4.1 Depth-buffers for sensor modeling
4.1.1 Introduction to Depth-buffers
O termo, apesar de sua especificidade, é amplo, tendo em vista que engloba vários aspectos relacionados a negócios, independentemente, da natureza, tamanho e área de atuação. Há muito vem sendo utilizado nos países desenvolvidos, como EUA e Reino Unido, e conforme CAMPELLO e BORGES (1997), refere-se ao conjunto de informações tomadas como subsídios, pelas organizações, para desenvolverem suas atividades, no sentido de otimizar sua atuação e seu processo de desenvolvimento. Ressaltam, por outro lado, que há autores que definem informação para negócios, empregando tipologia que considera as diversas categorias de informação. Destacam o conceito de VERNON (1984), o que se considera apropriado, visto que ilustra a abrangência e peculiaridade do assunto:
“informações para negócios são dados, fatos e estatísticas publicados, necessários à tomada de decisão nas organizações de negócios, públicas ou privadas, bem como no governo. Inclui informações mercadológicas, financeiras, sobre bancos e empresas, leis e regulamentos de impostos, informações econômicas e comerciais, bem como informação factual sobre o ambiente no qual os negócios se realizam” (CAMPELLO e BORGES, 1997, p. 150)
Baseando-se em LAVIN e HAYDEN (citados pelas autoras supracitadas), o acervo de informações para negócios de determinada organização, pode ser subdividido em duas categorias distintas: a)informação interna, produzida no interior da própria organização, a partir de suas experiências e/ou como conseqüência de seu trabalho; b)informação externa, conseguida fora da organização por meios variados. Podem-se, ainda, obter informações para
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negócios através de meios formais e informais. As informações informais são obtidas em eventos realizados dentro e fora da organização tais como, seminários, palestras, jantares de negócios e conferências. As informações formais são conseguidas por meio de registros e/ou instituições regulares e são passíveis de resgate e/ou recuperação em sistemas de informação. No Brasil, a informação para negócios, ainda, não está consolidada, pois além
de questões relativas à imprecisão conceitual, que dificulta o pleno entendimento sobre a matéria, há falta de sintonia entre as diversas instituições que poderiam promover o desenvolvimento e aprofundamento sobre o assunto, popularizando seu emprego e utilização, ampliando, com isso, benefícios. Nesse sentido, FONT (citado por MOTA, 1999, p. 79) observa que,
“os principais problemas da América Latina são os seguintes: (...)falta de comunicação interinstitucional e ausência de sistemas nacionais de inovação (...) inexistência de uma linguagem comum entre empresários e pesquisadores; débeis mecanismos de coordenação entre os próprios organismos que executam atividades científicas e tecnológicas; escasso nível de complementariedade entre o setor empresarial e o setor científico-tecnológico (...)”
BORGES e SOUZA (1996) observam, também, que no Brasil o conhecimento sobre a existência de informação para negócios é acanhado. Trata-se de área nova e pouco explorada, precisando, portanto, ser consolidada em termos de conhecimento teórico, organização de fontes, oferta de serviços e de produtos. Isso dificulta, sobremodo, o desenvolvimento tecnológico do País, em função do mercado, o qual exige contínuas atualizações e inovações, o que requer conhecimento real e potencial sobre o ambiente dos negócios, tais como, concorrentes, fornecedores, índices econômicos e financeiros etc.
Na mesma direção, MONTALLI e JANNUZZI (1999, p.28) fazem o seguinte alerta:
“As informações produzidas e/ou disponibilizadas no país, de extrema importância para o desenvolvimento econômico, não são utilizadas pela maior parte das micros, pequenas e médias empresas, que compõem, segundo Reis (1994) a chamada força social da economia.”
Isso, de certa forma, reflete a existência de um paradoxo e deve despertar preocupação, tendo em vista as causas e conseqüências que a falta ou uso inadequado da informação pode provocar, para empresas estabelecidas ou que pretendem ingressar no mercado. É provável que a compreensão dessa problemática esteja na hipótese sugerida por CYSNE (1996, p.26),
“Uma hipótese para o paradoxo da inadequada utilização da informação disponível é a de que não existem mecanismos apropriados nem metodologias adequadas que tornem a riqueza de recursos informacionais mais socializados e economicamente utilizável (sic).”
De fato, existe no Brasil capacidade instalada com potencial para atuar como fonte provedora de informações para negócios. A entidade que se acredita com maior capacidade para atuar, nesse contexto, é o Sistema SEBRAE, apresentado e analisado no capítulo que se segue. Afinal, é o único que se identifica como apoiador dos micro e pequenos negócios, que está presente em todas as capitais e principais cidades brasileiras. Ademais, ressalta-se seu potencial tendo em vista, o que destacam MATOS e MENDONÇA (1991, p. 82),
“O acervo do Sistema Sebrae possui uma característica básica: é constituído por um volume substancial e variado de documentos, incluindo livros, folhetos, manuais, anais de congressos, monografias e teses, entre outros, descentralizados nos 27 estados do país”.
Outras respostas para o paradoxo ora discutido podem estar na imprecisão do termo e, conseqüentemente, no entendimento acerca de sua importância, tendo em vista, ainda, que o termo foi introduzido no País, há pouco tempo, por MONTALLI, que caracteriza a informação para negócios como:
“aquela que subsidia o processo decisório do gerenciamento das empresas industriais, de prestação de serviços e comerciais nos seguintes aspectos: companhias, produtos, finanças, estatísticas, legislação e mercado.” (MONTALLI e CAMPELLO, 1997, p. 321)
Por outro lado, ao reconhecer que a informação para negócios requer crescente complexo de diferentes tipos de dados, para apoiar decisões, FIGUEIREDO (199?) relaciona os segmentos pelos quais se podem categorizá-las, propondo, então o seguinte conteúdo: preços de ações, apólices, certificados de valores e de mercadorias; análise financeira; análise
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econômica; verificação e análise de crédito; marketing e planejamento da mídia; notícias sobre negócios e indústria.
Pelo visto, ainda não há consenso quanto à conceituação do termo. Há várias possibilidades de observação ou perspectiva, sob as quais se pode observar e conceituar a questão. Uma delas, que se julga procedente, tendo em vista o caráter representativo para a economia nacional, é a que se refere aos micro e pequenos negócios. Por isso, à guisa de contribuição, consideram- se informações para pequenos negócios aquelas relacionadas ao ambiente de atuação, leis e regulamentos sobre impostos e tributos, concorrentes, clientes, colaboradores, gerenciamento ou administração e procedimentos contábeis.
Acredita-se, contudo, que outra importante vertente a ser explorada, diante dessa problemática, seja a cultural, relacionada principalmente ao comportamento do empresário brasileiro e das instituições que lidam com o provimento e disseminação de informações. É o que se tenta, analisar a seguir.