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4. Analyse av våre funn

4.4 Informantenes vurdering av CIST

Tendo em vista os princípios da engenharia e higiene do trabalho na hierarquização das medidas de controle de riscos e as dificuldades técnicas e socioeconômicas de implantação das medidas individuais de controle, as medidas de engenharia são muito importantes para o controle de riscos com agrotóxicos. A Organização Internacional do Trabalho diz, em relação à segurança no trabalho com agrotóxicos: "Um princípio básico de proteção ao

usuário é que todas as medidas possíveis devem ser tomadas visando reduzir, primeiramente, a exposição na fonte ". Embora o ambiente de trabalho rural

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fundamentais para modificar aiguns determinantes de situações de alto risco. com melhor eficácia no controle direto da exposição e propiciando melhores condições de trabalho, fntre eles se destacam a avaliação e o melhoramento dos sistemas de aplicação de agrotóxicos. que são críticos em relação à exposição dos aplicadores. e modificações no processo de produção agrícola que impliquem na menor necessidade de uso desses produtos.

3.3.3.2.1. O controle de riscos nos sistemas de aplicação de agrotóxicos

No exercício da atividade de controle químico de pragas e doenças da agricultura, as etapas básicas de trabalho que envolvem o emprego de agrotóxicos são: o transporte e o armazenamento dos produtos, a sua utilização propriamente dita (preparo e aplicação) e o descarte dos rejeitos tóxicos (sobras de produtos, águas de lavagem e outros líquidos residuais, embalagens vazias e artefatos contaminados). Do ponto de vista ocupacional, o risco de exposição dos trabalhadores durante o exercício normal de atividades de transporte, armazenamento e descarte é potencialmente menor do que durante as fases que envolvem a aplicação dos produtos . Enquanto no transporte. armazenamento e descarte o maior potencial de exposição se dá por eventos acidentais, durante o preparo e a aplicação dos agrotóxicos. como já discutido. as atividades e técnicas empregadas levam necessariamente à exposição, ou seja, ela é inerente a essas atividades. Diferentes sistemas de aplicação determinam diferentes condições de exposição "

Frente às características predominantes do ambiente de trabalho rural (ambiente natural) as medidas de engenharia possíveis devem visar principalmente tornar os sistemas de aplicação mais seguros, seja em relação ao aplicador. seja em relação ao ambiente. Devido à característica da operação e do objetivo que se pretende na aplicação de agrotóxicos. a eficácia da

operação é fator muito importante na diminuição do risco de contaminações indesejadas. Ou seja. procurar que cada vez menos quantidade de produto seja melhor empregada garantindo a efetividade biológica necessária é um requisito fundamental para tornar os sistemas de aplicação mais seguros'' . Mas muito trabalho, pesquisa e criatividade parecem ser necessários para o desenvolvimento desse setor.

Matuo . citando Matthews (1983). diz: ".í aplicação de defensivos

agrícolas, tal como se conhece hoje, não difere essencialmente daquela praticada há 100 anos e se caracteriza por um considerável desperdício de

energia e de produto químico". A eficiência de uma pulverização pode ser

medida pela comparação da dose teórica requerida para produzir o efeito que se deseja no organismo que se quer controlar, com a dose real empregada para atingi-lo. Quanto menor o alvo, mais difícil atingi-lo. tornando a aplicação menos eficiente. Matuo cita trabalhos mostrando eficiência de 30 a 60% na aplicação de herbicidas para o controle de plantas adultas, de 0,5 a 2% no controle de "seedlings", de 0,02% no controle de afídeos e de 0,000001% (um milionésimo de um porcento) no controle de insetos em geral, em condições de campo. Segundo o autor "eficiência tão baixa levou Himel (1974) a afirmar

que a aplicação de defensivos agrícolas é o processo mais ineficiente até hoje praticado pelo homem ".

Em alguns casos a pesquisa tem conseguido desenvolver equipamentos mais eficientes. Pimentel1 cita alguns trabalhos dessa natureza. Em maçãs, por exemplo, faz referência a um projeto de equipamento de aplicação e bico de pulverização que conseguiu reduzir em 50% a quantidade aplicada de

fungicidas para o controle da sarna da macieira. Também comenta o desenvolvimento de um pulverizador de "recirculação" para aplicação de inseticidas em uva e herbicidas em soja, que envolveria as linhas de plantio com uma cobertura e recolheria todo o excesso da pulverização não capturada

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pelas plantas para reaproveitamento. Para a aplicação de herbicidas. Pimentel cita a utilização de aplicadores de contato como os de "pavio de corda" que se baseiam na ação de contato de uma corda constantemente umedecida pelo herbicida com a planta que se quer controlar, eliminando a deriva. No Brasil este tipo de equipamento já existe no mercado, pelo menos desde 1989: chamados de "aplicadores de corda", vários modelos foram desenvolvidos para utilização em culturas de arroz. caie. citros. reflorestamento e

fruticultura . No entanto, seja por motivos de ordem técnica ou econômica. parecem ser poucas as inovações tecnológicas que se tornam disponíveis e são utilizadas pelos agricultores.

Os equipamentos mais largamente empregados no Brasil. principalmente por pequenos agricultores, são os pulverizadores costais manuais, em razão do seu baixo custo relativo e versatilidade. Milhões desses equipamentos são utilizados em diferentes sistemas de produção e circunstâncias . Há muitos anos já se sabe que os equipamentos costais propiciam grande exposição ao seu operador ' . Essa exposição é provocada não só pelas características de operação desses equipamentos, que trabalham a alto volume e propiciam muita proximidade do operador ao bico por onde o produto é lançado, mas também pelo próprios equipamentos, seja pela qualidade e manutenção precárias, ou pelo desgaste provocado pelo uso, implicando, por exemplo, em vazamentos na tampa do reservatório, na bomba e em pontos de conexões de mangueiras ' " " .

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Matthews , comentando a larga utilização desses equipamentos, chama a atenção para o fato de que a concepção deles mudou muito pouco desde que foram fabricados pela primeira vez, no final do século passado! De lá para cá. não parece ter havido muita evolução nesses equipamentos, especialmente no que se refere aos aspectos relacionados à segurança do operador. Matthews comenta, por exemplo, a questão da qualidade e fragilidade desses

equipamentos, que só suportam curtos períodos de uso. às vezes insuficientes para uma única temporada de aplicação. O autor comenta que um dos principais problemas detectados é a inadequação e fragilidade das estruturas de sustentação do tanque nas costas do operador, o que pode provocar acidentes que implicam em derramamento. Ainda segundo o autor, e comum a ocorrência de vazamentos na válvula do gatilho da lança que aciona a pulverização, o que provoca a contaminação da mão do operador (também pode contaminar os pés e parte interior das pernas pelo movimento ao andar). Cita que um novo tipo de válvula já foi desenhado para reduzir a chance de vazamentos, além de referir um trabalho com procedimentos para teste de válvulas de gatilho e outros testes para pulverizadores manuais. Do ponto de vista da engenharia de segurança do trabalho este é o caminho correto e não o de indicar o uso de luvas para proteger o operador dos vazamentos, como é comum recomendar.

A FAO (Food and Agriculture Organization of United Nations)46, em levantamento sobre pulverizadores utilizados no Brasil realizado em 1994, considerou que, apesar de alguns aspectos relacionados ao desenho (projeto) dos equipamentos costais fabricados no Brasil poderem ser melhorados, de modo geral eles são de boa qualidade. A principal limitação detectada nas máquinas brasileiras foi a falta de mecanismos para regulação da pressão. Segundo a FAO, o problema não é de incapacidade técnica para fabricação. pois os principais fabricantes no país atendem aos padrões internacionais, mas de falta de demanda por desconhecimento quanto à utilidade ou pelo custo adicional que representa sua aquisição. A Organização propõe a inclusão desses mecanismos reguladores de pressão como parte integrante de todas as máquinas oferecidas no mercado. Também poderiam ser exigidas as sugestões da Organização Internacional do Trabalho - OIT . cuja indicação esquemática reproduzimos na Figura 1:

FIGURA 1

SUGESTÕES DE MEDIDAS DE ENGENHARIA PARA MELHORIA