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5.3.1.1 Cooperativa A

A Cooperativa A realiza integração própria por meio do fornecimento de insumos e animais. Vendem para Aurora 240 animais/dia e também para o Frigorífico Pamplona. Possui Granjas próprias com: 5500 (Granja Floresta); 3400 (Granja Pinheiros); 3200 (Granja Ibicuí) e 500 (Granja Erval Velho) animais. Os poucos produtores restantes (600) que ainda possuem matrizes estão perdendo espaço gradativamente.

A etapa de terminação é integrada com um total de 70 produtores. Os tamanhos das unidades variam de 500 a 8000 animais, sendo que o projeto de implantação para as próximas unidades para no mínimo 1000 animais. A produção é concentrada no raio de 50km do Frigorifico que abate 7000 animais / dia (em parceria com BR Foods). O plantel total compreende um número de 90.000 animais.

O processo de disseminação de conhecimento das agroindústrias para os produtores é organizado conforme a proposta de Szulanski (1996). O Quadro 10 a seguir demonstra como os processos de disseminação de práticas / conhecimento ocorre das agroindústrias para os produtores em função das etapas de transferência de conhecimento (1) Iniciação; (2)Implementação; (3) Ramp up e (4) Integração.

Quadro 10. Etapas do processo que envolvem disseminação/transferência de

conhecimento das cooperativas segundo a classificação de Szulanski (1996).

INICIAÇÃO

Critério de Seleção de Produtores 1. Os produtores já devem estar associados à

cooperativa e possuir condições financeiras para bancar as instalações. A classificação dos produtores ocorre em 4 níveis distintos (A,B,C,D) conforme sua renda. Os produtores C e D não são selecionados por compor o grupo considerado de risco pela cooperativa. 2. O conhecimento pré-existente não é

fundamental pois a cooperativa fornece treinamento formal pelos técnicos na implantação e execução das atividades. A análise da propriedade é realizada in loco pelo técnico, sendo que as reuniões são realizadas mensalmente em cada comunidade.

3. A cooperativa realiza seminários internos três vezes ao ano, objetivando discutir e aprimorar as rotinas da organização. Reuniões gerais com todos os produtores são realizadas uma a duas vezes por ano.

Condução das atividades junto aos produtores integrados

1. Cada granja possui seus próprios integrados e técnicos funcionando independentemente. Sua função básica é organizar a Pirâmide Sanitária, facilitando assim a rastreabilidade dos plantéis. As visitas técnicas são realizadas semanalmente, sendo que cada técnico atende a um número de dez produtores, em média.

Sistemas de Gestão da Informação & Banco de dados

1. Utilização do software para a gerir processos internos: Pigchamp – Software Knowledge.

(http://www.pigchamp.com/default.aspx.)

IMPLEMENTAÇÃO

Formas de Interação Agroindústrias – Produtores Integrados

1. As principais vias de interação da Agroindústria com os produtores integrados ocorrem por intermediação de visitas técnicas, manuais e jornal da cooperativa. O jornal é responsável pela divulgação de matérias para disseminar as práticas de sucesso.

Principais facilitadores que estimulam a disseminação das práticas por parte das

agroindústrias

1. O principal estímulo utilizado para o cumprimento das metas e realização das práticas disseminadas pela cooperativa é o financeiro. Bonificações por baixa mortalidade, melhor produção e cumprimento das práticas transmitidas são fornecidas. A utilização de notas técnicas e aplicação de scores de desempenho e cumprimento de instruções são realizados a fim de averiguar a realização das práticas realizadas ao final da entrega de cada lote, funcionando como uma ferramenta de avaliação. Os produtores que não cumprem com todos os procedimentos (inclusive sanitários e ambientais) recebem uma parte inferior na

bonificação. Ao final do ano, a cooperativa realiza a distribuição dos lucros entre os cooperados.

Práticas de difícil aceitação ou implementação (onerosas)

1. As maiores dificuldades percebidas pelo gestor quanto à disseminação das práticas estão relacionadas ao cumprimento das recomendações sanitárias e ambientais. A condição de sócio por parte do produtor é visto muitas vezes como um dificultador, uma vez que os produtores possuem cotas partes da cooperativa, tendo assim maior autonomia e influência nos processos de decisão frente aos negócios da organização.

2. A baixa qualidade da mão de obra é vista como um fator limitante. A escassez deste recurso acaba forçando a contratação de pessoas de baixa qualificação, refletindo, na visão do gestor, em uma significativa barreira para a transmissão das práticas. A alta rotatividade de mão de obra nas propriedades também é um problema relevante, pois o turn-over destes funcionários acaba resultando em retrabalho de capacitação e adaptação às rotinas nas unidades de criação.

3. Dificuldade em encontrar técnicos qualificados. Segundo relato do próprio gestor: ―Técnicos atuais não possuem a

mesma “garra” de antigamente‖. No

momento a cooperativa contrata funcionários de nível técnico (técnico agrícola) e superior (veterinários, agrônomos e zootecnistas) para o

fornecimento de assistência às propriedades.

RAMP-UP

Feedback das práticas implantadas 1. O Feedback das práticas implementadas é

realizado por meio da avaliação dos técnicos. Ao final de cada lote são realizadas avaliações relacionadas às práticas recomendadas e aplicação do score de avaliação e desempenho dos produtores integrados. As políticas de recompensas e bonificações são baseadas nestas ferramentas.

Políticas de recompensa: incentivos para estimular o uso de conhecimento e

desempenho dos produtores

1. Aplicação do Score de desempenho. Bonificações.

INTEGRAÇÃO

Métodos utilizados para a formalização e institucionalização de tais práticas 1. Para a formalização e institucionalização

das práticas disseminadas, a cooperativa realiza reuniões junto aos produtores. Diante de dificuldades financeiras e/ou operacionais frente a execução dos processos, a cooperativa banca a adaptação e cobra pelo investimento na entrega do lote. Perante a relutância em utilizar novas práticas, o gerente entra em contato com os produtores. Casos onde produtores não se adaptam ou não cumprem as condições propostas pela cooperativa, são levados à reuniões gerais com todos os membros, juntamente com a diretoria. Associados que não aderirem

são convidados a deixar a atividade. 2. O gestor ressalta a facilidade de gerir os

integrados por ser um número relativamente baixo de cooperados no ramo da suinocultura (70) e por possuírem uma visão empreendedora, consequência do tamanho das propriedades (multitarefa- lavouras).

3. Exemplo implantação de nova prática sanitária: medicação na água, ao invés da utilização na ração.

A próxima etapa objetiva mapear quais os principais aspectos relacionados à comunicação e trocas de experiências entre os produtores integrados, de forma que se possibilite a compreensão da dinâmica dos fluxos horizontais de conhecimento entre estas organizações (Quadro 11).

Quadro 11. Etapas do processo que envolvem disseminação/transferência de

conhecimento entre os produtores integrados segundo a classificação de Szulanski (1996).

INICIAÇÃO

Comunicação entre produtores integrados

1. A comunicação e as trocas de experiências entre os produtores ocorrem nas reuniões promovidas pela cooperativa e, principalmente informalmente. Encontros informais também na própria cooperativa, bares das localidades, clubes locais, igreja, etc. O técnico muitas vezes também está presente, pois vive no mesmo município.

IMPLEMENTAÇÃO

Canal de comunicação específico promovido pela indústria

1. A principal via de comunicação promovida pela indústria para fomentar a comunicação e as trocas entre os produtores é a imprensa. A utilização do jornal é realizada para disseminar práticas entre os produtores que são vistas como referência para a cooperativa, para apontar melhorias alcançadas nas propriedades, sendo responsável também por destacar pontos positivos que as propriedades- referência possuem sejam transmitidos à todos os cooperados.

RAMP-UP

Locais específicos destinados à troca de informações entre produtores – Propriedade

Padrão/Vitrine

1. O gestor salienta ainda a importância de aspectos relacionados à qualidade. O programa qualidade total no campo, MODELO5s. As reuniões relacionadas a esse tema são realizadas nas propriedades que se destacam.

INTEGRAÇÃO

Práticas implementadas e

institucionalizadas a partir de feedback dos