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Introduction

In document Cox rings of projective varieties (sider 7-12)

Neste tópico, inicia-se a discussão dos resultados referente à caracterização dos cuidadores de idosos, bem como à satisfação e classificação do atendimento ofertado pelo NRAD e se recomendaria o atendimento a outros usuários de acordo com a tabela 1 e 2

Analisando os resultados da pesquisa verificamos que a maioria dos cuidadores domiciliares informais entrevistados é do sexo feminino 20 (90,90%), o perfil dos participantes entrevistados se assemelham com os relatos descritos por diversos pesquisadores tanto nacionais quanto internacionais quando afirmam que a grande maioria dos cuidadores é do sexo feminino (CASSIS et al. 2007). Esses dados são confirmados na pesquisa realizada por Gonçalves (2009), em que revela que todos os cuidadores participantes da pesquisa são mulheres, sendo que a maioria está no papel de filha. Mostra também que todas se abdicam de seus interesses para assumirem o cuidado de seus familiares. Ainda corroborando com o estudo Gratão (2010), em seu estudo sobre a sobrecarga vivenciada por cuidadores de idosos na comunidade, revelou que 86,4% dos cuidadores entrevistados são mulheres.

Os cuidadores aparecem identificados como sendo predominantemente mulheres por diversos autores (AMENDOLA; OLIVEIRA; ALVARENGA, 2008; CARVALHO, 2009).

De acordo com a história, a atividade de cuidar, seja das crianças ou das gerações mais antigas, tem sido predominantemente feminina. Isso é fato comprovado e ocorre não somente no recinto da família, mas também quando se trata de trabalho pago. Para algumas mulheres, isso pode resultar em uma dupla carga do trabalho de cuidar (LLOYD- SHERLOCK, 2010).

Em um estudo realizado por Amendola; Oliveira, Alvarenga (2008), sobre qualidade de vida dos cuidadores de pacientes dependentes no Programa de Saúde da Família na Zona Sul da Capital Paulista, deixou evidente que 83,3% dos cuidadores que fizeram parte do estudo eram do sexo feminino.

Coloméa et al. (2011) destacou, em seu trabalho como cuidador de idosos institucionalizado que a prática das mulheres em cuidar de filhos, esposo e casa podem facilitar a adaptação para exercer o cuidado à pessoa idosa. Andrade et al. (2009) destaca que a mulher em virtude de sua maior sensibilidade e atenção, ao ser humano, sempre foi vista como a responsável pelas pessoas doentes. Este resultado pode ter reflexo de padrão cultural que com frequência é associado ao papel da mulher na família, como cuidadora principal ou

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primária, pois, ao dar a luz ela continua com a responsabilidade de cuidar de tudo que mantém a vida nos mínimos detalhes.

Nos achados da pesquisa que avalia a faixa etária do cuidador, foi constatado que 50% dos cuidadores entrevistados são idosos, com média de idade de 57 anos Esses resultados se assemelham com a maioria dos estudos nacionais conforme divulgados por Amendola; Oliveira; Alvarenga, (2008); Gratão, (2010). No entanto, foi bem inferior a outros estudos internacionais como, por exemplo, os realizados por Rodrigues; Watanabe; Derntl, (2006) e por Ricarte (2009).

Fernandes; Garcia (2008), em uma pesquisa sobre determinantes da tensão do cuidador familiar de idosos dependentes informam que a idade das cuidadoras variou entre o mínimo de 21 e o máximo de 72 anos, com média de 50,3 anos. Os mesmos autores também relatam que as cuidadoras jovens encontram-se mais susceptíveis à tensão por se confrontarem com a necessidade de balancear as demandas competitivas dentro da família e no emprego. Por outro lado, os cuidadoras na meia idade e idosas estão mais propensas ao impacto negativo do cuidado devido às mudanças associadas ao próprio envelhecimento e pela possibilidade delas apresentarem um estado de saúde parecido com aquele evidenciado pelo receptor de cuidados.

Zem-Mascarenhas; Barros, (2009) realizaram um estudo com 40 cuidadores de idosos. Do total, 32,5% pertenciam à faixa etária de 51 a 60 e que dessa amostra 25% dos entrevistados possuem mais de 60 anos e continuam exercendo atividades como cuidador de idosos, função esta que requer bastante disposição física e mental acarretando significativo ônus para os mesmos, fato esse que demonstra semelhança com a pesquisa em questão.

Quanto ao estado conjugal dos cuidadores pesquisados, muitos deles 68,18% informaram terem companheiros, incluindo os casados e aqueles com união estável e também os amasiados. É possível afirmar que os dados estão em conformidade com a pesquisa realizada por Melo; Rodrigues; Schmidt, (2009) em que se observa que 65,4% dos cuidadores se apresentam na condição de casados. Nardi (2007) alerta que a condição de casado, por um lado, pode ser um fator facilitador de apoio para as tarefas desenvolvidas com o idoso, porém, por outro lado, pode se constituir como fator que sobrecarrega o cuidador, pois ele pode ainda ser responsável por outras tarefas domiciliares. Ainda em consonância com a pesquisa Miguel; Figueiras; Nardi (2010) também alegam que 67% dos cuidadores que participaram do estudo afirmaram que são casados.

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Em consonância com o estudo em questão foi observado resultados semelhantes com a pesquisa realizada por Lapola (2008). Conforme revelado pelos resultados dessa pesquisa, 70% dos cuidadores eram casados. A presença de um companheiro pode trazer benefícios com relação ao menor número de sentimentos de solidão e maior apoio (GRATÃO, 2010).

Com relação à religião, o que chama atenção é o número significativo, 72,72%%, dos cuidadores que se definiram como católicos. De modo que acredita-se que a religião se torna uma forma de apoio e segurança, pois, é consenso que a prática da oração proporciona momentos de tranquilidade e de bem-estar para os idosos e cuidadores. Os resultados do estudo no tocante à religião se confirmam com os resultados dos pesquisadores Miguel; Figueira; Nardi, (2010). Eles informaram, a partir do estudo que realizaram que 76% dos cuidadores participantes do estudo referiram ter a religião católica como definida.

Ainda favorecendo a pesquisa em questão, o Censo IBGE (2010) revela que o Brasil é um país com uma enorme diversidade religiosa, com tendência de mobilidade entre as religiões e, ainda, que a população brasileira é majoritariamente cristã (89%), sendo que sua maior parte é católica 70%.

É relevante salientar que a espiritualidade esta na essência do ser humano e se manifesta na relação com o outro. A fé e a religião/religiosidade são fatores mediadores que auxiliam os familiares no enfrentamento do cuidado domiciliar. A religião é considerada, por diversos autores, como sendo um importante aliado no processo de aceitação da doença e das atividades impostas por ela (BRONDANI et al. 2010).

Ao analisar o número de filhos verificou-se que os cuidadores tinham em media 0-2 filhos, correspondendo 59,10% dos entrevistados. Em conformidade com o estudo em questão, verifica-se que os achados estão de acordo com o Censo do IBGE (2010), o qual informa que o número médio de filhos no Brasil em 2010 foi de 1,86, quantitativo bem inferior ao resultado divulgado no Censo 2000. Neste último, era de 2,38 filhos. Ainda corroborando com a pesquisa Melo; Rodrigues; Schmidt, (2009) realizaram um trabalho de caracterização dos cuidadores de pacientes em cuidado paliativos no domicílio e observaram que 88,6% dos participantes possuíam em média 2 filhos.

Os resultados quanto o grau de instrução do cuidador é relevante, , pois os achados da referida pesquisa, revela-nos uma realidade superior à média nacional no tocante escolaridade. Pois, como foi mostrado em um momento anterior, não se observou nenhum cuidador analfabeto e 40,91% dos entrevistados possuem o ensino fundamental completo.

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Bini et al. (2006) afirma que o grau de escolaridade é de extrema importância, uma vez que a falta deste pode interferir, direta ou indiretamente, no processo de cuidar de idosos.

Miguel; Figueira; Nardi, (2010) relatam que a situações de baixa escolaridade podem comprometer a qualidade do cuidado, já que entre as tarefas desempenhadas pelos cuidadores envolvem a leitura de receitas médicas, orientações dietéticas, horários de medicação, entre outras atividades.

Estudos nacionais revelam resultados divergentes da atual pesquisa. De acordo com Amendola; Oliveira; Alvarenga, (2008), que desenvolveram uma investigação sobre a qualidade de vida dos cuidadores de pacientes dependentes no programa de saúde da família, relataram que 21% dos cuidadores entrevistados eram analfabetos.

No que tange o grau de parentesco do cuidador com o idoso, os achados do estudo revelaram que 54,54% dos pesquisados disseram que são filhos (as) do idoso, o que vem confirmar os resultados do trabalho publicado por Rodrigues; Watanabe; Derntl, (2006). Estes procederam a uma pesquisa com cuidadores de idosos, e identificaram que 24,1% deles eram cônjuges e 39,8% filhos, grande parte com idade superior a 60 anos.

Ainda de acordo o estudo de Souza et al. (2006), os cuidadores principais eram todos do sexo feminino (100%), sendo (67%) filhas e (33%) outros parentes. Reforçando os achados da pesquisa Orso (2008) evidenciou em seu trabalho que 75% dos cuidadores dos idosos entrevistados disseram que eram seus filhos. .

Fernandes e Garcia (2008), em uma pesquisa envolvendo 30 cuidadoras mulheres do Programa de Atendimento ao Idoso do Hospital Universitário Lauro Wanderley UFPB constataram que, em se tratando ao grau de parentesco, 70% dos cuidadores eram filhas e 23,3% esposas. Todos os idosos casados eram cuidados por suas esposas; os viúvos eram cuidados em sua maioria pelas filhas, especialmente pelas solteiras, divorciadas ou também viúvas. Cabe destacar de acordo com o referido autor que na vida familiar existe uma hierarquia de compromisso em relação ao cuidado: em primeiro lugar, vem a esposa e, em seguida, a filha solteira ou a que vive sozinha.

Ainda de acordo com Fernandes; Garcia (2008), apud Meyers; Gray (2001); Braithwaite (2000), diferentes pesquisas demonstram que quanto mais próximo o grau de parentesco entre cuidador/receptor de cuidados, maior o prejuízo na saúde mental do cuidador. Isso ocorre tanto pelos laços afetivos, como pelas expectativas socioculturais, que, de uma forma ou de outra, aumentam a responsabilidade do cuidador no tocante à provisão de assistência ao parente incapacitado, a despeito de suas condições pessoais e sociais,

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implicando maiores custos, especialmente para as filhas que, na maioria das vezes, têm suas próprias famílias. Já para as esposas, o ato de cuidar de seu cônjuge está embutido no seu papel de mulher casada, a partir do compromisso em se engajar num projeto de vida em comum assumido por ocasião do matrimônio, o que pode funcionar como um moderador da tensão oriunda da situação de cuidado.

Na identificação do cuidador quanto à profissão, é relevante o número de pessoas que declararam ser do lar e que não trabalham fora 40,90%. Realidade semelhante foi observada com os resultados do estudo realizado por Lapola; Caxambu; Campos, (2008), envolvendo 20 cuidadores de idosos portadores da doença de Alzheimer. Neste, foi observado que 40% dos cuidadores entrevistados não trabalham fora do domicílio.

Ainda sobre a ocupação Pereira; Filgueiras (2009) afirmam que 53% dos entrevistados disseram não ter atividades extradomiciliares, dedicando-se ao cuidado do idoso e de outros membros da família - filhos e netos, além dos afazeres domésticos, resultado este que se assemelham com os dados do estudo em questão.

Zem-Mascarenhas; Barros (2009) realizou um estudo sobre cuidado no domicílio: a visão da pessoa dependente e do cuidador, quanto os dados sobre profissão dos cuidadores, observou que 27,5% eram do lar, resultado bem divergente com a atual pesquisa.

Quanto à moradia e levando em consideração que 50 % dos cuidadores entrevistados têm mais de sessenta anos e ainda que desse total, 63,63% tem residência própria, além de que, na maioria das vezes, são filhos e cônjuges, o presente estudo está em consonância com os dados da pesquisa realizado por Camarano; Kanso; Mello, (2004), pois, conforme o resultado, os idosos encontram-se entre a maior proporção de pessoas que moravam em casa própria já paga e, consequentemente, isso pode ser explicado pelo fato de os idosos de hoje estarem num estágio do ciclo vital mais elevado, o que já lhes permitiu a acumulação de um patrimônio, como, por exemplo, a própria residência. Martins et al. (2008), ao analisar a habitação do cuidador afirma que 90% dos entrevistados possuem residência própria.

Ao analisar a renda dos cuidadores, na pesquisa em questão, foi verificado que 40,90% dos entrevistados não possuíam nenhum tipo de renda, 22,72% recebiam em média entre 1-2 salários mínimos, resultado esse que se assemelha com o estudo realizado por Rates (2007), sobre Cuidado de saúde do idoso, no domicílio: implicações para as cuidadoras, no Distrito Ressaca - município de Contagem MG. Nessa pesquisa se constatou que a renda das cuidadoras varia de zero a dois salários mínimos.

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Analisando a tabela 2 relacionada ao tempo que cuidador dispensa para cuidar do idoso, os resultados do estudo revelam que 54,54% dos entrevistados estão ofertando cuidado ao idoso por um tempo entre 3-8 anos. Lapola (2008), em sua pesquisa, revelou que 60% dos cuidadores entrevistados estão cuidando dos idosos por um tempo aproximado entre 2-6 anos, tempo este bem próximo da atual pesquisa.

Cuidar de um idoso por um tempo prolongado é uma tarefa intensa, e exige dedicação constante do cuidador, visto que esta condição é imposta a uma pessoa que não possui apenas essa atividade e acaba conciliando-a com outros afazeres, como o cuidado com filhos, casa, trabalho e outras fazendo com que sua saúde corra riscos, principalmente para aquele que o cuidado é prestado somente por ele, fazendo-o sentir sobrecarregado. Tal fato pode comprometer o autocuidado (GONÇALVES et al. 2006).

No que tange ao tempo em que os idosos recebiam atendimento domiciliar, Zem-Mascarenha; Barros (2009), mostram que a maioria dos entrevistados (62,5%) estava sendo assistidos por um período de tempo menor que 6 meses, e 22,5% recebiam auxílio de um cuidador por um período entre 6 meses a 1 ano, resultado bem inferior ao encontrado na atual pesquisa.

É sabido que cuidar de um idoso em tempo prolongado exige exposição constante dos cuidadores a riscos de adoecimento, pois principalmente aqueles que são cuidadores únicos assumem total responsabilidade, e com isso estão sempre sobrecarregados.

A partir do momento em que uma pessoa se torna totalmente dependente, ela passa a exigir uma demanda enorme de cuidados que devem ser supridos por alguém capaz de dedicar tempo e abdicar de muitas coisas, na tentativa de sanar essas necessidades. (MONTEZUMA; FREITAS; MONTEIRO, 2008).

Dominguez Guedea et al. (2009) informa que é comum que os cuidadores com carga horária excessiva, sobrecarga funcional exibam altos índices de depressão e baixos níveis de satisfação com a vida, além de estresse, fadiga, dificuldades econômicas, solidão, sentimentos de culpa, raiva, tristeza, cansaço, ansiedade e desespero.

Quanto à representação da percepção da saúde do cuidador verifica-se que 50% dos entrevistados classificaram sua saúde com regular/ruim. Para Fonseca et al. (2010), a auto- avaliação da saúde é realizado através de uma percepção de próprio individuo sobre seu desempenho durante as atividades e sobre sua própria saúde em relação a suas funções, buscando algo mensurável e determinar a evolução sobre o a avaliação final, no caso em questão a própria saúde do cuidador de idosos.

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Confirmando os dados do referido estudo Reis (2010), em sua pesquisa realizada sobre O perfil de familiares cuidadores de idosos doentes e/ou fragilizados residentes no Bairro do Inocoop no município de Jequié/BA, identificou que, 56,9% dos cuidadores familiares pesquisados consideram seu estado de saúde regular, ruim ou péssimo. Esses resultados podem ter relação com o fato de que o efeito na saúde e na percepção desta pelo cuidador pode ser intercedido por fatores negativos como, por exemplo, a depressão, sintoma comum entre esses indivíduos devido à intensa carga de estresse conseqüente do processo de cuidar.

Em estudo realizado por Yamashita et al. (2010) sobre Perfil sociodemográfico de cuidadores familiares de pacientes dependentes atendidos por uma unidade de saúde da família no Município de São Paulo, com 67 cuidadores revelou que 53,7% dos entrevistados classificaram sua saúde com regular/ruim/péssima, resultados estão em consonância com a atual pesquisa.

Souza; Azevedo (2010), em pesquisa sobre o Processo de Cuidar: percepção do cuidador de idosos relacionado aos fatores condicionantes de sua saúde em um município do sul de minas, teve resultado divergentes em relação à pesquisa em questão, pois observou que maioria dos entrevistados (60%) considera sua saúde do ponto de vista dinâmico e amplo como boa e somente (35%) dos cuidadores entrevistados definiram a própria saúde como regular, ou seja, determinados fatores que interferem no processo de cuidar podem gerar algum desequilíbrio no processo de saúde-doença do cuidador, manifestando como sinais e sintomas de agravos de saúde.

Em um estudo realizado por Pilger; Menon; Mathias, (2011) sobre a autopercepção da saúde atual foi considerada boa para 54,8% e ruim para 31,7% dos idosos entrevistados.

Quando questionado sobre satisfação avaliação e como classificaria o atendimento ofertado pelo NRAD verificou-se que 81,81% dos entrevistados classificaram o atendimento como sendo excelente e este mesmo percentual disseram que estão muito contente e satisfeito com o atendimento ofertado pelo NRAD em concordância com o exposto na pesquisa, Moraes et al. (2009) em um programa similar ao questionar os entrevistados sobre a satisfação com a assistência de enfermagem no serviço de atendimento domiciliar ao seu familiar, todos responderam que estavam satisfeitos. Observa-se, assim, que a família e o paciente estão satisfeitos com a assistência dos profissionais do serviço de atendimento domiciliar, por estarem num ambiente conhecido e preparado para a sua recuperação e isto acontece com a ajuda do cuidador, que geralmente, e uma pessoa da família.

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Segundo Esperidião; Trad (2006) os estudos de satisfação no Brasil, começaram a ser ampliados após a década de 1990, a partir do fortalecimento do controle social no âmbito do SUS, por intermédio da participação da comunidade nos processos de planejamento e avaliação. Ainda de acordo com os mesmos autores, a satisfação envolve algumas dimensões ligadas aos aspectos dos serviços, tais como acesso, qualidade, estrutura física e organizacional, aspectos inerentes à relação médico-paciente etc.

Em um estudo realizado por Kerber; Kirchhof; Cezar-Vaz, (2008) sobre o vínculo e satisfação de usuários idosos com a atenção domiciliar, constatou-se que os familiares se sentiam privilegiados quando utilizavam os serviços, ressaltando o carinho e atenção que recebidos pelos profissionais que os assistem. Ainda quanto aos aspectos de satisfação ou não da clientela sobre o serviço prestado de atendimento domiciliar, somente encontram resultados positivos, dados estes que vem a corroborar com o resultado da atual pesquisa.

Nesta mesma pesquisa foi apontado como vantagens dessa modalidade de assistência o estabelecimento de laços entre os envolvidos na relação de cuidado domiciliar, além de se ter um trabalhador da área da saúde como referência para o atendimento das necessidades ou dúvidas relacionadas ao processo de vida e cuidado com a saúde.

Thumé et al. (2010) em seu trabalho sobre a Assistência domiciliar a idosos: fatores associados, características do acesso e do cuidado, informa que a satisfação dos usuários com o serviço recebido destaca-se como indicador de qualidade da atenção e o atendimento foi considerado muito bom por 53%.

Sobre a qualificação do cuidador o resultado da pesquisa afirma que 90,90% dos cuidadores relatam não ter feito curso de formação, estes resultados estão sendo confirmados com os achados do trabalho de Souza et al. (2006) em saúde para leigos no cuidado ao idoso no contexto domiciliar, onde revela, sobre educação que 80% dos cuidadores afirmam não ter recebido nenhuma orientação para realizar o cuidado domiciliar. Ainda colaborando com o estudo, Reis; Ceolim (2007) revelam que grande parte dos sujeitos participantes 90% afirmaram que nunca tiveram qualquer prepara específico que os capacitasse a cuidar de pessoas idosos.

Gratão, (2010) em pesquisa sobre sobrecarga vivenciada por cuidadores de idosos na comunidade evidenciou que 94,4% dos cuidadores entrevistados afirmaram não ter realizado nenhum curso formal em cuidado, porém 92,7% referiram ter conhecimento no ato de cuidar, resultando bem similar ao encontrado no estudo em questão.

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Ainda em consonância com os dados do estudo Lapola; Caxambu; Campos, (2008) em uma pesquisa com 20 cuidadores portadores da doença de Alzheimer, observou que 55,0% dos entrevistados disseram não ter recebido nenhum tipo de capacitação; 45,0% relataram ter recebido, mas ao serem questionados de que forma receberam 75,0% relatou ter recebido orientações sobre o cuidado através de informativos.

A educação em saúde é importante para a prática de assistência aos cuidadores leigos, uma vez que os prepara para preservar sua saúde, cuidando expressivamente do seu próximo (SOUZA, WEGNER, GORINI, 2007).

O treinamento do cuidador leigo faz-se necessário face à situação iminente em que se encontram os familiares, no sentido de possibilitar ao idoso doente e fragilizado um atendimento imediato as suas necessidades básicas (GONCALVES; ALVAREZ; SANTOS, 2006).

Em um trabalho realizado por Souza et al. (2006), sobre Educação em saúde para

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