4 Presentasjon av funn og drøfting
Skole 1: Informant 1.2 sier videre at:
O Património Geológico é ainda pouco conhecido pelo público, pelas autoridades e por investigadores de outros domínios científicos, nomeadamente por aqueles que trabalham na Conservação da Natureza. Existem cada vez mais geólogos a debruçarem-se sobre o tema que têm trazido alguma importância à recente temática.
No V Congresso Nacional de Geologia, em 1998, apareceu a primeira secção dedicada ao Património Geológico. No último Congresso Nacional de Geologia, em 2006, o Património Geológico é já considerado uma área de fronteira. Deste modo é possível reflectir sobre o facto de esta ser uma área que começa a ser bastante importante para o desenvolvimento e divulgação das Geociências.
No presente trabalho, utiliza-se a metodologia de Brilha (2005), entendendo-se ser necessário desenvolver um esforço no sentido de contribuir para o aparecimento de uma nova área científica, com métodos próprios reconhecidos pela comunidade científica.
Na nossa opinião a metodologia de geoconservação proposta por Brilha (2005) deveria ser adoptada a nível nacional, enquanto que a ficha de inventariação da ProGEO deveria ser simplificada e modificada de modo a facilitar a sua aplicabilidade. Contudo, como no nosso trabalho, adaptações à ficha devem ser realizadas sempre que as especificidades de um trabalho assim o justifiquem. Assim, é importante incentivar o conhecimento e o trabalho de inventariação com a criação de grupos de trabalho especialmente orientados para o efeito.
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8.1.1 Sobre o trabalho realizado
O tema da presente tese incide sobre o património geológico do PNDI, abordando a caracterização de geossítios, a quantificação da relevância, o desenvolvimento de estratégias de valorização do património geológico e a apresentação de materiais interpretativos destinados à valorização.
A caracterização dos geossítios foi realizada no campo, com apoio bibliográfico, através do preenchimento da ficha de inventariação, obtendo-se uma base de dados com a informação relativa aos 36 geossítios.
A quantificação da relevância foi realizada com base no método de Cendrero (2000), escolhido entre outros devido à sua sistematização e devido ao facto de ser muito completo ao nível dos critérios de avaliação. Permitiu a seriação dos geossítios de um modo quantitativo, contudo subjectivo, como adiante se abordará.
Foram propostas estratégias de valorização para todos os geossítios, entre os quais percursos rodoviários e pedestres e propostos materiais interpretativos como folhetos, painéis e centros interpretativos.
8.1.2 Algumas reflexões
8.1.2.1 Sobre o conceito de geossítio e de geomonumento
Perguntamo-nos, neste momento, para quê classificar geossítios? De forma geral classificar é um modo de hierarquizar a diversidade do mundo em que vivemos para melhor consciencialização (Neto de Carvalho et al. 2006).
Neste sentido, e retomando as considerações feitas no capítulo 4, talvez seja necessário distinguir os termos geossítio e geomonumento. O primeiro é um termo de extrema importância para quem trabalha em património, no sentido em que permite distinguir locais com interesse geológico singular. Por outro lado, geomonumento é um termo que traz um valor acrescido, isto é, não é apenas um local singular mas sim um local de valor acrescido, não só em singularidade e representatividade, mas também na capacidade de atrair espontaneamente, de maravilhar ou impressionar. Esta atractividade não se limita apenas ao público mas também ao poder político e administrativo que lida e que gere a protecção, valorização e divulgação destes geossítios.
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Torna-se mais fácil de convencer para a importância de um monumento (geomonumento) do que para um sítio (geossítio). Mais facilmente um visitante se desloca ao ver num folheto, ou numa sinalização, a indicação de um geomonumento do que de um geossítio.
No inventário realizado no PNDI, temos, certamente, alguns locais que, pela sua magnitude e pelo impacto que causam, podem ser considerados geomonumentos, nomeadamente, Ribeira do Mosteiro, Miradouro de S. João das Arribas, Miradouro de Fraga del Puio ou Bruçó. Pode-se dizer que os miradouros de S. João das Arribas e Fraga del Puio são locais por excelência para a observação do mais importante geomonumento do NE transmontano: o canhão fluvial do Douro.
8.1.2.2 Sobre a avaliação da relevância de geossítios
A atribuição de valor à geodiversidade é que lhe confere o atributo de património geológico. Deste modo, a avaliação da relevância é fundamental neste processo, de forma a obter-se um inventário ordenado de geossítios que constituem o património de uma dada região.
É necessário reconhecer as dificuldades na adopção de um modelo de quantificação dadas as fragilidades que todos os que foram analisados apresentam. Estas fragilidades advêm da especificidade de cada área em estudo e das variáveis consideradas por cada metodologia
Contudo, e como foi discutido no capítulo 6, a avaliação é uma questão bastante subjectiva. Se o mesmo método fosse aplicado por outro observador, mesmo com parâmetros quantitativos os resultados seriam, certamente, diferentes. Conclui-se, portanto, que é impossível evitar a subjectividade.
A quantificação da relevância de um geossítio é uma questão complexa e altamente subjectiva, uma vez que se baseia na experiência dos especialistas e no seu conhecimento da área em estudo. De modo a reduzir esta subjectividade no processo de avaliação deveria ser realizada uma validação através da comparação de avaliações praticadas por especialistas independentes
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8.1.2.3 Sobre o Património Geológico do PNDI
O tema do Património Geológico deve ser tido em conta no ordenamento do território, no caso presente, pela direcção do PNDI, de modo a ser integrado e gerido nas políticas de Conservação da Natureza do Parque.
Como é sabido, o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) é uma instituição com recursos económicos limitados, registando-se dificuldades de canalização de verbas para a componente abiótica do património natural que gere. No PNDI, tal como na maioria das áreas protegidas em Portugal, os financiamentos vão quase exclusivamente para a protecção da componente biótica.
Seria importante que a biodiversidade fosse articulada com a geodiversidade, criando-se estratégias conjuntas e consertadas. Não pretendemos dar mais relevância à componente abiótica mas antes iguala-la à biótica, no sentido de contribuir para a manutenção de um ecossistema sustentável. É importante gerir os financiamentos, não apoiando apenas as espécies ameaçadas, mas trabalhando também no património geológico, para que também, de futuro, mais espécies não sejam ameaçadas por destruição da componente abiótica.
Seria também importante que a geologia fosse explorada e divulgada, nomeadamente em folhetos e painéis generalistas sobre o Parque ou nos desdobráveis dos percursos pedestres. É de salientar que, em 2007 foi elaborado pela direcção do PNDI um calendário dedicado inteiramente ao património geológico.
Como forma de equilibrar as acções, deverá existir grande proximidade do PDNI aos municípios em que se insere, tendo em vista o desenvolvimento de projectos comuns como, por exemplo, Centros de Interpretação nos locais mais visitados, montagem de exposições sobre o património natural (incluindo o geológico) e criação de percursos pedestres urbanos ou temáticos, incluindo componentes de História, cultura local e relacionando-os com a Natureza envolvente (semelhantes ao que sugerimos para o público escolar, em Miranda do Douro ou em Trigueiras).
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