4. En medieøkonomisk modell
4.2 Modellen til Godes et al
4.2.1 Inntektsfordeling i tosidige markeder
DE
OBJETOS
DE
APRENDIZAGEM
POR
PROFESSORES
DE QUÍMICA
DO
ENSINO
MÉDIO
Marcelo Maia Cirino1
Aguinaldo Robinson de Souza2
Introdução
Este trabalho3 procurou avaliar alguns dos objetos de aprendi-
zagem, inseridos no projeto Rede Interativa Virtual de Educação – Rived, através do programa Teia do Saber de formação continuada, para professores da rede pública do Estado de São Paulo. Através do programa de capacitação, os professores puderam interagir com alguns dos módulos da disciplina de Química e fazer uma avaliação preliminar do projeto. Os resultados da pesquisa de opinião e dos 1. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência da UNESP/Bauru. Docente do Departamento de Química da Universidade Esta- dual de Maringá – UEM. e-mail: [email protected].
2. Livre-docente do Departamento de Química da UNESP. Professor do Pro- grama de Pós-Graduação em Educação para a Ciência – campus de Bauru.
e-mail: [email protected].
3. Este capítulo é uma versão estendida de trabalho apresentado durante o VII Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências – VII Enpec.
questionários com os professores envolvidos indicaram que a pro- posta de uso dos módulos é, não só viável, como possibilita a in- trodução de conhecimentos sobre a informática aos estudantes e fa vo rece as aulas de Química por meio de uma abordagem didática estimulante.
O Rived é um programa da Secretaria de Educação a Distância (Seed) do Ministério da Educação (MEC), que tem por objetivo a produção de conteúdos pedagógicos digitais, na forma de Objetos de Aprendizagem – OAs. Esses conteúdos se destacam por esti- mular o raciocínio e o pensamento crítico dos estudantes, asso- ciando o potencial da informática às novas abordagens pedagógicas (Brasil, 2005). Ainda segundo o sítio eletrônico oficial do projeto, a meta que se pretende atingir disponibilizando esses conteúdos digitais é melhorar a aprendizagem das disciplinas da educação básica e a formação cidadã do aluno. Além de promover a pro- dução e publicar na rede da internet os conteúdos digitais para acesso gratuito, o Rived realiza capacitações sobre a metodologia para produzir e utilizar os objetos de aprendizagem nas institui- ções de ensino superior e na rede pública de ensino. O projeto surgiu a partir de 1997, quando se iniciou o acordo Brasil-Estados Unidos sobre o desenvolvimento de tecnologias para uso pedagó- gico. A participação do Brasil teve início em 1999 por meio da parceria entre Secretaria de Ensino Médio e Tecnológico (hoje SEB) e a Secretaria de Educação a Distância (Seed). Brasil, Peru e Venezuela foram os países que participaram inicialmente do pro- jeto e a equipe do Rived, na Seed, foi responsável, até 2003, pela produção de 120 objetos de Biologia, Química, Física e Matemá- tica para o ensino médio. Em 2004, a Seed transferiu o processo de produção de objetos de aprendizagem para as universidades, cuja ação recebeu o nome de Fábrica Virtual. Com a expansão do Rived para as universidades, previu-se também a produção de conteúdos nas outras áreas de conhecimento e também para o en- sino fundamental, profissionalizante e para atendimento às neces- sidades especiais. A partir dessa nova política de ação, o Rived (Rede Internacional Virtual de Educação) passou a se chamar
Rede Interativa Virtual de Educação – Rived. Segundo Reis & Faria (2003, p.1) o Rived está estruturado de acordo com as ca- racterísticas a seguir:
a) é um programa educativo e não um programa tecnológico, assim, é um projeto que propõe explorar o potencial da tec- nologia para desenvolver os processos de ensino-aprendi- zagem;
b) propõe uma reforma educativa e não uma reforma curricular – não se pretende realizar uma reforma nos currículos dos países participantes, pretende-se melhorar o ensino pela tra- dução dos currículos em conhecimentos significativos para os alunos e professores;
c) é um sistema integrado e não um material adicional de infor- mação educativa, assim, propõe melhorar as estratégias de en sino dentro do sistema de educação existente e não na criação de sistemas paralelos;
d) sua principal função é melhorar as aulas e não substituí-las ou tomar o lugar do professor, assim, pretende-se melhorar o papel do professor como facilitador e líder do processo en- sino-aprendizagem e melhorar igualmente o papel do estu- dante no sentido de aprender, pensar, investigar e solucionar problemas;
e) está implantado na internet, mas não depende dela – propõe fazer o melhor uso possível das possibilidades e recursos da internet, mas as escolas podem ter acesso a todos os módulos sem necessidade da rede.
Já o programa Teia do Saber, cuja duração se estendeu de 2003 a 2008, foi criado pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e tinha como finalidades:
1. aliar o trabalho de fundamentação teórica com as vivências efetivas dos educadores que atuam nas escolas públicas esta- duais;
2. manter os professores atualizados sobre novas metodologias de ensino, voltadas para práticas inovadoras;
3. tornar os professores aptos a utilizarem novas tecnologias a serviço do ensino, a organizar situações de aprendizagem e a enfrentar as inúmeras contradições vividas em salas de aula. Nesse contexto, o programa Teia do Saber procurou atender a di- ferentes demandas de uma rede ampla e complexa, respeitando a cultura local e valorizando a autonomia da escola. Para isso, combi- nou ações centralizadas, organizadas a partir de iniciativas tomadas pelos órgãos centrais, com ações descentralizadas, geradas nas Dire- torias de Ensino (D. E.) e escolas. As ações centralizadas eram carac- terizadas por sua grande abrangência e simultaneidade e objetivavam a circulação e lançamento de novas ideias e propostas, a reflexão so- bre questões de relevância para a educação com temáticas de inte- resse geral ou específicas, para irradiação nas diferentes regiões e escolas.