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Intralutherske  stridigheter

3.   Kontekst

3.2   Intralutherske  stridigheter

Independentemente de qualquer tipo de perspectivas teóricas, o tema da desigualdade vem se destacando nos principais debates ocorridos tanto no âmbito acadêmico, como governamental e seguramente empresarial.

Desta maneira, esta pesquisa, constatou que a interação entre a dimensão econômica e a social torna-se aspecto importante para compreensão dos padrões de desigualdade que caracterizam uma sociedade dita democrática.

No caso brasileiro, como visto na presente pesquisa, a magnitude e a abrangência das desigualdades que caracterizam a sociedade, precisam da implantação de melhores políticas públicas que devem ser pré-concebidas como resultado de uma urgente ampliação de estudos e pesquisas que venham a otimizar o foco de implantação destas políticas.

Vale salientar que independentemente da forma como se conceitue, a desigualdade aparece como fenômeno que sinaliza um padrão de distribuição de recursos extremamente injusto.

Os dados apresentados na presente pesquisa confirmam que o Brasil é um país extremamente desigual e que ainda não alcançou uma evolução aceitável e satisfatória.

O fato do PIB per capita ter aumentado no Brasil, aponta um sensível crescimento econômico, mas como se sabe, esse crescimento não garante o desenvolvimento da região, até mesmo porque não sabemos exatamente qual o direcionamento tomado pela riqueza produzida.

Nota-se, observando a participação relativa (%) dos estados e regiões no PIB agregado do Brasil, que houve certa redistribuição de renda entre as regiões, ou seja, parte da riqueza do país deixou de ser produzida pelas regiões mais ricas e passou a ser produzida pelas mais pobres, mas isso ocorreu de forma muito discreta, não representando mudanças consideradas importantes para redução das desigualdades.

A desigualdade olhando apenas para os números do índice de Gini passa a falsa impressão de que a desigualdade foi reduzida, mas ao se fazer uma análise mais detalhada dos dados que o compõe podemos notar que a redução quando ocorreu foi de forma insignificante.

No Brasil as grandes desigualdades sociais e econômicas são historicamente algumas das características mais presentes no país e para reverter essa realidade, são necessários não somente a criação de projetos, ações e mecanismos de ação social, mas também criar uma conscientização tanto no governo, quanto na sociedade como um todo.

O sistema socioeconômico precisa experimentar mudanças, realizando profundas reformas estruturais, provocando mudanças substanciais nas diferenças econômicas e principalmente na qualidade de vida da população.

Dos domicílios com até 2 salário mínimo encontram-se aqueles que sobrevivem com até ½ salário mínimo e até os sem rendimentos e que a soma de todos os outros estratos juntos não é capaz de superar na grande maioria das vezes essa parcela da população, vivendo nessa situação muitas vezes mais da metade da população.

Comparando os índices de Gini e o IES dos estados brasileiros com o aumento do PIB per capita no período estudado, percebe-se que alguns estados apesar da redução do índice de Gini e do aumento do PIB per capita tiveram aumento no percentual da população socialmente excluída.

Ao se observar os resultados do índice de Gini das regiões nota-se que houve uma sensível redução no período analisado, já que no período de 10 anos o Brasil teria condições de alcançar resultados muito mais significativos. Esses números em pouco contribuem para determinar o nível de desigualdade econômica das regiões. O nordeste tem o pior índice entre as regiões, enquanto a região sul apresentou os melhores resultados nesse período, mas se for feito uma média dos resultados dessas duas regiões no período analisado elas estarão praticamente no mesmo patamar, ou seja, se consegue saber qual a mais desigual, mas não se consegue estimar a grandeza desse indicador.

Os estudos precisam avançar para uma avaliação realística da quantidade de recursos necessários para a erradicação da pobreza indicando qual, supondo-se perfeitamente identificados os pobres, seria o percentual necessário da renda nacional apenas para a completa eliminação da pobreza no país.

É preciso canalizar os recursos disponíveis para atividades prioritárias e aumentar o controle social sobre eles, de modo a assegurar eficiência alocativa.

Como ficou aqui constatado a desigualdade está intimamente relacionada com a origem da pobreza. De acordo com o posicionamento de Sen (2000), o combate à pobreza requer o desenvolvimento de um projeto de sociedade que enfrente o desafio combinando democracia com eficiência econômica e justiça social.

Ao final conclui-se que os dados (especialmente evidenciados pelo índice Gini) mostram resultados que tendem a uma falsa impressão de melhoria nas condições sociais e econômicas do Brasil, que continua extremamente miserável e desigual. Por outro lado é possível recomendar o estabelecimento de um pacto social, tendo em vista que o Brasil conta com uma ampla disponibilidade de recursos para combater a pobreza.

O Brasil necessita de altos investimentos em educação e infraestrutura para alcançar um melhor nível de desenvolvimento

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