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Information bias, misclassification and regression dilution bias

6. General discussion

6.1 Methodological considerations

6.1.2 Information bias, misclassification and regression dilution bias

Além de ser um material amplamente utilizado em construções diversas, o concreto pode ser visto ainda como um material instável que sofre alterações em suas propriedades químicas e físicas em função de seus componentes e de características ambientais.

Estas alterações podem comprometer o desempenho da estrutura ou da peça através de mecanismos de deterioração. A forma e a velocidade de deterioração dependem da natureza do material ou componente e das condições de exposição aos agentes.

Sendo assim, a durabilidade pode ser definida como o parâmetro que relaciona as características de deterioração do material e da estrutura em uma edificação em função de características como agressividade ambiental, definindo, portanto a vida útil da mesma.

Além disto, a durabilidade em peças de concreto armado pode ainda ser definida como a capacidade que esta peça possui de manter o seu desempenho acima dos níveis mínimos especificados, de maneira a atender às

materiais, manutenção), da agressividade do meio ambiente em que a estrutura está inserida, da forma de utilização da estrutura e do tempo, ou seja, da vida útil requerida (MEHTA e MONTEIRO,1997).

Em muitas edificações antigas os projetos não receberam alguns cuidados no que diz respeito à durabilidade. Isto sem contar as edificações feitas sem qualquer tipo de projeto. Isto explica diversas manifestações patológicas presentes nestas edificações. De acordo com Brandão (1998), durante muito tempo, o concreto foi considerado um material extremamente durável, opinião esta baseada em obras muito antigas ainda em bom estado de conservação. Entretanto, obras feitas com menor rigor não apresentavam o mesmo estado de conservação e assim, ocorriam diversas manifestações patológicas.

Em se tratando de estruturas de concreto, a dosagem é um aspecto fundamental para a durabilidade. De acordo com Silva (1995), para uma estrutura ser durável e possuir manutenção de baixo custo durante a vida útil é necessário que a composição do concreto seja adequada de forma que o material resista à solicitação do meio ambiente, proteja as armaduras da corrosão, e sofra tensões inferiores à capacidade para qual foi produzido, o que evita a ocorrência de fissuras excessivas.

Na dosagem, um parâmetro importante é a quantidade de água no concreto, que define características como a densidade, compacidade, porosidade, permeabilidade, capilaridade, fissuração e resistência mecânica, que são indicadores de qualidade do material. Todas estas características estão diretamente ligadas aos conceitos de durabilidade e vida útil.

A NBR 6118 restringe a relação água/cimento (Tabela 2.2) de acordo com a classe de agressividade ambiental (Tabela 2.1). Seguir esta recomendação da norma significa produzir concreto com menores quantidades de água, entretanto com menor porosidade e permeabilidade e, portanto, mais duráveis. Na prática, o aumento na trabalhabilidade quando requerido, é conseguido com uso de aditivos e/ou adições minerais.

Vale lembrar que é necessário fazer uma cura eficiente do concreto para que a água incorporada na mistura com o objetivo de oferecer trabalhabilidade e possibilitar as reações de hidratação do cimento não seja perdida. A parte da

água utilizada com o objetivo de permitir o adensamento sai da mistura por evaporação. Assim, a cura deve ser de tal forma que não se permita a saída rápida de água, ou mesmo o excesso de saída desta, o que provocaria tensões internas no concreto e a formação de fissuras. Neste caso pode ocorrer a entrada de agentes externos agressivos no concreto, comprometendo a durabilidade do mesmo.

Portanto, produzir um concreto durável significa fazer uma dosagem adequada, com boa especificação de materiais, produzir o concreto de maneira correta e dentro dos parâmetros de dosagem. Além disto, o concreto durável requer cuidados no seu processo de endurecimento, sempre com o objetivo de reduzir a possibilidade de ataque de agentes agressivos, uma vez que a permeabilidade do concreto para líquidos e gases é relevante para a durabilidade deste.

No projeto e na execução, adotar cobrimentos adequados é uma necessidade para manter a estrutura segura por mais tempo. De acordo com Helene (1992b), o concreto possui uma rede de poros que é um conjunto de canais capilares, nem sempre comunicados entre si, mas que fazem com que exista certa permeabilidade aos líquidos e gases. Assim, a camada de cobrimento é permeável em certa medida, sendo necessário além da qualidade, o concreto deve possuir a espessura adequada para dificultar a entrada destes agentes até as armaduras. Isto poderia reduzir o pH do concreto, causando a despassivação das armaduras.

O uso de concreto de maiores resistências também é um critério de durabilidade. Seu uso não se faz apenas por exigências estruturais. Em alguns casos, a resistência mecânica pode nem ser o parâmetro mais importante. Vale lembrar que o concreto mais resistente é na maioria das vezes um concreto mais durável, com menor permeabilidade e porosidade. Ou seja, o concreto mais durável pode ser o concreto mais resistente.

No caso das marquises de concreto armado, a adoção de critérios de durabilidade assume uma maior importância. Em primeiro momento, estas muitas vezes são estruturas em concreto aparente, o que torna a agressão ambiental um fator de grande influência. Em segundo momento, é um elemento

que muitas vezes está sujeito à presença de umidade em sua parte superior, na qual estão situadas as armaduras principais.

É necessário lembrar ainda que o risco que processos corrosivos nas armaduras trazem no que diz respeito à possibilidade de colapsos é grande. Sendo assim, o concreto assume um papel muito importante para a proteção destas armaduras, e desta forma deve atender a todas as especificações normativas de durabilidade.