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Para obtenção do crédito de carbono foi adotado a metodologia encontrada no site da United Nations Framework Convention on Climate Change para projetos de pequena escala do tipo II, Projetos de melhoria da eficiência energética, da categoria II. D, Medidas de eficiência energética e troca de combustível nas indústrias (UNITED NATIONS FRAMEWORK CONVENTION ON CLIMATE CHANGE, 2009a). Nesta classificação estão incluídas atividades que envolvem a instalação de novos equipamentos energeticamente eficientes (lâmpadas, reatores, por exemplo, geladeiras, motores, ventiladores, condicionadores de ar, sistemas de bombeamento, e refrigeradores) em um ou mais locais do projeto. Reprojeto bem como construção de novos projetos estão incluídos nesta metodologia. A relação entre o nível de serviço do equipamento do projeto de eficiência energética para o equipamento de linha de base pode ser de uma troca, isto é, substituição de um refrigerador ineficiente com um novo refrigerador eficiente ou por muitos. Neste último caso, o nível de serviço do projeto e o caso base podem ser comparados.

Além disso, a metodologia credita a redução das emissões apenas devido à redução na eletricidade e/ou consumo de combustíveis fósseis através do uso de equipamentos mais eficientes. No entanto, o cálculo das emissões do projeto devem incluir quaisquer emissões incrementais em comparação com a linha de base, em que são associados com os refrigerantes usados no equipamento de projeto que promovam a deterioração da camada de ozônio.

A economia de energia agregada por um único projeto não pode exceder o equivalente a 60 GWh por ano para tecnologias de uso final de eletricidade. Para tecnologias de uso final de combustíveis fósseis, o limite é de 180 GWh por ano em consumo de combustível.

O limite do projeto é a localização física e geográfica de todos os equipamentos e sistemas afetados pela atividade de projeto.

A metodologia também fornece uma orientação para determinar o tempo de vida restante da linha de base ou equipamentos do projeto quando envolve a substituição do equipamento existente por equipamentos novos ou a reabilitação de equipamentos existentes como parte das atividades de melhoria da eficiência energética (UNITED NATIONS FRAMEWORK CONVENTION ON CLIMATE CHANGE, 2009c).

Os participantes do projeto podem usar uma das seguintes opções para determinar o tempo de vida restante do equipamento:

a) Usar as informações do fabricante sobre a vida técnica dos equipamentos e comparar com a data da primeira colocação;

b) Obter avaliação de um perito ou; c) Usar valores padrão.

No caso da aplicação de valores padrão é recomendado um tempo de vida de um trocador de calor de quinze anos. No entanto, a legislação brasileira considera o tempo de depreciação de equipamentos industriais de dez anos. Assim, as análises financeiras que serão mostradas têm como período correspondente a dez anos.

Outra recomendação da metodologia é quando o consumo de energia tenha sofrido alguma alteração; assim, a linha de base é o nível de consumo atual de combustível, ou a quantidade de combustível que poderia ser usada sem a tecnologia implementada. A linha de base de emissões é a linha de base de energia multiplicada por um fator de emissão para o combustível fóssil. Dados confiáveis locais ou nacionais para o fator de emissão podem ser utilizados. Os valores padrão de órgãos confiáveis devem ser usados somente quando os dados dos países ou projeto específico não estão disponíveis.

Nesse caso, foram escolhidos os fatores de emissão de CO2 e CO2 equivalentes fornecidos pelo órgão americano Environmental Protection Agency - EPA (UNITED STATES OF AMERICA, 2008) conforme são mostrados nas tabelas 1 e 2.

Assim, o próximo passo é determinar os valores de eficiência térmica na queima dos combustíveis. Para isso, foram utilizados os valores padrão fornecidos pela UNFCCC para estudo de projetos de eficiência (UNITED NATIONS FRAMEWORK CONVENTION ON CLIMATE CHANGE, 2009b).

Os valores padrão apresentados na tabela 3 são aplicáveis somente para equipamentos de geração de energia térmica. A palavra "antiga" refere-se a equipamentos com idade superior a dez anos e "nova" a equipamentos com idade inferior a dez anos. Em

situações em que uma tecnologia específica não está incluída na tabela, é possível optar por um padrão de eficiência de 100% como abordagem simples e muito conservadora.

Tabela 1 - Fatores de emissão de CO2 para queima de diferentes combustíveis.

Eficiência Térmica Emissão proveniente da combustão (kg CO2/MMBtu)

(%) Gás Natural Óleo Destilado Óleo Residual Coque

80 66,3 91,4 98,5 117,5 81 65,5 90,3 97,3 116,0 82 64,7 89,2 96,1 114,6 83 63,9 88,1 94,9 113,2 84 63,2 87,1 93,8 111,9 85 62,4 86,1 92,7 110,6 86 61,7 85,1 91,6 109,3 87 61,0 84,1 90,6 108,0 88 60,3 83,1 89,5 106,8 89 59,6 82,2 88,5 105,6 90 59,0 81,3 87,6 104,4 91 58,3 80,4 86,6 103,3 92 57,7 79,5 85,7 102,2 93 57,1 78,7 84,7 101,2 94 56,4 77,8 83,8 100,0

Fonte: Adaptado United States of America (2008, p.25)

Tabela 2 - Fatores de emissão de CO2 equivalentes para queima de diferentes combustíveis.

Combustível Gases de

Efeito Estufa Emissão por unidade de combustível (kg CO2/MMBtu)

Gás Natural CHN 4 0,105 2O 0,031 Petróleo CHN 4 0,063 2O 0,186 Coque CH4 0,231 N2O 0,496

Fonte: Adaptado United States of America (2008, p.25)

Tabela 3 - Valores padrão de eficiência térmica das caldeiras na queima de combustíveis.

Equipamentos Eficiência (%)

Caldeira a gás natural nova (com economizador) 92

Caldeira a óleo nova 90

Caldeira a gás natural antiga (com economizador) 87 Caldeira a carvão nova 85 Caldeira a óleo antiga 85 Caldeira a coque antiga 80

Fonte: Adaptado United Nations Framework Convention on Climate Change (2009b, p.7).

3.5.1 Estimativa de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa

Para estimar o potencial de redução de emissões de GEE do projeto de MDL, o proponente deve comparar as emissões da linha de base com as emissões do projeto proposto.

3.5.2 Estimar as Emissões de GEE para a Linha de Base

As equações apresentadas a seguir são necessárias para estimar as emissões de linha de base a partir de projetos de modernização e nova capacidade (UNITED NATIONS FRAMEWORK CONVENTION ON CLIMATE CHANGE, 2009a).

Linha de Base para Emissão de CO2

(17) em que:

c: Tipo de combustível

BECO2: Emissões da linha de base que teriam ocorrido no cenário da linha de base na ausência da atividade do projeto durante o ano base em kg CO2/ano

FCO2: Fator de emissão do combustível usado na linha de base kg CO2/MMBtu, na ausência da atividade do projeto

CEc: Consumo de energia que teria ocorrido no cenário da linha de base na ausência da atividade do projeto durante o ano base em MMBtu/ano

Linha de Base para Emissão de CO2 Equivalente através da Emissão de

CH4 e N2O

(18) em que:

BECO2equiv: Emissões da linha de base que teriam ocorrido no cenário da linha de base na ausência da atividade do projeto durante o ano base em kg CO2/ano

FCH4: Fator de emissão de CH4 em CO2 equivalente do combustível usado na linha de base kg CO2/MMBtu, na ausência da atividade do projeto

FN2O: Fator de emissão de N2O em CO2 equivalente do combustível usado na linha de base kg CO2/MMBtu, na ausência da atividade do projeto

Linha de Base da Emissão Total de Gases de Efeito Estufa

(19)