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b) Grau de incapacidade: segundo o Ministério da Saúde

0. nenhum problema com olhos, mãos e pés decorrente da hanseníase

1. diminuição ou perda da sensibilidade nos olhos; diminuição ou perda da sensibilidade nas mãos e/ou pés (não sente 2 gramas ou toque da ponta da caneta)

2. olhos: lagoftalmo e/ou ectrópio; triquíase; opacidade corneana central, acuidade visual menor que 0,1 ou não conta dedos a seis metros; mãos: lesões tróficas e/ou lesões traumáticas, garras, reabsorção, mão caída; pés: lesões tróficas e/ou lesões traumáticas, garras, reabsorção, pé caído e/ou contraturas do tornozelo;

c) Escore OMP: é resultado da soma dos graus de incapacidade de ambos os olhos, mãos e pés. Varia de 0 a 12.

d) Protocolo Resumido de Incapacidades adaptado a) Nariz:

a.1) Dificuldade para respirar: identificada por meio de pergunta ao paciente (BRASIL,2008b)

0. Não 1. Sim

a.2) Úlceras: presença avaliada pela inspeção das narinas com o auxílio de um foco luminoso, posicionando-se o paciente com o pescoço estendido (BRASIL, 2008b)

0. Não 1. Sim

a.3) Perfuração do septo: presença avaliada pela inspeção das narinas com o auxílio de um foco luminoso, posicionando-se o paciente com o pescoço estendido (BRASIL, 2008b)

0. Não 1. Sim

b.1) Visão: avalia-se com o auxílio da Tabela de Snellen (figura 4) colocada na distância indicada nela (5 ou 6 metros). A linha 0,8 deve ficar na altura dos olhos da pessoa. Após explicar o procedimento ao paciente, aponta-se com um lápis preto para cada optotipo, começando com o maior. Considera-se como válida a última linha na qual o paciente consegue ler corretamente pelo menos 2/3 dos optotipos. Se o paciente não consegue ler o maior (0,05 ou 0,1), faz-se a contagem de dedos (CD), começando a seis metros. Aproximar-se de passo em passo. Registrar a distância em que o paciente consegue dar duas a três respostas corretas (e.g. CD a três metros). Se o paciente não consegue contar os dedos a um metro, verifica-se se ele percebe a movimentação da mão nesta distância. Em caso negativo, usar uma lanterna para verificar se ele percebe a presença do foco luminoso. Cada olho deve ser avaliado separadamente (BRASIL, 2008b).

0. Funcional (≥ 20/50, segundo a tabela de Snellen) 1. Prejudicada (< 20/50, segundo a tabela de Snellen)

2. Cegueira (< 20/200, segundo a tabela de Snellen, não conta dedos a pelo menos seis metros, não percebe a movimentação da mão a um metro ou não percebe a presença do foco luminoso a um metro)

Figura 4 -Tabela de Snellen Fonte: BRASIL, 2008b.

b.2) Olho vermelho: avaliado pela inspeção da conjuntiva ocular. Para examinar a conjuntiva inferior, traciona-se a pálpebra inferior para baixo e pede-se ao paciente para olhar para cima; para a pálpebra superior, utiliza-se um cotonete e everte-se a pálpebra, com o paciente olhando para baixo (BRASIL, 2008b). 0. Não

1. Sim

b.3) Sensibilidade corneana: avaliada com um fio dental fino ou extrafino, sem sabor, medindo 5 cm de comprimento livre, tocando-se na periferia temporal da córnea (BRASIL, 2008b).

1. Diminuída (piscamento demorado) 2. Ausente (piscamento ausente)

b.4) Força do músculo orbicular do olho: pede-se ao paciente para fechar os olhos suavemente e com o dedo mínimo tenta-se elevar a pálpebra superior, observando e sentindo sua resistência e, ao soltar, observando seu retorno à posição anterior (BRASIL, 2008b).

0. Força normal

1. Força diminuída : diminuição da resistência ou pregueamento assimétrico 2. Paralisado: (presença de fenda/lagoftalmo)

c) Mão:

c.1) Abdução do 5º. dedo: a força muscular é mensurada por meio do teste de resistência manual, e graduada de 0 a 5, de acordo com a escala de Daniels (Figura 5)

Figura 5 - Escala de Daniels. Fonte: Brasil, 2010b.

5. Forte

3. Movimento total contra gravidade 2. Movimento reduzido

2. Contração 0. Paralisia

c.2) Elevação do polegar e extensão do punho: a força muscular é mensurada por meio do teste de resistência manual, e graduada de 0 a 5, de acordo com a escala de Daniels (Figura 5)

5. Forte

4. Resistência diminuída com movimento total 3. Movimento total contra gravidade

2. Movimento reduzido 1. Contração

0. Paralisia

c.3) Número de pontos não sentindo 2 gramas: contagem de pontos insensíveis ao monofilamento de 2 gramas nas palmas.Varia de 0 a 7

c.4) Número de úlceras: contagem do número de lesões em que há perda de substância na epiderme, derme e hipoderme na região palmar, devido à perda de sensibilidade.

c.5) Perda óssea: número de áreas com perda óssea, variando de 0 – sem perda a 15= amputação da referida área, de acordo com a divisão da figura abaixo (Figura 6):

Figura 6 - Divisão da mão para avaliação de perda óssea Fonte: Autora

c.6) Alteração neural: a avaliação dos nervos periféricos é realizada através da palpação percutânea ao longo do trajeto do nervo, no qual podem ser percebidas as suas características estruturais, como espessamento, fibrose, abscesso, edema, dor e choque.

0. Sem alterações 1. Espessamento 2. Dor

3. Espessamento e dor

d) Pé:

d.1) Dorsiflexão e extensão do hálux: a força muscular é mensurada por meio do teste de resistência manual, e graduada de 0 a 5, de acordo com a escala de Daniels (Figura 5)

5. Forte

4. Resistência diminuída com movimento total 3. Movimento total contra gravidade

2. Movimento reduzido 1. Contração

d.2) Número de pontos não sentindo 2 gramas: contagem de pontos na plantas insensíveis ao monofilamento de 2 gramas. Varia de 0 a 10.

d.3) Número de úlceras: contagem do número de lesões em que há perda de substância na epiderme, derme e epiderme devido à insensibilidade plantar.

d.4) Perda óssea: número de áreas com perda óssea, variando de 0 – sem perda a 15= amputação da parte, de acordo com a divisão da Figura 7

Figura 7 - Divisão do pé para avaliação de perda óssea Fonte: Autora

d.5) Alteração neural: O exame dos nervos periféricos é realizada através da palpação percutânea ao longo do trajeto do nervo, no qual podem ser percebidas as suas características estruturais como espessamento, fibrose, abscesso, edema, dor e choque.

0. Sem alterações 1. Espessamento 2. Dor

3. Espessamento e dor

d.6.1) avalia se o paciente consegue realizar atividades de vida diária. Escore 0 a 80.

d.6.1.2) Se sim. O quanto isso é fácil? 1. Fácil

2. Um pouco difícil 3. Muito difícil

d.6.1.3) Se não. Por que não? 0. Não preciso fazer isso

4.Fisicamente não consigo ou evito por causa do risco

d.6.2) se possui consciência do risco de realizar 11 das 20 atividades da escala. O item 4 “fisicamente não consigo/evito por causa do risco” é circulado nestas perguntas específicas. Escore varia de 0 a 11.

d.7) Escala de Atividade Green Pastures: avalia o paciente na execução de atividades de vida diária em 34 perguntas. Escore 0 a 136

0. Não preciso fazer isso ou Não é difícil 1. Um pouco difícil

2. Muito difícil