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2. Metodisk rammeverk

2.3.2 Intervjuer: Utvalg og utførelse

Mediante os aspectos discutidos acima, cada uma das relações apresenta Funções Interacionais específicas, conforme a necessidade do falante de mostrar no discurso a transição de assuntos, ou a inserção de informações contrastivas para o tema tratado, ou de relembrar o interlocutor de conteúdos já apresentados no discurso ou de atenuar informações introduzidas na

situação comunicativa, para preservar a face.

Como mencionado anteriormente, as relações interacionais acima discriminadas podem ser tratadas segundo duas perspectivas: da organização discursiva e do monitoramento da

interação (DIK, 1997b). Dentro dessa perspectiva considera-se que os interlocutores monitoram a estrutura hierárquica do discurso por meio da sequência linear de sentenças por eles produzida, envolvendo três fatores principais que contribuem para esse monitoramento, são eles: (i)

fenômenos de transição, em que F indica que há uma transição de uma fase para outra do

discurso, sinalizando ou um ato de entrada, ou um ato de saída de uma unidade particular do discurso; (ii) propriedades parentéticas, que são possíveis somente dentro do espaço discursivo,

e nunca fora dele; (iii) explicitação metacomunicativa, em que os interlocutores fazem referência explícita ao tipo de estrutura hierárquica que está sendo criada no discurso.

Dik (1997b) apresenta uma estruturação do evento discursivo em camadas, identificando

camadas mais altas, como a do Nível Interpessoal, e camadas mais baixas, como a do Nível Representacional. A primeira camada engloba todos os aspectos do discurso com referência (i) à interação entre sujeitos; e (ii) às atitudes emocionais ou críticas dos sujeitos bem como suas avaliações do discurso. A segunda camada inclui todos os elementos do discurso relacionados a

(i) como o conteúdo do discurso é organizado; e (ii) como o conteúdo é transmitido. Assim, Dik (1997b) distingue diferentes estratégias que o falante pode aplicar na criação do discurso (VAN DIJK-KINTSCH, 1983 apud DIK, 1997b), quais sejam: (i) estratégias interpessoais, que

compreendem tanto o monitoramento da interação (servem para criar condições de interação que precisam ser preenchidas para o discurso ser implementado) quanto a especificação da atitude do

falante (que pertencem ao registro emocional/atitudinal em que o discurso ocorre); (ii)

estratégias representacionais, que compreendem tanto a organização discursiva (servem para

estabelecer a organização e a apresentação do conteúdo discursivo) quanto a execução do

discurso (servem para expressar o conteúdo efetivo do discurso).

Para o autor, as unidades de análise pertinentes a cada uma das camadas do discurso são: no Nível Interpessoal, os Atos de Fala, representados por orações simples ou complexas, que

podem ser combinados com outras sequências de Atos de Fala em um nível mais alto; e no Nível Representacional, as proposições e predicações, também contidas nas orações simples e complexas.

O autor propõe que essa perspectiva estrutural para a análise do discurso deve se somar a uma perspectiva funcional e relacional, que leva em conta as relações que servem para definir

tanto a integridade global como a integridade local do discurso (MANN & TOMPSON, 1987; MATTHIESSEN & THOMPSON, 1988).

Entretanto, ao contrário do que postula Dik (1997b), propomos a incorporação das duas

estratégias de organização discursiva e monitoramento discursivo ao NI do modelo da GDF, já que ambas são determinadas nesse nível, como comprova a análise de dados efetuada, e se ligam ao componente contextual da teoria, servindo na descrição e explicação de diversos fenômenos de orientação discursiva.

Com isso assumimos que as Funções Interacionais podem ser, a priori, de dois tipos: 1) aquelas que estão voltadas para o plano do conteúdo, materializando na interação marcas discursivas que atuam no âmbito da organização das informações que compõem o conteúdo; e 2)

aquelas que estão mais voltadas ao plano da interação, ou seja, ao entrosamento entre os participantes da situação comunicativa, que atuam no monitoramento que o falante faz do discurso, levando em conta as informações pragmáticas do ouvinte.

Essa proposta se identifica com um dos princípios da PTI, perspectiva com a qual este

trabalho dialoga, que trata fenômenos que se distribuem entre funções (+) ou (-) textuais e (+) ou (-) interativas, isto é, observa-se uma visão integrativa entre estruturas e processamento de estruturas textuais, o que significa reconhecer a existência de regras que caracterizam a organização do texto e a sistematicidade da atividade discursiva.

Assim, propomos aqui um espaço no NI para se discutir a orientação da Função Interacional que Movimentos podem desempenhar nas situações de comunicação.

Dessa forma, entendemos que as Funções Transição e Adendo constituem Funções

Interacionais de Organização Discursiva, enquanto as Funções Resgate e Salvaguarda

Cumpre lembrar que a Função Interacional se diferencia tanto da Função Retórica como da Função Pragmática, determinadas igualmente no NI do modelo. A primeira representa aspectos formais das unidades linguísticas que refletem a estrutura global do discurso

(HENGEVELD & MACKENZIE, 2008: 46), mas ocorre entre Atos Discursivos (Ato nuclear e Ato subsidiário), relacionando-se fundamentalmente: (i) à maneira como os Atos Discursivos são ordenados para expressar a estratégia comunicativa do falante; e (ii) às propriedades formais dos enunciados que influenciam o interlocutor a aceitar os propósitos do falante. Já a segunda, ocorre

dentro de um Ato Discursivo individualmente, e é atribuída a Subatos (de Atribuição e de Referência), ou ao Conteúdo Comunicado como um todo. São as funções pragmáticas de Tópico, de Foco, e de Contraste.

Tendo diferenciado o domínio das três funções que podem ser identificadas no NI, cumpre pontuar a diferença entre a Função Retórica e a Função Interacional, já que cada uma é atribuída a uma camada diferente no NI. A GDF postula que o Ato Discursivo com Função Retórica de Motivação é caracterizado pela posição depois do Ato nuclear, uma vez que ele

representa a motivação do ato precedente: Ato1+ Ato2 Motiv. Da mesma forma, o Ato Discursivo

de Concessão, ocupa a posição de Ato Subsidiário: Ato1+ Ato2 Conc.

Em contrapartida, observa-se neste estudo que as Funções Interacionais ocorrem entre Movimentos centrais e subsidiários, representando aspectos discursivos das unidades linguísticas,

e refletindo uma dada orientação discursiva, que se manifesta na materialidade do texto falado por meio de pistas sinalizadoras, que organizam o discurso ou monitoram a interação. Temos, assim, uma relação de dependência entre Movimentos que desempenham diferentes Funções ao

5.3 Escala de dependência discursiva: propriedades de maior dependência pragmática e