3. Strategisk analyse
3.2. Strategisk analyse for Aker Solutions
3.2.2. Intern ressursbasert analyse – VRIO
Nesta seção, será promovida uma discussão das possibilidades interpretativas dos significados verbais e visuais dos dados analisados nas seções anteriores. A partir dessa discussão, refletir-se-á também sobre a forma como esses significados foram construídos e sobre quais posições ideológicas foram significativas na representação do discurso sobre sustentabilidade.
Para tanto, recorrer-se-á, em certo momento desta seção, à Teoria da Complexidade, visto a adoção dessa perspectiva possibilitar um entendimento mais profundo sobre a forma como os múltiplos recursos de significação se relacionam entre si e com o mundo social, autoinfluenciando-se e fazendo emergir determinados significados sociais sobre sustentabilidade.
À luz dessa epistemologia, serão identificados os atratores discursivos presentes em todos os textos analisados e o processo de fractalização que leva à construção da recursividade da língua e evoca outros sistemas, tais como o social e o cultural, que são constitutivos da língua.
No que tange às escolhas verbais e visuais, os Quadros 8 e 9, apresentados logo adiante, sintetizam os resultados obtidos na análise das cinco reportagens aqui investigadas.
QUADRO 8 – Síntese dos dados das edições de 2009 a 2011 Walmart (2009) Alcoa (2010) Unilever (2011)
Modo Verbal – Metafunção Ideacional
S is te m a d e T ra n si ti vi d ad e
Ocorrência dos seis tipos de processos. Predomínio dos processos materiais, relacionais e verbais, destacando as ações da empresa (investir, inaugurar, mobilizar, convencer etc.), identificando-a e descrevendo seus atributos.
Ocorrência dos seis tipos de processos. Predomínio dos processos materiais e relacionais, destacando as ações da empresa (instalar, reunir, investir, mobilizar etc.), identificando-a e descrevendo seus atributos. Nenhum processo comportamental.
Predomínio dos processos materiais e relacionais, destacando as ações da empresa (influenciar, produzir, lançar etc.),
identificando-a e
descrevendo seus atributos.
Modo Visual – Significados Representacionais
T ip o d e E st ru tu ra
Narrativa e Conceitual Narrativa e Conceitual Narrativa e Conceitual
QUADRO 9 – Síntese dos dados das edições de 2012 e 2013 Anglo-American (2012) Itaú (2013) Modo Verbal – Metafunção Ideacional
S is te m a d e T ra n si ti vi d ad
e Nenhum processo existencial.
Predomínio dos processos materiais e relacionais, destacando as ações da empresa (reunir, promover, investir etc.), identificando-a e descrevendo seus atributos.
Nenhum processo mental. Predomínio dos processos, relacionais e materiais, destacando as ações da empresa (mobilizar, premiar, afirmar etc.), identificando-a e descrevendo seus atributos.
Modo Visual – Significados Representacionais
Analisando os dados presentes nos Quadros 8 e 9, pode-se observar que as reportagens apresentam diversas similaridades quanto às suas configurações verbais e visuais. Dentre essas similaridades, destaca-se o predomínio no número de processos materiais, relacionais e verbais, respectivamente, e das estruturas narrativas e conceituais no que concerne aos elementos visuais.
A baixa ocorrência no número de processos mentais, comportamentais e existenciais demonstra que as reportagens analisadas não priorizam em suas escolhas sistêmicas a construção de experiências dentro desses domínios, o que revela que, para a revista e as empresas, ser sustentável está muito mais ligado ao agir, identificar, possuir atributos e dizer.
Dessa forma, em relação às escolhas dos processos materiais especificamente, estes representam uma série de ações realizadas pelas cinco empresas premiadas pela revista Guia Exame de Sustentabilidade entre os anos de 2009 e 2013. É dos resultados dessas ações que a revista se vale para justificar a eleição de cada empresa vencedora.
Entretanto, é crucial que se discuta a natureza dessas ações e seus impactos, para que, assim, se possa compreender melhor o que significa “ser sustentável” para essas empresas e para a revista. Nessa direção, durante as análises feitas, observou-se a recorrência de alguns tipos de processos materiais específicos tanto na mesma reportagem quanto em reportagens diferentes. Essa observação é de extrema importância, já que revela um padrão discursivo utilizado para representar as empresas vencedoras e a própria forma de “agir” delas. Dentre esses processos materiais mais recorrentes, destacam-se, por exemplo, os processos investir, influenciar, mobilizar e reunir, dentre outros.
No caso do processo material investir, a recorrência deste nas reportagens analisadas fortalece a representação de empresa que age sobre o mundo físico mediante o seu poder econômico. É também a partir do capital que algumas das empresas vencedoras investem no desenvolvimento científico de novas tecnologias que possibilitam modelos mais ecoeficientes de negócios e de produtos, como visto nas reportagens sobre o Walmart e a Unilever, por exemplo.
No entanto, não se pode ignorar que o desenvolvimento científico-tecnológico representa não apenas a solução dos problemas, mas também a causa deles. Para Ulrich Beck (2010, p. 236), na atual modernidade reflexiva, as ciências são “confrontadas com a objetivação de seu próprio passado e presente: consigo mesmas, como produto e produtora da realidade e de problemas que cabe a elas analisar e superar”.
Isso significa que, embora as empresas invistam na criação de soluções ambientais, estas, nos moldes atuais, não resolvem os problemas definitivamente, mas apenas amenizam e
reduzem os impactos ambientais das ações das empresas. Apenas uma mudança de paradigma que implicasse uma nova relação homem-natureza seria capaz de solucionar definitivamente a atual crise.
Esse tipo de representação no qual a empresa age por meio do seu capital também pode ser observado em outras reportagens analisadas, tais como nas do banco Itaú e da mineradora Alcoa. No primeiro caso, o banco Itaú é visto como uma empresa sustentável por premiar financeiramente os funcionários que conseguem solucionar os problemas dos seus clientes. Esses funcionários também recebem incentivos como bolsas de estudos. Já a Alcoa ressarce e compensa financeiramente as pessoas que de alguma forma foram afetadas ou tiveram algum prejuízo por conta das ações da empresa. É como se todas as consequências negativas das ações das empresas pudessem ser quantificadas monetariamente.
Em relação aos processos materiais influenciar e mobilizar, estes revelam que, para algumas empresas, ser sustentável está relacionado ao papel influenciador exercido sobre clientes e funcionários, a fim de uma conscientização mais comprometida com a crise ambiental. É a empresa agindo sobre o mundo físico por intermédio de terceiros. Isso pode ser observado tanto na reportagem sobre a Unilever, que divulga através da rede social Facebook dicas de como ser sustentável, quanto no texto sobre o Itaú, empresa que motiva seus funcionários e clientes a adotarem uma postura sustentável.
Por fim, a recorrência do processo material reunir demonstra que, para algumas empresas, ser sustentável também está relacionado com a realização de encontros nos quais são discutidas, junto com a comunidade local, as decisões futuras da empresa e o impacto destas na vida de toda a comunidade. Essa configuração fortalece a representação de empresa que adota uma política sustentável participativa, dividindo com a população as responsabilidades de suas ações. Essa representação de empresa que se reúne com a comunidade local pode ser vista nas reportagens sobre a Alcoa e a Anglo American.
Esses casos exemplificam muito bem a lógica da modernidade reflexiva discutida na introdução deste trabalho, na qual a produção social de riquezas é acompanhada sistematicamente pela produção de riscos sociais. Nesse cenário, Beck (2011, p. 24) afirma que o processo de modernização converte-se em tema e problema. Esse autor explica ainda que é do avanço da sociedade de risco que surgem as oposições entre os que são afetados por esses riscos e aqueles que lucram com eles. São os big business (BECK, 2010, p. 28), sobre os quais se falou na introdução deste trabalho.
No que concerne aos processos relacionais, estes são fundamentais nas reportagens por identificarem e atribuírem classificações e qualidades às empresas eleitas modelo em
sustentabilidade. É recorrente, ao longo das reportagens, a presença de processos relacionais que procuram destacar planos de ações, iniciativas e equipes dentre outros atributos que procuram demonstrar o comprometimento das empresas com o meio ambiente.
Já os processos verbais são importantes por possibilitarem a inserção de falas de pessoas responsáveis pela questão ambiental da empresa. Dentre elas participantes, destacam- se as falas dos presidentes, diretores e vice-presidentes, dentre outros. Esses tipos de processos também são responsáveis por construir representações de empresas que dialogam com seus clientes e com os demais setores envolvidos em seus negócios.
O uso dos processos mentais, terceiro tipo de processo menos recorrente, constrói representações que revelam estados mentais das empresas ou de um dos seus responsáveis. Dois exemplos desse tipo de construção chamam a atenção nas reportagens sobre a Unilever e a Anglo American. No caso da Unilever, essa empresa se vê surpresa em relação à aceitação dos clientes pelos novos produtos mais ecoeficientes. Já no caso da Anglo American, esta estuda adotar em uma de suas fábricas uma fonte de energia mais sustentável já utilizada em outra.
Em relação aos processos comportamentais, estes são os menos recorrentes nas reportagens aqui investigadas. Dentre essas raras ocorrências, pode-se citar, por exemplo, alguns processos comportamentais significativos nas reportagens sobre a Alcoa e o Itaú. No caso da Alcoa, esta comemora o primeiro ano de suas instalações na cidade de Juruti, o que reforça essa representação de empreendimento que, mesmo com seus desafios ambientais, é visto pela empresa e pela revista como um sucesso. Já na reportagem sobre o Itaú, tem-se uma empresa que não abre exceção de suas exigências para a liberação de financiamentos para empresas que não passam pelo “crivo socioambiental” do banco.
Os processos existenciais, segundo tipo menos recorrente, representam o domínio experiencial do que existe e acontece. Duas ocorrências mais expressivas podem ser observadas nas reportagens sobre o Walmart e a Alcoa, por exemplo. No caso do Walmart, esse tipo de processo procura valorizar a existência de um pacote de medidas que permite, dentre outros resultados, a economia de luz através do uso de claraboias e vidros, que possibilitam a entrada de luz natural em um dos hipermercados da rede. Já na reportagem sobre a Alcoa, esse tipo de processo procura reforçar que, para a empresa, sempre existiu a certeza da necessidade de um modo diferente de se explorar a região de Juruti que provoque o menor impacto ambiental possível.
No que concerne ao modo visual, este, além de construir uma representação de liderança por trás das ações sustentáveis das empresas, através da imagem do presidente e de
outras pessoas responsáveis pelas decisões ambientais, também reproduz cenários nos quais é possível observar tanto o desenvolvimento de algumas dessas ações quanto os seus resultados. Essas representações demonstram que os elementos visuais desempenham a função de “comprovar” visualmente o que a reportagem diz pelo modo verbal.
Kress e van Leeuween (2006, p. 123) esclarecem que o que pode ser “dito” ou “feito” a partir do modo verbal ou visual “não depende apenas das características intrínsecas ou universais desses modos de comunicação, mas também de necessidades sociais histórica e culturalmente específicas”.10
Nesse sentido, os produtores das reportagens analisadas valem-se do atual contexto de risco e crise vivido na modernidade reflexiva para construírem representações de empresas sustentáveis que “conseguiram” conciliar seus negócios com a responsabilidade ambiental. Entretanto, nota-se, por meio dos dados, que essas ações “sustentáveis” representam um modelo de sustentabilidade que não resolve o problema, mas apenas ameniza os impactos gerados pelas empresas. Somente uma mudança para um paradigma sustentável poderia resolver em definitivo esta urgente crise.
Cumpre citar que é na combinação entre os diversos modos semióticos que o texto multimodal forma uma unidade semântica que não pode ser apreendida a partir do estudo de cada modo isoladamente. Esse todo semântico é sempre maior do que a soma das partes.
Paiva (2008) explica, em um de seus trabalhos sobre aquisição de segunda língua e complexidade, que a multimodalidade “carrega muito mais informação do que faz cada modalidade individualmente, pois o significado emerge das interações entre as diferentes modalidades empregadas pelo produtor do texto”.
Essa complexidade e essa dinamicidade residem não apenas na interação entre os diversos modos semióticos, mas também na inter-relação entre diversos sistemas envolvidos no processo de significação, tais como: social, linguístico, semiótico, cultural e econômico, dentre outros. No caso das reportagens sobre as empresas sustentáveis, nota-se, por exemplo, a forte influência do sistema econômico nos significados sociais em sustentabilidade que emergem.
Para que se possa ter uma compreensão mais aprofundada da forma como esses múltiplos recursos de significação se relacionam entre si e com o mundo social, autoinfluenciando-se e fazendo emergir determinados significados sociais, faz-se necessário que se recorra neste momento à Teoria da Complexidade (HOLLAND, 1995; LARSEN-
10 Minha tradução “does not only depend on the intrinsic and universal characteristics of these modes of
FREEMAN; CAMERON, 2008), visto suas propriedades descreverem o funcionamento de sistemas complexos, assim como os são os sistemas de significação.
Dessa forma, conforme apresentado no segundo capítulo deste trabalho, uma das propriedades dos sistemas complexos é que eles são abertos, ou seja, são sistemas que interagem com o ambiente no qual se encontram e, dessa interação, determinados comportamentos emergem. É dessa constante interação que o sistema encontra o seu equilíbrio, estabiliza, até que um novo elemento se agregue e faça emergir um novo comportamento.
Se se pensar em relação aos recursos de significação, é essa “abertura” do sistema que permite que cada vez mais formas de se produzirem significados sejam incorporadas ao já vasto repertório de possibilidades. O atual cenário multimodal acentuou significativamente a dinâmica desse processo, já que trouxe muitas novas formas de se produzirem significados.
Quanto às reportagens sobre as empresas sustentáveis, pode-se observar que alguns recursos de significação, uma vez utilizados em uma edição, voltam a ser utilizados em outras. Esse tipo de comportamento demonstra um padrão “preferido” pelo sistema ou um “atrator” em termos complexos. Essa questão será retomada em breve, ainda neste capítulo.
Ainda quanto aos sistemas abertos, Larsen-Freeman e Cameron (2008, p. 33) argumentam que a própria língua representa um sistema desse tipo, já que, mesmo sendo constantemente submetida a vários tipos de influências e mudanças, ela ainda assim preserva sua identidade em um “equilíbrio dinâmico”.
Outra propriedade dos sistemas complexos é que estes não são lineares, o que significa que um fenômeno não pode ser atribuído a uma única causa. Como o sistema é formado por diversos elementos agregados, a interação entre as partes concorre para um efeito multiplicativo e para a emergência de padrões que não se explicam pelo mero exame do comportamento dos elementos agregados de forma isolada. O todo é sempre maior do que a soma das partes.
Da mesma forma, os significados sociais sobre sustentabilidade que emergem das reportagens analisadas também são fenômenos que não apresentam uma única causa, mas sim um resultado de uma série de relações não lineares entre diversos elementos envolvidos no sistema. Vale lembrar que a adoção da perspectiva da complexidade reconhece que as interações também ocorrem entre elementos de níveis ou escalas diferentes (LARSEN- FREEMAN; CAMERON, 2008, p. 39).
É dessa aparente desordem que o próprio sistema se auto-organiza e encontra o seu estado de equilíbrio. Nesse sentido, tem-se a propriedade da auto-organização, que se refere
ao surgimento, num sistema complexo, de um novo estado num nível de organização mais alto do que o anterior.
A quarta propriedade dos sistemas complexos se refere às condições iniciais, nas quais a menor mudança nos estados iniciais de um sistema pode ocasionar grandes implicações em seu comportamento futuro. Isso se dá pelo fato de que alguns sistemas são muito sensíveis a mudanças do meio ambiente. Essa característica é conhecida como “efeito borboleta”.
Por fim, os sistemas complexos também são dinâmicos, já que estão sempre em constante evolução, alternando períodos de estabilidade e mudança. No caso dos sistemas de significação, a dinamicidade destes se intensificou consideravelmente com a ascensão das novas tecnologias e de uma comunicação mais globalizada. Isso demonstra que se está vivenciando um momento de mudança, e não de estabilidade desses sistemas.
A globalização, aliás, exerce uma forte influencia sobre a dinâmica da comunicação contemporânea, já que possibilita a interação entre diferentes sistemas culturais, o que torna o processo de significação ainda mais complexo. Nesse cenário, Cope e Kalantzis (2004, p. 202) ressaltam a importância do conceito de design multimodal, visto que neste
[...] o foco recai, não na estabilidade e na regularidade, mas na mudança e na transformação. Os indivíduos têm à sua disposição um conjunto complexo de recursos representacionais, nunca de uma cultura apenas, mas das muitas culturas que constituem sua experiência vivida, das muitas camadas de sua identidade e das múltiplas dimensões de seu ser. A abrangência, a complexidade e a riqueza dos recursos para a produção de significado disponíveis são tais que a representação nunca é apenas uma questão de reprodução. É, na verdade, uma questão de transformação e de reconstrução do significado de tal maneira que sempre agregue alguma coisa ao conjunto de recursos representacionais disponíveis.11
Além de demostrar algumas das propriedades dos sistemas complexos operando na significação multimodal, essa citação de Cope e Kalantzis também chama a atenção para o fato de que uma representação nunca é apenas uma reprodução, mas um processo de mudança pelo qual o significado passa constantemente.
Essas transformações do significado só são possíveis pelas diversas interações entre a linguagem e os contextos socioculturais nos quais esses significados são produzidos. Larsen- Freeman e Cameron (2008, p. 34) esclarecem que os sistemas complexos não simplesmente se
11 Minha tradução “the focus is on change and transformation. Individuals have at their disposal a complex range
of representational resources, never simply of one culture but of the many cultures in their lived experience; the many layers of their identity and the many dimensions of their being. The breadth, complexity and richness of the available meaning-making resources is such that representation, is never simply a matter of reproduction. Rather, it is a matter of transformation; of reconstruing meaning in a way which always adds something to the range of available representational resources”.
adaptam aos seus contextos, mas também iniciam a mudança nestes. Além disso, esse tipo de sistema não é apenas dependente do contexto, mas também influencia este. Isso significa que “toda mudança em um sistema é influenciada pelo contexto”.12
Dessa forma, com base nos três princípios da complexidade propostos por Morin (2011), e já apresentados no primeiro capítulo, pode-se entender que os significados sociais que emergem nas reportagens analisadas são dialógicos, já que a língua e os contextos socioculturais não são vistos como opostos, mas como constitutivos um do outro.
Esses significados também são recursivos, pois são criados a partir de práticas socioculturais também criadas pela linguagem. Em outras palavras, isso significa que a sociedade é formada pelas interações entre os indivíduos, que, uma vez produzidas, “retroage[m] sobre os indivíduos e os produz”. Esse princípio representa uma ruptura com a ideia linear de causa e efeito do pensamento cartesiano.
Por fim, os significados também são hologramáticos, uma vez que eles estão entrelaçados em uma densa tessitura textual, na qual o todo contém as partes e as partes contêm o todo. Nesse sentido, a Figura 2 (fractal), apresentada no final do primeiro capítulo deste trabalho, exemplifica visualmente como os atratores (padrões) contribuem para o processo de fractalização que leva à construção da recursividade da língua.
12 Minha tradução de “Every change in a system is influenced by context” (LARSEN-FREEMAN; CAMERON,