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Del IV: Gjeldende rett - Innebærer Standardavtalen i realiteten en fast ansettelse?

9   Hva ligger i fast ansettelse

9.4   Innebærer Standardavtalen lovens stillingsvern?

No estuário do Potengi a espécie A. tepida ocorre associada a Elphidium spp., nomeadamente E. excavatum, E. galvestonense, C. poeyanum e Elphidium gunteri. A espécie

H. germanica apesar de estar bem representada no sistema lagunar da Ria Formosa e nos

sistemas estuarinos do Atlântico, Mar Mediterrânico, Golfo do México e Canadá (Alve e Murray, 1999; Cearreta 1988, 1989; Châtelet et al., 2004; Debenay e Guillou 2002; Horton et al., 1999; Horton e Murray, 2007; Leorri e Cearreta, 2004; Leorri e et al., 2008; Murray, 1991; 2006 e Shröder-Adams, 2006) no estuário do Potengi ocorre com uma expressão muito baixa. Esta espécie tem poucos registos na costa brasileira. No estuário da Bahía Blanca, Argentina, foi identificada pela primeira vez em sedimentos de sapal e planícies lodosas (Calvo-Marcilese e Langer, 2010, Calvo-Marcilense, 2011). De acordo com estes autores o súbito aparecimento de H. germanica no estuário Bahía Blanca sugere que a introdução resultou de atividades humanas mediadas. Os principais vetores para a dispersão transoceânica e introdução de espécies não indígenas estão relacionados com o rápido aumento dos embarques comerciais e o uso de água de lastro e sedimentos de lastro (David e Gollasch, 2008; Drake et al., 2007). Os foraminíferos têm sido frequentemente encontrados na água de lastro e sedimentos (Bouchet et al., 2002).

Animais marinhos maiores e navios são frequentemente incrustados com a vida marinha menor e podem fornecer um meio de dispersão (Levin et al., 2001). Pensa-se que a alimentação de aves em zonas lodosas pode transportar foraminíferos de um estuário para

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outro (Haake, 1982). A dispersão poderá ser outra hipótese para a ocorrência de H. germanica no estuário do Potengi.

No sistema lagunar Ria Formosa a associação de espécies que define o ambiente de sapal baixo, planície lodosa é constituída por A. tepida, H. germanica e espécies estuarinas do género Elphidium e no estuário Potengi o ambiente equivalente (mangal baixo, planície lodosa) é definido pela associação A. tepida e espécies estuarinas do género Elphidum.

No sistema lagunar da Ria Formosa a espécie P. cananeiaensis não foi encontrada, indicando que esta espécie é característica de zonas tropicais e a espécie H. germanica poderá ter sido introduzida na América do Sul, por isso é que a sua expressão é tão baixa nas sondagens brasileiras.

No estuário do Potengi só foi possível identificar 2 graus de influência marinha (IFIM 3 e 4) e um paleoambiente correspondendo à fase de estabilização do nível médio do mar, por volta dos 7.000-6.000 Cal anos BP. No sistema lagunar da Ria Formosa foi possível identificar os 4 graus (IFIM 1 - 4) de influência marinha e dois paleoambientes distintos. Uma fase de grande influência marinha que de acordo com os dados disponíveis ocorreu por volta dos 10.000 Cal anos BP e uma segunda fase de estabilização no nível médio do mar coincidente com a formação da lagoa.

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6. Conclusões

O Indicador Foraminíferico de Influência Marinha (IFIM) varia de grau 1, em ambientes de sapal alto onde a associação de foraminíferos é composta exclusivamente por formas aglutinadas e forros internos a grau 4, em ambientes de planície lodosa/canal de maré, onde se observa um decréscimo na associação de espécies estuarinas A. tepida e H. germanica e um aumento no grupo dos Miliolídeos, das formas características de plataforma continental e algumas formas planctónicas. Os graus intermédios (2 e 3, sapal médio e sapal baixo, respetivamente) são definidos de acordo com proporção de espécies aglutinadas e espécies calcárias. E com base nas paleo-associações de foraminíferos bentónicos foi possível identificar, 2 paleo-ambientes intertidais diferentes no estuário do Potengi (IFIM 3 e 4) e 4 paleo-ambientes intertidais diferentes no sistema lagunar da Ria Formosa (IFIM 1, 2, 3 e 4).

As associações de foraminíferos que ocorrem no presente estudo (estuário do Potengi e Ria Formosa) são semelhantes aos encontrados na maioria dos ambientes marginais marinhos (ambientes parálicos) em todo o mundo.

Nas amostras fósseis, do estuário do Potengi obteve-se o registo de carapaças calcárias em contrapartida o registo das carapaças aglutinadas foi muito baixo. As carapaças aglutinadas são menos preserváveis em ambientes tropicais, devido a processos tafonómicos ou caudais de água doce negligenciável.

As espécies P. cananeiaensis e E. galvestonense só foram registadas nas amostras fósseis do estuário do Potengi. A espécie P. cananeiaensis não foi observada nos sedimentos atuais, isto indica que o ambiente evolui de um ambiente subtidal para um ambiente com um confinamento moderado (mangal baixo a mangal médio), onde a energia e o hidrodinamismo são mais baixos. A espécie P. cananeiaensis é uma espécie característica de ambientes tropicais por isso esta espécie não ocorreu no sistema lagunar da Ria Formosa. E.

galvestonense parece preferir ambientes tropicais a ambientes temperados, a sua expressão no

sistema lagunar da Ria Formosa foi muito baixa (0,1%).

A associação dominante no estuário do Potengi é A. tepida - Elphidium spp. estuarinos e o grupo dos Miliolídeos, indica um ambiente de inundação constante dentro do alcance da maré local.

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No sistema lagunar da Ria Formosa A. tepida é codominante com H. germanica, exceto nos ambientes de sapal alto e sapal médio. A espécie H. germanica só ocorre com valores significativos no sistema lagunar da Ria Formosa, provavelmente prefere ambientes temperados e mais frios a ambientes tropicais e até pode ter sido introduzida no Brasil.

A interpretação paleombiental baseada nas associações de foraminíferos bentónicos e nas datações disponíveis sugerem, para o estuário do Potengi um período de estabilização do nível do mar, isto foi assinalado através da fase estuarina/lagunar, que se manteve ao longo das sondagens. Provavelmente esta fase foi coincidente com a acreção das planícies costeiras adjacentes à embocadura do Rio Potengi e preenchimento sedimentar do interior do estuário.

No sistema Lagunar da Ria Formosa a interpretação paleoambiental mostra a presença de um ambiente marinho por volta dos 10.000 Cal anos BP, como resultado da subida pós- glacial do nível do mar. Num período mais recente, ocorreu uma mudança ecológica, para um ambiente mais confinado, provavelmente como resultado progressivo da formação da lagoa. Esta mudança ecológica é inferida principalmente pelo aumento na abundância de espécies de sapal, nomeadamente J. macrescens e T. inflata e na diminuição das espécies estuarinas A.

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