FAO EMBRAPA
--- Neossolos Solo pouco evoluído, com ausência de horizonte B. Predominam as características herdadas do material original.
Arenosols (Neossolos Quartzarênicos) Regosols (Neossolos Regolíticos) Leptosols (Neossolos Litólicos) Fluvisolos (Neossolos Flúvicos)
Vertisols Vertissolos Solo com desenvolvimento restrito; apresenta expansão e contração pela presença de argilas 2:1 expansivas.
Cambisols Cambissolos
Solo pouco desenvolvido, com horizonte B incipiente.
Kastanozems Phaeozems Greyzems
Luvisols Luvissolos Solo com horizonte B de acumulação (B textural) formado por argila de atividade alta (bissialitização); horizonte superior lixiviado.
Greyzems
Alisols Alissolos Solo com horizonte B textural, com alto conteúdo de alumínio extraível; solo ácido.
Acrisols Argissolos Solo bem evoluído, argiloso; apresentando mobilização de argila da parte mais superficial.
Lixisols
Ferrasols Latossolos Solo altamente evoluído, laterizado; rico em argilominerais 1:1 e hoxihidróxidos de ferro e alumínio.
Podzols Espodossolos Solo evidenciando a atuação do processo de pdozolização; forte eluviação de compostos aluminosos, com ou sem ferro; presença de humus ácido.
Planosols Planossolos Solo com forte perda de argila na parte superficial e concentração intensa de argila no horizonte subsuperficial.
Solonetz (Planossolos Nátricos) Planosols (Planossolos Háplicos)
Plinthosols Plintossolos Solo com expressiva plintitização (segregação e concentração localizada de ferro).
Gleysols Gleissolos Solo hidromórfico (saturado em água), rico em matéria orgânica, apresentando intensa redução dos compostos de ferro.
Solonchaks (Geissolos Sálicos)
Histosols Organossolos Solo essencialmente orgânico; material original constitui o próprio solo. Nitisols Nitossolos Solo bem evoluído (argila caulinítica – oxi-hidróxidos), fortemente estruturado
(estrutura em blocos), apresentando superfícies brilhantes (cerosidade).
Lixisols
Anthrosols Ainda não classificados no Brasil - Andosols - Gypsisols - Calcissols - Podzoluvisols -
Elaboração: Cruz (2018). Fonte: Brasil (2006).
No quadro referido sobre a classificação dos solos, a maioria já são caracterizados, e alguns destes classificados, em destaque na busca da sua classificação pelos seus autores competentes, principalmente os peritos da área integrantes da EMBRAPA.
Em Timor-Leste, a respeito das paisagens geográficas, ou os seus diferentes geossistemas, coloca-se considera a ocorrência da interdependência, combinação e correlação dos diferentes elementos físicos naturais, e um destes é o solo, com maior destaque para a geologia, geomorfologia, clima e hidrografia. Com base da Figura 38,
classificou categorias de solos destacando a abundância de três tipos predominantes – Vertissolos, Cambissolos e Fluvisssolos associados aos restantes espalhados em todo o território.
Figura 38–Categoria de solos de Timor-Leste. Fonte: Portugal (2002).
Laranjeira, (2010), sublinha que, referentes aos solos predominantes, constitui-se diferentes percentagem na abundância – os solos Vertissolos (29%), Cambissolos (23%) e Fluvisssolos (19%), os restantes 25,5% são água e 3,5% pântanos. Entretanto a RDTL (2008), destaca, Cambissolos (30.1%), Vertissolos (20.8%) e Ffuvissolos (10.2%).
Cambissolos são definidos como solos com horizonte (B) incipiente ou câmbico, não hidromórficos e eutróficos, sendo assim, geralmente, moderadamente profundos (raramente profundos) a rasos e desenvolvidos de calcários, (CEARÁ, 2009). Os Cambissolos são constituídos por materiais de textura fina derivada de uma vasta gama de rochas, principalmente em zonas coluviais e aluviais ou de depósitos eólicos. Este tipo de solo predominam particularmente nas zonas de alta altitude, nas regiões montanhosas, interioranas, na parte central do país, como de Ainaro, Covalima Bobonaro, Ermera, Aileu, Manatuto, Viqueque, Manufahi. Estes solos suportam uma grande variedade de usos agrícolas, mas em terras íngremes são utilizados, principalmente para plantação de café como de Ermera e Ainaro, ou como pastos em Bobonaro, ou ainda ocupado por florestas.
Ceará (2009), destaca que, os Vertissolos compreendem horizontes A-C, argilosos a muito argilosos, com alto teor de argila 2:1 (grupo da montmorilonita) que provoca expansões e contrações da massa do solo, aparecimento de “slikensides” nos
horizontes subsuperficiais e fendilhamentos dos solos na época seca, podendo ou não apresentar microrrelevo (“gilgai”). Nas épocas pluviosas tornam-se encharcados, muito plásticos e muito pegajosos, em decorrência de sua drenagem imperfeita, com lenta a muito lenta permeabilidade e bastante susceptíveis à erosão. Possuem elevada soma de bases trocáveis (S), alta saturação de bases (V%), alta reação Ki, em decorrência do predomínio de argilas do grupo 2:1, apresentando reação que varia, normalmente, de quase neutra a alcalina.
Os Vertissolos são tipos de solos de textura pesada que têm 30% ou mais de argila montmorilonítica em todos seus horizontes, até aproximadamente 50 cm de profundidades, sendo deficientes em drenagem natural. Este tipo de solo são predominantes nas zonas de média altitude das montanhas como ao oeste localizam em Ainaro, Covalima, Bobonaro, ao centro em formas de áreas descontínuas de Manatuto, ao leste encontram em grandes extensões como de Baucau, Viqueque e Lautem, (CARDOSO 2003; PORTUGAL 2002). Estes solos são predominantes nas zonas ligeiramente ondulantes e ou dentre essas como depressões características de regiões tropicais, semi-áridas a sub-áridas, climas húmidos com uma alternância de períodos chuvosos e secos.
Os fluvissolos são predominantemente desenvolvidos em depósitos aluviais, principalmente depósitos recentes, fluviais lacustres ou marinhos. Ao norte são encontrados em áreas periodicamente alagadas das planícies aluviais como de Maliana junto as bacias hidrográficas onde localizam a ribeira de Loes ao oeste do país. Também localizam em Laclo (Manatuto), e ao leste, predominam na planície fluvial onde localiza-se o lago Iralalaro entre Mehara (Tutuala) e Muapitine (Lospalos) do município de Lautem. Embora, na Costa Sul o fluvissolo é considerado de grande extensão, sendo predominante ao longo das zonas costeiras do sul e sudoeste de Covalima, Manufahi, Viqueque e Lautem.
Gonçalves (1963), sublinha que, na Costa Sul, apresentam elevações que esbatem relativamente longe do litoral, existindo uma larga faixa costeira, plana, de origem flúviomarinha, predominante de melhor área sob ponto de vista de solos, com terrenos do tipo aluvionar, e que, constatam com os restantes solos do interior, muito frágeis e por vezes esqueléticos. Outros tipos de solo, também são encontrados em diferentes lugares ao longo do país. Estes, entre outros, incluem acrisols e luvisols que
se encontram respectivamente em Liquiça e Manatuto e em Tilomar, Baucau e Lautem, (RDTL, 2008).
Em termos de uso dos solos em Timor-Leste, a classe Cambissolo e Associação de Vertissolos são predominantes para as atividades agrícolas, principalmente o intinerante, que ocupa 912.605 hectares, que correspondem a cerca de 61,1% do território. Estes solos apresentam produtividade média e sensibilidade à erosão de baixa à média, (RDTL, 2009a). Este tipo de agricultura itinerante pelo seu descontrolo ao recurso aproveitado, após o abandono, e faz que o solo fica pobre e pelo que acontece nesse estado geralmente é a tipos de erosão causado pelos diferentes agentes, usufruindo declínio da fertilidade, acidificação e sedimentação das terras baixas, Egashira (et al. 2006). Em relação à fertilidade e à sensibilidade às erosões dos tipos de solos encontrados em Timor-Leste, constata a delimitação de cada no Quadro 11.
Quadro 11–Tipos de solos frente à fertilidade e sensibilidade às erosões.
Os solos de Timor Área (ha) Área (%) Fertilidade Sensibilidade à erosão
Cambissolos 449,148.1 30.1 Média Baixa
Vertissolos 310,488.9 20.8 Alta Baixa
Fluvissolos 152,776.2 10.2 Alta Média
Regossolos 141,007.7 9.5 Alta Média
Unclassified 132,159.2 8.9 Média -
Cambissolos ou Acrissolos 113,918.2 7.6 Baixa Baixa
Ferrossolos ou Acrissolos 48,912.94 3.3 Baixa Baixa
Litossolos ou Rendzinas ou Regossolos ou Cambissolos
ou Luvissolos 39,050.28 2.6 Média Média
Luvissolos 38,997.65 2.6 Média Alta
Gleissolos 32,745.83 2.2 Média Baixa
Castanozenos 12,375.6 0.8 Média Baixa
Rankers 8,514.32 0.6 Média Alta
Regossolos ou Acrissolos 5,400.43 0.4 Baixa Baixa
Histossolos 2,142.16 0.1 Alta Alta
Litossolos 1,674.32 0.1 Média Alta
Solonetz 1,787.18 0.1 Baixa Alta
Elaboração: Cruz (2018). Fonte: RDTL (2008).
A erosão dos solos contribui de forma decisiva para a degradação do valor produtivo da terra em Timor-Leste. Como resultado de desnudação como o desmatamento, causam os solos degradados pela erosão provocada pela combinação do abate da floresta, das técnicas agrícolas, da mineração, ou pastagem livre e intensiva associada aos outros agentes de processo de erosão, sem nenhuma manutenção contributiva, no contexto climático particularmente propício ao desenvolvimento de severos processos erosivos, (LANÇA; PARREIRA, 2006). Estas condições de solos
devido a intervenção antrópica, destaca a sua susceptibilidade para diversos comportamentos de movimentos de vertente, cruzando-se o número de ocorrências associadas a cada formação geológica e a cada tipo de solos. Os Vertissolos devido sua fertilidade alta é frequente mais atingidos por intervenção humana para as necessidades socioeconômicas e por falta de manejo adequado, por sua vez, provocam tipos de movimentos edáficos – dependentes da natureza do material constatando seus tipos relacionado aos aspectos geográficos como a topografia, vegetação e clima; da natureza do movimento; e que estes constituem níveis de velocidade do movimento em conformidade com níveis e direção da gravidade. Por vezes, por razão de uma topografia íngreme, ou pela intervenção humana apoiada em uma agricultura itinerante predominante do país, constituem fatores que prejudicam a estabilidade e duplica em formas de riscos de movimento edáfico predominante ao território - é de média susceptibilidade e de alta susceptibilidade. Predominam nas zonas centrais da região leste, principalmente, Baucau, Viqueque e Lospalos oeste, comparando aos do oeste que são encontradas nos municípios de Bobonaro, Covalima e Ainaro e Manufahi sul, embora, a baixa susceptibilidade localizadas ao norte do Município de Bobonaro, Figura 39.
Figura 39–Níveis de riscos do movimento edáfico de Timor-Leste. Fonte: RDTL 2011a.
Em Timor-Leste, o uso do solo destaca-se pelo desmatamento das encostas, em associação com os sistemas geoambientais tanto a topografia, geologia, de cronologia recente, leva a que ocorram riscos de movimento, como deslizamentos, dentre outros, com alguma frequência e que são visíveis na paisagem. Estes tipos de riscos de susceptibilidade têm custos que poderão ser medidos pela degradação de
diversos tipos de infraestruturas, das estradas, edifícios ou pela inviabilização do uso habitacional.
A vegetação
Devido localização de Timor na região equatorial, predominam a floresta tropical. Ainda por fatores topográficos, hidroclimáticos e edáficos se caracterizam feições do tipo floresta úmido e floresta seca.
Essa relação de florestas úmidas e secas, é em razão das características pluviométricas, edáficos, topográficos e indispensavelmente, da luz solar, condicionantes das dinâmicas ambientais, faz que, esses por um, são favoráveis e, por outro são menos favoráveis compatibilizando às correntes massas de ar, ciclones e anticiclones, características ambientais das zonas tropicais – constituindo florestas úmidas e florestas secas, cada com determinada variabilidade pluviométrica durante o ano.
Em relação às florestas secas, há tipos mais seco de Miombo e Bosques sudaneses, a Savana (África), a Caatingas do nordeste brasileiro, e o Chaco (América do Sul) e Florestas e Bosques Decíduos de Dipterocarpus (Ásia), FAO (2001). Nestas regiões, as paisagens onde constam florestas secas, comumente, são predominantes, nas zonas litorâneas, que alongam em direção as proximidades das zonas médias ou planaltos.
Entretanto, a distribuição global de florestas úmidas tropicais pode ser subdividida em quatro reinos biogeográficos baseados aproximadamente em quatro regiões continentais: a Etiópia ou Afrotropical, a Australiasiana Australiana, a Oriental ou Indomaláia/Asiática, e a Neotropical, detalhada no Quadro 12.
Quadro 12–Distribuição global de Florestas Úmidas Tropicais.
Reino Florestal global (%) Milhões
Milhas quadradas Hectares
Etiopiano/Afrotropical 30.0 0.72 187.5
Australasiana 9.0 0.22 56.3
Oriental/Indomaláia 16.0 0.39 100.0
Neotropical 45.0 1.08 281.2
Total 2.41 625.0
Elaboração: Cruz (2018). Fonte: Butler (2008).
Timor-Leste no sudeste asiático, localiza-se dentre os ilhéus da insulindia Sumatra, Java, Bali ao oeste, Borneo (Kalimantan) e Celebes (Sulawesi) ao norte e Nova Guiné ao leste etc., que fazem parte daquela região tropical. Timor está dentre
região Indomaláia constituem Bangladesh, Bhutan, Brunei, Cambodia, China, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Mauritius, Myanmar (Burma), Nepal, Filipina, Singapore, Sri Lanka, Taiwan, Tailândia, Vietnã, que são países onde constam florestas húmidas tropicais, (BUTLER, 2008).
Timor, está inserido na região Indomalaia/Oriental, no sudeste asiático, onde as florestas tropicais, em termos da localização geográfica, não revestem volumosas áreas, sua distribuição como apresentada na Figura 40. No entanto, estas florestas são eminente responsáveis por dois terços de toda a biodiversidade do mundo, de forma que todas as medidas de preservação do meio natural da Terra perpassam pela conservação e controle do desmatamento dessas unidades de florestas.
Figura 40–Distribuição geográfica da Floresta Tropical no mundo. Fonte: Food and Agriculture Organization (2001).
Por outro lado, em virtude da sua tropicalidade, com as características hidroclimáticos em razão da amplitude térmica, que, não costuma ser muito elevada possui um ambiente estável, com maior presença de espécies hidrófilas latifoliadas ou perenes. Os solos desta região, estão em muitos casos, saturados ou ricos em recursos hídricos, o que contribui a constituição de extensas florestas.
Portanto, com essas características típicas geográficas do trópico, o estrato emergente das florestas é formado por árvores muito altas e dispersas (entre 40 a 50 m). Este nível de estrato emergente, se projeta acima do nível geral formado pelo estrato arbóreo, que é composto por árvores que formam um dossel contínuo e muito denso, atingindo entre 24 e 30 metros de altura.
Devido a esse ambiente florestal, comm uma densa cobertura arbórea, os estratos arbustivos e herbáceos são pouco desenvolvidos, devido a pouca penetração da
luz solar, mas respondem rapidamente a qualquer abertura nos estratos superiores. As folhas são perenes.
Enquanto, nas regiões tropicais, onde localizam próximo ao equador, a luz solar tem o empenho importante às florestas. Toda a vida, de diversos seres, do planeta Terra, de fato, é sustentada pelo fluxo de energia irradiada pelo sol e circulante na biosfera.
A luz visível, solar, representa a parte do espectro de radiação eletromagnética que fica entre 380 nm (violeta) e 750 nm (vermelho), sendo a fonte de energia da qual todos os seres vivos dependem. Esta luz age diretamente como fonte de energia na fotossíntese, desempenhando papel regulador na vida dos vegetais (JARDIM et al., 1993). A luz é fundamental como fonte essencial e direta de energia para o desenvolvimento de todos os vegetais, (WALTER, 1971), que por sua vez contribui muito bem o estado estável da sustentabilidade edáfico.
A influencia da luz solar nas florestas, é associado ao ambiente climático e da temperatura, que, por sua vez, concilia do volume, da altura e da raridade das folhas ou coberturas das folhas do arbóreo, da umidade, do solo, e da topografia. Então, quanto, da altura média elevada das árvores, a umidade, as chuvas e a luz solar, que são abundantes favorecem o alargamento da copa das árvores. Estes, em conjunto, constam como paisagens ou “forro” que confere a densidade desse bioma.
A distribuição local das espécies, a raridade do arbóreo, a altura e o volume constante, a topografia, a altitude, como algo determinante do comportamento da influência da luz ou radiação solar, que condiciona direta ou indiretamente a grande parte dos processos de crescimento das plantas.
O solo e a floresta são dois recursos naturais muito importantes. A germinação de diversas espécies do ecossistema florestal compatibilizam com a constituição de tipos do solo, dos níveis topográficos, da potencialidade pluviométrico, assim da influência da luz solar que são características indispensáveis da zona equatorial, fator constituinte das florestas tropicais, abrangendo o Timor-Leste.
Nos solos onde predominam o estrato arbóreo constituindo extensas e volumosas florestas, existem espécies germinando, crescendo e se reproduzindo; portanto, a luz é um fator essencial para que esses processos ocorram. É necessário que, no interior da floresta, haja qualidade e quantidade suficiente de luz para ativar esses processos, e as espécies que ali se encontram, devem ser capazes de absorvê-la,
(JARDIM et al., 1993). No caso de Timor-Leste, as características destas floresta constituem-se nas florestas húmidas do Parque Nino Konis Santana, floresta de Poros, floresta úmida de Loré, de Luro localizada em monte de Legumau ao leste, as matas úmidas de nas interioranas de Baucau, nas zonas centrais do interior como de Aileu, Balibar, e ao oeste que são mais volumosas como de Ermera, de Bobonaro como de Leber e Tapo, e à Costa Sul como de Tilomar, Fohorem, Maucatar de Covalima em direção à Cordilheira Central (Ainaro) e interioranas de Manufahi, principalmente nas zonas médias, e Viqueque sul, e também na ilha de Ataúro, a conhecida floresta úmida de Manucoco, dentre outras, Figura 41.
Figura 41–Floresta Tropical Úmida de Legumau, Roco e de Hatu-Lela (Maucatar). Foto: Trainor (2004) e Cruz (2008).
Em grandes florestas volumosas, que exibem paisagens exuberantes, o ambiente e as características do ambiente da floresta, interfere outro nível do mesmo ecossistema, na qual, as áreas mais baixas da floresta constituem-se como áreas que muito menos recebem a luz solar.
A ausência da luz solar faz que o ambiente ecossistêmico não favorece o crescimento de novas espécies circundantes, exceto as epífitas, as árvores que crescem envolvendo o tronco de outras já existentes. Isso devido a falta da penetração da luz solar até ás camadas superficiais do solo, devido as características do cobrimento das folhas do arbóreo das florestas.
Na superfície do solo a cobertura vegetal é composta por folhas, cascas de árvores, galhos caídos. Assim, devido a umidade usufrui vida, crescem, cogumelos, Figura 42, bactérias e insetos que se alimentam desta matéria vegetal morta, e microrganismos que decompõem tudo o que resta. Por este motivo o solo permanece pobre, pois os nutrientes são rapidamente absorvidos pelas árvores, como por exemplo das florestas úmidas de Loré, Roco, ou Legumau de Luro do Município de Lautem,
floresta úmida de Dare, e de Manucoco de Ataúro do Município de Dili, dentre ouras zonas florestadas úmidas tropicais de Timor-Leste.
Figura 42–Vestígios da Floresta Tropical Úmida de Lela, Ramelau e Paitchau. Foto: Cruz (2008) e Trainor (2003, 2004).
Em regiões onde constituem, as coberturas de vegetação densa, especificamente, em ecossistemas, das florestas tropicais, somente uma pequena fração da radiação solar, penetram nos espaços da raridade das folhas, e atingindo a superfície até chegar ao solo, sendo variável no espaço e tempo, (JANUÁRIO et al., 1992). A radiação, solar, que atinge a superfície, terrestre, é dividida em duas frações: radiação direta do sol e radiação difusa. A radiação solar direta é muito variável, pois depende da densidade de fluxo incidente, do tipo, tamanho, número e distribuição espacial de sunflecks, (MILLER, 1971, apud JANUÁRIO et al., 1992).
“Sunflecks” são níveis de espaços ou lacunas, pequenos ou podem ser abertos, que são dependentes da estrutura do dossel da floresta. Miller e Norman (1971), ressaltam, que, a influencia da radiação solar é também determinada por características do dossel, tais como a localização e as pequenas lacunas do dossel, no ambiente florestal de uma paisagem, comumente, chamado sunflecks. A natureza dos sunflecks – seu tamanho e forma, duração e pico de fluxo de fótons dependem, à densidade, da altura e do arranjo preciso da vegetação dentro do dossel florestal, bem como a posição do sol no céu, em função de declinação solar e do tempo solar.
A estrutura do dossel da floresta são dependentes do solo, do clima, da topografia, que exibe, do crescimento de diversos tipos arbóreos. Embora, com as características da estrutura do dossel da floresta exibe esses níveis, ou características de vaguidade, lacunas, ou tamanhos de espaços, dentre as folhas, onde, cuja a penetração ou espaço onde penetra e passa a luz solar. Na maioria das florestas, o dossel das
folhagens é arranjada de tal forma que existem esses espaços por onde a luz penetra diretamente até a vegetação que se encontra junto ao solo da floresta, (EVANS, 1965).
Portanto, o volume e a raridade das folhas de uma floresta, em termos da estrutura do dossel da floresta, determina as condições da luminosidade no interior das florestas. Assim, as condições de luminosidade no interior de uma floresta são muito diferentes das de um ambiente aberto, embora a posição da luz solar determina a direção da radiação solar, que, do mesmo determina a penetração mediante uma paisagem florestal.
É neste contexto, que, predomina a existência da vegetação na ilha de Timor, que, era abundante, mas as formações de suas florestas não se revelavam de grande importância nem se apresentavam com o aspecto luxuriante que exibiam noutras regiões do mundo, principalmente nas ilhas, da insulindia, como, do arquipélago de que faz parte: Sumatra, Java, Bali ao sul, Borneo (Kalimantan) e Celebes (Sulawesi) ao norte e Nova Guiné ao leste, etc.
Nestas regiões, em termos de aspetos florestais, abrigam diversas paisagens de florestas, como floresta mangal, floresta de formação litoral, que abrigam nas zonas litorâneas, savanas e pastagens predominam nas zonas altas e baixas, ou em zonas de florestas intocadas (por vezes sagradas), que distingue, por, floresta primária que são encontradas, como o unidades paisagísticas em diversos sistemas geoambientais.
A cobertura vegetal, constitui um extrato que tem função de embelezar a paisagem e possui outras importâncias para os solos. Em relação aos solos, primeiramente, as florestas são muito importantes para a proteção contra diversos tipos de agentes de que causam os processos de erosão, embora por outro é bem importante em contribuir à germinação de outros vegetais, na qual, concilia um nível de raridade das folhas e da penetração da luz solar.