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A base de dados permite a sistematização dos dados recolhidos na consulta, estabelecendo relação entre os mesmos. Esta análise é baseada nas consultas realizadas após planeamento e implementação no serviço C. Contudo, pretendo manter e desenvolver a base de dados de modo a contribuir para posteriores trabalhos neste âmbito de intervenção.

Na consulta de enfermagem uroprotoginecológica a maioria da população é masculina (cf. gráfico 1).

Gráfico 1. Género da população da consulta de enfermagem uroprotoginecológica

Tal facto, está diretamente relacionado com o tipo de tratamento mais prevalente durante este período - SBRT prostática (cf. gráfico 3). O que também faz sentido quando contextualizado na instituição, visto o atendimento na unidade da próstata e vias urinárias apresentar o maior número de atendimentos, no âmbito da RT pélvica. Coadunando com as patologias mais vigentes na consulta de enfermagem uroprotoginecológica e tratamentos realizados, como é evidente nos gráficos 2 e 3, respetivamente.

Gráfico 2. Patologias na consulta de enfermagem uroprotoginecológica

ADC – Adenocarcinoma; CPC – Carcinoma Pavimento Celular. 76% 24% Masculino Feminino 16% 70% 8% 6% ADC do endométrio ADC próstata

ADC recto/canal anal CPC do colo útero

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Gráfico 3. Tratamentos associados à consulta de enfermagem uroprotoginecológica

Quanto à faixa etária da população submetida à consulta de enfermagem uroprotoginecológica, a mais prevalente foi entre o 60 e os 79 anos (cf. gráfico 4) e maioritariamente aposentados (64%), seguidos de pessoas que mantêm a atividade laboral ativa (32%), 4% encontra-se com a tividade laboral suspensa para realização dos tratamentos.

Gráfico 4. Faixa etária na consulta de enfermagem uroprotoginecológica

A consulta de enfermagem uroprotoginecológica foi programada para ser desenvolvida em diferentes momentos e com diferentes objetivos na sua abordagem. Assim sendo, é fulcral perceber o tempo médio necessário para dar resposta a cada momento, de modo a possibilitar um agendamento mais adequado dos mesmos. Através da análise das consultas realizadas foi possível obter os tempos médios presentes na tabela 1.

2% 6% 4% 8% 10% 18% 52% SBRT recto/canal anal RT recto/canal anal SBRT ginecológica RT pélvis feminina + SBRT ginecológica RT pélvis feminina RT prostática SBRT prostática 2% 16% 38% 36% 8% 30-39 50-59 60-69 70-79 80-89

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Tabela 1. Tempo médio de demora nos diferentes momentos da consulta de enfermagem

uroprotoginecológica.

Momento da consulta Tempo médio de consulta

Homens Mulheres

Acolhimento 52 minutos 50 minutos

Acompanhamento 41 minutos 32 minutos

Alta 47 minutos 37 minutos

Follow-up 18 minutos 23 minutos

A partir da análise dos dados presentes na tabela 1, verifica-se que na maioria do acompanhamento realizado ao longo do percurso da RT pélvica as mulheres necessitam de menos tempo no acompanhamento, quando comparado com o tempo nas consultas com o género masculino. No entanto esta diferença não se mostra significativa. Pelo que permite concluir que as consultas de acolhimento devem ser agendadas com cerca de 50 minutos, as consultas de acompanhamento e alta com 40 minutos. Os follow-up’s demoram

em média 20 minutos, pelo que deverá ser determinado um número de follow-

up’s diário para que seja viável realizar este acompanhamento pós tratamento

de acordo com as dinâmicas da unidade.

As consultas de acolhimento foram todas realizadas associadas ao planeamento para RT ou na 1ª sessão de tratamento, indo ao encontro do que havia sido preconizado aquando da programação da consulta uroprotoginecológica.

No acolhimento foi realizada uma avaliação prévia da pessoa, de acordo com o modelo de Roper, Logan e Tierney (2001)1, em que foram avaliadas as atividades de vida alteradas, sendo que as mais referidas foram a expressão da sexualidade, seguida da eliminação.

1 Roper, N., Logan, W. & Tierney, A. (2001). O Modelo de Enfermagem de Roper-Logan-

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Gráfico 5. Atividades de vida alteradas previamente ao início do tratamento detetadas nas

consultas de acolhimento

Para além disso, são avaliadas as atividades de vida potencialmente alteradas em função do tratamento e possível toxicidade associada.

Gráfico 6. Atividades de vida potencialmente alteradas com o tratamento detetadas nas consultas de acolhimento

As atividades de vida, segundo o Modelo de Roper, Logan e Tierney (2001), que caracterizam a pessoa, podem ser influenciadas por fatores biológicos, psicológicos, socioculturais, ambientais e político-económicos, sendo que no acompanhamento à pessoa submetida a RT pélvica os fatores psicológicos e biológicos foram os que mais influência exerceram sobre esta fase do percurso da pessoa submetida a RT pélvica.

Gráfico 7. Fatores de influência nas atividades de vida

18,2% 6% 8% 60% 4% 4% 36% 8% Sem alterações Trabalhar e distrair-se Mobilizar-se Exprimir sexualidade Dormir Manter um ambiente seguro Eliminar Comer e beber 92% 6% 98% 8% 98% 98% 34% Trabalhar e distrair-se Mobilizar-se Exprimir sexualidade Dormir Eliminar Comer e beber Higiene pessoal e vestir-se

100% 100% 4% 24% Biológicos Psicológicos Ambientais Socioculturais

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De acordo com as necessidades da pessoa e implicações do tratamento, na consulta de acolhimento foram fornecidas diferentes informações e intervenções patentes no gráfico 8 no âmbito do acolhimento. Destas sobressaem a elucidação acerca do tratamento, objetivos e procedimentos inerentes, explicação da possível toxicidade aguda, aconselhamento dos cuidados alimentares, indicação de reforço hídrico, e a possibilidade de manter a atividade ou necessidade de repouso durante o período de tratamento.

Gráfico 8. Intervenções de enfermagem realizadas no acolhimento da consulta

uroprotoginecológica

A totalidade das pessoas envolvidas na consulta uroprotoginecológica demonstrou compreensão pela informação transmitida, bem como motivação para o processo de aprendizagem.

Durante os acompanhamentos realizados cerca de 92% encontrava-se adaptado à vivência do tratamento e apenas 8% com dificuldades, nomeadamente de ajustar a alimentação, controlar a ansiedade ou na preparação para a sessão de tratamento de acordo com as indicações (ex. bexiga cheia). O que se reflete no cumprimento dos ensinos realizados em que 92% afirma cumprir os ensinos realizados e 8% apresenta dificuldade na gestão da terapêutica e alimentação. Sendo portanto fundamental o reforço de informação e ajuste à realidade de cada pessoa.

100% 100% 100% 100% 84% 30% 78% 100% 88% 98% 48% 2%

Elucidação acerca do tratamento, objetivo e procedimentos Explicação da possível toxicidade aguda associada

Aconselhamento dos cuidados alimentares Indicação de reforço hídrico Cuidados cutâneos Vestuário e acessórios Vivência da sexualidade Atividade/repouso Documento de reforço da informação Contacto telefónico de referência Ensinos cumprimento terapêutico Exercícios de fortalecimento pélvico