5.5 Formålsbestemthetsprinsippet og gjenbruk av personopplysninger
6.1.1 Innsyn i e-post
A segunda forma de coleta de dados que foi o Grupo Focal, justificamos seu uso em função de ser uma técnica, mais ampla de entrevistas grupais para recolher dados qualitativos com foco específico, no nosso caso, relacionado à questão (que se correlaciona a terceira tópica) permitindo articular os pensamentos, as reflexões, as discussões e as concepções à perspectiva desses sujeitos sobre o saber que buscam na escola, em relação aos aspectos como: a) Idéias centrais, a partir de posicionamentos favoráveis, desfavoráveis ou, ainda, indiferentes, à estrutura destes discursos; b) Valores sociais que ligam tanto as imagens quanto seus respectivos significados e a correspondência entre Projeto de vida e saberes escolares.
Segundo Placco (2005), o grupo focal caracteriza-se por ser uma técnica de discussão, não diretiva, em grupo com experiências comuns para discussão de um tema, sem uma preocupação em alcançar o status de verdade, procura mapear as diferentes atitudes, preferências, necessidades e sentimentos. Para a referida autora, a marca distintiva do grupo focal é o uso da interação grupal para produzir dados e insights que seriam menos acessíveis fora do contexto de interação que encontramos em um grupo.
[...] a finalidade mais comum dos grupos focais é conduzir uma discussão em grupo que se assemelhe a uma conversação normal e viva entre amigos e vizinhos. Os grupos focais se prestam, pois, muito bem, para a finalidade de se chegar mais próximo às compreensões que os participantes possuem do tópico de interesse do mediador. Pode-se compreender, além disso, não apenas o que mas também por que os participantes pensam a maneira que pensam (MORGAN,1988 citado por WERBA; OLIVIERA citados por PLACCO, 2005, p.303)
Banchs (2005) não apenas utiliza essa técnica, mas a recomenda para os pesquisadores do campo teórico metodológico das representações sociais, defendendo a idéia de que essa técnica possibilita ao pesquisador criar um espaço propício que permita aos
sujeitos da pesquisa, partilhas sobre as quais emergem uma multiplicidade de pontos de vista e processos emocionais, pelo próprio contexto de interação criado, favorecendo a captação de significados que, com outros meios, podem ser difíceis de manifestar.
A técnica do grupo focal permite ao moderador do referido grupo o papel de provocar algumas situações que se assemelham, em muito, com as discussões cotidianas, estabelecendo, o elo de interações e significações sobre o objeto de estudo. Assim, como, captar seus conceitos, sentimentos, atitudes, crenças, experiências e reações.
Bernardete Gatti (2005) justifica o papel do Grupo Focal nas Ciências Sociais como uma técnica que possibilita ao pesquisador perceber perspectivas diferentes de uma mesma questão, como também lhe possibilita a compreensão de idéias partilhadas por pessoas no seu dia a dia, e dos modos pelos quais os indivíduos são influenciados pelos outros.
O trabalho com Grupo Focal ou Grupos Focais permite ao pesquisador aproximar-se dos processos de construção da realidade por determinados grupos sociais e compreender, nas práticas cotidianas, ações e reações a fatos ou eventos, comportamentos e atitudes. Constitui- se, desta forma, em uma técnica importante para o reconhecimento das representações sociais. Para composição do grupo, iniciamos com a preparação da equipe de apoio para a realização do Grupo Focal. Foram convidadas a participarem dessa reunião duas educadoras da comunidade. A opção de trabalhar com alguém da comunidade se estabeleceu em virtude da necessidade de identificação da fala dos sujeitos nesse processo de interação.
No entanto, apenas uma convidada participou da reunião preparatória, ficando a equipe composta por duas pessoas: a pesquisadora desse estudo, que exerceu a função de moderadora do grupo, e, uma educadora local que assumiu, após um estudo sobre Grupo Focal, o papel de relatora, orientada para dar destaque à dinâmica comportamental dos sujeitos. Devido ao número reduzido da equipe, algumas estratégias foram construídas, a fim de não perder essa interação entre discurso e comportamento.
Cada participante, a partir da sua fala na dinâmica inicial, recebeu uma numeração, permitindo tanto ao pesquisador quanto a relatora identificar as seqüências de falas no processo de interação.
A sessão do Grupo Focal ocorreu em uma sala de aula da escola comunitária, localizada na comunidade do Caldeirão, conforme o registro das fotos a seguir, e teve a duração de duas horas. A data e horário da realização do Grupo foram sugeridos e combinados com os sujeitos.
Figura 7- FOTOS DO GRUPO FOCAL
FOTO: Joana d’Arc Neves (2006).
Para realização da sessão, consideramos o número de 6 a 15 de participantes, proposto por Gatti (2005).
Adotamos como procedimento para quebrar o impacto inicial da entrevista em grupo, a dinâmica da apresentação por meio de desenhos. Desta forma, pedimos que cada participante desenhasse alguma coisa que representasse o seu modo de vida. O objetivo dessa atividade consistia em criar um mecanismo para que cada participante tivesse a oportunidade de expressar o seu sentimento em relação ao projeto de vida, para que pudéssemos ter
elementos para compreendermos que saberes essas mulheres e esses homens buscam na escola.
No final da produção, cada um dos participantes apresentou, oralmente o seu desenho. Esgotada a apresentação, encaminhamos a reflexão sobre o papel da escola nesse projeto de vida levando em consideração dois eixos: Qual o saber que busca na escola? E qual a
relação com o projeto de vida? Após 1 hora e 30 minutos de discussão passamos para o
momento de finalização do encontro.
Para a finalização do encontro, deixamos o espaço aberto para os que quisessem falar algo mais sobre o tema ou sobre o momento. Finalizamos, agradecendo a participação do grupo e a contribuição com a pesquisa. Ao término foi servido um lanche.
O conteúdo desta sessão foi gravado em fita cassete e as transcrições serviram de base para as análises.