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6.5 Det regionale geografiske området –Regionen Hammerfest

7.1.2 Intern og ekstern konkurranse

histoquímica

dos

tumores

diagnosticados histologicamente como

histiocitoma

cutâneo,

histiocitoma

maligno e histiocitose cutânea maligna

Vinte e três (71,88%) dos casos de histiocitoma cutâneo em que foi realizado imuno-histoquímica tiveram seu diagnóstico modificado (Tabela 11). Os dados clínicos referentes à idade, a raça e ao sexo e os resultados da imuno-histoquímica dos cães com diagnóstico histológico de histiocitoma cutâneo estão no apêndice 3.

Tabela 11 - Casos de histiocitoma cutâneo não confirmados pela imuno-histoquímica e seus respectivos diagnósticos finais.

Tipo tumores Cães

Linfoma T 3H 20H 21H 23H 25H 27H

Plasmocitoma 7H 9H 32H

TVT 2H 6H

Mastocitoma 1H 5H 8H 12H 14H 16H 22H 24H

Sarcoma histiocítico localizado 18H

Dermatite 4H 13H 17H 19H

Linfoma T epitéliotrópico CD3+ só foi diagnosticado no cão 23H. Nos animais 3H, 20H e 25H os tumores foram definidos como linfoma T não-epiteliotrópico CD3+ e, o restante, não foi possível a classificação devido à ulceração da epiderme. Os casos 21H, 23H, 25H também tiveram sinal positivo para o marcador CD45. Nos casos 23H e 27H, observaram-se células inflamatórias (plasmócitos) infiltradas que mostraram marcação positiva para o CD79a no citoplasma.

Os casos 7H e 32H definidos como plasmocitomas foram negativos para o CD79a. Apesar disso, esse diagnóstico foi possível a partir dos resultados negativos para os marcadores CD117, CD3 e CD45 que afastaram as possibilidades de

mastocitoma, linfoma T e de tumor de origem histiocítica, aliado as características morfológicas das células. O caso 7H também foi negativo para citoqueratina AE1/AE3. O tumor do cão 9H foi classificado como plasmocitoma pouco diferenciado. Havia células com morfologia compatível com plasmócitos, com núcleo pequeno e periférico que não mostraram sinal positivo para o CD79a, mas células pleomórficas e megalocíticas CD79a+ também estavam presentes.

Tumor venéreo transmissível foi diagnosticado nos cães 2H e 6H. Esses tumores não mostraram sinal positivo para CD45, CD3, CD79a e citoqueratina AE1/AE3. No caso 6H também foi feito o

CD117 que também não foi marcado. Todos esses casos foram positivos para vimentina. Mastocitoma padrão KIT I foi diagnosticado no cão 22H e KIT II nos casos 1H, 5H e 16H. Padrão KIT III foi observado nos animais 8H, 12H, 14H e 24H. Todos esses tumores foram negativos para CD45, CD3 e CD79a.

O animal 18H foi diagnosticado com sarcoma histiocítico localizado. Esse tumor não apresentou reatividade para CD45, CD3, CD79a, CD117 e E-caderina. Foram observadas células redondas grandes, com marcada anisocariose e algumas células multinucleadas.

Processo inflamatório crônico estava presente nos cães 4H, 13H, 17H e 19H. Houve marcação multifocal dos anticorpos CD3 e CD79a em alguns desses casos, interpretada como inflamação. Em todos esses casos havia uma população mista de células, compostas de linfócitos, histiócitos, polimorfonucleares e fibroblastos e/ou células endoteliais ativas, sem características neoplásicas.

Somente os cães 15H, 26H, 28H, 29H, 33H, 34H, 35H e 38H dos 32 animais com diagnóstico histológico de histiocitoma cutâneo tinham essa neoplasia. Os animais 15H, 34H, 35H e 38H tiveram sinal fortemente positivo para o marcador CD45. Nos outros casos obtiveram-se resultados negativos para esse marcador. Marcação multifocal para CD3 e CD79a foi observada em alguns dos casos, que foi interpretada como inflamação. Os casos que não expressaram CD45 também foram negativos para CD117, CD3, CD79a e citoqueratina AE1/AE3. Em todos os casos, exceto o 26H apresentaram marcação para E-caderina, confirmando a origem tumoral das células de Langerhans. Apesar da falta de marcação para E-caderina no caso 26H a definição de histiocitoma cutâneo foi feita a partir da interpretação dos resultados da IHQ

(negatividade para CD117, CD3, CD79a e citoqueratina AE1/AE3) e das características das células tumorais que estavam localizadas próximas a epiderme, em forma de cordão. Os casos diagnosticados como histiocitomas malignos consistiam de um linfoma T epiteliotrópico CD3+ (10H), de um mastocitoma (11H) e de um sarcoma histiocítico localizado (31H). O tumor do animal 11H não teve sua localização anatômica informada, mas provavelmente eram tumores múltiplos, pois dois padrões do KIT foram observados, o padrão KIT I e KIT III. O cão 31H teve sinal fortemente positivo para o CD45.

As neoplasias diagnosticadas como histiocitose cutânea maligna foram reclassificadas: o caso 37H tratava-se de um sarcoma histiocítico localizado e o 30H era um linfoma T epiteliotrópico. As células neoplásicas do cão 30H foram positivas para o CD45 e CD3. O animal 37H não mostrou marcação para nenhum dos anticorpos, porém tinha morfologia compatível com sarcoma histiocítico localizado.

4.3.4

Resultados

da

imuno-

histoquímica

dos

tumores

diagnosticados na histologia como

plasmocitomas

Os casos 4P e 5P diagnosticados pela histologia como plasmocitomas foram confirmados pela IHQ. Todos eles apresentaram marcação citoplasmática marcante do CD79a (Figura 12). Porém, os cães 2P e 3P não eram plasmocitoma e sim, um processo inflamatório crônico ou crônico ativo. População mista de células foi observada nesses casos e auxiliou no diagnóstico de dermatite. Células com características neoplásicas como pleomorfismo nuclear e mitoses não foram observadas. O caso 1P foi negativo para CD45, CD3, CD79a, CD117, E-caderina e citoqueratina AE1/AE3, porém foi definido como histiocitoma cutâneo. As informações

clínicas desses animais, juntamente com os resultados da IHQ também estão presentes no apêndice 3.

4.3.5

Resultados

da

imuno-

histoquímica

dos

tumores

diagnosticados histologicamente como

tumor venéreo transmissível

O tumor do cão 1T com diagnóstico histológico de TVT foi confirmado pela imuno-histoquímica. Suas informações clínicas constam no apêndice 3. Esse animal apresentou marcação intensa para o CD45 e vimentina e linfócitos T e B (inflamatórios) também estavam presentes.

4.3.6

Resultados

da

imuno-

histoquímica

dos

tumores

diagnosticados histologicamente como

“neoplasia de células redondas”

Finalmente, os tumores que foram classificados genericamente como neoplasia de células redondas tiveram sua origem celular definida, a partir do auxílio da IHQ. Os dados clínicos referentes à idade, a raça e ao sexo e os resultados da IHQ de todos os animais podem ser vistos no apêndice 4. Os cães 1CR e 3CR tinham um processo inflamatório na pele e não uma neoplasia. Linfoma T epiteliotrópico foi diagnosticado no animal 9CR que apresentou marcação expressiva dos anticorpos CD3 e CD45. Os tumores dos animais 2CR, 5CR e 7CR foram classificados como histiocitomas cutâneos. Nenhum deles mostrou marcação para CD3, CD79a, CD117 e citoqueratina AE1/AE3 que afastaram as possibilidades de linfoma (T e B), plasmocitoma, mastocitoma e carcinoma indiferenciado. Eles também não apresentaram reatividade para CD45 e E-caderina, porém foram definidos como histiocitoma pela morfologia celular. O cão 6CR tinha um TVT, confirmado pela reatividade para vimentina e pelos resultados negativos para os outros marcadores

(CD117, CD3 e CD79a) que descartaram as possibilidades de mastocitoma, linfoma T, plasmocitoma e linfoma B. Esse tumor também não foi positivo para CD45. Os tumores dos animais 4CR e 8CR consistiam de um linfoma B. Eles apresentaram sinal positivo intenso para o CD79a e o cão 8CR possuia grande quantidade de linfócitos T na periferia do tumor.