utdanningen de tar (og har gjennomført i skoledelen) er relevant for bedriften de
6. Validering og utvikling av Lærlingundersøkelsen
6.9 Innsats, selvstendighet og mestring
Já há algum tempo, vários pesquisadores da área de Ensino de Física vêm apontando as AEI como uma alternativa às práticas de laboratório tradicionalmente realizadas nas escolas brasileiras. Esse é um tema corrente em diversos países do mundo.
Por AEI entende-se aquelas atividades que envolvem os estudantes na busca por respostas, na resolução de um problema ou na exploração de um fenômeno, similarmente ao trabalho científico - ou seja, atividades que se caracterizam por combinar processos, conceitos e procedimentos na resolução de um problema - e que são orientadas por um guia cujo formato permite certo grau de liberdade aos aprendizes para a sua realização. (BORGES, 2002; GURIDI; ISLAS, 1998).
De acordo com o paradigma tradicional, ao realizar um experimento o estudante apenas faz observações, coleta dados e tira conclusões seguindo os procedimentos de um receituário. Já nas atividades práticas voltadas para a investigação, os alunos passam a ter um papel mais central no processo de aprendizagem, uma vez que se tornam responsáveis pela organização e planejamento da atividade (BORGES, 2002). Cabe a eles escolher os materiais mais apropriados, decidir qual o procedimento mais adequado, elaborar e testar hipóteses, identificar problemas e propor soluções, interpretar e discutir resultados com seus parceiros e elaborar relatórios sobre a atividade realizada. Para tanto, é fundamental que a atividade investigativa tenha um grau de dificuldade adequado ao nível cognitivo dos estudantes e que seja sustentada por uma base teórica bem compreendida por eles. Formalmente dizemos que a atividade deve conduzir os alunos a um processo de
alunos, para que a mesma não se converta em fonte de desânimo e de impossibilidade de resolução (CACHAPUZ et al., 2005; SARAIVA-NEVES; CABALLERO; MOREIRA, 2006).
Para os pesquisadores que defendem a utilização de AEI como estratégia de ensino na sala de aula, são várias as vantagens dessa proposta em relação às tradicionais aulas de laboratório, por favorecer o desenvolvimento de uma gama maior de competências pelos estudantes.
Propostas experimentais dessa natureza privilegiam a análise, a reflexão e a interação entre os alunos, propiciam condições para a elaboração e teste de hipóteses, estimulam a criatividade, o debate de ideias, o pensamento crítico e a realização de sínteses e conclusões, possibilitando que os estudantes busquem por si mesmos as respostas e soluções para os problemas apresentados.
Assim, de acordo com Saraiva-Neves, Caballero e Moreira (2006), essa abordagem investigativa concebida à AE além de facilitar a aprendizagem significativa de conceitos também contribui para o desenvolvimento de procedimentos e atitudes científicas. A forma de “estudar ciências fazendo Ciência” possibilita que alunos não só aprendam sobre os conteúdos como também sobre a natureza das ciências e a prática científica. Hodson9, segundo Saraiva-Neves, Caballero e Moreira (2006, p. 389), distingue esses três tipos de aprendizagem da seguinte forma:
(1) aprender ciência - adquirir e desenvolver conhecimento conceitual e teórico; (2) aprender acerca da ciência – desenvolver uma compreensão sobre a natureza e métodos da ciência e uma percepção das complexas interações entre ciência, tecnologia, sociedade e ambiente;
(3) fazer ciência – empenhar-se e desenvolver competências em investigação
científica e resolução de problemas.
9 Hodson, D. The place of Practical Work in Science Education. In Trabalho Prático e Experimental na
considera que:
... a atividade que seguir esse encaminhamento desenvolve a autonomia dos alunos, promove aprendizagens significativas, pela mudança não só conceitual, mas também metodológica e atitudinal. E, ainda, possibilita a visão das ciências com uma interpretação do mundo, ampliando as habilidades relacionadas à aprendizagem, e não como um conjunto de respostas prontas e definidas.
Um estudo comparativo entre aulas experimentais com roteiros tradicionais e com roteiros abertos foi realizado por Guridi e Islas (1998). Elas verificaram que as turmas que trabalharam com roteiros abertos, além de apresentarem uma melhor compreensão conceitual mostraram avanços em relação aos aspectos metodológicos da ciência, ou seja, o trabalho experimental realizado por esses estudantes se “aproximou” mais da maneira como trabalham os cientistas.
Para que uma AE seja concebida como um trabalho investigativo, Carrascosa et al. (2006) considera que ela deve contemplar certos aspectos como: 1. apresentar situações problemas abertas, com um nível de dificuldade adequado para os estudantes; 2. favorecer a reflexão sobre a relevância e o possível interesse pelas situações propostas, que dê sentido ao seu estudo; 3. potencializar a análise qualitativa, sem deixar de lado o papel essencial da matemática como instrumento de investigação; 4. estabelecer o levantamento de hipóteses como atividade central da investigação científica; 5. considerar a importância da elaboração de modelos e do planejamento da atividade experimental pelos próprios estudantes; 6. promover uma análise minuciosa dos resultados (sua interpretação física, confiabilidade, etc.); 7. considerar a possibilidade de novas perspectivas (replanejamento do estudo); 8. pedir um esforço de integração que considere a contribuição do estudo realizado para a construção de um corpo coerente de conhecimentos, assim como as possíveis implicações em outros campos do conhecimento; 9. dar uma especial atenção à elaboração de relatórios que refletem o trabalho realizado e potencializar a dimensão do trabalho científico; 10. Potencializar a dimensão coletiva do trabalho científico organizando grupos de trabalho e facilitando a interação entre cada grupo e a “comunidade científica” representada na classe pelos outros
10 CAMPOS, M. C. C.; NIGRO, R. G. Didática de Ciências: o ensino-aprendizagem como investigação. São
como perito, etc.
Para os autores desse artigo, esse conjunto de aspectos não deve ser entendido como um algoritmo a ser seguido linearmente, mas sim como um recordatório da notável riqueza da atividade científica e uma chamada de atenção contra os habituais reducionismos.
Apesar das vantagens das propostas experimentais investigativas em relação às tradicionais aulas de laboratório apresentadas por diversos pesquisadores, são encontrados poucos exemplos de aplicação dessas propostas na literatura, particularmente nacional. Provavelmente essa constatação pode ser resultado das dificuldades de se implementar AE dessa natureza num contexto real de ensino. Na próxima seção deste capítulo comentaremos algumas dessas dificuldades com base na literatura.