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O presente trabalho procurou analisar como o processo de gestão e desenvolvimento do Segundo Plano Nacional de Desenvolvimento, criado em 1974, no governo de Geisel, e que se materializou como sendo a última tentativa governamental de converter o Brasil em um País desenvolvido economicamente, sobretudo do ponto de vista industrial.

O desenvolvimento desse plano é pródigo em ensinamentos no sentido de mostrar o quão difícil é produzir um plano de crescimento, e o quão controverso é o seu desenrolar.

No II PND, verifica-se a implementação de uma política de industrialização por substituição de importação, mas, que dessa vez, mudou o foco dos bens de consumo duráveis para bens de capital e insumos básicos, além de uma tentativa de diminuir a dependência energética do País, em maior sentido, do petróleo, e de melhor a infraestrutura do Brasil. Para isso, foram feitos investimentos públicos e privados, além do ativo envolvimento de capital exterior.

Para o financiamento, foi mostrado no decorrer deste trabalho, o grau de envolvimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), órgão que tinha a função de financiar os investimentos advindos do setor privado, utilizando-se de incentivos para o desenvolvimento dos financiamentos.

Além dessas análises, foi feito também, uma análise conjuntural do período relativo ao II PND, tanto internacionalmente quanto nacionalmente, conjuntura essa marcada pela Primeira Crise Internacional do Petróleo, em 1973, onde se configurou um cenário de aumento de preços do petróleo. Observam-se também, os diagnósticos feitos pelo plano, da economia brasileira.

No decorrer da monografia, foram observados os aspectos positivos e negativos, assim como quais foram investimentos que deram retornos, como os dos bens de capital, e demonstrando se a estratégia de ajustamento adotada teve efeitos outros, como o aumento da dívida externa, ocasionada pela ampla ação de capital estrangeiro.

É analisado também alguns autores que abordaram temas sobre o Segundo Plano Nacional de Desenvolvimento e suas consequências na dinâmica da economia brasileira. Ademais, observam-se enumeras controvérsias encontradas entre os diferentes autores, como as feitas por Lessa (1978) e Castro e Souza (1985), que se diferenciam substancialmente entre si.

Vê-se, no transcorrer deste trabalho, o quão importante foi esse plano, na mudança de forma importante da estrutura produtiva do País, e que gerou, segundo Castro e Souza (1985), uma marcha forçada para o desenvolvimento, mas que acarretou, para Lessa (1978), fruto da entrada substancial de capitais estrangeiros, originárias de empréstimos internacionais, e que foi agravada pelo aumento das taxas de juros internacionais, um crescimento da dívida externa nacional, a partir de uma priorização, segundo esse autor, de capital internacional, em detrimento do capital privado nacional.

É inegável a importância do II PND no crescimento recente de País, vê-se isso, a partir da quantidade de investimentos feitos e que se tornaram relevantes na dinâmica da economia brasileira. Os resultados macroeconômicos no que tange a Balança Comercial e o crescimento do produto foram positivos, e o mais importante, é que houve uma substancial ampliação da capacidade produtiva nacional.

Projetos dessa magnitude são essenciais para alavancar a economia nacional para um patamar bem mais alto do que os alcançados nas décadas posteriores ao plano. Um exemplo de herança do Segundo Plano Nacional de Desenvolvimento são as hidrelétricas de Itaipu, no Paraná, e de Tucuruí, no Pará. E além dessas hidrelétricas, outro legado é a usina de Angra dos Reis.

O desafio para a economia brasileira contemporânea é aliar projetos semelhantes ao II PND, ou seja, que se proponham a impulsionar a economia nacional com grandes investimentos e que esses possam abranger muitas áreas, conjuntamente com a democracia, fazendo com que obras de grande porte não demorem tanto a começar ou avançar nas suas construções, mas, utilizando-se para isso, de ferramentas democráticas para desenvolver o País.

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