4 LIMITATIONS IN THE CARRIERS LIABILITY
4.5 Institute Cyber Attack Exclusion Clause (Institute clause no. 380)
levam à inovação social é a criatividade, que funciona como condição necessária à inovação, necessitando de um reconhecimento das suas respostas, o que, segundo André e Abreu (2006) pressupõe três características principais:
Diversidade sociocultural ligada à abertura ao exterior – com novos e diferentes produtos, saberes e valores, promovendo as pontes e contactos entre diferentes situações;
Tolerância ao risco de inovar – aceitação da nova resposta e a contribuição para o seu reconhecimento social;
Democraticidade - a que corresponde a participação dos cidadãos, à capacidade de decisão, de ter acesso à informação e aos conhecimento necessários à escolha e identificação das respostas adequadas a cada contexto, de ser socialmente reconhecida e ter poder de responsabilização sobre quem decide.
Outro recurso fundamental é o capital relacional, especialmente, pelo que ele oferece relativamente ao estabelecimento de parcerias a vários níveis:
Internacional - com associações congéneres e redes supra-nacionais actuando na mesma área;
Nacional - com instituições públicas e privadas, com vista à angariação de condições para a execução das acções;
Local - com instituições e organizações que possam contribuir para a disseminação da inovação e como aglutinadoras de benefícios .
Uma característica dos empreendedores no campo social é viverem mais das ideias do que do capital. Em qualquer lugar do Mundo em que estejam, pensam globalmente para agir localmente e mantêm uma máxima comum:
“Não há nada que não possa ser feito”
Os empreendedores sociais podem ser vistos como pessoas de talento, coragem, persistência e combatividade que os levam a encontrar soluções positivas e a assumir desafios com grande naturalidade. Mas, tal perfil prodigioso pode também ser bloqueador de exploração de outras realidades em que a acção empreendedora, tenha por base as quatro áreas de competência imprescindíveis para o sucesso das iniciativas: inovação; planificação e organização do trabalho; resolução de problemas; e, adaptação à mudança.
Para além da inovação a planificação e organização do trabalho são necessárias para traduzir a eficiência aos projectos, dar-lhes a efectiva capacidade de realização, e ajuda-los a ultrapassar melhor qualquer dificuldade com que se confrontem. Contudo, a iniciativa e a inovação funcionam como um marco da acção do empreendedor, são o seu elemento fulcral, ao antecipar as situações, têm uma perspectiva de acção e de intervenção que os leva a ser proactivos e a não ficarem à espera que as coisas aconteçam.
Segundo André e Abreu (2006), a produção de inovação social depende dos recursos associados ao processo e das dinâmicas associadas à consolidação e difusão da inovação, tornando o conhecimento um elemento essencial, assim como, a presença de personalidades com cariz empreendedor com capacidade para ultrapassar as barreiras que possam surgir, fazendo uma constante adaptação à mudança. Este tipo de personalidades possui características a que, Bill Drayton (2007) da fundação americana de apoio ao empreendedorismo (Ashoka) defende como
sendo:
“Indivíduos com soluções inovadoras para os problemas mais prementes da sociedade. Eles são ambiciosos e persistentes, atacando os principais problemas sociais e oferecendo novas ideias para uma mudança a larga escala.” Devendo o empreendedor social possuir: “uma ideia nova e poderosa; criatividade; potencial para um impacto alargado; qualidade empreendedora; e, forte fibra ética.”
(Bill Drayton, in Bornstein 2007)
A capacidade de utilizar a informação ou os recursos disponíveis pode ser determinante para o sucesso ou fracasso de qualquer iniciativa. Daí que, os empreendimentos sociais que aliem empreendedorismo social e inovação social possuem maiores probabilidades de sucesso, por colocarem no topo da pirâmide das suas exigências uma nova forma de estar no mercado, de modo a satisfazerem as necessidades constantes e o grau de insatisfação dos indivíduos, recriando o equilíbrio entre recursos disponíveis e desejos a satisfazer. Ora, num contexto de crise económica como a que vivemos presentemente, a inovação social ganha maior relevância, não apenas porque os mais atingidos pela crise são as pessoas mais vulneráveis que requerem uma atenção particular para os efeitos da crise sobre os seus problemas, mas porque, num contexto de escassez de recursos económicos, a eficiência e a eficácia na utilização de recursos disponíveis ganha maior relevância.
As iniciativas que adoptem uma perspectiva de criatividade na sua essência, pela forma como encontram soluções para os problemas e, também, nos processos que adoptam para o
lançamento dos seus produtos, como os divulgam, distribuem ou processam congregam maior potencial para operar uma inovação social.
Na análise aos temas do Empreendedorismo Social e da Inovação Social ressaltam diferenças, mas também intersecções relativamente ao seu âmbito e dimensão. O Empreendedorismo Social ao revestir-se de características como: inovação, liderança, organização, desenvolvimento e, ao combinar a paixão de uma missão social com a imagem de disciplina ligada à gestão, possui os ingredientes necessários à transformação social provocando a dinâmica para a Inovação Social. Assim como, muitas das estruturas que desenvolvem produtos ou processos de Inovação Social têm na sua génese o Empreendedorismo Social. Enquanto que a acção de empreender ou realizar, levada a efeito por um indivíduo ou uma organização, tem como principal finalidade a resolução de um problema ou uma necessidade social, restringida a um âmbito territorial e temporal específico, o que se espera de uma inovação social é um espectro mais alargado.
Normalmente o processo de Inovação Social está associado a um carácter colectivo de intervenção, visando gerar transformações nas relações sociais, em que os seus produtos envolvem acções para a inclusão social mas, com a incorporação de elementos que promovam a capacitação das pessoas que se encontram em situação de exclusão, tendo por base uma replicabilidade de adopção de práticas que não se confinem apenas ao seu território de origem mas, permitam o alargamento a outras regiões ou a uma lógica de intervenção de âmbito supranacional.
O problema de muitas das iniciativas que surgem como geradoras de Inovação Social está na sua sustentabilidade futura que, fora da lógica que suportou a sua criação, raramente se auto- sustentam. Muitos projectos, no qual se incluem os do Programa EQUAL, são dependentes de apoios comunitários e/ou nacionais à instalação e funcionamento, com os quais criaram estruturas e soluções interessantes para a Inovação Social. Alguns dos projectos mais emblemáticos pretendem mesmo afirmam-se como fortes agentes de mudança a nível dos contextos político, económico, social e cultural, sobretudo, pela criação de emprego e riqueza, tanto a um nível local, regional ou até mesmo nacional. Mas, não dispondo de um nível de sustentabilidade que seria desejável, quando deixarem de ser apoiados financeiramente correm sérios risco de morrer e com eles os contributos que construíram.