A abordagem híbrida proposta consistiu em distribuir os 50% de investimento no RRC, que antes haviam sido distribuídos igualmente em todas as estações, de maneira equitativa entre as estações que antecedem o processamento no recurso RRC, incluindo o RRC. A Figura 7 ilustra a abordagem híbrida comparando-a com as políticas de melhoria de investimento concentrado no RRC e de investimento em todas as estações. Na Figura 11, o RRC foi colocado na estação 3 apenas pra exemplificar a abordagem híbrida.
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Figura 11 – Diferentes alternativas de alocação de melhoria
Apenas para deixar isso mais claro, supondo que o recurso RRC fosse a estação 3. Para esse caso, distribui-se os 50% de investimento igualitariamente nas estações 1 2 e 3, ou seja, 16,67% de melhoria para cada estação.
Foram simulados dois diferentes cenários:
a. Cenário 6: O tempo de processamento do recurso RRC é 15% maior do que o tempo de processamento dos recursos não RRC;
b. Cenário 7: O tempo de processamento do recurso RRC é 10% maior do que o tempo de processamento dos recursos não RRC.
Nos dois cenários, foram testados diferentes níveis de utilização do RRC, a saber: 99,8%, 95,5% e 90,5%. Além disso, as simulações foram realizadas com o RRC localizado em todas as estações de trabalho, com a intenção de verificar se há diferença no desempenho dos programas de melhoria de acordo com a posição do mesmo. Inicialmente, para verificar a viabilidade e o comportamento da abordagem híbrida, foi testada apenas a
111 variável variabilidade de chegadas, cabendo a um trabalho futuro uma investigação para todos os programas de melhoria.
4.5.1 Cenário 6: Recurso restrição de capacidade com tempo de processamento 15% superior as demais estações de trabalho
Os valores dos lead times em minutos, para cada posição do RRC e nível de utilização, são apresentados nas Tabelas 18, 19 e 20.
TABELA 18 - RRC com nível de utilização 99,8%
TABELA 19 - RRC com nível de utilização 95,5%
TABELA 20 - RRC com nível de utilização 90,5%
Para efeito de comparação entra a abordagem híbrida e a alternativa de melhoria de 10% em todas as estações de trabalho, será desconsiderada a estação 5. O motivo para isso é que para essa posição do RRC a abordagem híbrida distribui a melhoria da mesma maneira que a alternativa de melhoria em 10% em todas as estações e, por isso, os valores dos
lead times são iguais. Por meio da análise das tabelas 18, 19 e 20 verificou-se que:
i. A abordagem híbrida teve melhor resultado em 8 casos de um total de 12, sendo que para um RRC com utilização de 99,8%, a abordagem híbrida foi superior em todos os 4 casos. Já para um RRC com utilização de 95,5% foi superior em 3 casos e foi superada em 1 deles (estação 1). Por fim, para um RRC com utilização de 90,5% a alternativa de melhoria em todas as estações foi superior em 3 casos, sendo superada pela abordagem híbrida apenas na estação 4. Essa constatação parece indicar que na presença de RRCs com utilizações muito altas a abordagem híbrida prevalece e a medida que a utilização
Caso ET1 ET2 ET3 ET4 ET5
10% 566148 841578 890814 899634 901282 Híbrida 560380 694867 792136 856791 901282
Lead time (em minutos) de acordo com a posição do RRC
Melhoria na variabilidade do tempo entre as chegadas de ordens
Caso ET1 ET2 ET3 ET4 ET5
10% 45992 53816 55458 55816 55953
Híbrida 51602 52667 53853 54831 55953
Lead time (em minutos) de acordo com a posição do RRC
Melhoria na variabilidade do tempo entre as chegadas de ordens
Lead time (em minutos) de acordo com a posição do RRC
Caso ET1 ET2 ET3 ET4 ET5
10% 26425 28732 29344 29512 29586
Híbrida 30591 29711 29360 29386 29586
112 do RRC diminui a alternativa de melhoria em todas as estações é favorecida.
ii. Notou-se que, para a abordagem híbrida, RRCs com 95,5% e 99,8% de utilização, à medida que o RRC se encontrava mais para o final da linha o lead time aumentava. Isso não foi válido para um RRC com 90,5% de utilização, pois nesse caso o lead time decresceu até a estação 3 chegando ao valor mínimo e foi crescente até a estação 5. Essa constatação remete novamente a questão da melhor localização do RRC, que foi discutida sucintamente na primeira constatação da seção 4.2.1.
4.5.2 Cenário 7: Recurso restrição de capacidade com tempo de processamento 10% superior as demais estações de trabalho
Os valores dos lead times em minutos, para cada posição do RRC e nível de utilização, são apresentados nas tabelas 21, 22 e 23.
TABELA 21 - RRC com nível de utilização 99,8%
TABELA 22 - RRC com nível de utilização 95,5%
TABELA 23 - RRC com nível de utilização 90,5%
Por meio da análise das Tabelas 21, 22 e 23, verificou-se que ao diminuir a diferença no tempo de processamento dos recursos RRC e não RRC, as principais diferenças encontradas foram:
i. Para esse cenário tanto a abordagem híbrida quanto a de melhoria em todas as estações de trabalho foram superiores em 6 casos de um total
Caso ET1 ET2 ET3 ET4 ET5
10% 585067 874236 909922 914380 915051 Híbrida 583320 722770 815099 874505 915051
Lead time (em minutos) de acordo com a posição do RRC
Melhoria na variabilidade do tempo entre as chegadas de ordens
Caso ET1 ET2 ET3 ET4 ET5
10% 55652 63086 64316 64530 64633
Híbrida 63336 63215 63529 63896 64633
Melhoria na variabilidade do tempo entre as chegadas de ordens
Lead time (em minutos) de acordo com a posição do RRC
Caso ET1 ET2 ET3 ET4 ET5
10% 33831 35760 36165 36257 36307
Híbrida 39621 37785 36785 36294 36307
Lead time (em minutos) de acordo com a posição do RRC
113 de 12. Observou-se a que a abordagem híbrida continuou superior em todos os 4 casos quando o RRC tem utilização de 99,8%. Em contrapartida, para o RRC com utilização de 90,5% a alternativa de melhoria em todas as estações foi superior todos os 4 casos, Por fim, para o RRC com utilização de 90,5% houve empate, sendo que a abordagem de melhoria em todas as estações foi melhor para o RRC nas estações 1 e 2 e a abordagem híbrida foi melhor para o RRC nas estações 3 e 4. Essa constatação reforça a idéia de que na presença de RRCs com utilizações muito altas a abordagem híbrida prevalece e a medida que a utilização do RRC diminui a alternativa de melhoria em todas as estações é favorecida.
ii. Foi constatado que para a abordagem híbrida, para o RRC com 95,5% de utilização o lead time passou a ser decrescente até a estação 2 e a partir daí crescente até a estação 5. Já para o RRC com utilização de 90,5% o lead time passou a ser decrescente até a estação 4 e voltou a crescer na estação 5.
A partir dos resultados desta seção é possível apontar a abordagem híbrida como uma alternativa interessante para o caso em que for muito difícil realizar uma grande melhoria no RRC. Os resultados mostraram que nessa situação, tanto a abordagem híbrida quanto a abordagem de melhoria em todas as estações de trabalho podem ser utilizadas, entretanto, para um RRC com utilização mais altas (99,8* e 95,5%) a opção híbrida parece ser a melhor, Já para RRC com utilização mais baixa (90,5%), a alternativa de melhoria em 10% em todas as estações foi superior. No entanto, a abordagem híbrida demanda uma investigação mais detalhada, que será feita em um trabalho futuro.
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