linhagem C33A, a partir de 3

experimentos independentes (média ± erro padrão-ep). Tratamento realizado com o extrato bruto e frações de Byrsonima pachyphylla.

DX: controle positivo (doxorrubicina). H2O2: controle positivo (peróxido de

hidrogênio). DM: controle de veículo (DMSO). CN: controle negativo. Análise de variância One-way ANOVA com pós-teste de Tukey. (***) p<0,001; (**) p<0,01; (*) p<0,05.

Figura 17: Viabilidade celular (em porcentagem) em linhagem MRC5, a partir de 3

experimentos independentes (média ± erro padrão-ep). Tratamento realizado com o extrato bruto e frações de Byrsonima pachyphylla.

Os resultados dos ensaios de citotoxicidade com SRB obtidos para a linhagem MRC5 (fibroblastos normais de pulmão humano) demonstraram aumento considerável nas porcentagens de células vivas tratadas com o extrato bruto e a fração butanólica, na concentração de 200 μg/mL (Figura 17), sugerindo atividade proliferativa celular. O mesmo ocorreu quando foi realizado o tratamento com a fração butanólica na linhagem SIHA (figura 15).

Em C33A a fração aquosa de B. pachyphylla demonstrou citotoxicidade com significância estatística apenas na maior concentração testada.

4.2.2 B. trimera

A seguir são apresentados os resultados de citotoxicidade para B. trimera. O extratos EAcBt, EEtBt95 e a fração EFSBt3 foram testados nas concentrações de 200,00, 66,67, 22,2, 7,4 e 2,47 µg/mL. A fração 148, o óleo essencial e a eupatorina foram testadas nas concentrações de 50 µg/mL, 16,6 µg/mL, 5,5 µg/mL,1,8 µg/mL e 0,61 µg/mL. Os controles positivos apresentavam as concentrações de 20 µg/mL para doxorrubicina e 3 µL/mL para o peróxido de hidrogênio. A concentração do controle de veículo era 0,5% e para o controle do meio utilizou-se DMEM e F10 enriquecidos com soro fetal bovino 10%.

DX: controle positivo (doxorrubicina). H2O2: controle positivo (peróxido de

hidrogênio). DM: controle de veículo (DMSO). CN: controle negativo. Análise de variância One-way ANOVA com pós-teste de Tukey. (***) p<0,001; (**) p<0,01; (*) p<0,05.

Figura 18:Viabilidade celular (em porcentagem) em linhagem HepG2, a partir de 3

experimentos independentes (média ± erro padrão-ep). Tratamento realizado com os extratos acetato de etila (EAcBt), etanólico 95% (EEtBt95) e fração EFSBt3 de B. trimera.

DX: controle positivo (doxorrubicina). H2O2: controle positivo (peróxido de

hidrogênio). DM: controle de veículo (DMSO). CN: controle negativo. Análise de variância One-way ANOVA com pós-teste de Tukey. (***) p<0,001; (**) p<0,01; (*) p<0,05.

Figura 19: Viabilidade celular (em porcentagem) em linhagem SiHa, a partir de 3

experimentos independentes (média ± erro padrão-ep). Tratamento realizado com os extratos acetato de etila (EAcBt), etanólico 95% (EEtBt95) e fração EFSBt3 de B. trimera.

DX: controle positivo (doxorrubicina). H2O2: controle positivo (peróxido de

hidrogênio). DM: controle de veículo (DMSO). CN: controle negativo. Análise de variância One-way ANOVA com pós-teste de Tukey. (***) p<0,001; (**) p<0,01; (*) p<0,05.

Figura 20: Viabilidade celular (em porcentagem) em linhagem MRC5, a partir de 3

experimentos independentes (média ± erro padrão-ep). Tratamento realizado com os extratos acetato de etila (EAcBt), etanólico 95% (EEtBt95) e fração EFSBt3 de B. trimera.

DX: controle positivo (doxorrubicina). H2O2: controle positivo (peróxido de

hidrogênio). DM: controle de veículo (DMSO). CN: controle negativo. Análise de variância One-way ANOVA com pós-teste de Tukey. (***) p<0,001; (**) p<0,01; (*) p<0,05.

Figura 21: Viabilidade celular (em porcentagem) em linhagem C33A, a partir de 3

experimentos independentes (média ± erro padrão-ep). Tratamento realizado com os extratos acetato de etila (EAcBt), etanólico 95% (EEtBt95) e fração EFSBt3 de B. trimera.

Os resultados obtidos para a linhagem HepG2 demonstram atividade citotóxica com relevância estatística na concentração de 200,00 μg/mL para EAcBt, EFSBt3 e EEtBt95, sendo que para o extrato acetato de etila esta observação também é notada na concentração de 66,67 μg/mL. Para a linhagem SiHa, os extratos demonstraram citotoxicidade com significância estatística nas concentrações de 200,00 e 66,67 μg/mL. Com relação à linhagem de células

normais MRC5, observou-se citotoxicidade com EAcBt nas 2 maiores concentrações testadas, e com EFSBt3 para a concentração 200,00 μg/mL. Em C33-A, a significância estatística para citotoxicidade foi encontrada com a maior concentração de EEtBt95, e as três maiores concentrações avaliadas de EAcBt.

Tanto o óleo essencial quanto a fração 148 de B. trimera foram testados com concentração inicial 4 vezes inferior à concentração inicial testada para o extrato acetato de etila, extrato etanólico 95% e fração EFSBt3 (figuras 22, 23 e 24). Para a fração 148 foram obtidos resultados significantes nas linhagens C33A e HepG2 (p<0,001), na concentração de 50,00 μg/mL. A partir dos testes utilizando o óleo essencial foram observados, em todas as linhagens testadas (HepG2, SiHa, C33-A), resultados com significância estatística. Para HepG2 houve morte celular na concentração de 50,00 μg/mL (p<0,001), 1,80 e 0,61 μg/mL (p<0,01). Em SiHa, houve pequena sobrevivência celular quando testado o óleo essencial na concentração de 50,00 μg/mL (p<0,001), enquanto que para a linhagem C33A ocorreu morte celular com significância estatística nas concentrações de 50,00 e 16,60 μg/mL, com p<0,001.

Tendo sido a eupatorina obtida da fração 148, advinda de EAcBt, foi verificada a atividade citotóxica desta substância purificada em HEPG2 e em MRC-5 (figuras 22 e 25), linhagens em que EAcBt e a fração 148, respectivamente, foram mais citotóxicas.

DX: controle positivo (doxorrubicina). H2O2: controle positivo (peróxido de

hidrogênio). DM: controle de veículo (DMSO). CN: controle negativo. Análise de variância One-way ANOVA com pós-teste de Tukey. (***) p<0,001; (**) p<0,01; (*) p<0,05.

Figura 22: Viabilidade celular (em porcentagem) em linhagem HepG2, a partir de 3

experimentos independentes (média ± erro padrão-ep). Tratamento realizado com o óleo essencial, fração 148 e eupatorina de B. trimera

DX: controle positivo (doxorrubicina). H2O2: controle positivo (peróxido de

hidrogênio). DM: controle de veículo (DMSO). CN: controle negativo. Análise de variância One-way ANOVA com pós-teste de Tukey. (***) p<0,001; (**) p<0,01; (*) p<0,05.

Figura 23: Viabilidade celular (em porcentagem) em linhagem SiHa, a partir de 3

experimentos independentes (média ± erro padrão-ep). Tratamento realizado com o óleo essencial e a fração 148 de B. trimera.

DX: controle positivo (doxorrubicina). H2O2: controle positivo (peróxido de

hidrogênio). DM: controle de veículo (DMSO). CN: controle negativo. Análise de variância One-way ANOVA com pós-teste de Tukey. (***) p<0,001; (**) p<0,01; (*) p<0,05.

Figura 24: Viabilidade celular (em porcentagem) em linhagem C33A, a partir de 3

experimentos independentes (média ± erro padrão-ep). Tratamento realizado com o óleo essencial e a fração 148 de B. trimera.

DX: controle positivo (doxorrubicina). H2O2: controle positivo (peróxido de

hidrogênio). DM: controle de veículo (DMSO). CN: controle negativo. Análise de variância One-way ANOVA com pós-teste de Tukey. (***) p<0,001; (**) p<0,01; (*) p<0,05.

Figura 25: Viabilidade celular (em porcentagem) em linhagem MRC5, a partir de 3

experimentos independentes (média ± erro padrão-ep). Tratamento realizado com a eupatorina.

Entre o extrato acetato de etila, extrato etanólico 95% e o produto da extração em fase sólida, apenas EEtBt95, quando avaliado em HepG2, não foi capaz de inviabilizar 50% das células (CI50). Os valores de concentrações

necessárias para inviabilizarem tanto 20% (CI20) quanto 50% (CI50) das células foram alcançados com o óleo essencial. Para a fração 148 apenas o CI20 foi atingido, em todas as linhagens testadas.

Tabela 3: Efeito citotóxico das amostras testes de Baccharis trimera nas diferentes

linhagens celulares. Concentração suficiente para inviabilizar 20% das células (CI20) expressa em μg/mL ± erro padrão.

(NA): CI20 não atingida. (NT): amostra não testada na respectiva linhagem.

Amostra

CI20 (μg/mL)

HEPG2 SIHA C33A MRC-5

EAcBt 37,28 ± 4,5 56,72 ± 4,4 12,28 ± 3,5 18,43 ± 8,0 EEtBt95 121,84 ± 5,0 51,27 ± 6,2 45,76 ± 5,8 48,58 ± 6,6 EFSBt3 (NA) 53,64 ± 6,5 59,36 ± 3,4 108,68 ± 4,8 Fração 148 32,12 ± 3,0 38,27 ± 3,6 38,00 ± 3,57 (NT) Óleo Essencial 20,88 ± 3,3 11,69 ± 5,8 13,52 ± 3,48 (NT) Eupatorina (NT) (NT) (NT) (NA)

Figura 26: Representação gráfica dos valores de CI20 atingidos em diferentes linhagens e as respectivas substâncias responsáveis

Tabela 4: Efeito citotóxico das amostras testes de Baccharis trimera nas diferentes

linhagens celulares. Concentração suficiente para inviabilizar 50% das células (CI50) expressa em μg/mL ± erro padrão.

(NA): CI50 não atingida. (NT): amostra não testada na respectiva linhagem.

Amostra

CI50 (μg/mL)

HEPG2 SIHA C33A MRC-5

EAcBt 118,08 ± 4,5 177,79 ± 4,4 107,71 ± 3,5 52,85 ± 8,0 EEtBt95 (NA) 149,58 ± 6,2 164,94 ± 5,8 139,03 ± 6,6

EFSBt3 66,50 ± 9,0 (NA) 189,84 ± 3,4 188,06 ± 4,8

Fração 148 (NA) (NA) (NA) (NT)

Óleo Essencial 37,17 ± 3,3 26,88 ± 5,8 29,18 ± 3,48 (NT)

Figura 27: Representação gráfica dos valores de CI50 atingidos em diferentes linhagens e as respectivas substâncias responsáveis.

5. CONCLUSÕES

As amostras de ambas as espécies foram fracionadas obtendo-se frações de composição química distinta e, portanto, adequadas para a metodologia de Fracionamento Biomonitorado.

A fração aquosa de B. pachyphylla mostrou atividade citotóxica, na maior concentração analisada, quando avaliada na linhagem C33A. As demais amostras não apresentaram citotoxicidade. No entanto, os resultados dos ensaios de citotoxicidade com SRB obtidos com a fração butanólica na linhagem SiHa, e com o extrato bruto e a fração butanólica em MRC-5, na concentração de 200,00 μg/mL, demonstraram aumento considerável nas porcentagens de células vivas tratadas, sugerindo uma possível atividade proliferativa celular destas amostras.

De maneira geral todas as amostras obtidas de B. trimera demonstraram algum potencial citotóxico. O óleo essencial foi capaz de inviabilizar tanto 20 quanto 50% das células (CI20 e CI50) com as menores concentrações. O extrato

EAcBt atingiu o valor de CI50 em todas as linhagens testadas. A fração EFSBt3

também mostrou-se citotóxica nas linhagens e, com exceção do ensaio em HepG2, necessitou maior concentração que seu extrato de origem (EAcBt) para atingir valores de CI50. Por sua vez, a fração 148, advinda de EFSBt3, dentre as

linhagens com as quais foi testada, também obteve maior atividade citotóxica em HEPG2. No entanto, a substância purificada a partir da fração 148 (eupatorina) não demonstrou citotoxicidade com relevância estatística.

Os resultados obtidos com B. trimera e a até então ausência de trabalhos científicos publicados sobre o tema, ostentam a importância de se aprofundar no estudo desta espécie vegetal, através de ensaios mais apurados e no isolamento de novas frações e substâncias.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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