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Ao analisar os discursos sobre as trajetórias pessoais e profissionais dos entrevistados podemos evidenciar que diferentes foram os caminhos trilhados em busca do aprendizado para o trabalho na educação infantil. A seguir, serão relatados alguns dos processos de formação vivenciados por estes profissionais.

Graduação

A maioria dos professores considera que a graduação ofereceu de algum modo subsídios para o trabalho neste segmento. Um participante afirmou que o curso superior foi um diferencial para sua vida, além de ampliar seus horizontes ofereceu um suporte teórico necessário para embasar sua prática. No mesmo sentido, na opinião de alguns docentes, a graduação em Pedagogia, por exemplo, serviu para expandir conhecimentos adquiridos no curso de magistério. Vale registrar que, dos participantes deste estudo, apenas três não cursaram o magistério. De um modo geral, os entrevistados afirmaram que o curso superior é importante, embora não signifique garantia de conhecimentos e formação específica para atuar na educação infantil.

... o curso superior sempre dá um suporte teórico muito importante pra gente, é muito bom. Eu acho que abre muito os horizontes da gente né? E eu digo que é o começo que a gente começa a aprender mais... (...) a faculdade fez uma diferença muito grande, eu saí do magistério assim com 18 anos e me achava assim que já sabia tudo, a rainha da cocada preta, aí quando eu entrei na Unb eu falei: gente eu não sei nada. A gente vê que o mundo parece que destampou os olhos, a diferença é muito grande. (Regina, EPU)

Me esclareceu muita coisa. Foi importante. (...) a Pedagogia ajudou muito mais do que o magistério, mas o magistério também foi bom. A faculdade foi uma complementação, né? Sendo que a Pedagogia é mais ampla, então ela deu mais coisa. (Rosa, EPA)

Para os professores, os conhecimentos relacionados à Psicologia foram os que mais trouxeram contribuição para o trabalho na primeira etapa da educação. Os docentes que ainda estão fazendo o curso superior acreditam que estão em situação de vantagem, já que eles têm a oportunidade de aliar o conhecimento teórico com a prática em sala de aula. Isto é, eles podem levar para a prática o que eles estão aprendendo na graduação e assim testar, validar ou

refutar as teorias estudadas. Além disso, para eles a troca de experiência com outros profissionais, colegas de curso, enriquece a prática.

A faculdade ajuda porque tem a nossa turma, é assim, a maioria todas são professoras né? Então assim, geralmente a gente tem uma atividade, um trabalho em grupo que sempre dá uma idéia de você fazer uma atividade pra ajudar na sua prática, pra mim ta ajudando essas trocas... (Manuela, EPA)

Assim eu acho que ta sendo maravilhoso sabe assim? Por eu ter essa prática né? Muita coisa que eu já ouvi, muitos grupos de estudos que eu já fiz também aqui e tanto na outra escola na Vivendo e hoje na faculdade eu vejo muitas coisas que bate com o que eu faço sabe? E eu to falando principalmente de Psicologia dá um exemplo e eu digo, mas é assim que isso acontece mesmo. Então, eu acho que eu também ajudo muito na faculdade porque eu me coloco... algumas aulas que eu tenho são super legais que são de aprendizado com relação a projeto, a didática, a planejamento e hoje eu vejo isso como um ponto muito positivo né. (Márcia, EPA)

Sob o ponto de vista desses profissionais, o fato de cursar a faculdade e de estar trabalhando na educação infantil de alguma maneira direciona seus interesses para conhecer e aprofundar assuntos pertinentes à área.

Olha eu estudei na Unb e na Unb você escolhe muito o que você quer fazer. Então, todas as disciplinas que tinham na área de educação infantil eu fiz. Tudo o que tinha na área de educação infantil tudo o que tinha na área de leitura e escrita pras crianças pequenas, aprendizagem pra crianças especiais tudo isso eu fiz. (...) foi muito direcionada a minha formação, porque eu já estava aqui já trabalhava com educação infantil e corri muito atrás disso. Assim, eu imagino que se eu estivesse fora eu ficaria perdida, mas como eu estava na escola, como eu fiz faculdade trabalhando na escola então, eu pude muito direcionar o que eu queria. Sempre que eu tinha uma dificuldade eu falava ah eu podia procurar uma disciplina que me ajude em tal coisa. Então, eu direcionei muito a minha formação. (Amanda, EPA)

Olha, o curso superior ajudou bastante sabe por quê? Porque eu já trabalhava então, eu acho que eu consegui unir muito. Eu levava muita coisa da minha prática pra sala de aula pra faculdade. Muitas vezes eu fiz dinâmicas e trazia também experiências, sabe? Por exemplo, se tinha tal coisa que a gente tava estudando em psicologia como o desenvolvimento eu conseguia ver isso na sala de aula com as crianças. Eu acho que se todo mundo pudesse fazer o curso já trabalhando na área seria melhor, nossa o aproveitamento seria bom. (Marta, EPA)

Ainda, com referência à graduação, poucos professores apontam que o curso superior não acrescentou muito. Percebe-se nesses depoimentos certa crítica aos cursos, especialmente porque segundo um entrevistado a ênfase maior recai sobre as séries iniciais do ensino fundamental, deixando a educação infantil de certo modo à margem. Este mesmo professor denuncia que durante todos os anos de curso nenhum tema relacionado especificamente a esta

etapa da educação foi priorizado. Em vista disso, ele considera que a graduação não favoreceu sua formação para atuar na área.

Na faculdade o que eu vi foi um livro ou outro que eles passaram de algum pedagogo, mas muito amplo. Até dava trabalho pra gente fazer sobre a educação infantil, mas não tinha aquela aula própria. Então, eu achei que ficou muito a desejar. Eles deram muito ênfase de 1ª a 4ª, mas educação infantil foi quase que esquecida, pelo que eu lembro se eu fiz dois trabalhos sobre isso na faculdade inteira foi muito. Passou por cima, para falar a verdade. (...) quando eu entrei na prática pra mim foi uma surpresa porque eu não esperava que era aquilo tudo e isso pra mim foi novíssimo eu não tive formação pra isso... (Ana, EPU)

Na opinião de outro entrevistado, o que se aprende na faculdade é muito distante da realidade vivenciada em sala de aula. O confronto existente entre a teoria e a prática e a ausência de temas relacionados à educação infantil foram suficientes para que ele não considerasse a graduação como importante elemento no seu processo de formação para o trabalho neste segmento. No entanto, apesar de afirmar que o curso superior deixou a desejar, o docente ressalta que o conhecimento adquirido sobre Psicologia foi, em certa medida, importante para sua formação.

... eu acho assim que o que você aprende na faculdade na verdade é uma coisa, mas quando você entra na sala de aula pra dar aula mesmo, na hora você fala assim: meu Deus! Deixou muito, muito a desejar... (...) na faculdade eu senti falta de alguma coisa que no magistério eu não tive, porque a faculdade fica muito solto, sabe? Eu percebi isso que eu não tive a mesma atenção que eu tive no magistério né? (...) eu não posso dizer que a faculdade em si ela acrescenta tanto, porque pra mim não acrescentou... (...) eu só lembro das aulas de Psicologia a gente trabalhou muito a Psicologia infantil que foi o que acrescentou pra mim ... (Carina, EPA)

A Prática

Ao pensar sobre suas histórias de formação, alguns dos entrevistados lembram que o aprendizado adquirido advém principalmente das experiências vivenciadas na prática diária, em outras palavras, na concepção desses profissionais, eles se formaram na prática, como demonstram as seguintes falas:

Foi na prática que eu aprendi... (...) educação infantil você aprende é na prática, o que eu sei hoje foi na prática. Não, nem o nível superior ajuda, é na prática. O que me deu todo o alicerce que eu tenho hoje é a prática... (Isabel, EPU)

Como se deu? Todo dia. (...) a gente aprende todos os dias (...) foi a sala de aula que me ensinou... (...) eu acredito que tudo que eu sei hoje foi o dia a dia na sala de aula que me ensinou... (Carina, EPA)

Eu trabalho dezoito anos na educação infantil... (...) acho que é na prática que a gente aprende mesmo. Então, assim muitas coisas eu fui aprendendo ao longo desses anos e to aprendendo até hoje e cada dia a gente descobre mais coisas... foi ao longo desse período que eu aprendi tudo o que sei... (Marta, EPA)

Na opinião de um participante, o exercício diário da profissão ensina muito. Além disso, como são diversas as necessidades da criança, nesta faixa etária, o professor busca diferentes caminhos para atender a estas demandas. Esse tipo de busca oportuniza conhecimento e experiência que são fundamentais para o processo de formação do profissional deste segmento. No discurso desse entrevistado, está subjacente a idéia de que os interesses da criança direcionam sua prática.

... o dia a dia ensina muito pra gente. A criança ensina muito pra gente. O que ela pede os anseios dela nos fazem ir atrás do que fazer e com isso a gente ta sempre buscando e se formando... (Amanda, EPA)

Outro aspecto identificado diz respeito ao que os docentes pensam sobre a relação entre teoria e prática. Na verdade, na perspectiva desses profissionais há uma distância entre o que a teoria diz e o que a prática pede. Essa questão nos faz pensar que, talvez, os professores não saibam como utilizar os conhecimentos teóricos para produzir mudanças significativas na prática. Isso, por sua vez, parece relacionar-se às condições em que se dá a formação do profissional e, sobretudo, ao modo como as teorias são transmitidas a eles. No discurso a seguir, o entrevistado deixa transparecer a concepção de que os cursos de formação não promovem situações reais para que os professores possam, efetivamente, conciliar teoria e prática.

... eu acho que falta um contato mais aprofundado com a prática nas faculdades sabe? Eu acho que o teórico fica muito distante da prática. Então, eu acho que falta mais a prática. Essa é uma coisa que eu observo porque eu trabalhei no fórum de avaliação de profissionais pra entrarem nesta escola né? Então, eu vejo que uma grande parte não tem muita noção do quê que é aquele teórico dentro da prática né... (Eduardo, EPA)

Por não encontrarem significação na teoria ou talvez porque não tiveram acesso a ela, os professores tendem, em certa medida, a supervalorizar a prática. Um entrevistado chama a atenção para o fato de que saber a teoria não garante o sucesso na prática. A partir dessa perspectiva, os participantes parecem cada vez mais reforçar a dissociação entre a teoria e a prática.

Foi na prática mesmo, porque quando você lê e tal, na teoria é bonito né? Mas, quando você vai ver lá na prática... Na prática, eu aprendi mesmo foi lá na prática mesmo... (Ligia, EPU)

É na prática que a gente aprende né? Porque teoria é uma coisa, prática é outra. (...) eu acho que tem que ter a teoria, mas é na prática que a gente vai ver se a teoria vai dar certo né? (Ana, EPU)

... achei muito diferente a teoria de lá pra prática. (...) se tivesse só a teoria pra vir direto pra prática eu acho que não ia conseguir porque assim a teoria, às vezes, ela não dá conta da prática, quer dizer, a gente às vezes fala da teoria, mas na prática não acontece igual ta lá na teoria. (...) acho que depende muito é de cada pessoa, porque tem pessoas que tem a teoria, mas aí não consegue na hora da prática trabalhar bem. (Manuela, EPA)

Como é possível notar, o problema da dicotomia entre teoria e prática é levantado pelos professores entrevistados, assim como a dificuldade em estabelecer uma ligação entre essas duas dimensões. Essa questão indica que as práticas educativas desenvolvidas por esses profissionais tendem a não considerar os pressupostos teóricos relacionados à educação nesta fase da vida. Isso nos leva a supor que, possivelmente, a prática desses professores é embasada pelos conhecimentos e saberes que foram mobilizados ao longo dos anos de trabalho na educação infantil.

Aprendizagem com colegas e busca individual

De acordo com alguns professores, o aprendizado para trabalhar na educação infantil se deu, também, com a ajuda de colegas com mais experiência nesta área. Os entrevistados destacam também os momentos de coordenação como oportunidade para adquirir e trocar mais saberes relacionados ao trabalho neste nível educativo. Aqui, os professores ressaltam o papel dos coordenadores.

... eu tive o apoio das colegas mais antigas da escola, né? A gente ta sempre trocando experiência e acho que é sempre importante, aliás até hoje eu continuo trocando muita experiência, a gente está sempre aprendendo com os outros. (Regina, EPU)

A diretora foi me ajudando. Ela foi a minha coordenadora, né? Ela fez um bom trabalho comigo aqui... (...) durante a semana eu ia lá, a gente coordenava junto, ela me explicava o que fazer e assim eu fui aprendendo como trabalhar na educação infantil... (Márcia, EPU)

... a coordenadora me ajudou muito. A irmã Terezinha também que ela, é

especializada na área de Educação Infantil, me orientou e me ensinou muita coisa ... (Rosa, EPA)

Na opinião de um participante, é importante observar no grupo aqueles profissionais que fazem um trabalho diferenciado. Isto porque, no seu ponto de vista, um trabalho desenvolvido com qualidade pode servir como referencial para quem está começando.

... quando você chega na escola você não sabe quem é quem né? Aí eu fui de olho

nas que eu vi que tinha um trabalho legal e aí com essas eu fui aprendendo muita coisa. Eu acho importante ficar de olho em quem faz um trabalho legal. Isso pode funcionar como espelho pra que não tem experiência, principalmente, sabia? (Laura, EPU)

Segundo os entrevistados, o aprendizado para o trabalho na educação infantil também aconteceu a partir de muito estudo. Aqui, pode-se constatar que a busca desses profissionais foi impulsionada não apenas pelo interesse em saber mais sobre a área de atuação, mas, sobretudo pela necessidade imposta pelos desafios diários, já que, conforme mencionado, muitas são as lacunas existentes nos cursos de formação para o trabalho neste segmento.

... a gente acabou vendo que a gente é que tinha que ir atrás mesmo... (...) eu como sempre muito curiosa ia lendo, descobrindo porque é como eu te disse é uma pesquisa científica... (...) uma coisa que me ajuda é que eu passei a ler mais né sobre isso... (...) com relação à criança tudo assim me interessa. Eu vivo aqui na escola eu posso pegar revista, livro de cem anos mas falou da criança de comportamento sabe de maneira de atuar na educação infantil eu to sempre lendo passando para os colegas porque isso é muito interessante também... (...) estou sempre lendo bastante, buscando muito, tudo relativo à educação infantil ou educação... (Lúcia, EPU)

A análise dos depoimentos indica que parece existir um comprometimento por parte de alguns professores com relação ao aprimoramento do seu trabalho. Sob essa perspectiva, os professores parecem demonstrar que têm a consciência do seu papel no processo de formação.

Eu busquei em outros profissionais, eu busquei em palestras, livros também. Então, assim como eu posso fazer isso? Como eu posso melhorar isso? (...) eu fico sempre estudando, eu procuro em internet o que eu não sei, eu procuro a pessoa que sabe mais, né (...) eu vou atrás de livro, vou procurar na internet, vou procurar os especialistas, mas não vou ficar de braço cruzado... (Isabel, EPU)

Além de você encarar o dia a dia tem que ler muito, tem que ler a concepção da criança, tem que ler a concepção de escrita, de desenho... (...) então assim foi muito estudo, foram momentos de estudo... (Amanda, EPA)

Um entrevistado enfatiza que seu aprendizado aconteceu também em virtude do seu interesse pelo trabalho o que o motivou a investir para conhecer mais sobre a realidade vivenciada. Aqui, faz-se necessário chamar a atenção para a questão do investimento que também é necessário para o processo de formação.

... eu acho que eu investi muito, ia atrás e perguntava e compra livros e pesquisava sabe? Eu acho que muito tempo eu fiquei nesse momento de descoberta de interesse pelo meu trabalho sabe? (Márcia, EPA)

Dois participantes ressaltaram o trabalho desenvolvido pelas instituições onde atuam como tendo sido muito significativo para o processo de aprendizado. Segundo eles, as escolas em que trabalham oferecem material para leituras e pesquisas, o que de certo modo estimula os docentes a estudar mais. Além disso, os grupos de estudo formados nessas instituições também foram mencionados como importante estratégia para adquirir mais conhecimento relacionado à educação nesta fase da vida. Ao selecionar material, promover cursos com profissionais da área, formar grupos de estudo, as instituições estão, em certa medida, levando seus professores a ter uma formação mais específica para a educação infantil. Essa formação, no entanto, parece resultar mais dos esforços empreendidos pela instituição do que pela busca individual dos entrevistados.

... a coordenação da (V.) ela é formadora de profissionais aqui dentro. Então, aqui

sempre a gente estuda muito sobre a nossa forma de pensar... (...) Então, tem essa formação, grupos de estudo, as reuniões pedagógicas esse amparo profissional que a coordenação dá... (Carolina, EPA)

... a gente sempre recebe muitos textos pra gente ler, matérias que saem em revistas coisas assim pra gente sempre atualizar, né? Então, a gente estuda muito aqui, às vezes até forma os grupos de estudo e depois apresentamos os textos... (Marta, EPA)

Formação continuada - cursos na área de EI

Os cursos na área de educação infantil também foram apontados como importante meio utilizado na busca pelo conhecimento para trabalhar nesta etapa da educação. Diversos foram os tipos de cursos citados pelos professores como, por exemplo, de alfabetização, de letramento, de contar histórias, de como trabalhar música na educação infantil, de teatro, ioga, matemática, sexualidade, astronomia, culinária, educação especial, entre outros.

... fiz vários cursos, fiz um monte de cursos nesses anos todos, quase todo ano a gente faz né? Fiz criatividade na educação infantil, fiz de teatro, fiz de como trabalhar com música na educação infantil, fiz como contar histórias foram vários cursos. (...) todo ano eu to sempre fazendo curso e lendo bastante, buscando muito, tudo relativo à educação infantil ou educação... (Lúcia, EPU)

... fiz vários, vários, vários cursos de letramento, de alfabetização na Escola da Vila. Fiz vários cursos de extensão na Unb, construção do sujeito, fiz cursos sobre os projetos que eu estava trabalhando. Eu fiz um projeto de astronomia, eu fui fazer uns cursos de astronomia na Unb pra educadores. Fiz cursos de culinária natural, nossa se eu parar aqui pra pensar eu fiz vários cursos de contação de histórias, de ioga porque eu tava trabalhando ioga com os meninos, de kempô... (Eduardo, EPA)

No mesmo sentido, os entrevistados destacam a participação em congressos, seminários e palestras direcionados à educação da criança pequena. Chamou atenção a fala de um entrevistado que advertiu ser importante não apenas fazer os cursos, mas principalmente saber como transformar o conhecimento adquirido. Isso significa dizer que é preciso utilizar a linguagem que a criança entende para que ela encontre sentido no que está se propondo.

... a gente faz esses cursos todos, só que a gente tem que transformar dentro da gente pra passar pras crianças, né? (Carolina, EPA).

Em se tratando dos cursos de Pós-Graduação, os participantes tendem a acreditar que o curso de Psicopedagogia é o que mais contribui para o trabalho na educação infantil. Essa opinião é compartilhada tanto pelos docentes que já fizeram este curso como por aqueles que ainda pretendem fazê-lo. Percebe-se na fala de alguns professores que a busca por uma especialização foi movida pela necessidade de mais conhecimento. Um entrevistado,

inclusive, afirma que a Pós-Graduação foi tão importante que significou a transformação das suas próprias concepções, sendo considerada, por isso, como um marco em sua vida.

... eu to fazendo Pós-Graduação em Psicopedagogia pra poder me ajudar mais, pra mim poder entender mais... É pra mim ajudar a trabalhar na educação infantil. (Isabel, EPU)

... eu fui fazer minha Pós em Psicopedagogia porque eu tive um aluno que estava no