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Implikasjoner for praksis og videre forskning

A partir do momento em que definimos um objetivo numa investigação necessitamos de um método que nos ajude a percorrer o caminho e alcançar os resultados pretendidos. O método é portanto, como nos dizem Eva Lakatos e Marina Marconi, nas diferentes obras sobre metodologia científica, “o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros - traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista”

(1991, p. 40). Neste ponto particular da investigação procurámos assim seguir um conjunto de procedimentos que nos ajudassem a recolher dados naquela que foi uma pesquisa de opinião, uma vez que o principal objetivo foi precisamente o de recolher as opiniões dos consumidores em relação aos seus hábitos de compra online.

Para a recolha destes dados considerámos os diferentes instrumentos e técnicas utilizados normalmente nos trabalhos de investigação e percebemos que o inquérito, sendo dos mais utilizados no campo das ciências sociais (Ghiglione & Matalon, 1997), seria também aquele que melhor podia servir os interesses da pesquisa. Esta técnica que, para Raymond Quivy e Luc Van Campenhoudt, “consiste em colocar a um conjunto de inquiridos, geralmente representativos de uma população, uma série de perguntas relativas à situação social, profissional ou familiar, às suas opiniões, à sua atitude em relação a opções ou a questões humanas e sociais (…)” (2003, p. 188). Neste caso em particular e apesar de não se ter procurado, como vamos ver, constituir uma amostra representativa da população, o inquérito configurou-se de facto como a melhor técnica a utilizar, na medida em que permitiu obter informações sobre os comportamentos dos consumidores no processo de compra online, de forma rápida e eficaz.

No entanto, o desenho da investigação ao nível metodológico não implica apenas a escolha da técnica que vai permitir a recolha dos dados, mas todo um planeamento ao nível da utilização do inquérito, ou seja, definir de forma clara quem se pretende inquirir, como se irá proceder à inquirição e que perguntas se querem fazer (Ghiglione & Matalon, 1997).

Assim, depois de se ter decidido que o inquérito era a melhor técnica para a recolha dos dados, pensámos na forma como o iriamos aplicar, uma vez que esta acaba por influenciar um conjunto de outros aspetos, entre os quais, a própria estrutura do inquérito. Por uma questão de economia de tempo e recursos, entendemos que o melhor seria disponibilizarmos as questões online e seguir um modelo dos questionário autoadministrado, neste caso, através da Internet. Contudo, não recorremos ao tradicional envio de questionários por email, mas a uma ferramenta que permite o preenchimento online. O

SurveyMonkey foi o sistema utilizado para a recolha das respostas. Depois de elaborarmos as

perguntas, de acordo com um estrutura particular, como veremos mais à frente, procedemos à sua introdução na plataforma e começámos a divulgar o link onde estava alojado e onde poderiam ser colocadas as respostas. Fica portanto claro que a participação neste inquérito era totalmente aberta, o que quer dizer que não foi selecionado nenhum grupo em particular para responder. No entanto e para que se perceba melhor esta opção temos necessariamente que falar, neste ponto, sobre o processo de constituição de uma amostra.

Nesta dissertação e tendo em conta que o inquérito é apenas um dos elementos da investigação, entendemos, até por uma questão de recursos, que uma amostra não casual, não probabilística e não aleatória, servia os nossos interesses. Como não se pretendia, com as respostas obtidas na amostra, efetuar qualquer extrapolação para o universo, mas apenas recolher tendências comportamentais e opiniões que ajudassem a suportar a apresentação de uma nova ferramenta na área dos provadores virtuais, optámos por constituir uma amostra

dentro deste tipo de amostragem. Recorremos então à constituição de uma amostra por conveniência, isto é, com a participação voluntária dos elementos na resposta ao inquérito por questionário e, em alguns casos, mesmo com a escolha de alguns elementos para esse preenchimento. É certo que desta forma não garantimos uma amostra representativa, mas conseguimos captar um conjunto de ideias e identificar aspetos que considerámos fundamentais para que se perceba a necessidade de uma ferramenta como aquela que desenvolvemos. O conjunto de dados recolhidos e o que eles representam revelou-se neste sentido mais importante do que a própria representatividade científica.

Explicados os diferentes procedimentos ao nível da metodologia e do instrumento escolhido para a recolha dos dados, importa neste momento referir algumas das ações que foram tomadas em termos de período e taxa de respostas. O inquérito foi então colocado no site SurveyMonkey a 16 de Janeiro de 2013, data em que se abriu o período para respostas, que se prolongou até 15 de Fevereiro. Durante sensivelmente quatro semanas procurámos que diferentes elementos respondessem às perguntas, seguindo o já referido processo de escolha de inquiridos por conveniência. Quando esgotámos os nossos contactos e percebemos que o número de respostas já não sofria mudanças, decidimos encerrar o inquérito. No final contabilizámos 116 respostas válidas, que não constituindo um número muito elevado, considerámos ser suficiente, uma vez que já permitia sustentar, através das opiniões manifestadas, positivas ou negativas, a necessidade de uma nova ferramenta que permitisse a prova de roupas adquiridas online.

No ponto seguinte vamos falar da estrutura do questionário e das perguntas que foram efetuadas, lembrando que a sua elaboração foi condicionada pelo facto de termos optado por um inquérito por questionário autoadministrado, que obriga a maior rigor na formulação das questões e na sua explicação, uma vez que não existe possibilidade de esclarecimentos por parte do inquiridor.

4.2. A perguntas efetuadas e a estrutura do questionário sobre