7 MULIGHETER FOR OG EFFEKTER AV TILPASNINGSADFERD
7.5 Individuell overlevelse
a, é esperado em decorrência e construções históricas em torno do saber psíquico. Para Nikolas Rose, o lugar que a Psico
‘e spe cia liz a çã o’ para referir a um t ipo
lar de autoridade social, caracteristicam ente dispost a em torno de problem as, exercendo um olhar diagnóstico, reivindicando um a verdade, defendendo um a eficácia técnica e reconhecendo o valores éticos hum anos.”31 ( Rose, 1998, p.86) .
m ente por serem bagunceiros. Em cert o ponto do diálogo, um aluno disse: vam os lá conhecer a m inha classe, ninguém vai fazer nada com você, você est á com igo.
Quando perguntei o que eles achavam da escola, responderam que era legal, m as m ui
entos, com outros alunos, esse tem a volt ou a surgir na voz de um dos alunos, tam bém da 8a série:
ocasionadas pela falta de professores, ocorrem com m t as vezes obrigados a ter que preencher o tem po lgum a atividade em sala de aula, pois caso perm aneçam nos corredores, podem atrapalhar o andam ento de outras salas de aula.
Era naqueles encontros que procurava m e aproxim ar dos alunos, que j á sabiam que eu era psicólogo, para conversar com eles s
ais gostavam e outros assuntos que porventura surgissem . Houve um dia em que eu fiquei num a sala de aula esclarecendo qual era a função do Psicólogo, aproveitando para desm istificar a idéia de que nós só cuidávam os de louco.
Sem pre que havia poucas atividades, m uitos alunos se queixavam da falta constante de professores, da suj eira das salas de aula e de com o se
dicados por não poderem usufruir, principalm ente nos m om entos vagos, da sala de inform át ica.
4 .8 . As posiç
A atribuição de poder ao psicólogo, em certa m edid d
logia ocupou nas sociedades ocidentais, orientadas por um a ética liberal, foi o da “ especialização” ( expert ise) .
Eu uso o term o particu
A part ir de um c u a
todas as pessoas ( pri ara
construção de verdade Mais
im portante ainda, ela re ou exercer o poder por interm édio de um conhecim ento da subj et ividade, oferecendo um a aut oridade social com base não som ent e em prem issas técnicas e científicas, m as tam bém éticas ( Rose, 1998) .
No que tange ao âm bito educacional, m uitas vezes atravessado por ações de cunho norm ativo, o profissional “ Psi” pode assum ir a execução de um “ proj eto m essiânico de correção” , contribuindo para a perpetuação de queixas escolares acríticas. Assim , segundo Aquino, ...a tarefa docente passa ser a de prevenir para não ter de rem ediar m ais tarde. Daí o tão conclam ado auxílio dos especialist as parapedagógicos ( psicólogos, m édicos e afins) ( 2003, p.18) .
esse lugar m essiânico, acabou por dim inuir t ais at ribuições. Sem pre procurei deixar claro que m inha pesquisa não visava resolver os problem as da escola, m as sim entender com o os professores lidavam com um cotidiano de violência no âm bito escolar.
causa da violência. É só um toque que eu estou dando para a sua pesquisa. daqui hoje! Eu vou te amarrar aqui na
escola (riu) (inspetora de alunos)
Apesar do senhor ser jovem, eu vou continuar lhe chamando de “Doutor”, porque o senhor estudou para resolver problemas (Coordenadora Pedagógica). oerent e regim e int elect ual e prát ico, a Psicologia oferece ncipalm ente aos profissionais “ psi” ) um terreno fértil p s com vistas a legitim ar a autoridade nos discursos.
ivindic
Quadro 5 : O lugar do Psicólogo nas falas de alunos, professores e pais
.
Como é que você vai pesquisar violência sem escutar os alunos? É lá que está a Ah.... Psicólogo? (riu)....o que você vai
ter de trabalho aqui! Você não vai sair
(professora do ultimo período).
Você que é o Psicólogo que vai trabalhar com a violência? Já te contaram uma
história? Uma vez vieram alguns Psicólogos da PUC aqui para falar sobre
violência, trouxeram retro projetores, tudo. Quando viram dois alunos bringando no pátio, foram embora
rapidinho (Prof. 4o período).
Não desistiu ainda? Se continuar vindo aqui você vai acabar desistindo da
profissão (risos) (inspetora ). Ouvi falar que há um psicólogo aqui.
Isso é muito bom para a escola (pai de aluno durante a reunião de pais). Você não tira espíritos obsessores?
Porque acho que esses alunos estão possuídos pelo demônio (professor do
3º período).
Você veio? Achei que você já tivesse desistido (professora do 3º período)
O senhor é Psicólogo? Vixe! Louco não vai faltar (aluno da 8ª série).
Psicólogo é bom porque pode ajudar a gente na confusão (aluno da 8ª série).
O PSICÓLOGO
Pode- se perceber pelas falas selecionadas acim a, os diferentes lugares nos quais fui posicionado ao longo da pesquisa, sendo o m ais m arcante a posição de alguém que veio consertar os problem as da escola e dos alunos. No entanto, as m inhas assertivas quanto aos obj etivos da pesquisa, com o form a tam bém de m e reposicionar contra
Ao m esm o tem po em que havia um a expectativa grande quanto à m inha função de psicólogo, m inha presença tam bém serviu com o “ testem unha” do heroísm o desses educadores. A partir da pergunta “ não desistiu ainda?” , evidenciava- se tam bém o outro lado da m oeda “ nós ainda estam os aqui!” . Esta idéia retorna na voz de um outro professor que relatou a desistência de outros psicólogos pesquisadores ( tam bém da PUC) por não terem agüentado a realidade da escola. De certa form a, a violência desperta sentim entos de im potência, e perm anecer num am biente onde ela está presente, não deixa de ser um at o heróico.
i o que pode fazer um psicólogo ( que não era s
es dim in
ocação de um especialista “ psi” pode contribuir para um a
a crescent e tem com o
desse lugar de poder, responsável pelas norm at izações e at ribuições Quanto aos professores do 3º período, m ais especificam ente os do Grupo VI , percebi que eles m e colocavam num lugar de alguém que poderia aj udá- los, em bora no início houvesse reservas em falar m ais abertam ente com igo, pois até então eu era um a pessoa nova e estranha entre eles. Esse lugar colaborat ivo sofreu um a m udança a partir da segunda etapa da pesquisa, sobre a qual falarem os no próxim o capít ulo.
A im agem do psicólogo para os alunos é de alguém que cuida da loucura, term o ut ilizado por eles e que serviu t am bém para que adot assem um a at it ude de precaução em relação a m im . No dia em que explique
om ente tratar de louco) e o que eu estava fazendo lá ( entendendo com o funcionava a escola) , os alunos com eçaram a m e ver de outra form a, aproxim ando- se, algum as vezes, para conversar.
As perguntas do tipo “ com o devo agir nessa situação” , ou “ o que o senhor faria com esses alunos” por parte da Coordenadora Pedagógica e dos agentes escolar
uíram quando perceberam que eu não estava lá para fornecer receitas de com o agir, m as sim para pensarm os j unt os. No ent ant o, ainda surgiam perguntas do t ipo “ você não quer conversar com o aluno X, ele tem tantos problem as”.
Enfim , o lugar do psicólogo abrange um espectro que vai desde exorcista/ curador até colaborador. No entanto, quando os problem as de indisciplina são localizados nos alunos, a ev
visão acrítica e pouco reflexiva. Diante disso, Julio Groppa Aquino faz a seguinte afirm ação:
É certo, portanto, que um inadiável trabalho ético- político se im põe aos educadores atuais: problem atizar a dem anda psicologizante que parece reinar entre um a parcel
dos profissionais da educação, dem anda essa que
resposta a questionável oferta de um a vasta gam a de serviços parapedagógicos ( 2003, p.36) .
E tam bém não podem os deixar de nos responsabilizar, nós psicólogos, pela construção
diagnósticas sem critér o de autoridade, a resistê
ios. Para os profissionais m enos com prom etidos com est e tip ncia é algo inevitável.