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Internalization of the plasma-derived exosomes into hCMEC/D3 cell line

4 DISCUSSIONS

4.4 Internalization of the plasma-derived exosomes into hCMEC/D3 cell line

O DataMatrix é um código bidimensional ou 2D, que tem mostrado precisão de 100% de leituras corretas na indústria automobilística, onde o volume dos produtos dificulta a leitura de códigos de barra padrão e o uso de metal prejudica a leitura por RFID.

São duas as grandes vantagens do Datamatrix em relação ao código de barras linear. Em primeiro lugar, é possível armazenar até 2.335 caracteres alfanuméricos. Além disso, é possível imprimi-lo em tamanhos muito pequenos (300 microns).

O formato pode ser impresso com os mesmos equipamentos que imprimem o código de barras atual. Ademais, pode ser “marcado” em superfícies como metal, plástico e vidro. Já foi visto o uso deste selo para identificação de pinças, tesouras e outros instrumentos utilizados em centros cirúrgicos.

Na discussão sobre rastreabilidade de medicamentos por toda a cadeia de suprimentos, isto é, desde a fabricação do item até a venda no varejo ou ao hospital, na Europa, a EFPIA – European Federation of Pharmaceutical Industries and Associations defende o uso do DataMatrix frente às demais alternativas de identificação de produtos (como o RFID e o código linear) (EFPIA, 2008).

Alguns laboratórios nacionais, como o Hypofarma, já utilizam a impressão do DataMatrix nas embalagens de seus produtos.

Figura 34: Formato de DataMatrix – 2D Fonte: GS1

2.7. Considerações finais

O trabalho de levantamento bibliográfico permitiu a análise e o aprofundamento de conceitos da gestão de operações e da cadeia de suprimentos. Além disso, possibilitou a inclusão de diversos aspectos dessas disciplinas no ambiente de prestação de serviço hospitalar. A teoria estudada mostrou que muito do que é conceituado para os setores de indústria e varejo ainda não foi aplicado com profundidade no mercado de Saúde. Apesar de alguns autores questionarem a avaliação da cadeia de suprimentos em organizações de serviços em geral, são pouquíssimos os trabalhos diretamente ligados às cadeias dos serviços de Saúde, em especiais às internas. O estudo da TI também mostrou que os hospitais têm aspectos muito peculiares em matéria de

processos e sistemas, principalmente clínicos. Além disso, as tecnologias de rastreamento ainda dependem de definições da indústria – desde os fornecedores até os usuários finais.

O próximo capítulo contempla a pesquisa realizada para compreender este ambiente de suprimentos nos hospitais, com a avaliação das tecnologias utilizadas. Em seguida, são apresentadas as conclusões do estudo, com suas abrangências, contribuições e limitações.

3. Pesquisa

Conforme já discutido anteriormente, os custos hospitalares – com materiais, medicamentos e outros insumos – são a segunda maior parcela de gastos operacionais. Apesar disso, pela revisão da literatura, observou-se a pouca atenção dada às especificidades das cadeias internas de suprimentos em hospitais e ao uso da Tecnologia de Informação em seus processos. Estes dois fatos levaram à decisão para a avaliação do tema nas empresas, cujas conclusões podem ser de grande relevância, tanto para as organizações, como para a área acadêmica.

Ademais, ao estudar outros segmentos de mercado, observa-se a existência de soluções gerenciais e tecnológicas que auxiliam a gestão de suprimentos e que podem ser aproveitadas no ambiente hospitalar. Os hospitais, apesar de se mostrarem bastante específicos e complexos em vários aspectos, agrupam características de vários outros segmentos, como varejo – na distribuição interna de seus suprimentos – e manufatura – na manipulação e embalagem de medicamentos.

3.1. Metodologia

Este trabalho tem uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, e a metodologia utilizada é a de estudo de casos múltiplos.

As pesquisas qualitativas buscam responder a questões que não podem ser quantificadas e, neste grupo, incluem-se processos e fenômenos que caracterizam uma determinada realidade organizacional. Esta abordagem utiliza normalmente amostras pequenas e não aleatórias. Estas características não desqualificam a amostra, mas evidenciam que o critério de seleção dos participantes da pesquisa é distinto das pesquisas quantitativas devido à própria natureza das questões que estuda (MINAYO, 1997).

O cunho exploratório da pesquisa é fundamental para a compreensão do estudo, já que a abordagem específica do tema de cadeia interna nos hospitais é escassa. Assim, faz-se necessário realizar a pesquisa com o objetivo principal de explorar as

características próprias que diferenciam o setor hospitalar. A partir desta análise, busca-se maior compreensão dos elementos que, justamente, permite avaliar se as organizações podem ou não se beneficiar das lições aprendidas de outros segmentos de mercado. Junto à exploração, está a capacidade de descrever estes fenômenos e avaliar quais os fatores que os influenciam e geram impactos (YIN, 2007).

Com isso, a opção pelo estudo de caso se mostra o método mais adequado. A decisão de analisar múltiplos casos tem como principal vantagem a possibilidade de replicação das questões de pesquisa em ambientes diversos, enriquecendo e aprofundando o entendimento dos fenômenos que interferem nos processos (YIN, 2007). Considerando

que o tema não está totalmente difundido na literatura e que a própria realidade nacional pode contrapor-se às experiências no exterior, reportadas nos textos estudados, vários cenários de análise são bastante adequados para responder aos questionamentos formulados no início deste trabalho.

A escolha dos objetos de estudo em uma pesquisa qualitativa não é, em grande parte das vezes, aleatória, como ocorre na abordagem quantitativa. Nem por isso, ela deve ser negligenciada ou tomada por menos rigor. Além disso, deve ter importância para o objeto da investigação e “apresentar as melhores condições de explicitação da problemática da investigação” (VÍCTORA et al., 2000).

Parâmetro Classificações Seleção Exemplos

Tipo de unidade, especialização e nível de atendimento

Tipo de unidade: ver tabela 1 Hospital geral ou especializado;

Atendimento primário, secundário ou terciário

Hospitais gerais; nível de atendimento terciário

Hospital Nove de Julho; Hospital Santa Catarina; Hospital Albert Einstein; Natureza jurídica Privado (empresa privada; entidade

beneficente; fundação privada); público (administração direta; autarquias; organização social pública)

Empresas privadas e entidades beneficentes

Hospital Santa Marta; Santa Casa de São Paulo; Hospital Albert Einstein

Porte (número de

leitos não-SUS) Pequeno porte: 25 a 49 leitos; médio porte: 50 a 149 leitos; grande porte: 150 a 499 leitos; porte extra: acima de 500 leitos

Hospitais de grande porte e de porte extra

Hospital Oswaldo Cruz; Hospital Beneficência Portuguesa

Equipamentos

médicos Nível alto: mais de 300 pontos; nível médio: de 100 a 299 pontos; nível baixo: abaixo de 100 pontos

Hospitais com mais de 300 pontos

Hospital Oswaldo Cruz; Hospital Albert Einstein; Hospital Sírio Libanês

Assim, após o estudo bibliográfico preliminar, foi possível determinar alguns critérios que pudessem servir de base para a escolha das organizações estudadas, apresentados no quadro 11 e analisados a seguir.

3.1.1. Tipo de unidade

Após definir que a pesquisa deveria ser realizada em hospitais, foi necessário especificar quais os níveis de atendimento (primário, secundário ou terciário) e se era relevante considerar o nível de especialização das organizações. Este trabalho, por buscar organizações com práticas mais avançadas em tecnologia e gestão, focou a seleção nas que possuem atendimento terciário (em que se subentende que há maior uso de tecnologia médica, pelo menos). Quanto à especialização, deu-se preferência aos hospitais gerais, cujo tipo de atendimento é mais heterogêneo. Alguns hospitais especializados, como os psiquiátricos, têm organização e necessidades de suprimentos distintas, que poderiam distorcer a análise deste trabalho.

3.1.2. Natureza jurídica

A divisão entre organizações públicas e privadas não é a única possibilidade quando se trata de natureza jurídica das organizações. Dentre as privadas, por exemplo, temos as entidades com fins lucrativos e as filantrópicas; cooperativas ou serviços sociais. Nas públicas, há as de administração direta e indireta. Nesta gama de realidades, optou-se por focar nos hospitais privados e nas entidades beneficentes, excluindo os demais particulares (cooperativas e serviços sociais) e os públicos. Também foram extraídas da seleção as organizações que, apesar da administração privada, possuem mais de 50% de seus leitos destinados ao SUS. A opção do foco nas organizações privadas foi feita por dois aspectos: as diferenças administrativas entre os dois modelos e a enorme complexidade dos hospitais públicos. No primeiro caso, a aquisição de medicamentos e materiais em hospitais de administração pública é regida por leis que dificultam a estruturação de operações das organizações. Quanto à complexidade, os principais hospitais públicos – ou com grande porcentagem de leitos SUS – da cidade de São Paulo

são formados por várias unidades que, por sua vez, possuem estruturas administrativas distintas entre si.