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OBJETIVOS

 Analisar o processo de seleção de canais em um seletor eletrônico, através das tensões que lhe sãoaplicadas.

 Observar a atuação do controle automático de ganho (CAG) e da sintonia

fina automática (AFT).

 Identificar, no diagrama esquemático, os estágios que compõe as etapas de

sintonia e som, bem como a maneira como estão implementadas no receptor

em questão.

 Analisar o estágio de som e suas funções.

 Analisar o uso de tecnologia digital de comunicacao estruturada tipo rede interna.

DESCRIÇÃO

Entende-se como etapa de sintonia os estágios do receptor de TV pelos quais transitam os sinais de áudio e vídeo modulados, seja na freqüência original do canal recebido, seja na freqüência intermediária. Também integram a etapa de sintonia os estágios auxiliares, que atuam no processo de recepção, tais como o oscilador local, o AFT e o CAG.

Atualmente, todos os seletores de canais são de sintonia eletrônica, isto é, para alterar a sintonia são alteradas uma ou mais tensões, que atuam em diodos dos tipos varicap e de comutação. De acordo com a configuração da etapa de controle das funções do receptor, o usuário poderá ter de pré-ajustar cada canal, seja por meio de trimpots (método antigo, já em desuso), seja através de um menu na tela, ou ainda acionando a função de procura (search), que identifica os canais em funcionamento no local e os memoriza. Alguns receptores trazem todos os canais sintonizados, através das tensões armazenadas na memória de controle, bastando ao usuário programar os números dos canais que lhe interessam ou retirar da programação os que não lhe interessam.

Para manter estável a sintonia, que poderia "fugir" por alguma variação no

oscilador local ou por inexatidão da tensão de controle, existe o AFT - ajuste automático da sintonia fina - que é um discriminador de freqüências, isto é, um

circuito que traduz numa variação de tensão as variações de freqüência do sinal que lhe é aplicado. Sua referência é a FI de vídeo, em 45,75 MHz, para qual produz um nível DC definido; se esta variar, o nível DC varia proporcionalmente. Sendo adicionado à tensão de sintonia, tal nível altera essa tensão fazendo a FI chegar aos 45,75 MHz, o que caracteriza um PLL. Durante o pré-ajuste dos canais o usuário precisa desativar o AFT, ou o próprio receptor o faz no processo automático. Hoje já está disponibilizado em vários receptores, inclusive os do laboratório, o AFT com níveis de correção controlados por um processador e os dados transmitidos em comunicação tipo rede de dados.

O que se chama de seletor de canais é um conjunto de estágios, começando por filtros que eliminam freqüências indesejáveis, como as inferiores a 50 MHz

95 (radiodifusão em AM) e as próximas a 100 MHz (radiodifusão em FM); a estes segue- se o amplificador de RF, sintonizado na freqüência do canal desejado, e chega-se ao

conversor, que sendo composto de um oscilador e um misturador heteródino,

obtém por batimento as FIs de som e vídeo.

Antes do seletor, entre este e a antena, há um bloco acoplador, que visa isolar a antena do chassis do aparelho, que sempre vai direto à rede elétrica, evitando assim o risco de choque elétrico. O acoplador pode, ainda, casar a impedância de 75  do seletor com os 300  da antena, mas atualmente este casamento vem sendo menos necessário, pelo uso de cabos coaxiais de 75  na distribuição de sinais, especialmente em instalações coletivas, sendo colocado um componente externo (balun), quando há necessidade de casar impedâncias.

Os sinais de FI são amplificados para poderem ser demodulados, mas têm de passar por um processo de filtragem, de tal modo que cada uma das freqüências de FI tenha um ganho específico, como as FIs de cor e de vídeo, respectivamente em 42,17 e 45,75 MHz, que são atenuadas de 6dB em relação ao centro da faixa (44 MHz), para compensar as bandas vestigiais, enquanto a FI de som, em 41,25 MHz, é atenuada de 20dB, para evitar interferências com o vídeo. Ainda são fortemente atenuadas as portadoras dos canais adjacentes. Tudo isto pode ser conseguido por um conjunto de circuitos sintonizados LC, que demandam um demorado processo de calibração, ou através de um filtro ultra-sônico de superfície (FUS, em português, ou SAW Filter, em inglês), com dimensões em torno de 1 a 2 cm e que vem pronto para ser soldado à placa de circuito impresso.

96 O sinal que sai do amplificador de FI deve manter sempre a mesma amplitude pico-a-pico, para correta demodulação e estabilidade de imagem. Isto é conseguido pelo controle automático de ganho (CAG), que gera um tensão DC proporcional à amplitude máxima do SCV, e somente a esta, já que não é afetada pela imagem, pois corresponde aos pulsos de sincronismo. A tensão de CAG altera o ganho dos amplificadores de FI e de RF, mas não simultaneamente; para baixos níveis de sinal na antena, somente o ganho da FI é alterado, mantendo-se o de RF no máximo, para melhor relação sinal-ruído; após um certo nível, a atuação se inverte, ficando constante o ganho de FI e proporcionalmente reduzido o de RF - a isto chama-se "retardo" no CAG.

O som, em TV, é demodulado a partir de uma portadora de 4,5 MHz, a 2ª FI de som, obtida pelo batimento entre o vídeo em 45,75 MHz e o som em 41,25 MHz, o que ocorre no detetor de vídeo. O uso dessa segunda portadora de som, ou

interportadora, garante uma demodulação em FM insensível a variações de

freqüência, que poderiam ocorrer no oscilador local do seletor, fazendo variar as FIs; como as duas são obtidas no mesmo misturador, qualquer variação as afeta igualmente e a diferença entre elas permanece constante.

Após o detetor de vídeo, um filtro passa-faixa de alto Q deixa passar para os estágios de som apenas os 4,5 MHz modulados em freqüência, pois a modulação em amplitude pelo SCV contém componentes até 4 MHz e é eliminada. Após amplificados, os 4,5 MHz são aplicados em um demodulador de FM, ou discriminador de freqüências, que varia sua tensão de saída proporcionalmente ao desvio de freqüência dos 4,5 MHz, desvio esse que pode ser de até + ou - 25 KHz. A partir daí já se tem um áudio monofônico. Se a transmissão é estereofônica, há subportadoras de freqüência 2 fh, 5 fh e 6,5 fh, que são inaudíveis e serão aproveitadas apenas nos receptores equipados com decodificador de estéreo (o Brasil adotou o sistema de codificação americano - BTSC). O áudio é então tratado - volume e, opcionalmente, tonalidade e efeitos - para ser aplicado ao amplificador de som. Nos aparelhos modernos, tais ajustes são feitos em blocos internos dos CIs, através de níveis de tensão originários de um resistor ajustável ou do CI de controle. Há também a função mudo, acionada pelo usuário ou automaticamente, neste caso nos canais vagos e na ocorrência de ruídos.

PROCEDIMENTOS

1. Localize o tuner do televisor no circuito e no manual.

2. Monitore os sinais de SCL e SDA que estão ligados ao tuner. 3. Troque de canais e observe o que acontece com os dois sinais. 4. Descreva as suas conclusões.

5. Desconecte a antena e verifique o comportamento dos sinais de SCL e SDA. 6. Passe a TV de sintonia de canais para uma das entradas de AV ( Áudio e Vídeo)

97 7. Descreva as suas conclusões.

8. O que é componente 1200 ? 9.