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Interview study (paper II-IV)

Fernando Assis Pacheco – 30 de novembro. A Fundação José Saramago e o Movimento Encontro Livreiro estabeleceram uma parceria que visa a dinamização deste dia, valorizando o lugar central do livreiro no percurso do livro e na promoção da leitura.

País […], [sendo] desde logo considerado como um elemento importante na estruturação da identidade nacional – associado à formação de uma nova imagem para Portugal –, [que se] projecta como factor de modernização e de promoção de um País renovado […] (Trindade, 2010, p. 4).

Ao congregar valor científico, cultural, estético e económico, estas livrarias são dois exemplos de como é possível complementar oferta turística, envolvendo e contextualizando os turistas-leitores, com a preservação e a fruição dos lugares literários engrandecidos pela passagem de escritores ilustres do panorama literário português. De facto, quem leu Eça de Queirós ou J. K. Rowling, sente-se movido pela vontade de conhecer os cenários relacionados com as suas leituras e, por conseguinte, a visitar, respetivamente, a Livraria Bertrand e a Livraria Lello, diversificando os seus interesses e vivenciando uma experiência cultural diferente: “[…] Os lugares turísticos não são simples espaços dotados de certas qualidades naturais ou patrimoniais, mas espaços socialmente construídos, dotados de significados e percepcionados através da experiência e das representações individuais e colectivas […]” (Lousada, 2010, p. 71). Evidenciando a importância da divulgação do património cultural português, como tesouros vivos que evocam recordações do passado, modernizando-se sempre para se adequarem às exigências da época atual e projetando-se para o futuro, numa fusão entre tradição e modernidade, estas duas livrarias perpetuam a matriz principal da civilização: ler e escrever, que permitem entrar num mundo sonhado por outros e que é recriado pelos leitores através do olhar, um olhar que descobre e reinventa recantos. Afinal, não há livrarias sem livros, nem leitores sem livros, pelo que não há melhor sítio do que as livrarias para poder “viajar”: – no sentido literal, visitando os espaços, e – no imaginário, respeitante ao mundo dos livros.

BIBLIOGRAFIA

Abreu, F. (13 de janeiro de 2016). Lello transforma turistas em leitores. Jornal de Notícias, 24.

Baleiro, R. & Quinteiro, S. (2016). O turista Miguel Torga: Um retrato do Algarve nos anos 50. In S. Quinteiro, R. Baleiro & I. Santos, Turistas, viajantes e lugares literários (pp. 13-26). Faro: Universidade do Algarve.

Bellemin-Noël, J. (1972). Le texte et l’ avant-texte. Paris: Librarie Larousse.

Cabral, A. (1985). Correspondência de Camilo Castelo-Branco. Vol. IV. Lisboa: Livros Horizonte.

C. A. (10 de fevereiro de 1906). O novo edifício da livraria Chardron. Occidente: Revista Illustrada de Portugal e do Extrangeiro, XXIX (976), 26-27.

País […], [sendo] desde logo considerado como um elemento importante na estruturação da identidade nacional – associado à formação de uma nova imagem para Portugal –, [que se] projecta como factor de modernização e de promoção de um País renovado […] (Trindade, 2010, p. 4).

Ao congregar valor científico, cultural, estético e económico, estas livrarias são dois exemplos de como é possível complementar oferta turística, envolvendo e contextualizando os turistas-leitores, com a preservação e a fruição dos lugares literários engrandecidos pela passagem de escritores ilustres do panorama literário português. De facto, quem leu Eça de Queirós ou J. K. Rowling, sente-se movido pela vontade de conhecer os cenários relacionados com as suas leituras e, por conseguinte, a visitar, respetivamente, a Livraria Bertrand e a Livraria Lello, diversificando os seus interesses e vivenciando uma experiência cultural diferente: “[…] Os lugares turísticos não são simples espaços dotados de certas qualidades naturais ou patrimoniais, mas espaços socialmente construídos, dotados de significados e percepcionados através da experiência e das representações individuais e colectivas […]” (Lousada, 2010, p. 71). Evidenciando a importância da divulgação do património cultural português, como tesouros vivos que evocam recordações do passado, modernizando-se sempre para se adequarem às exigências da época atual e projetando-se para o futuro, numa fusão entre tradição e modernidade, estas duas livrarias perpetuam a matriz principal da civilização: ler e escrever, que permitem entrar num mundo sonhado por outros e que é recriado pelos leitores através do olhar, um olhar que descobre e reinventa recantos. Afinal, não há livrarias sem livros, nem leitores sem livros, pelo que não há melhor sítio do que as livrarias para poder “viajar”: – no sentido literal, visitando os espaços, e – no imaginário, respeitante ao mundo dos livros.

BIBLIOGRAFIA

Abreu, F. (13 de janeiro de 2016). Lello transforma turistas em leitores. Jornal de Notícias, 24.

Baleiro, R. & Quinteiro, S. (2016). O turista Miguel Torga: Um retrato do Algarve nos anos 50. In S. Quinteiro, R. Baleiro & I. Santos, Turistas, viajantes e lugares literários (pp. 13-26). Faro: Universidade do Algarve.

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