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Integrering – mangel på informasjon og oppfølging

4.4 Forholdet til ektefellen

4.4.4 Integrering – mangel på informasjon og oppfølging

Ao comparar os dois enfoques, usualmente utilizados como métodos de análise para se estudar a problemática do agronegócio ou agribusines, observa-se que, apesar do ponto de partida em um (CSA) ser a matéria-prima, e em outros (filière) ser o produto, a definição de ambos converge para uma abordagem que nos leva ao aspecto mesoanalítico e sistêmico. O primeiro aspecto busca associar a análise do ambiente em que a firma ou empresa está inserida, sem, no entanto, esquecer a sua estrutura interna. Os macrossegmentos que formam o sistema, a produção de insumos, de matérias- primas, as indústrias, a distribuição/comercialização, interagem entre si e com o ambiente externo através de ligações dinâmicas, envolvendo informações, fluxo de produtos e serviços e outros fatores não específicos.

A abordagem meso proporciona às empresas e administradores um melhor conhecimento do ambiente e, em conseqüência, maior identificação das oportunidades e necessidades dos seus negócios, que poderão ser repassadas aos setores produtivos da cadeia.

Na abordagem sistêmica e mesoanalítica a interdependência dos componentes é reconhecida e enfatizada, além de permitir o estudo de diversas questões, possibilitando, em princípio, o melhor entendimento de fatores que afetam critérios de desempenho global (competitividade). Fatores estes que podem estar presentes em quaisquer dos elementos constituintes do sistema, em nível microeconômico, como também relativos às questões macroeconômicas, envolvendo a análise de desempenho do sistema como um todo. Portanto, a análise de filière, baseado no enfoque sistêmico, tanto oferece subsídios para aplicar às firmas individualmente, tanto quanto a cadeia produtiva como um todo, pois envolve a idéia de que as firmas integrantes da cadeia de produção fazem parte de um sistema; essas partes mantêm dependência uma das outras e interage com o ambiente para atingirem um objetivo em comum.Tais idéias são advindas da Teoria dos Sistemas, desenvolvida pelo biólogo Ludwig Von Bertalanfly, tendo sido usada pela Administração. Nesse sentido, a teoria dos sistemas tenta definir princípios e propriedades comuns a qualquer tipo de sistema, seja no reino animal, seja na mecânica, nas atividades empresariais e governamentais.

Optner (1973.p.30) considera que não há sistemas fora de um meio específico (ambiente). Eles existem, sempre, em um meio e por esse meio são condicionados. Salienta, ainda, que o analista jamais poderá iniciar uma pesquisa ilimitada, que vise compreender todas as condições que possam influir no comportamento do sistema... todos os sistemas operam em determinado meio com uma fronteira estabelecida. Daí deriva-se a necessidade da delimitação do espaço de análise, considerando-se, também, as peculiaridades dos atores econômicos que compõem uma cadeia de produção agroindustrial.

Sistemas, segundo Uhlmann (1997.p.13)

são conjuntos de elementos interdependentes entre si, logicamente estruturados para a consecução de um objetivo e que formam, dada a sua condição de sistemas abertos, uma cadeia de sistemas - um macroambiente...- com o qual se comunicam ativamente.

Tal sistema comportaria outros subsistemas, por exemplo, uma firma (sistema) é composta por atividades funcionais (subsistemas) para que possa atingir seu objetivo

mais eficazmente. Portanto a concepção de sistema incorpora a idéia de que existe uma interação entre os seus elementos, se situa em um dado ambiente e possuem objetivos definidos.

Por conseguinte, o enfoque sistêmico contido numa cadeia de produção agroindustrial, implica uma inter-relação entre os vários subsistemas, visualizados através das indústrias de produção de insumos, de processamento, de distribuição/comercialização.

Batalha (2001), discorrendo sobre o aspecto mesoanalítico contido na cadeia de produção agroindustrial, define como sendo a análise estrutural e funcional dos subsistemas e de sua interdependência dentro de um sistema integrado. É a análise do sistema, da cadeia produtiva, inserido num macroambiente que influencia e é influenciado por ele.

Comparando as várias contribuições dos autores citados, nota-se que o aspecto sistêmico e mesoanálitico estão intrinsecamente ligados, pois, ao analisar uma cadeia ao mesmo tempo em que se estuda as unidades que a compõem (produtor, a indústria e a distribuição) atenta-se para as suas relações com o meio em que elas estão inseridas, ou seja, o ambiente externo ou macroambiente.

O mesmo autor considera, ainda, que os dois conceitos, CSA e filière, compartilham a noção de que a agricultura deve ser vista dentro de um sistema mais amplo, composto principalmente pelos produtores de insumos, pelas agroindústrias e pela distribuição/comercialização; utilizam a noção de sucessão de etapas produtivas, na orientação da construção de suas análises; consideram o aspecto dinâmico; sua aplicação aponta na mesma direção: marketing e estratégia, políticas industrial, gestão tecnológica, ferramenta de descrição técnico-econômica de um setor e delimitação de espaços de análise dentro do sistema produtivo. A Figura 2-2 sintetiza as considerações supracitadas, mostrando como os segmentos (produção de matéria-prima, industrialização e comercialização) estão articulados. Antes de se produzir a matéria- prima existem as indústrias de insumos, os órgãos de assistência técnica, as associações e sindicatos de produtores rurais, um programa de crédito rural, políticas públicas voltadas para a produção e a comercialização de produtos agropecuários, as empresas concorrentes etc, compondo o ambiente externo às firmas. Tais setores influenciam na tomada de decisão no que diz respeito ao que produzir, como produzir e quanto produzir. Fazendo uma inter-relação desse ambiente com os segmentos mais

diretamente relacionados com a cadeia produtiva, no caso da CPA da farinha de mandioca, a aquisição da raiz se dá através do segmento da produção de matéria-prima e o seu processamento é realizado nas agroindústrias farinheiras onde se obtêm o produto final. Já em relação ao mercado, se por um lado, considerarmos o consumidor final como destinatário da produção, a partir dele ocorre o fluxo de recursos financeiros e informação que flui por toda a cadeia, através do seu segmento de distribuição (varejista e/ou atacadista), quando realizam uma transação comercial com o consumidor; do segmento de transformação quando, por exemplo, é realizado um pedido partindo do segmento a jusante que vai ser repassado ao segmento da produção de matéria-prima. Por outro lado, se focarmos o segmento de produção da matéria- prima, deste partirá o fluxo de materiais e produtos, todos incluídos em um ambiente que envolve as indústrias produtoras de insumo, os órgãos públicos e privados de pesquisa e assistência técnica, os agentes financeiros, as organizações sindicais e associativas, entre outros.

Esquema de uma cadeia de produção agroindustrial incluindo os fluxos de informação e de produto.

Figura 2-2

Fonte: Adaptado de Batalha (2001)

Matéria-prima Operação 1 Operação 2 Operação 3 Operação n Subprodutos Produto final Produção da matéria-prima Operações de transformação Distribuição / comercialização

Ambiente externo (produção de insumos, assistência técnica e rural, associações e sindicatos rurais, regulamentação, crédito rural, etc)

O estudo das cadeias produtivas com enfoque sistêmico e mesoanalítico, ainda traz em seu escopo outros aportes teóricos que o complementam, partindo do pressuposto de que toda cadeia necessariamente requer um fluxo de materiais, produtos, informações e recursos, que partem ora a jusante, ora a montante de algum elo da cadeia. Estas afirmações permitem a distinção de, pelo menos, quatro mercados com diferentes características: entre os produtores de insumo e os produtores rurais; entre os produtores e a agroindústria (indústria de transformação); entre a agroindústria e os distribuidores; e entre os distribuidores e os consumidores finais. Identificar os pontos de estrangulamentos contidos em cada elo da cadeia, que traz em si as suas especificidades e onde se efetuam as transações de negócios é ponto fundamental para orientar na escolha de estratégias para melhoria do desempenho de toda cadeia de produção.