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4. Hvem har lav inntekt?

4.2. Inntektssammensetning

Os estudos sociais são pautados nas pessoas e suas atividades, por isso, além de interpretarem o seu mundo, compartilham essas interpretações à medida que interagem com outros grupos sociais, refletindo sobre essas experiências. Oliveira (2008), destaca que como consequência desta capacidade humana de interação são adotadas “algumas técnicas para coleta de dados, dentre as quais, destacamos: a Observação participante, a Entrevista e o Método da história de vida” (Oliveira, 2008, p. 8). Na primeira, o pesquisador tenta compreender a realidade dos sujeitos observados, através de uma imersão profunda. É “uma estratégia de campo que combina ao mesmo tempo a participação ativa com os sujeitos, a observação intensiva em ambientes naturais, entrevistas abertas informais e análise documental” (Moreira, 2002, citado em Oliveira, 2008, p. 8).

Lüdke e André (2012), ponderam que essa técnica pode vir a ser parcial, tendo em vista que as observações são influenciadas pela história de vida de cada um e alguns fatores de ordem pessoal podem privilegiar certos aspectos, em detrimento de outros. Por isso, esta pesquisa foi sistemática, com a realização de um planejamento prévio daquilo que iria ser investigado.

A entrevista, outra técnica utilizada neste trabalho, permitiu a recolha imediata das informações desejadas. Acredita-se que a coleta de dados através da entrevista é mais indicada quando o investigador quer recolher informações “a respeito do seu objeto, que permitam conhecer sobre atitudes, sentimentos e valores subjacentes ao comportamento, o que significa que se pode ir além das descrições das ações, incorporando novas fontes para a interpretação dos resultados pelos próprios entrevistadores” (Ribeiro, 2008, p. 141).

Gil (2008, p. 110), enumera os benefícios e limitações ao utilizar a entrevista nos estudos sociais, sendo as vantagens:

a) a entrevista possibilita a obtenção de dados referentes aos mais diversos aspectos da vida social;

b) a entrevista é uma técnica muito eficiente para a obtenção de dados em profundidade acerca do comportamento humano;

c) os dados obtidos são suscetíveis de classificação e de quantificação. d) não exige que a pessoa entrevistada saiba ler e escrever;

fácil deixar de responder a um questionário do que negar-se a ser entrevistado;

f) oferece flexibilidade muito maior, posto que o entrevistador pode esclarecer o significado das perguntas e adaptar-se mais facilmente às

pessoas e às circunstâncias em que se desenvolve a entrevista; g) possibilita captar a expressão corporal do entrevistado, bem como a tonalidade de voz e ênfase nas respostas.

No entanto, essa fonte de coleta de dados apresenta uma série de desvantagens, são: a) a falta de motivação do entrevistado para responder as perguntas que

lhe são feitas;

b) a inadequada compreensão do significado das perguntas;

c) o fornecimento de respostas falsas, determinadas por razões conscientes ou inconscientes;

d) inabilidade ou mesmo incapacidade do entrevistado para responder

adequadamente, em decorrência de insuficiência vocabular ou de problemas psicológicos; e) a influência exercida pelo aspecto pessoal do entrevistador sobre o entrevistado; f) a influência das opiniões pessoais do entrevistador sobre as respostas

do entrevistado;

g) os custos com o treinamento de pessoal e a aplicação das entrevistas.

Apesar dessas desvantagens, vale ressaltar e flexibilidade dessa técnica que muito depende da relação do entrevistador e do entrevistado. Por isso, o planejamento da pesquisa foi realizado através da entrevista semi-estruturada,

Onde o entrevistado tem a possibilidade de discorrer sobre o tema proposto. O entrevistador deve seguir um conjunto de questões previamente definidas, mas fá-lo num contexto semelhante ao de uma conversa informal. O papel do entrevistador é o de dirigir, sempre que achar oportuno, a discussão para o assunto que lhe interessa, fazendo perguntas adicionais para esclarecer questões que não ficaram claras oupara ajudar a recompor o contexto da entrevista, caso o entrevistado tenha “fugido” ao tema ou manifeste dificuldades com ele. (Miranda, 2009, p.42).

Foram realizadas 7 entrevistas no período de 2019 a 2020, nomeadamente a: António César (Velho da Bugiada em 2019 e presidente da Associação), Ricardo Alves (Reimoeiro em 2019), Sérgio Ferreira (Mourisqueiro), Alberto Fernandes (investigador no projeto FESTIVITY), Cristina Andrade (fundadora do Pastoril Estrela Brilhante e património vivo de Pernambuco),

Walmir Chagas (Velho Mangaba) e Dinara Pessoa (professora e investigadora do Pastoril). Foi elaborado um plano de perguntas iniciais como padrão para todos os entrevistados:

Perguntas padrão P1. Qual a relação pessoal com a festa?

P2. De que forma a titulação à Património Cultural Imaterial pode ajudar na disseminação da

festa?

P3. De que forma a titulação à Património Cultural Imaterial pode atrapalhar a festa? P4. Nesse sentido, de que forma a titulação pode mudar a dinâmica da festa? Tabela 2: Perguntas padrão.

A pergunta número um foi escolhida para poder perceber como a manifestação começou na vida deles, a partir de que influências. Já as outras perguntas serviram para entender o que eles pensam sobre impacto do título ou classificação como patrimóno para a festa.

A terceira técnica para coleta de dados (história de vida) é utilizada para reproduzir fielmente aquilo que dizem os sujeitos. Podendo recorrer a registos públicos, processos judiciais, atas de reunião, dentre outros. Essa técnica não deixa lacunas em relação à validação externa de dados, sendo, por este motivo, rejeitada por alguns críticos. Por acreditar ser um método inconclusivo, não utilizaremos essa coleta, fazendo uso apenas da “Observação participante” e da “Entrevista”.

De acordo com Geertz (1973), o método de pesquisa etnográfico envolve uma série de atividades que passam por “estabelecer relações, selecionar informantes, transcrever textos, mapear campos e assim por diante” (Geertz, 1973, p. 6). Essas etapas constituem os elementos fundamentais no desenvolvimento desta pesquisa, sem deixar de lado a vertente teórica, que implica a pesquisa bibliográfica. Lakatos e Marconi (2003) salientam que essa técnica é aplicada quando todo o material de pesquisa já está publicado, entretanto, a nova pesquisa não consiste na transcrição de material, antes, propõe uma nova abordagem com conclusões inovadores sobre o tema.