Indubitavelmente, o componente emocional marca as ações e reações humanas. As emoções são as maiores responsáveis por trabalhos de grande relevância e também por crimes
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BRASILEIRO, Emídio Silva Falcão; BRASILEIRO, Marislei de Sousa Espíndula. Sexo, Problemas e Soluções. Goiânia: AB Editora, 1999, p. 79.
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hediondos da pior espécie. As ações e as reações humanas têm suas origens mais profundas no campo emocional da estrutura da personalidade. Não há crime doloso totalmente desprovido de emoção, de emoção sem controle, sem educação.
As emoções têm marcado tão profundamente o êxito e o fracasso dos seres humanos que se concebeu a teoria da Inteligência emocional. O conceito de inteligência mudou muito nas últimas décadas porque não basta ter um alto Quociente de Inteligência, torna-se fundamental um alto nível de Quociente Emocional para se obter êxito em qualquer aspecto da vida.
Os indivíduos que têm elevados níveis de inteligência emocional têm espírito de equipe em seus trabalhos. São sociáveis, compreensivos, empáticos, capazes de sentir o problema alheio para prestar o devido socorro. Não se envaidecem com o que sabem, não são arrogantes, prepotentes e egoístas. Esses indivíduos são conscientes dos próprios valores e limites, por isso são focados em tudo que fazem.
Inteligente é todo ser que possui certo grau de conhecimento e de maturidade moral. Em níveis mais elevados, o indivíduo inteligente deve ter uma capacidade de compreensão profunda. Até porque a maturidade emocional está diretamente ligada aos valores morais e aos níveis de capacidade racional, de consciência e de evolução intelecto-moral.
Essa compreensão emocional desenvolvida, habilita o indivíduo a suplantar, com equilíbrio, obstáculos vistos pela primeira vez, porque se utiliza de informações adquiridas por meio dos sentidos, dos sentimentos, dos raciocínios e das intuições.
Nos dias atuais, não se deve confundir inteligência com memória. Isso porque há diversos níveis de inteligências, por exemplos: inteligência moral, racional, emocional, espacial, manual, matemática, musical, dentre outras. Do mesmo modo, há diversas manifestações de memórias, por exemplos: emocional, racional, psicológica, olfativa, gustativa e musical. Portanto, a inteligência de um indivíduo é um conjunto de atributos materiais, intelectuais, emocionais, artísticos e morais que o levam a uma plena compreensão do fenômeno apreendido. Não se trata mais de agilidade de raciocínio ou de capacidade de armazenar informações por meio da memória.
Segundo Goleman, ninguém é totalmente desprovido de algum tipo de inteligência – há mais de trezentos tipos. Todos nós temos pelo menos um deles. Os seres humanos utilizam 10% a 15% de suas faculdades intelectuais; e só se estudaram até hoje 10% delas. Até os
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animais são seres inteligentes, mas essa inteligência não é de natureza moral, e sim de natureza instintiva ou material362.
Para se desenvolver ações e reações emocionais inteligentes, torna-se necessário praticar um conjunto de atos que não causem danos morais ou materiais a outrem. Também é preciso trabalhar em prol do desenvolvimento intelecto-moral de si mesmo e daqueles com quem se vive. As reações de humildade, de disciplina, de concentração, de compaixão e do sentimento de respeito para com todos e tudo são fundamentais para o desenvolvimento e manutenção das inteligências de mais elevado nível, por exemplos: as inteligências racional, emocional e moral. Ainda é importante que se associe às boas ideias, ao bom senso da organização e da análise dos próprios sentimentos antes de falar ou de agir.
No que tange às intuições, consideradas ideias brilhantes que parecem surgir do nada, não raras vezes, são sinais de advertência da consciência para seguir determinado caminho, reagir ou não às provocações, decidir a respeito de algo, fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Nesse sentido, o indivíduo emocionalmente inteligente diferencia as boas das más ideias, as que podem ou não ferir os direitos naturais de alguém.
Alguns gênios parecem irracionais em algumas de suas ações e reações emocionais porque nem sempre o inteligente racional tem uma inteligência emocional capaz de conter atitudes emocionalmente negativas, não raras vezes, provenientes de extremo cansaço mental. O bom raciocínio é essencial para o sucesso intelectual, mas ser emocionalmente desequilibrado gera fracasso afetivo, seja em casa, na escola ou no trabalho.
Nesse sentido, Cordeiro informa que “o stress psicológico pode provocar distúrbios mentais transitórios ou prolongados, de maior ou menor gravidade”, por exemplos: stress pós- traumático (SPT) depois de algum dano físico; stress emocional, decorrente do stress profissional; stress psicológico provocando doenças mentais, decorrentes de acidentes com familiares363.
Para se viver, harmônica e produtivamente, sem estresse, é necessário planejar sobre aquilo que se deseja realizar e depois executar as tarefas de forma organizada, concentrada, uma de cada vez, com respeito aos limites das potencialidades físicas e mentais. Na execução dos trabalhos, torna-se ainda essencial muita disciplina e indulgência para com as falhas alheias. Por isso, tem-se a necessidade de se desenvolver a empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro para evitar dores físicas ou morais. Isso possibilitará os
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GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional. São Paulo: Ed. Objetiva, 1996, p.91.
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desenvolvimentos das potencialidades físicas e mentais para uma melhor concentração destinada a alcançar os objetivos desejados.
É necessário colocar em prática os elementos da inteligência emocional no dia-a-dia, para uma convivência social caracterizada de ações e reações humanas que saibam respeitar as individualidades e preferências de cada um. Isso não significa aceitar atitudes que ultrajam a própria consciência. Respeitar não é acatar e sim compreender o nível intelecto-moral do outro e aceitá-lo ainda que necessite de mudanças para melhor.
Nesse contexto, também é necessário saber sobre o que se pode, deve e quer. Além disso, outras providências são necessárias: saber diferenciar emoções de pensamentos; cumprir compromissos e, se não puder, saber adiá-los sem prejuízo aos outros; saber o que há por trás de cada emoção; saber ouvir e perguntar; cooperar; negociar; ler emoções nos outros; enfim, ter a emoção correta, na hora exata, com a pessoa ideal, no lugar adequado, na medida certa. Tudo isso deverá fazer parte da educação permanente de crianças, de jovens e de adultos.
Não há diferenças entre o homem e a mulher quanto ao grau de inteligência. Homens e mulheres podem adquirir atributos intelectuais e morais de acordo com o esforço, disciplina, trabalho e perseverança naquilo que desejam para atingir os seus objetivos.
Segundo o Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha apud Brasileiro, foi constatado que os homens têm uma quantidade maior de neurônios em uma parte do cérebro, o neocórtex temporal, o qual é responsável por processar informações, mas isso não determina biologicamente que os homens sejam mais inteligentes do que as mulheres364.
É certo afirmar, no entanto, que podem existir diferenças entre o psiquismo masculino e o psiquismo feminino, existentes tanto nos homens quanto nas mulheres. Psiquismo é um conjunto de características psicológicas e emocionais mais vinculados às naturezas biológica, social e profissional do ser. Por exemplo, diz-se que o psiquismo feminino está mais voltado ao gosto por detalhes, desenvolvimento da sensibilidade, capacidade de organização e por aí em diante.; e o psiquismo masculino teria preferência pela síntese, visão global, iniciativa, coragem, dentre outras aptidões. Mas tudo isso faz parte de uma convenção ou de uma didática que ajuda a compreender o comportamento do indivíduo porque nada é naturalmente feminino ou masculino.
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BRASILEIRO, Emídio Silva Falcão; BRASILEIRO, Marislei de Sousa Espíndula. Sexo, Problemas e Soluções. Goiânia: AB Editora, 1999, p. 304.
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A motivação para a disciplina emocional é o objetivo e a vontade de fazer bem feito ou, pelo menos, de fazer o melhor possível, conforme suas forças e talentos, num espaço de tempo previsto e necessário, sem deixar pendências. Nem sempre treinar é disciplinar. Isso porque nem todo treinamento leva a disciplina, mas toda disciplina é o resultado de treinamento ordenado e eficaz que também conduz à especialização e ao aperfeiçoamento das ações. Por meio da disciplina o aprendiz se desenvolve em cada etapa, com erros e acertos, sem depender de aplausos para prosseguir ou se abater diante das vaias ou da indiferença.
Há indivíduos disciplinados e metódicos. Há diferença entre técnica, método e disciplina. Técnica é a forma estabelecida, objetiva, e eficiente para se fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Método é um conjunto de técnicas que visam à consecução de algum trabalho. Disciplina é o meio pelo qual as técnicas e os métodos são desenvolvidos. Há também diferença entre disciplina e organização metódica: disciplina é o sentimento de quem se sente organizado por dentro enquanto que a organização metódica é o atributo de quem se sente disciplinado por fora. O disciplinado sente prazer no que faz; o exclusivamente metódico poderá sentir frustrações. O disciplinado é criativo; o metódico desprovido de disciplina nem sempre sabe ser criativo.
A disciplina, os métodos, as técnicas e os procedimentos ordenados geram ações e reações moralmente e materialmente eficazes, são características de indivíduos tolerantes, amáveis, firmes, resolutos, compreensivos, socialmente equilibrados, comunicativos, assumem responsabilidades, têm uma visão ética, são solidários e atenciosos em seus relacionamentos, sentem-se à vontade consigo mesmo e com o meio em que vivem. Também se sentem positivos com relação a si mesmos, são comunicativos e gregários, expressam de modo adequado seus sentimentos, são espontâneos, equilibrados, responsáveis e adaptam-se bem às tensões e situações novas.
Há relação entre disciplina e liberdade: o equilíbrio. Disciplina é equilíbrio moral e liberdade é equilíbrio espiritual. A disciplina gera a responsabilidade. A responsabilidade amplia a capacidade de agir porque gera confiança. E a confiança é a conquista que mais proporciona a liberdade de fazer ou de não fazer alguma coisa. O disciplinado faz a coisa certa na hora certa. Às vezes, não fazer “nada” por uma semana pode ser benéfico se tal repouso tiver um fim útil destinado a futuras produções. O ócio (não existe ócio produtivo), a preguiça mental e a falta de perspectiva para o futuro podem levar o indivíduo à loucura365.
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Segundo Hermínio Miranda, não se pode afirmar que há liberdade absoluta366. A liberdade é o resultado de uma confiança conquistada devido ao cumprimento responsável de um dever intelecto-moral. É um prêmio diante do esforço, da disciplina e da perseverança utilizados para alcançar determinado objetivo. Ser livre é cumprir todos os ditames da consciência portadora de juízo reto sobre todas as coisas.
O livre-arbítrio, ainda que limitado, dá ao ser individual as opções para agir em prol de sua evolução. Na medida em que se amplia o grau de liberdade amplia-se também a condição para agir, fazendo ou deixando de fazer alguma coisa para o bem de todos.
Liberdade é ainda a condição de se fazer tudo o que se quer, seguindo os ditames de uma consciência reta e proba. Liberdade é lei da vida, decorrente da Lei Natural, causadora do livre-arbítrio e da responsabilidade de saber agir com moderação, disciplina e equilíbrio.
I - Estruturas das ações e reações emocionais
Tem-se a impressão que o ser humano tem dois tipos de mentes: uma racional e outra emocional. No entanto, a mente é uma só, mas com estruturas de inteligências racional, emocional e moral. Cada uma dessas três estruturas básicas de inteligências origina outras tantas subestruturas de inteligências tais como: linguística, musical, espacial, lógico- matemática, corporal-cinestésica, interpessoal, espiritual, mediúnica, intuitiva, artística, administrativa, financeira, dentre outras. Todas compõem as características, as limitações e as habilidades naturais, proporcionando o pensar, o sentir e o agir com plena consciência ou de forma impulsiva e às vezes ilógica. A forma mais prática de identificar, de ajustar e de desenvolver as inteligências é por meio das atitudes, depois é por meio dos pensamentos e sentimentos mais frequentes.
Também o ser humano dispõe de inteligências interpessoal e intrapessoal. Inteligência interpessoal é a capacidade de compreender os outros enquanto inteligência intrapessoal gera a autocompreensão, causadora do autoconhecimento. Durante muitos anos a Ciência considerou o modelo inteligente uma espécie de computador humano. Isso devido a valorização de muitas informações mantidas pela memória. Quanto mais o indivíduo desenvolve as suas características de raciocínio e de percepção intuitiva mais ainda
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MIRANDA, Hermínio C. Cristianismo: a mensagem esquecida. Matão: Casa Editora O Clarim, 1988, pp. 234-237.
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compreende a natureza das causas e dos efeitos dos fenômenos observados e sentidos. Pensar é diferente de memorizar. Pensar é desenvolver pensamentos racionais e emocionais com lógica e sensatez, sempre compatíveis entre si, para a elaboração de um sistema de conhecimentos intelectuais e morais superiores.
Os principais fatores que são contrários às ações e reações emocionais inteligentes são: o egoísmo (só pensar em si mesmo), o orgulho (julgar-se ser alguém que, na verdade, não se é) e a ignorância (não compreender as razões dos acontecimentos), os quais são causadores da cólera e de outros distúrbios emocionais.
Também existem indivíduos altamente intelectualizados e desprovidos de bom nível de inteligência emocional e vice-versa. Um acentuado nível de inteligência racional associado a um baixo nível inteligência emocional é o que tem caracterizado a estrutura da personalidade humana. A História está repleta de personagens geniais, mas que eram portadores de baixo índice de quociente emocional. Indivíduos que se saíram muito bem na vida profissional, por exemplo, mas que na vida afetiva ou sentimental não foram felizes por deficiência própria.
As características dos indivíduos altamente intelectualizados, mas emocionalmente desajustados estão vinculadas ao orgulho e à todas as limitações advindas do orgulho: vaidade, prepotência, arrogância, desprezo, indiferença mórbida, ironia, sarcasmo, violência, intolerância sistemática, infidelidade, crueldade, psicoses e neuroses obsessivas. Tais indivíduos, embora portadores de ideias geniais em diversas áreas da vida profissional, não sabem o que fazer diante de problema de ordem afetiva, pois desenvolveram o lado intelectual e se esqueceram do lado moral vinculado ao controle e educação das emoções.
Para a manutenção da calma nos momentos de aflição torna-se necessário que se busque pensamentos de paz, de segurança, de fortaleza interior e de firmeza de caráter. Nessas horas é necessário manter a respiração pausada, repousar, buscar o refúgio da meditação, caminhar, reorganizar as energias psicoemocionais da melhor maneira possível. Se necessário, escolher um momento mais adequado para iniciar o diálogo. Com a mente livre de perturbações emocionais é mais fácil compreender e resolver conflitos.
Pensamentos e sentimentos geram vontades. Cada vontade poderá gerar uma ação. A ação forma o hábito. O hábito edifica a personalidade. Se a personalidade for bem estruturada existirá caráter. Sem caráter não poderá haver justiça e sem justiça não haverá paz, ou seja, felicidade. As ações e reações equilibradas resultam da personalidade do indivíduo, a qual depende efetivamente dos pensamentos e sentimentos cultivados por este.
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A vida justa depende do aspecto emocional. Isso se a vontade da razão estiver acima dos impulsos emocionais que possam desrespeitar os direitos de outrem. Para tanto, é preciso manter o equilíbrio psicofísico, vigilância moral, controle sobre quaisquer pensamentos e sentimentos. As emoções, quando bem exercidas, têm sabedoria, orientam os pensamentos e os valores, e permitem uma boa convivência.
A emocionalidade não é um problema. Trata-se de uma característica psicológica do indivíduo, a qual quando bem orientada o faz feliz. A falta de controle sobre as emoções pode gerar problemas sérios, inclusive de sobrevivência. Indivíduos agressivos geralmente afastam os ponderados e equilibrados.
As emoções mais ocultas podem ser muito úteis. Não raras vezes, o que se percebe das emoções trata-se tão somente de uma manifestação superficial de emoções profundamente arraigadas à intimidade do ser que sente e age segundo tais sentimentos. Sentimentos profundos, inconscientes, incondicionados e fortalecidos, geralmente por inúmeros fatores psicoemocionais, manifestam-se sem a plenitude de suas forças e naturezas que os originaram. São paixões, medos e vontades, geradores de ações e reações positivas ou negativas quanto ao aspecto moral do ser humano.
Saber reconhecer as emoções mais íntimas faculta um autodomínio capaz de redirecionar a conduta para um destino mais satisfatório ou feliz.
Não raras vezes, somos guiados exclusivamente por nossas emoções. Isso devido a condicionamentos psicológicos e também biológicos que tendem a afastar o raciocínio ou o bom-senso em momentos de reação emocional, frequentemente, diante de algum acontecimento inesperado.
As emoções são elementos propulsores da evolução intelectomoral. Cada emoção deve estar devidamente alinhada ou ajustada para gerar o máximo de bem ou de produtividade possível. Longe de ser uma manifestação de fraqueza, cada emoção exprime a natureza moral que a gerou. Torna-se necessário conhecer e analisar as emoções. Lidar com as emoções e sentimentos é também ter a capacidade de se confortar, livrar-se das ansiedades, tristezas, medos e irritabilidade.
Evidente que essas manifestações emocionais podem ser canalizadas para uma realização positiva, mas com algum risco, caso não haja controle. As ansiedades, por exemplo, quase sempre são consequências do medo, da angústia, da irritação, do cansaço e poderão acentuar ainda mais as causas que a produziram. No entanto, há um tipo de
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“ansiedade” que contribui para o bom rendimento das atividades: o desejo de começar um trabalho há muito esperado e a vontade de concluir com êxito alguma atividade prazerosa.
As emoções podem se manifestar de forma semelhante, mas em intensidade diferente. Há diversos tipos de emoções, as quais se expressam de maneira diferenciada, acentuando-se de acordo com as motivações ou impulsos que as originaram. Tal processo decorre do nível da personalidade moral ou do grau de maturidade de cada indivíduo.
Sentimentos ou emoções que elevam ou diminuem as energias morais do ser humano são cultivados ou assimilados segundo o grau de evolução intelecto-moral e não conforme o tipo físico de cada um. Considerando o nível de evolução, as mulheres e os homens com psiquismo feminino predominante tendem a sentir mais fortemente as emoções, pois são mais sensíveis e detalhistas.
II - Estruturas emocionais das relações familiares
Desde o primeiro momento da gestação, os pais devem cuidar das suas e das emoções de seus filhos. Devem estar atentos ao controle das emoções limitadoras, por exemplos: medo, pessimismo, insegurança, revolta, ódio, tristeza, rancor, vingança, desprezo, grosserias, ansiedade, dentre outras. Devem ainda desenvolver ou cultivar as emoções superiores de coragem, de otimismo, de segurança, de resignação, de amor, de alegria, de contentamento, de bom humor, de perdão, de acolhimento, de atenção, de carinho e de outras mais, para que sejam repassadas ao filho durante todo o período da gravidez. Para todos os seres humanos, esse processo de orientação do desenvolvimento ou do aperfeiçoamento das emoções superiores deve prosseguir durante toda a vida367.
A falta de sintonia entre pais e filhos pode ser prejudicial à vida emocional das crianças. A falta de sintonia entre pais e filhos gera insegurança na criança e indiferença ou abandono emocional nos pais. As ausências de carinho, de atenção, de responsabilidade e de cuidado dos pais em relação aos seus filhos podem transformar uma criança alegre e feliz num adulto emocionalmente desequilibrado e incapaz de detectar o sofrimento alheio. Não raras vezes, os filhos assimilam os transtornos emocionais de seus pais, repassando tais desajustes aos os seus descendentes mais próximos. Isso até que alguém interrompa essa sequencia de
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BRASILEIRO, Emídio Silva Falcão; BRASILEIRO, Marislei de Sousa Espíndula. Sexo, Problemas e Soluções. Goiânia: AB Editora, 1999, pp. 23-24.
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comportamento emocional de seus ascendentes. É evidente que isso se aplica somente àqueles descendentes suscetíveis a tais influências e que poderiam ter forças para superar suas deficiências morais e emocionais se encontrassem exemplos emocionais edificantes dentro do ambiente doméstico368.
É possível modificar comportamentos e pensamentos que dificultam a educação da
criança e do adolescente. O processo educativo ocorre segundo os critérios: auto-observação de pensamentos, de atos e de hábitos; registro do que foi observado; análise do que foi registrado; comparação do que foi analisado e julgamento ou decisão acerca do que foi