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INDIKATORVERDIER 2007 OG REGIONENE

In document II) SAMMENDRAG ... 7 (sider 95-103)

É consenso entre os estudiosos a afirmação de que a guerra mais memorável relatada no poema da Ilíada consiste naquelas descrições dos encontros individuais entre heróis nobres que, conforme Michael Sage84, se repetem devido exatamente à natureza do combate85. Muitos desses combates individuais acabam ocorrendo inseridos dentro de uma série de proezas, mas que não distanciam o foco da proeza de um único herói (como o caso de Diomedes no livro 5). A velocidade do acontecimento desses duelos também é digna de menção, uma vez que muitos deles começam e terminam com um único golpe mortal. De forma mais ampla, essas lutas fornecem o foco real da narrativa da guerra, servindo para emergir aquele herói (individual) que faz a diferença no campo de batalha. O autor também comenta que, na maioria, os combates envolvem guerreiros gregos e troianos duelando individualmente entre si. Outro tipo de variante é a apresentação de um homem (grego) contra dois outros, estes geralmente troianos. Várias armas estão presentes no contexto de duelo, incluindo pedras. Em algumas circunstâncias, há uma confusão sobre as armas usadas, com heróis às vezes dentro da mesma luta tendo uma única lança e dois dardos. Pode parecer que o poeta, inconscientemente, combinou dois estilos de guerra sem qualquer preocupação particular sobre os detalhes envolvidos. Algo muito comum nas descrições

82 SAGE, 2003, p. 12. 83 Ilíada 16, 210-220. 84

SAGE, 2003, pp. 13-14.

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homéricas de luta individual diz respeito à ferida final, pois existe uma grande variedade de feridas contadas, que vão desde aquelas presumivelmente impossíveis às anatomicamente corretas.

O passo a seguir esclarece com descrições mais detalhadas de feridas infligidas por Menelau e Meríones, o companheiro de armas do rei cretense Idomeneu. É geralmente para guerreiros como estes, do segundo grau, que a inflação das feridas mais horríveis é atribuída86.

«Os Dânaos punham em fuga os Troianos. Cada um dos comandantes matou um homem: primeiro Agamêmnon, soberano dos homens, atirou do seu carro o possante Ódio, o chefe dos Halizonas. Nele, o primeiro a fugir, acertou com a lança nas costas, no meio dos ombros, empurrando-a até sair pelo peito. Tombou com um estrondo e sobre ele ressoaram as armas. Em seguida Idomeneu matou Festo, filho de Boro, o Moeônio, que viera de Tarna de férteis sulcos.

Atingiu-o o famoso lanceiro Idomeneu com a sua grande lança, quando subia para o carro, no ombro direito.

Caiu do carro e tomou-o a escuridão detestável.

Despiram-no das suas armas os escudeiros de Idomeneu. E Escamândrio, filho de Estrófio, arguto na caça, foi morto pela lança pontiaguda do Atrida Menelau — ele, o excelente caçador! A própria Ártemis lhe ensinara

a matar todas as criaturas que nas montanhas nutrem as florestas. Mas de nada lhe serviu agora Ártemis, a arqueira,

nem a perícia com o arco, em que antes fora excelente. Mas o Atrida Menelau, famoso lanceiro,

acertou-lhe com a lança nas costas enquanto fugia, no meio dos ombros, empurrando-a até sair pelo peito. Tombou de cara no chão e sobre ele ressoaram as armas. E Meríones matou Féreclo, filho de Técton, filho de Hármon, cujas mãos sabiam fabricar toda espécie de espantoso artefato; é que muito o tinha estimado Palas Atena.

Fora ele quem construíra para Alexandre as naus iniciadoras dos males, que para todos os Troianos criaram a desgraça, assim como para ele próprio, visto que desconhecia os oráculos dos deuses. Perseguiu-o Meríones: quando o apanhou,

trespassou-lhe a nádega direita. A ponta da lança atravessou a bexiga completamente, penetrando debaixo do osso: ele caiu de joelhos e encobriu-o a morte»87

As séries de sucessivos combates bem-sucedidos são atribuídas a vários heróis homéricos proeminentes, como Aquiles e Agamémnon. Os episódios são formados a partir de uma série de

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motivos repetitivos que são usados para construir tais encontros. O uso do salvamento divino também é repetido em outros lugares. Michael Sage, mais uma vez, cita que existe uma certa dificuldade para avaliar a guerra homérica, principalmente sobre a relação entre esses episódios isolados e o curso geral da batalha. Ao longo do poema parece ser um único herói a determinar o curso de ação da batalha. No contexto troiano, é dito que a sobrevivência depende basicamente das habilidades de Heitor.

«Havia entre os Troianos um certo Dares, homem rico e irrepreensível, sacerdote de Hefesto. Tinha dois filhos: Fegeu e Ideu, conhecedores de toda espécie de combate. Estes, separando-se dos outros, investiram contra Diomedes. Eles seguiam montados no carro, mas ele avançava a pé. E quando já estavam perto, aproximando-se uns dos outros, foi Fegeu o primeiro a arremessar a lança de longa sombra. Por cima do ombro esquerdo do Tidida voou a ponta da lança, sem o atingir. Em seguida lançou-se contra ele com seu bronze o Tidida; e não foi em vão que o dardo lhe fugiu da mão, pois acertou-lhe no peito, entre os mamilos, atirando-o do carro. Ideu saltou para trás, deixando o lindíssimo carro, sem ousar colocar-se de plantão para proteger o cadáver do irmão. Não teria aliás escapado à escuridão do destino se Hefesto não o tivesse protegido, escondendo-o nas trevas, para que de todo o sacerdote idoso não fosse acometido pela dor. Os cavalos é que o magnânimo filho de Tideu arrebatou, dando-os aos companheiros para levarem até as côncavas naus»88

In document II) SAMMENDRAG ... 7 (sider 95-103)