2. Metode
2.1 Inntektsmetoden
entre o Discurso Institucional do Curso de Letras PARFOR/UFPA e o Discurso local do Graduando no Curo de Letras.
Neste momento estabelece a compreensão da necessidade de captar os traços discursivos, pedagógico e do performativo, para circunscrever e dialogar com a variante Território de Formação do Leitor. A variante se projeta a partir dos olhares dos discursos ambivalentes, que circulam culturalmente com seus significados no Território, podendo ser o Território de Formação como sala de aula de um Curso de Formação Docente.
Uma vez que a pesquisa acadêmica consegue captar os discursos ambivalentes: o discurso performativo – o movimento e uso do objeto de leitura – Leitor no Curso de Letras, a partir de seu local de cultural, e o discurso pedagógico, a partir do Relatório Diagnóstico da Formação de Professores do Estado do Pará. Viabiliza, assim, a ação de reflexão da aproximação do discurso performativo (dimensão micro: dados das anotações de campo, dos memorias escritos, e dos Questionários) e do discurso pedagógico (dimensão macro: os dados do Relatório diagnóstico da Formação de Professores do Estado do Pará).
Reflexão, essa, pautada no significado dos traços discursivos que apresenta um quadro de negociação entre o Território de Formação e a diferença cultural dos Graduandos de Letras. Por exemplo, as atividades discursivas de leitura dos sujeitos no
Curso vão demonstrando a experiência dos seus referenciais culturais de Leitor se inserindo, gradativamente, nos vínculos formativos adquiridos com os objetos de leitura do Curso de Formação para alcançar a personificação do Professor de Letras por meio de uma identidade renegociada em sua Rede de Significados. O novo Território de Formação do Leitor (geográfico – negociação da diferença cultural – Território de Formação) é capaz de mudar sua representação no Território, ao passar de fase oculta de significação cultural como Professor para ocupar com seu discurso performativo, a partir da ambivalência da História oficial e da História da cultural local.
Os traços discursivos alcançados para circunscrever a variante Território de Formação do Leitor passa ser o elemento de ampliação dos resultados adquiridos por meio dos memoriais escritos e registro das anotações em sala de aula (seção I - Introdução). O quadro a seguir nos oferece a integração dos referidos elementos de circunscrição e interação entre os dados alcançados:
Quadro 10: articulação e integração para compor a situação pesquisada
Foco Vivencial 27 memoriais
01 - Vestígio do movimento territorial dos sujeitos pesquisados; 02 - Circulação da experiência de formação, a maioria em Magistério de Nível Médio, entre os Estados da Federação; 03 - As leituras de Formação e trabalho Docente: contos, quadrinhos, livro didáticos e manuais de gramática; 04 - A dificuldade dos graduandos na leitura dos textos acadêmicos no Curso de Letras: percebidos no seminário e nos memoriais.
Discurso Pedagógico Relatório
01 - Distribuição e caracterização da demanda das necessidades de Formação Docente no Território do Estado do Pará, por URE.
02 - Para a Pesquisa de Tese: 15ª URE – Conceição do Araguaia.
Discurso Performativo Movimento
O Território como espaço vivo de renovação de experiências, é percebido no Território de Formação por meio dos discursos dos sujeitos desenvolvidos em sala de aula – realizar inferenciais dos dados pessoais do grupo de sujeitos para pensar o transcurso da história.
a) o objetivo de leitura no Curso de Letras é alcançar a construção do pensamento crítico; b) os novos objetos de leitura do Curso de Letras começam a ser inseridos no diálogo de sua experiência como Leitor, alargando seu horizonte biográfico para além do Livro Didático; c) a ressignificação da condição de Leitor - a interação dos
Uso do objeto objetos de Leitura do Curso de Formação na experiência do Leitor promove modificação em seus gestos, tempo e elaboração de estratégias de leitura; d) Atividade Discursiva de Leitura como tarefa encaminhada pelo Professor – é o elemento transportado na experiência do Leitor para ser negociado no Curso de Letras, com aspiração de atingir traços iniciais para produção de uma atividade discursiva de Leitura de interesse próprio. Fonte: elaborado pelo autor da Tese, 2015.
Os dados acima nos possibilita realizar uma aproximação dos Sujeitos – Leitores deste estudo em questão. Ao realizar um recorte de um grupo de sujeitos situados no extremo Sudeste do Estado do Pará, passa revelar recente e intensa história de territorialização geográfica nos municípios de Redenção, Pau D’arco, Rio Maria, Xinguara e Santa Maria das Barreiras. A imigração é o elemento mais forte na Região, pois os sujeitos transitando nos espaços geográficos temporalmente substanciados de suas biografias pessoas e coletivas.
Neste caso, buscamos investigar a escuta biográfica dos significados em rede de um grupo de Sujeito – Leitores participantes de um processo de Formação Docente Institucionalizada por ações de políticas públicas de Formação em Regime de colaboração entre as esferas Federal, Estadual e Municipal. Constatamos que eles demonstram no movimento imigração deles, não apenas uma mudança de espaço territorial, mas também nesse movimento de imigração, o sujeito transportando, também, a sua atividade discursiva de leitura na memória, local residente as narrativas do percurso das Práticas Discursivas de Leitura desenvolvidas em processos de Formação Docente anterior e por sua Prática Docente atual.
O processo de investigação da pesquisa é ampliado por meio do discurso dialógico dos significados restritos no interior do Sujeito – Leitor, os quais estiveram orientados por sistemas simbólicos anteriores a atual Formação Docente. A produção de significados de sistemas simbólicos impostos anteriormente, uma vez expandidos com a inserção de novas Atividades Discursivas de Leituras por meio de um Processo de Formação Docente, aumenta a Formação de Consciência do Sujeito - Leitor, pois o sujeito tem a possibilidade de transcender os limites espaços – temporais ao interpretar novos significados para construir novas realidades de Formação Docente.
A escuta biográfica do sujeito leitor permite, não só retira - lo da solidão de existir com suas Atividades Discursivas de Leitura na sua Formação Docente, como também compreender como está constituído a Historicidade de Formação de Consciência de Sujeito – Leitor, ao narrar a sua elaboração do ponto de vista dos objetos de leitura e as mediações do Outro no processo de Formação Docente.