• No results found

La influencia de los medios de comunicación en la vida cotidiana

REPRESENTACIONES SOCIALES Y PRENSA ESCRITA EN MALLORCA

2.3 ANÁLISIS DE LAS REPRESENTACIONES SOCIALES EN LA PRENSA

2.3.2 La influencia de los medios de comunicación en la vida cotidiana

Michele Balola & Victor Cláudio

Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA-IU)/Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde (UIPES)

O objectivo da presente investigação prende-se com o estudo da influência dos esquemas precoces desadaptativos e da vinculação na evocação de memórias autobiográficas na depressão major.

O estudo integra dois grupos de participantes: um grupo constituído por 30 sujeitos com diagnóstico de depressão major e um grupo constituído por 50 sujeitos sem alteração psicopatológica. O protocolo de avaliação é constituído pelos seguintes instrumentos: Tarefa de Memória Autobiográfica, Diário de Memórias Autobiográficas Involuntárias, Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI), Inventário de Depressão de Beck (BDI), Escala de Hamilton para a Depressão (HRSD), Inventário Estado-Traço de Ansiedade (STAI), Questionário de Esquemas, Escala de Vinculação do Adulto (EVA).

Os resultados obtidos indicam que os sujeitos deprimidos evocam um maior número de memórias autobiográficas de valência negativa quando comparados com os sujeitos sem alteração psicopatológica. As memorias autobiográficas involuntárias demonstraram ser mais específicas em relação às voluntárias em ambos os grupos. Relacionámos estes resultados com as escalas clínicas e analisámos a sua relação com a vinculação e com os esquemas. Os resultados foram discutidos destacando a importância dos esquemas e da vinculação no processamento da informação como preditor para a manutenção do quadro depressivo.

Michele Ferreira Balola

Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA-IU)/Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde (UIPES) [email protected]

SIMPÓSIO:

"LUTO

DOS

CUIDADORES:

CONTEXTO

E

IMPLICAÇÕES"

Coordenadora – Alexandra Coelho, Unidade de Medicina Paliativa, Centro Hospitalar

Discussante: Miguel Barbosa, Núcleo Académico de Estudos e Intervenção sobre Luto -

Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa

A investigação sobre o luto dos cuidadores é relativamente abundante, mas a informação sobre os factores mediadores da adaptação à perda está dispersa e existem escassas referências específicas ao contexto de cuidados paliativos. No intuito de sistematizar os dados empíricos existentes, foram realizadas revisões sistemáticas da literatura que incidem sobre os factores pessoais, interpessoais e circunstanciais que parecem particularmente relevantes para a compreensão da evolução do luto na população de cuidadores familiares em cuidados paliativos. Um dos aspectos distintivos desta população é a oportunidade de antecipar a perda; contudo, os resultados indicam que o intenso distress que acompanha o processo de luto antecipatório geralmente supera o seu eventual efeito protector. A adaptação à perda pode ser facilitada pela qualidade do apoio prestado em fim-de-vida e pela comunicação aberta entre familiar e doente. O papel de cuidador é maioritariamente assumido por mulheres, podendo este ser um grupo de risco. A dinâmica familiar e o estilo de vinculação parecem também ser factores determinantes na evolução do luto, embora sejam necessários mais estudos que documentem a influência destas duas variáveis. O mesmo sucede em relação ao impacte sócio- económico do luto, embora sejam reconhecidos os seus efeitos na redução da qualidade de vida, risco de aumento de comorbilidade física e mental, hospitalização, ideação suicida e mortalidade. Em conclusão, a especificidade da população de cuidadores familiares impede a generalização dos resultados relativos a outras populações e requer a utilização de medidas integradoras que captem a complexa conjugação de factores que concorrem para complicações no luto.

Manuela Alexandra de Moura Coelho

Unidade de Medicina Paliativa, Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN- HSM) Solar das Marinhas, Bl.2, 1º A, EN 10, 2625-266 Póvoa de Santa Íria

[email protected]

LUTOANTECIPATÓRIOEADAPTAÇÃOPÓS-MORTE:REVISÃOINTEGRATIVA

Alexandra Coelho1,2, Miguel Barbosa 2,3, &António Barbosa1,2,3 1Unidade de Medicina Paliativa, Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN- HSM); 2Núcleo

Académico de Estudos e Intervenção sobre Luto - Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; 3Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa

Apesar da relevância clínica do Luto Antecipatório (LA), subsiste a inconsistência conceptual acerca deste tema, contribuindo para os resultados contraditórios descritos na literatura. No sentido de clarificar os dados empíricos e teóricos sobre o fenómeno, realizámos uma revisão integrativa que tem por objectivo descrever as características, determinantes e impacto do LA na adaptação posterior à morte. Os critérios de inclusão foram: artigos cujo objecto de estudo é a experiência de luto de cuidadores de doentes adultos no período anterior à morte ou que estabeleçam relação com a adaptação posterior. Foi realizada uma pesquisa em bases de dados electrónicas e jornais, desde 1990 a março, 2013. Foram seleccionados 40 artigos, na maioria referentes à população de cuidadores de doentes oncológicos em cuidados paliativos. Os resultados dos estudos sugerem que o LA é caracterizado por cinco atributos: i) antecipação da morte; ii) ambivalência entre o reconhecimento da proximidade da morte e a esperança gerada pela presença; iii) protecção mútua; iv) perdas relacionais; v) transição para uma nova existência. Este fenómeno é independente, embora estreitamente relacionado com a sobrecarga e a depressão do cuidador. É influenciado por variáveis pessoais do cuidador, relação anterior e circunstâncias de morte. Para a maioria das pessoas, a antecipação da morte é uma experiência altamente perturbadora, marcada pela ansiedade de separação, que inibe a concretização das

tarefas relacionais de fim-de-vida. As manifestações de luto agudo persistem após a morte, em função da intensidade da disrupção da perda. A complexidade desta experiência explica a controvérsia de resultados da literatura.

Manuela Alexandra de Moura Coelho

Unidade de Medicina Paliativa, Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN- HSM) [email protected]

VINCULAÇÃOELUTODOSCUIDADORESFAMILIARESEMCUIDADOS