6 Analyse
6.3 Gjentagende temaer
6.3.5 Interaktivitet, media og teknologi
“Caixa dos Horizontes Possíveis" consiste em um cubo, espelhado ver"cal mente sobre o Espaço Quadrado do Paço das Artes, traçando uma fenda de luz que corta o espaço ao meio, de modo a configurar quatro horizontes suspensos na altura do olhar. O espectador pode se deslocar em torno dessa caixa fazedora de horizontes nos levando para dentro e fora do espaço exposi"vo, nos aproxi mando dos quatro pontos cardeais, onde a distância é percebida como uma linha que confunde o céu e o mar.
Fig. 8 Caixa dos Horizontes Possíveis, instalação intera"va, exposição do Grupo Poé"cas Digitais, Es
paço Quadrado, Paço das Artes, São Paulo, 2014
“Caixa dos Horizontes Possíveis” transforma o Espaço Quadrado, no Paço das Artes São Paulo, em possibilidade concreta de se olhar para fora do museu, da caixa, do cubo branco.
Cubo cortado por um horizonte ar"ficial, mutável, a caixa convida a inves" gação, e ao mesmo tempo se mantém como obstáculo ao acesso efe"vo. Ope rando entre a curiosidade e o minimalismo, ressignificando, antes de mais nada, o próprio espaço do Paço das Artes, os horizontes potenciais vão se alterando, acompanhando através de uma reconstrução ar"ficial a luz de vários horizontes. Par"ndo de uma interrupção no espaço (o Espaço Quadrado tem não só um muro que circunda, mas também um piso rebaixado em relação ao resto do edi &cio) e transformando a interrupção original em campo poé"co, “Caixa dos Hori zontes Possíveis” cria um atrator, uma espécie de horizonte possível, potencial,
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reconfigurante, uma possibilidade de ver de algum modo através da fisicalidade do Paço, e por que não, da própria obra9.
9O Grupo Poé"cas Digitais neste projeto esteve composto por Gilber%o Prado, Agnus Valente, Andrei
Thomaz, Claudio Bueno, Ellen Nunes, Leonardo Lima, Luciana Ohira, Maria Luiza Fragoso, Maurício Tren"n, Nardo Germano, Renata La Rocca e Sérgio Bonilha. O trabalho foi apresentado no Espaço Quadrado, no Paço das Artes São Paulo, como uma exposição individual do grupo, de 01/11 a 07/12/2014.
Vídeo: h%ps://vimeo.com/188864602
Fig. 9 Posição geográfica rela"va do Paço das Artes, no mapa da América do Sul e dos horizontes tra
balhados na instalação intera"va. Variação da luz dos horizontes nos 4 pontos mapeados (Sant Se bas"an Bay, Guamaré, Paita District, Ber"oga) para cada lateral/face da caixa, simultaneamente nos períodos de transformação das auroras e por do sol, no transcorrer da exposição. Espaço Quadrado,
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Fig. 10 “Caixa dos Horizontes Possíveis”, instalação intera"va, exposição do Grupo Poé"cas Digitais,
Espaço Quadrado, Paço das Artes, São Paulo, 2014.
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Jorge La Ferla
Dialogue, foutre! Stendhal2
Introducción
Adiós al lenguaje (2014), la úl"ma obra (¿film?) de Godard, se exhibió en su versión 3 D en varias salas de América La"na a principios del 20153. Todo un acon tecimiento, en el año en que Godard cumplía 85 años llegaba una nueva obra que trasciende las categorías uniformes que rigen el consenso del espectáculo y el dis curso sobre lo que sería el cine de largometraje. Adieu au langage irrumpe en mo mentos de preponderancia absoluta de la máquina digital y de una crisis profunda en los disposi"vos que definieron el cine durante más de un siglo. El disenso en la obra de Godard, irreconciliable a lo largo del "empo, ha traspasado límites que pocos han transitado en el campo del cine y que suelen ser eludidos, por cansan cio, desinterés o precaución. Godard ha venido deambulando por diversas regio nes de las artes y los medios ofreciendo un sofis"cado sistema de pensamiento en parte basado en los pasajes entre los soportes audiovisuales. Adiós al lenguaje se presenta como una notable síntesis para una operatoria virtuosa que Godard man"ene durante medio siglo a contracorriente del cine de representación ins" tucional, del entretenimiento comercial y del cine independiente de autor. Una propuesta audiovisual que incomoda en los lugares comunes en los que suele mo verse la teoría académica y la crí"ca desde los medios masivos a los claustros en donde la pleitesía y el eufemismo son resultado de la dificultad que presenta su análisis y que sigue siendo un desa&o insoslayable. Este texto propone una lectura sobre algunas líneas de fuerza que concentra esta úl"ma pieza de Godard.
*Palabrasclave: cine ensayo; cine experimental; nuevos medios; cultura visual – visualidad; esté"ca
del cine; técnica; estudios de cine (formales); lenguaje cinematográfico; Francia.
1Este texto ha sido publicado en: laFuga. 19, 2017, ISSN: 07185316.
2Stendhal (2010).“Joder con el diálogo!”(26 novembre 1834). Cita en la contratapa de Godard (2010). 3Todo un acontecimiento considerando la magnitud de la obra y la distancia que man"ene con cual
quiera de las otras versiones 2 D que circulan en sala, en las redes, en DVD. Probablemente el mejor estreno del 2015.
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