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Informantenes syn på endringene i regelverket for offentlige

Kapittel 2 Ideelle aktører innen spesialisthelsetjenestene

2.3 Informantenes syn på endringene i regelverket for offentlige

Tendo como base a fundamentação teórica e os resultados da aplicação dos instrumentos de coleta de dados, são apresentadas as conclusões da pesquisa e sugestões de trabalhos futuros. O objetivo geral da pesquisa consistiu em analisar como os bibliotecários respondiam às exigências da Sociedade do Conhecimento. Pôde-se perceber que os bibliotecários se dão conta de uma pressão muito grande, exercida sobre eles, para que se integrem à Sociedade do Conhecimento. Tecnologia é uma palavra mágica, por meio da qual a informação e o conhecimento serão apropriados. Entretanto, não há clareza de como isso será feito e de como a atualização será repassadas aos clientes e usuários. Tecnologia são tecnologias, isto é, são sempre consideradas no plural, talvez por causa da impressão de onipresença que provocam. Além disso, como já se apresentou acima, estão sempre relacionadas a “avanço”, “novidade” e “progresso”.

As exigências da Sociedade do Conhecimento vêm de forma concreta, traduzindo-se em emprego e em melhoria salarial. A educação continuada, que se associa às tecnologias, tem, como objetivo, melhores condições de trabalho e melhores salários. Assim, a maioria afirmam que a educação continuada contribuiu para sua melhoria profissional, enquanto a minoria não perceberam mudança alguma. Apesar de algumas exceções, a educação continuada não é feita para a ampliação do próprio conhecimento, espontaneamente, mas para a melhoria profissional. Além disso, percebe-se que nem todos os empregadores têm consciência da necessidade de ampliação do conhecimento e de atualização, uma vez que as instituições não incentivam a educação continuada, nem dão condições para isso.

Um dos objetivos específicos consistiu em verificar a formação profissional e técnica dos profissionais de biblioteconomia. Constatou-se que, majoritariamente, eles têm o curso de graduação na área, feito na Universidade Federal de Minas Gerais – Escola Ciência da Informação e na Escola de Biblioteconomia da UNIFOR. Responderam o questionário os bacharelados em Biblioteconomia ou Ciência da Informação. Sobre a pós-graduação, 37% dos bibliotecários a concluíram. Somente 7% dos bibliotecários pesquisados estão com o

Mestrado concluído. O Doutorado e Pós-doutorado, somente 1%. Ainda que não tenha sido um objetivo específico da pesquisa, o levantamento sobre a escolaridade permite concluir que os bibliotecários não optam por uma carreira acadêmica, nem percebem, nos graus acadêmicos de Mestrado e de Doutorado, uma vantagem em termos de resposta à Sociedade do Conhecimento. As razões para isso podem se ligar à dificuldade na realização desses cursos, tendo em vista sua concentração em algumas cidades, à sua duração (dois anos para o mestrado e quatro anos para o doutorado) e às dificuldades na conciliação de trabalho e estudo. Por outro lado, a maciça formação básica (graduação), realizada em dois importantes núcleos formadores (UFMG e UNIFOR), garante um significativo horizonte ideológico e de conteúdo. Isso significa que há uma uniformidade na formação que passam por essas escolas, em termos de informação, de metodologias e de conceitos relativos à informação, à sociedade da informação, ao papel da tecnologia e à função do bibliotecário no mundo contemporâneo.

O segundo objetivo específico pretendia identificar as formas de educação continuada praticadas pelos bibliotecários, para sua atualização. Verificou-se que essas formas vão da informalidade à formalidade, desde conversas informais com outros profissionais até a realização de cursos de pós-graduação lato sensu. Dos 278 entrevistados, 157 têm curso de especialização e 13 o estão cursando, num total de 61%. Já a pós-graduação (especialização) em Biblioteconomia registrou apenas 31%. Compreende-se que o alto percentual confirma o pequeno número dos que têm Mestrado ou Doutorado: cursos de especialização podem ser feitos nas férias ou nos finais de semana, têm curta duração, são mais baratos e, normalmente, são realizados em locais próximos aos locais de trabalho. Dentre as formas de educação continuada, mais utilizadas pelos entrevistados, estão: estudos domiciliares, leitura de livros, consulta a sites, treinamento em serviço, participação em eventos, realização de cursos e minicursos em eventos, cursos de aperfeiçoamento, cursos a distância, todos com porcentagens acima de 50%.

A utilização dessas formas de educação continuada destaca a preferência pelo esforço individual (estudos, leitura, ensino a distância) ou pelo convívio em pequenos grupos (contatos informais com colegas e professores, eventos, mini-cursos). Essa mistura de

individualidade e informalidade transparece nas respostas que elencam a participação em videoconferências ou em fóruns.

A questão a ser colocada é que, de acordo com os dados levantados, a educação continuada, por mais importante que seja e por mais que acrescente ao profissional, não é indexada para a melhoria na carreira. Como as atividades, em sua grande maioria, são informais, dependendo da atitude do profissional, não há registro delas e, portanto, não são computadas para a valorização e para ganhos correspondentes, na carreira. Por outro lado, retira-se das instituições a responsabilidade por essa educação, deixando-a apenas a cargo dos interessados, apenas.

O terceiro objetivo consistia em determinar a relação entre processos e níveis de atualização, por meio de educação continuada, e ocupação de novos espaços de trabalho na área da Biblioteconomia. As observações que seguem indicam que há uma postura passiva, frente à ocupação desses espaços, principalmente quanto à transformação da Biblioteconomia em Ciência da Informação, radicalizando a mudança no perfil do bibliotecário, que deve passar a ser um pesquisador da informação, um cientista. O profissional está mudando, ainda que lentamente, uma vez que recebe pessoas oriundas de outras áreas do conhecimento. A Biblioteconomia tem sido uma profissão essencialmente feminina. Essa predominância tem razões históricas e culturais que não serão abordadas no âmbito desta pesquisa. Entretanto, tem havido um aumento no número de profissionais do sexo masculino.

Os bibliotecários que responderam ao questionário estão distribuídos em toda as faixas etárias. Percebe-se que a faixa predominante, que vai até 43 anos, é jovem e, portanto, mais suscetível às transformações tecnológicas e às mudanças da Sociedade da Informação. É de se supor que as formas de educação, continuada ou formal, tendam a se modificar. A questão genérica tem a ver, também, com a forma pulverizada e individualizada como a educação continuada tem sido vista.

O perfil esboçado pela pesquisa revela um profissional que não produz informação. Basicamente, também não é um profissional que se interesse pela informação para consumo próprio, mas para consumo local, para atender ao seu cliente imediato. Da mesma forma que o

acesso à educação continuada se faz de um modo informal, a lida com a informação e com as exigências da Sociedade do Conhecimento também se dá informalmente. A educação continuada, tal como se conceituou acima, inclui principalmente a educação que é feita pessoal ou institucionalmente, de forma contínua, por meio de pequenas atividades. Poucos autores associam a educação continuada a cursos formais de pós-graduação stricto sensu. Ressalte-se, entretanto, o grande número de eventos da área citados, que funcionam como divulgadores de informações e incentivadores de formação e educação continuada.

De um modo geral, os vários autores ressaltam a responsabilidade individual pelo desencadeamento e desenvolvimento do processo, cuja marca seria a informalidade. A formalidade viria com a necessidade de produção de conhecimento, que os autores consultados não mencionam. Mesmo que esse conhecimento produzido, em forma de monografias, fique a empoeirar nas estantes, como destaca um dos entrevistados. O conhecimento produzido tem a capacidade e a possibilidade de provocar novos conhecimentos. O profissional que se preocupa com isso se torna um agente gerador de informações e conhecimentos, e não um mero repassador ou propiciador, para outras pessoas, do acesso a esse conhecimento. Produzir conhecimentos consiste numa postura pró-ativa.

Por outro lado, como o acesso à informação tem sido mais rápido, favorecendo a captação de mudanças, percebe-se um crescimento significativo no uso da Internet e no acesso a sites da área. A quantidade citada pelos bibliotecários não é tão importante, o importante é a descoberta de sites, blogs, que muitos não conhecem. Dentre os sites citados da área de Biblioteconomia, há muitos que são importantes para os profissionais de várias áreas (Capes, Scielo, Ibict, Bireme, Pergamum, Arquivo Nacional, Dedalus, Bibliex). Merece destaque o levantamento feito, que permite traçar um mapa das fontes eletrônicas utilizadas pelos profissionais e determinar o tipo de informação acessado. É interessante que o site mais acessado seja o do Conselho Nacional de Biblioteconomia, que dá informações profissionais, e que, em terceiro lugar, esteja o site da Fundação Biblioteca Nacional. Isso reforça a preocupação dos profissionais com a carreira, já destacada acima.

Os periódicos mais citados no questionário foram: Perspectivas em Ciência da Informação,

Transinformação, Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação (UFMG), Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação (UFMG), Revista de Biblioteconomia da UFMG, Encontros Bibli, Revista de Ciência da Informação – IBICT, Informação e sociedade, Revista Ciência da Informação – UFMG, Revista ACB, Biblioteconomia em Santa Catarina, Periódicos CAPES, Revista Digital de Biblioteconomia, Biblios, Em questão, Informação e Informação, Boletim CRB 6. Os periódicos indicam que há um foco bastante específico no

processo de educação continuada e que a busca pela informação se faz em nichos específicos. Isso se constitui, também, num aspecto positivo.

Portanto, como se pode verificar, os objetivos indicados foram atingidos. O que se pode destacar é que há uma mudança na forma como os bibliotecários lidam com a informação e como eles lidam com o próprio acesso à informação. Apesar de um índice significativo de informalidade, que revela uma dispersão por eventos locais e por formas de educação mais pessoais e menos rígidas, percebe-se um acesso significativo a fontes de informação, a redes e sites importantes para diversas áreas do conhecimento, mas que afetam diretamente a Biblioteconomia e a gestão do conhecimento. Da mesma forma, os periódicos citados são importantes e indicam preocupação com o nível da informação e do conhecimento buscados.

A Sociedade do Conhecimento, como se definiu anteriormente, exige a criação e a disseminação do conhecimento, isto é, a gestão do conhecimento. Da forma como é apresentada pela literatura, a gestão é compreendida apenas como a intermediação da informação e sua otimização para o cliente, seja ele quem for. Ainda que se concorde que essa é uma das funções do bibliotecário, acreditamos que reitere a imagem tradicional do bibliotecário, de guardião e repassador de informações. É necessário pensar no próprio profissional e não apenas em sua função. Os desafios dos profissionais do conhecimento, portanto, estão em lidar melhor com o conhecimento para produzir mais conhecimento. As várias formas de educação continuada devem ajudá-los a superar a fragmentação, a informalidade, o autodidatismo, para que esses profissionais passem a produzir informações e conhecimento, de forma crítica e permanente.

Dentre as limitações desta pesquisa, destaca-se a impossibilidade de realização de entrevistas, que poderia complementar os dados obtidos via questionário. Indica-se ainda as limitações do

questionário, cujas questões poderiam ter sido mais diversificadas, ajudando a coletar uma gama de dados que fornecessem um perfil, com mais detalhes, do profissional de biblioteconomia. Como recomendação para trabalhos futuros, sugere-se a pesquisa sobre a produção de conhecimento pelos bibliotecários e se a educação continuada veio a se concretizar em cursos de educação formal, de pós-graduação stricto sensu.

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APÊNDICE A – Carta de encaminhamento do questionário