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Individual level theories and models

2. Theory

2.1 Technology diffusion, adoption and acceptance theory

2.1.2 Individual level theories and models

Após a apresentação dos dados e sua breve analise, pode-se traçar um perfil dos alunos quanto a concepção a respeito do professor e da docência em Física, quanto ao ensino superior.

Conforme os dados apresentados, tais alunos tiveram contato, basicamente, com aulas que se enquadravam nos moldes “tradicionais” e professores nem sempre adequados ao ensino de Física em seu ensino médio. Diante desta experiência atribuem grande importância à motivação dos alunos e ao uso de métodos de ensino “inovadores”.

Para que uma aula flua de maneira satisfatória, apontam, ainda, ser necessário um ambiente em que o respeito e a cordialidade mútua estejam presentes entre professor

e alunos. Consideram tal fator fundamental para uma aprendizagem e motivação mais eficientes por parte dos alunos, assim, como, um melhor desempenho do professor.

Com relação ao curso que freqüentam, os futuros professores consideram que as disciplinas pedagógicas oferecidas pelo mesmo auxiliam em sua formação didática, tendo em vista que trabalham com as teorias de desenvolvimento e aprendizagem e mostram a realidade do ensino nas escolas. Porém, apontam que ainda não é suficiente, uma vez que acreditam que tais disciplinas poderiam ser mais voltadas e articuladas especificamente para o ensino de física.

Também reconhecem que as disciplinas ditas “não pedagógicas” são um fator primordial em sua formação, pois, possibilitam o domínio do conteúdo a ser ministrado futuramente. Esta concepção está condizente com a segunda Necessidade Formativa apontada por Carvalho e Gil-Pérez (2006): conhecer a matéria a ser ensinada. Ainda que reconheçam a importância de tais disciplinas acreditam que a teoria apresentada pelos professores também devam ser pensadas “didaticamente”, afirmando que a forma como o professor explica traz consequências aos futuros professores.

Uma gama considerável de alunos ressalta que o curso de Licenciatura em Física da FCT-UNESP aproxima-se de um bacharelado, não atribuindo grande importância para os aspectos pedagógicos que deveria contemplar. Apesar disso, consideram que estão minimamente seguros para ministrar aulas no ensino médio quando da conclusão do curso. Considera-se coerente esta afirmação, pois, é impossível a um aluno estar completamente preparado para ser professor, tendo em vista a não possibilidade de previsão de tudo que ocorrerá em sua prática pelo curso de licenciatura. Ainda assim, o curso deve oferecer as oportunidades básicas para que este aluno seja, futuramente, um bom profissional.

Questionados sobre possíveis alternativas para que o curso se concentre mais em questões pedagógicas, os alunos consideram que o curso deveria oferecer mais disciplinas pedagógicas e dispor de professores com melhor didática. O que fora analisado com relação a esta questão é que o curso não carece tanto de disciplinas pedagógicas, mas de ênfase pedagógica específica ao ensino de Física dentro das disciplinas que já existem e dentro das disciplinas consideradas “não pedagógicas”. Crê- se que se trata mais da postura dos professores do que, propriamente, de inclusão de disciplinas novas, quando se analisa a grade curricular.

Sabe-se, também, que reformulações na grade curricular trazem grande dificuldade de adequações, logo, propõe-se que os professores das disciplinas ditas “não

pedagógicas” tenham maior preocupação em ensinar seus conteúdos de forma mais didática, que gerem no aluno reflexões sobre possíveis formas de como poderiam ensinar o que se está sendo aprendido. Desta forma se teria uma ampliação na didática própria da física.

Considerando-se as condições do curso e dos docentes incluídos neste, não seria necessário que os últimos se tornem especialistas em educação, mas que tenham a consciência de sua importância na formação dos futuros docentes. Isto porque a maioria dos alunos do curso considera o professor como o principal articulador da aprendizagem do aluno.

Com relação ao problema do desinteresse que os alunos do ensino médio, de maneira geral, apresentam com relação à Física, os alunos participantes desta pesquisa apontaram objetivar enfrentar a situação fazendo uso de técnicas inovadoras de ensino, que nada mais são do que trabalhar com exemplos do cotidiano, estabelecer relação entre teoria e prática, utilizar atividades práticas, dentre outros.

Consideram que um professor ideal é aquele que estimula e não ministra aulas “tradicionais” a seus alunos. Assim como um bom professor, teriam uma boa didática, aula dinâmica, cultivariam uma boa relação com os alunos e teriam domínio de conteúdo.

Apesar de não ter sido mencionado pelos alunos, vê-se a necessidade de se incluir, dentro de alguma das disciplinas já existentes, a discussão sobre o ensino de Física voltado às necessidades educativas especiais e sobre a violência. Além disso, como forma de o aluno adentrar às questões pedagógicas já no início do curso, propõe- se o deslocamento de uma das disciplinas destinadas a este fim, para o primeiro ano.

Observa-se, pelas respostas, que os alunos são capazes de emitir uma opinião válida, comprometida, crítica e construtiva sobre sua condição de aluno em uma instituição de ensino universitário, mostrando que poderiam ter maior participação nas deliberações do curso.

As respostas demonstram que os alunos intencionam serem professores dedicados, comprometidos, enfim, serem o reflexo daquilo que acreditam estar vinculado à idéia do “bom professor”. As características que envolveriam este professor são condizentes ao perfil profissional apresentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de professores de Física. Isto supõe que o curso, de certa forma, tem contribuído na formação deste perfil.

Ao termino desta pesquisa é importante considerar, também, que não se pode haver uma formação que siga os padrões desejáveis de qualidade sem o envolvimento ativo dos professores, do Estado, dos alunos e de toda a sociedade. O processo de ensino tem-se tornado cada vez mais complexo, num mundo em que as exigências estão cada vez maiores e se tem uma política que nem sempre está a favor da educação. Também, não é possível aos professores trabalhar bem se não têm uma formação de qualidade, se não dispõem de condições dignas de trabalho, se não se sentem valorizados pelos alunos, pelo governo, pela sociedade.

Esta pesquisa não tem a pretensão de considerar-se conclusiva, já que se trata de um processo inicial, em desenvolvimento, que mesmo a passos lentos, caminha para um promissor horizonte. Trata-se de um trabalho reflexivo de um de seus alunos, procurando, de forma construtiva e amparada por outros estudos e, principalmente, pela concepção dos principais envolvidos – os alunos - elucidar aspectos que possam ser pensados no sentido de contribuir à formação pedagógica oferecida no curso.

Deixa-se, aqui, aos interessados, possibilidades de continuidade a estas reflexões.

REFERÊNCIAS

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ANEXO-1

QUESTIONÁRIO SOBRE A DISCIPLINA DE FÍSICA – ALUNOS DO CURSO