• No results found

Informasjon fra selskapet i forbindelse med tegning av aksjer ved emisjon

3.2 Informasjon fra selskapet

3.2.1 Informasjon fra selskapet i forbindelse med tegning av aksjer ved emisjon

Os prestadores de cuidados referenciados nos estudos da amostra selecionada, expõem a

equipa multidisciplinar inerente à prestação de cuidados de saúde em TPH. São eles: médicos,

enfermeiros, psicólogo, psiquiatra, dietista, farmacêutico, assistente social, terapeuta ocupacional, fisiatra e fisioterapeuta, (Kemp, 2002 [E20; NE:IV]; Bishop et. al., 2002 [E19;NE:V]; Schmit-Pokorny

et. al., 2003 [E18; NE:VII]; Grant et. al., 2005 [E15; NE:IV]; Yoon et. al., 2006 [E14; NE:V]; Fermino et. al., 2007 [E11; NE:VI]; Cooke et. al., 2008 [E9; NE:VI]; Bevans e Tierney et. al., 2009 [E7; NE:VI];

Ferguson et. al., 2010 [E5; NE:IV]; Bevans et. al., 2010 [E4; NE:IV]; Bray et. al., 2011 [E3, NE:VI]; Knopf, 2011 [E2;NE:V]; Kirsch et. al., 2011 [E1; NE:VI]).

Grant et. al. (2005), menciona as intervenções dos profissionais implicados no processo de planeamento da alta da pessoa submetida a TPH, num centro oncológico da Califórnia, com repercussões nos resultados do respetivo estudo do tipo coorte implementado, relativos aos padrões de alta e readmissões não programadas: os aspetos relativos ao autocuidado, complicações e alimentação são transmitidos pelo enfermeiro; a informação acerca da dieta com baixo risco de contaminação bacteriana é providenciada pelo dietista; o fisioterapeuta e o terapeuta

-MAPEAR O CUIDADO PARA REGRESSAR A CASA - [100]

ocupacional focam o programa de exercício; o farmacêutico revê a terapêutica prescrita com o doente, (Grant et. al., 2005 [E15; NE:IV]).

Com sensibilidade para o estudo do fenómeno, nos prestadores de cuidados mais referenciados constam o médico e o enfermeiro, sendo distinguido o papel específico do enfermeiro, enquanto

profissional de saúde especializado em TPH, na liderança na gestão clínica da pessoa submetida TPH, (Schmit-Pokorny et. al., 2003 [E18; NE:VII]; Fermino et. al., 2007 [E11; NE:VI];

Cooke et. al., 2008 [E9; NE:VI]; Bevans e Tierney et. al., 2009 [E7; NE:VI]; Bevans et. al., 2010 [E4; NE:IV]; Bray et. al., 2011 [E3, NE:VI]; Knopf, 2011 [E2;NE:V]; Kirsch et. al., 2011 [E1; NE:VI]). Para caracterizar os prestadores de cuidados são utilizados os parâmetros demográficos relativos a idade, anos de experiencia em TPH, regime de horário de trabalho, tipo de população alvo de cuidados e tipo de TPH concretizados no centro, regime de prestação de cuidados do contexto e país ou estado em que se localiza o centro de TPH, (Bevans e Tierney et. al., 2009 [E7; NE:VI]; Kirsch et. al., 2011 [E1; NE:VI]).

De uma forma geral, os enfermeiros que participaram nos estudos, e alvo de caracterização, assumem representatividade da sua estrutura. Trabalham em média há cerca de onze anos, maioritariamente em regime de horário completo, constando a população adulta como principal alvo de cuidados, prevalecem os participantes que exercem funções em regime de internamento agudo para o cumprimento de TPH do tipo alogénico e autólogos, (Bevans e Tierney et. al., 2009 [E7; NE:VI]; Kirsch et. al., 2011 [E1; NE:VI]).

É evidenciado que os profissionais de saúde e, sobretudo, o enfermeiro coordenador em TPH ou

enfermeiro especialista em TPH, são a principal fonte de informação e de apoio emocional,

(Schmit-Pokorny et. al., 2003 [E18; NE:VII]; Bevans e Tierney et. al., 2009 [E7; NE:VI]; Kirsch et. al., 2011 [E1; NE:VI]).

A definição das competências profissionais e clínicas específicas do enfermeiro em TPH, resultantes da revisão sistemática da literatura de publicações online e de normas da Associação Americana de Enfermagem de Cuidados Críticos (AACN) e da Sociedade de Enfermagem Oncológica (ONS), que regulam a profissão em relação ao citado contexto de prestação de cuidados, apresentam a especificidade e relevância de atuação do enfermeiro em TPH enunciado nos citados estudos. É referenciada a implicação da abordagem holística ao longo do percurso de cuidados e, também, a coordenação do cuidado desde o contexto de cuidados intensivos, recuperação e sobrevivência. Foi aferido o padrão de competências, que estabelece a responsabilidade de: planear o tratamento ao longo do processo de TPH; realizar procedimentos

-MAPEAR O CUIDADO PARA REGRESSAR A CASA - [101]

de diagnóstico; estabelecer relação de cuidados enfermeiro-pessoa submetida a TPH; educar o doente e cuidador informal; garantir o suporte de relações colaborativas e consultadoria; gerir o contexto de saúde; assegurar a qualidade da prática de cuidados; e cuidar as diversas

populações relacionadas ao contexto de TPH, (Knopf, 2011 [E2;NE:V]).

Mais especificamente, no estudo de caso que apresenta o planeamento da alta clínica e continuidade de prestação de cuidados especializados de enfermagem a um individuo do sexo masculino com o diagnóstico de Leucemia Aguda submetido a TPH alogénico e respectiva cuidadora informal, mediante a concretização de um programa educativo, as citadas competências e comportamentos são, em grande parte, discutidas à luz do Modelo de Pratica Avançada de Hamric’s. A programação da educação com aplicação dos princípios de formação de adultos e incluindo conteúdos especializados, aliado ao estabelecimento de uma relação ativa de cuidados com a díade, determina a materialização da competência especializada educativa e apoio, e inerentes aptidões técnica, clínica e interpessoal. A liderança profissional e clinica são evidentes no assumir do papel de advogado do doente, na coordenação dos serviços e no estabelecimento de comunicação independente e colaborativa. A realização da intervenção educativa baseada na evidência, com pesquisa de sintomas enunciados cientificamente, prevenindo complicações, hospitalização ou angústia sintomática, defende a implicação do exercício da

prática baseada na evidência. A competência de colaboração é exposta, neste caso, pela

colaboração com outros profissionais, promovendo a abordagem transdisciplinar, assistindo a família e o doente de forma a melhorar os resultados psicológicos, de qualidade de vida e apoio social. O papel de referência entre pares, devido a capacidade de comunicação e à competência em contexto complexo de necessidades, expõe a aptidão de consultadoria.Finalmente, ao fundamentar as perceções sobre o problema complexo, é exposta a capacidade de tomada de decisão ética, (Cooke et. al., 2008 [E9; NE:VI]).

A competência da comunicação é transversal às competências específicas do TPH anteriormente identificadas. Assim, os resultados do estudo desenvolvido, com o objetivo de verificar o conhecimento e a utilização da comunicação terapêutica por onze profissionais de enfermagem emTtPH, com vinte doentes inclusos ao programa de transplantação, revelaram que existe o emprego de 709 técnicas nos diálogos acedidos, das quais 86.3% são terapêuticas e 13.6% não terapêuticas. É destacada a implicação de competências de comunicação terapêutica, (Fermino et.

-MAPEAR O CUIDADO PARA REGRESSAR A CASA - [102]

O estudo que incidiu numa amostra por conveniência de 205 enfermeiros integrados na lista do ano de 2006 da ONS com interesse em TPH, mostra que o enfermeiro que assegura os cuidados de enfermagem à pessoa submetida a TPH é o principal provedor de ensino (65%); com menor frequência, a intervenção educativa é realizada pelo enfermeiro coordenador em TPH, pelo médico ou outros profissionais de saúde da equipa multidisciplinar. É examinada a variação de práticas de enfermagem de controlo e prevenção de infeções nos diferentes contextos de cuidados de TPH, com predominância de participantes residentes nos Estados Unidos da América (94%) em relação a outros países (6%). Os resultados indicam que a variação é mínima no que concerne aos tipos de transplante ou regimes de condicionamento. As práticas relativas à implementação de restrições e cuidados com a dieta, higiene e interação social diferem de acordo com a fase do transplante, com maior expressão na fase após o TPH. 62% dos enfermeiros inquiridos refere que consulta guias orientadoras publicadas, e 72% dos referidos adota as normas específicas da instituição. São reconhecidas incoerências na transmissão de informação relacionada com o uso da máscara, indicações dietéticas ou o procedimento nos contactos sociais, podendo estar relacionadas com a não adesão dos profissionais às normas publicadas ou pelo hiato na definição de detalhes que permitam que os referidos as traduzam nas suas práticas, (Bevans e Tierney et. al., 2009 [E7; NE:VI]).

As perceções relativamente à transmissão de informação para a Pessoa inclusa no programa

TPH assumem interesse em serem exploradas na vertente do campo fenomenológico do

profissional de saúde, na medida em que revelam o modo como esta acontece na sua perspetiva, com potencial interferência na atitude enquanto elemento dinamizor do processo. A condução de um estudo descritivo exploratório destinado a uma amostra da população a participar na reunião anual de 2010 do EBMT, caracterizada por 239 enfermeiros e 47 médicos, promoveu um inquerito relativamente à quantidade e tipo de informação disponibilizada no primeiro ano após a pessoa ser submetida a TPH. Os dados revelam que a maior parte da informação recebida pelos doentes é acerca da doença (65.5%) e testes médicos (65.5%), seguido de autoajuda (54.8%), tratamentos (53.9) e diferentes serviços de cuidados (50.8). Os prestadores de cuidados pensam que os doentes recebem menos informações acerca de outros serviços (48 %). A maior proporção dos participantes no estudo percecionam que os doentes têm o desejo de maior disponibilização de informação (76.5%) e apenas uma minoria sente que estes desejam ter menos informação (7.6%). A informação transmitida é considerada como absolutamente ou muito útil por 85% dos inquiridos. Os enfermeiros consideram que os doentes recebem menos informação do que consideram os

-MAPEAR O CUIDADO PARA REGRESSAR A CASA - [103]

médicos, definidos como o primeiro veiculo de informação sobre a doença e tratamento, assumindo o enfermeiro papel de continuidade no processo educativo, (Kirsch et. al., 2011 [E1; NE:VI]).