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Innføring av krav til inkassobevilling for virksomheter som driver med oppkjøp og egen inndriving av forfalte pengekrav

4 Endring av reglene om bevilling i inkassoloven

4.1 Innføring av krav til inkassobevilling for virksomheter som driver med oppkjøp og egen inndriving av forfalte pengekrav

Um dos questionamentos feitos nas entrevistas girava em torno da nomenclatura Literatura Brasiliense. É usual entrar-se na discussão se já se pode – ou não – falar em literatura de Brasília ou se o que se tem é literatura em Brasília.

É um ponto controverso para a maioria dos autores entrevistados. Na observação de Ronaldo Mousinho, não há, talvez, uma literatura do Distrito Federal por não haver tempo ainda de se apontar uma literatura configurante como própria, pois ainda se está na segunda geração de Brasília. Entretanto, a própria arquitetura da cidade convida, principalmente o poeta, a escrever a respeito desse espaço, o que tem se mostrado como uma marca da produção literária local, como demonstra a análise de Maria da Glória Barbosa.

Joanyr de Oliveira compartilhava dessa preocupação, ao afirmar que um trabalho minucioso em literatura requer tempo e apuramento, por isso não se pode comparar a literatura aqui produzida com a literatura produzida no Rio de Janeiro ou em São Paulo, pois só se tem cinquenta anos de produção comparado a, pelos menos, três centenas de anos. Entretanto, não se pode deixar de observar que aqui já se tem uma produção que pode ser considerada madura, desde o início, feita por pessoas que vieram ajudar, de alguma forma, na construção da cidade e que depois foram embora ou aqui ficaram.

O jovem poeta brasiliense Alexandre Pilati reconhece que a poesia brasiliense tem, sim, existência própria por apresentar características locais que a cruzam com

outros traços nacionais; no entanto, reconhece também que a realidade local é diferente da dos outros estados principalmente por conta de Brasília não ser só uma cidade nova, mas um estado novo. Assim, a cidade teve que construir sua literatura junto com a sua constituição como nova capital do Brasil. Pilati visualiza o jeito especial de sentir a solidão como uma das marcas da literatura local.

Segundo Maria da Glória Barbosa, para definir literatura brasiliense, é preciso definir, antes, um cidadão brasiliense, o que representa uma difícil tarefa, a considerar que agora que se está numa segunda geração nascida na cidade. Apesar disso, Brasília já tem aspectos peculiares que permitem reconhecer elementos da sua identidade, a vê-la como um espaço diferente. A própria configuração urbana já determina as características das pessoas que vivem aqui. A cidade não foi crescendo, ela já veio plantada no meio do cerrado, já veio na diversidade, que já nasce cosmopolita e na multiplicidade (gente de todos os lugares do Brasil).

Na percepção de Antonio Miranda, tem-se o recorte dos autores que tem uma expressão singular, que se relaciona com a temática dos valores da cidade. Existem autores que usam a literatura como forma de expressão e de interação, de confluência com o meio geográfico, com o meio ambiente.

Para o poeta Luís Turiba, um dos expoentes da ramificação poética que derivou da poesia marginal, não se pode ainda falar em uma literatura brasiliense, mas, sim, na existência de um grupo literário que faz literatura na cidade e que começa a se firmar, a amadurecer um texto que traz marcas diferentes das dos outros sotaques, adaptando as falas à realidade local. Na sua concepção, viver em Brasília é uma marca do núcleo literário local, mesmo com autores que não têm raízes cem por cento brasilienses, apesar de incorporarem a cidade a seu fazer poético.

Já Aglaia Souza afirma que se tem em Brasília um processo de aculturação, uma vez que se recebe muita coisa de fora que nem sempre apresenta qualidade superior ao que se tem na cidade. Para ela, é perceptível na literatura local marcas próprias, como a peculiaridade da paisagem humana, do clima. Isso ocorre, mesmo cada autor trazendo ainda marcas do seu lugar de origem. A próxima geração já deve trazer também marcas de fala e de hábitos tipicamente brasilienses.

A autora associa esse processo de aculturação às perdas das fronteiras que se tem na atualidade, opinião que encontra oposição na fala de Luís Turiba, uma vez que,

para este, a marca maior da literatura produzida na cidade é justamente essa perda de fronteiras que se tem na percepção de que o mundo cibernético é planetário.

O poeta levanta a questão problemática entre o local e o universal. Para Turiba, os problemas da humanidade são os mesmos, são universais. Não é somente uma questão geográfica, é uma questão de convivência, de criação da linguagem. Cita como exemplo seu poema Bico da torre, que refere uma torre que não necessariamente é a Torre de TV, um dos monumentos símbolos de Brasília, mas que poderia ser uma torre de qualquer cidade do mundo. Alude também à poesia de Nicolas Behr, poeta que aborda com freqüência como temática de seus poemas a cidade, mas que não fala só da cidade. Fala do sentimento do mundo abordado, também, por Carlos Drummond de Andrade.

Nesse trânsito do local para o universal, a poesia marginal teve, na percepção de Turiba, um papel importante, uma vez que ela não tem origem brasiliense, mas foi incorporada à cidade por figuras que se destacaram inclusive no cenário nacional, como é o caso de Nicolas Behr, que hoje se destaca no circuito nacional, tendo, inclusive, sua obra Laranja Seleta classificada entre as dez melhores do país no ano de 2008, segundo o Prêmio Brasil Telecom de Literatura. Ou seja, fecha-se o círculo dialético do local para o universal, com a volta ao local.

O tom contestador da poesia marginal é nitidamente reconhecido, na percepção de Behr, sobre a constituição a literatura brasiliense. Para ele, essa expressão em torno do que seja literatura de e em Brasília é inócua, uma vez que, em entrevista, afirma que:

A expressão literatura brasiliense é forçante. É tão artificial quanto a cidade. Falar em literatura local representa uma visão fragmentada, não-holística. Literatura em ou de Brasília é uma discussão estéril e árida.

Outro a levantar essa relação entre o local e universal é o poeta Ronaldo Mousinho. Para ele, a literatura classicamente é universal e universalizante. Entretanto, quem mora numa cidade é tocado pelo que está à sua volta. No caso de Brasília, já se consegue visualizar uma correlação entre a linguagem e o universo circundante, pois o homem está configurado em seu tempo e só pode falar daquilo que ele vivencia. Para reforçar sua opinião, cita a conhecida frase de Tolstói: “Se queres ser universal, começa por pintar a sua aldeia” 25

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25

A frase de Tolstói, coincidentemente, foi citada por outros quatro autores entrevistados: Nicolas Behr, Luís Turiba, Joanyr de Oliveira e Gustavo Dourado.

4.2.2. Levantamento dos autores que se sobressaem na literatura brasiliense