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3.3 Ny informasjon fra helgenomsekvenser

O fenômeno da circulação do dinheiro ao redor do globo faz com que seja necessário ampliar o campo de observação. Quando se pensa em criminalidade transnacional, parece oportuno refletir sobre o papel que o dinheiro sujo desempenha na economia: precisamos falar de economia global.

Economia global é o termo normalmente utilizado para descrever os efeitos da globalização no campo econômico. Desde a procura pelos menores custos salariais na produção de mercadorias, até os menores controles de proteção ambiental, a economia global é acusada de ter aumentado enormemente a diferença entre os ricos e os pobres, tornando os ricos mais ricos, e os pobres, mais pobres. De qualquer forma, a globalização é uma realidade que não pode ser afastada e, para o bem ou para o mal, afeta as vidas de todos, em formas que não são, muitas vezes, percebidas.

Se alguns ficaram mais ricos, e espalhou-se pelo mundo uma variedade de estilos de vida, de legiões de manifestantes, ao redor do globo, estas passaram a protestar contra os efeitos nefastos desse processo. Ambientalistas, membros de campanhas contra a pobreza, uniões de comércio e grupos anti-capitalistas vêem, no crescimento global de companhias comerciais, mais problemas do que soluções.

Desvanecimento de fronteiras, fusões de mercados, avanço das telecomunicações: será verdade que a queda das barreiras de proteção à indústria e ao comércio e o livre movimento de capitais representam benefícios para consumidores, melhoria dos padrões de vida, maior entendimento de outras culturas e o triunfo das democracias?80

80 Disponível em <http://news.bbc.co.uk/1/hi/special_report/1999/02/99/e-cyclopedia/711906.stm>. Acesso em:

Qualquer que seja a resposta, não há caminho de volta - ‘aldeia global’ de McLuhan81 tem existência concreta. Numerosos acadêmicos consideram que o Estado nacional ficou enfraquecido e que os limites da soberania se dissolveram. Para STRANGE82, os líderes dos governos parecem ser os últimos a reconhecer que eles próprios e seus ministros perderam a autoridade que tinham sobre as sociedades e as economias nacionais. Segundo essa autora, o fenômeno parece ser mundial e se alastra desde os finais do século XX: as teorias dos cientistas sociais em economia e política teriam se tornado obsoletas, presas ainda a um mundo mais ordeiro e estável do que aquele no qual vivemos hoje. Um mundo onde as fronteiras territoriais dos Estados ainda significavam uma barreira...

Mas nem todos concordam com isso. GILPIN83 afirma que a extensão e os efeitos (negativos e positivos) da globalização são exagerados e mal-entendidos. Conforme o autor, o Estado-nação permanece sendo o ator dominante nas relações econômicas, tanto domésticas quanto internacionais.

A Guerra Fria e suas estruturas de apoio proporcionaram, durante a segunda metade do Século XX, o quadro dentro do qual a economia mundial funcionou. Quando ela terminou, juntamente com a ameaça soviética aos Estados Unidos e seus aliados na Europa e no Japão (qualquer que seja o marco temporal considerado: 1989, com a queda do muro de Berlim e a reunificação das Alemanhas, ou 1991, com a dissolução da União Soviética), a liderança econômica americana e sua cooperação estreita entre os poderes capitalistas minguou. Ao mesmo tempo, o mundo, orientado para o mercado, tornou-se maior, e os países, antes comunistas, juntamente com os do terceiro mundo, passaram, mais e mais, a querer participar desse mercado.

Portanto, esse ainda é um mundo onde as políticas nacionais e as economias domésticas são muito importantes: na medida em que as últimas tornam-se mais e mais integradas - o significado das diferenças fundamentais entre as economias nacionais aumenta consideravelmente. Além disso, a idéia de que a globalização é responsável pela maior parte dos problemas econômicos e políticos do mundo é, para GILPIN, parcialmente falsa ou imensamente exagerada. Fatores outros, tais como os desenvolvimentos tecnológicos e as

81 Idéia desenvolvida nos anos setenta do século XX. (McLUHAN, Marshall; POWERS, Bruce. R. The Global

Village - Transformations in World Life and Media in The 21st Century.)

82 STRANGE, Susan. The Retreat of the State – The Diffusion of Power in the World Economy, p. 3. 83 GILPIN, Robert. Global Political Economy – Understanding the International Economic Order, p. 3-9.

políticas nacionais imprudentes seriam muito mais importantes do que a globalização porque causam muitos, quando não a maioria, dos problemas e das dificuldades pelos quais ela é considerada responsável.

Na economia global, vários são os órgãos e as instituições que desempenham papéis importantes no cenário mundial. Cada um segue uma política específica, de acordo com uma ideologia própria. Assim, por exemplo, o FMI - Fundo Monetário Internacional, que é uma organização de 184 países, trabalha para fomentar a cooperação monetária global, garantir a estabilidade financeira, facilitar o comércio internacional, promover a empregabilidade e o crescimento econômico sustentado e reduzir a pobreza84. O Banco Mundial, por sua vez, tem a missão de lutar contra a pobreza e promover a melhoria do nível de vida das pessoas nos países em desenvolvimento. É um banco de desenvolvimento que proporciona empréstimos, conselho político, assistência técnica e serviços de distribuição de conhecimentos para países de baixa e de média rendas, a fim de reduzir a pobreza85. O Fórum Econômico Mundial é uma organização internacional independente, dedicada a melhorar o estado do mundo. O Fórum proporciona um quadro colaborativo para os líderes mundiais a fim de tratar de assuntos globais, envolvendo, particularmente, seus membros corporativos em uma cidadania global86. Por sua vez, o Fórum Social Mundial é um espaço de encontro aberto para o aprofundamento da reflexão, o debate democrático de idéias, a formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para ações eficazes de entidades e de movimentos da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo e estão empenhados na construção de uma sociedade planetária centrada no ser humano. O FSM se propõe a debater alternativas para construir uma globalização solidária que respeite os direitos humanos universais, bem como os de todos os cidadãos e cidadãs em todas as nações e o meio ambiente, apoiada em instituições internacionais e sistemas democráticos a serviço da justiça social, da igualdade e da soberania dos povos87.

84 Disponível em: <http://www.imf.org/>. Acesso em: 25 out. 2006. 85 Disponível em: <http://www.worldbank.org/>. Acesso em: 25 out. 2006.

86 Disponível em: <http://www.weforum.org/en/index.htm >. Acesso em: 25 out. 2006. 87 Disponível em: <http://www.forumsocialmundial.org.br/>. Acesso em 25 out. 2006.