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Implications for future research in this area

acompanhamento durante todo o processo de elaboração e disponibilização do material didático, visando um único objetivo: elaborar um material de qualidade que proporcionasse uma aprendizagem significativa resultante do processo de construção do conhecimento. Todo o acompanhamento foi baseado na proposta inicial do projeto aprovado com a intenção de manter o alinhamento deste e identificar possíveis limitaçõesna intenção de propor, se necessário, ações corretivas quanto à necessidade de alteração de conteúdo, de atividades, entre outros.

Seguindo a pesquisa, faz-se, na seção a seguir, uma relação de construção do conhecimento e material didático, já que o objetivo desta pesquisa é propor diretrizes de DI para elaboração de material didático em EaD com foco na construção do conhecimento, e assim orientar as ações educacionais da equipe de DI de modo a potencializar, com suas práticas, a transformação da informação em conhecimento e deste na competência do estudante, de acordo com a proposta do curso e/ou da disciplina.

3.1.4 Construção do conhecimento e material didático

Quando se fala em construção do conhecimento, segundo Richard (1990), ela pode se da por descoberta e por meio do texto. Pode ser ainda apoiada por teorias de aprendizagem de diversos autores importantes, como Vygotsky, Piaget e Ausubel e tantos outros que desencadearam reflexões e discussões polêmicas no campo da Educação.

Contudo, para fins desta dissertação, considerou-se como de maior relevância para o objeto deste estudo a proposta de construção do conhecimento apresentada por Nonaka e Takeuchi (1997), baseada nos quatro quadrantes de conversão do conhecimento, exemplificado naFigura 7, em que se faz um paralelo com o DI para material didático a fim de atender o objetivo de propor diretrizes para elaboração de material didático em EaD com foco na construção do conhecimento.

Neste sentido, com o intuito de sugerir uma reflexão sobre a espiral do conhecimento de Nonaka e Takeuchi (1997) e o material didático em EaD, aqui considerado como conteúdo base disponibilizado ao aluno, elaborou-se o Quadro 12.

Quadro 12– Relação entre modo de conversão do conhecimento e dimensões do material didático em EaD

Modo de conversão do

conhecimento Dimensões de estruturação do material didático em EaD Socialização (do tácito para o

tácito na ação do professor)

O conteudista apoiado pela equipe multidisciplinar deve elaborar um material que apresente uma estrutura definida de modo que o aluno possa percebê-lo, identificá-lo, reconhecê-lo, manuseá-lo.

Externalização (do tácito para o explícito, na ação do professor)

Momento em que o conteúdo (conhecimento conceitual) deve estar organizado por meio da escrita, fala, desenho. Fase em que o professor explicita seu conhecimento.

Combinação (do explícito para o explícito, na ação do estudante)

Esta fase é impulsionada por meio de uma linguagem clara, coesa, com exemplificação de modo a permitir ao aluno a combinação do conhecimento conceitual apresentado e seu conhecimento pré-existente.

Internalização (do explícito para o tácito, na ação do estudante)

Momento impulsionado por meio de atividades reflexionantes que permitam a incorporação do conhecimento que foi explicitado no material.

Fonte: Elaborado pela autora

Considera-se que, um material didático que potencialize a construção do conhecimento em EaD, deve apresentar uma estrutura que permita criar um campo de interação para facilitar a socialização do conteúdo proposto pelo professor; um conteúdo organizado e com informações mínimas onde o professor faça a conversão do seu conhecimento tácito, sobre um dado assunto, em conhecimentos explícitos – esta conversão pode ser feita, por exemplo, por meio de analogias, no texto escrito –caracterizando a externalização; uma

linguagem adequada à modalidade, de forma a proporcionar a combinação do conhecimento apresentado pelo professor (conhecimento conceitual)com o conhecimento pré-existente do estudante; e atividades reflexionantes que contribuam para que o estudante faça a internalização do conhecimento explicitado pelo professor no material didático.

entanto, comumente o início da construção do conhecimento, com base na espiral proposta por Nonaka e Takeuchi (1997), se dá no quadrante da

socialização, caracterizado pela estrutura do material didático que será

apresentado ao aluno. Esta estrutura deve estar pautada no PPC e deve incluir elementos essenciais que irão compor o material, por exemplo, objetivo de aprendizagem, iconografia etc.

Na sequência, passa-se pelo quadrante da externalização, ocorrendo o compartilhamento do conteúdo. O professor, por meio da escrita do material, explicita seu conhecimento com base na ementa da disciplina.

No momento seguinte, no quadrante da combinação, trabalha-se com ênfase na linguagem do material, pois se considera que se esta for clara, coesa, coloquial etc. irá contribuir para que o aluno, a partir do conhecimento recém criado, possa fazer a combinação com seu conhecimento pré-existente, proveniente das unidades anteriores, no caso do livro-texto, ou de suas experiências de vida.

E por fim, no quadrante denominado internalização, tem-se a construção do conhecimento propriamente dito por meio do “aprender fazendo”. Considera-se que esta fase é potencializada por meio de

atividades de aprendizagem, logo estas devem ser claras, reflexionantes

etc.

Essa reflexão permite fazer-se um paralelo entre os quatro quadrantes da espiral com as quatro dimensões envolvidas no processo de DI de um material didático, ou seja, para fins desta dissertação, as diretrizes de DI para elaboração de material didático em EaD que priorizem a construção do conhecimento devem contemplar as características de cada uma das quatro dimensões.

 Estrutura: parte que da sustentação. Constituição, organização, disposição e ordem dos elementos essenciais que compõem um material (HOUAISS, 2009).  Conteúdo: significação mais profunda do material. Tópico ou conjunto de tópicos, envolvido em determinado livro-texto (HOUAISS, 2009).

 Linguagem: meio de comunicação que envolve um conjunto de signos textuais, sonoros, gráficos, gestuais  Atividade: realização de uma função específica (função,

trabalho, aprendizagem). Forma de estudo livre, independente ou condicionada. Atividades de autoavaliação e avaliação que integram o processo de aprendizagem (HOUAISS, 2009; PRETI, 2010).

Por fim, é importante destacar que as dimensões estão estreitamente interligadas, porém considera-se que a organização em quatro grandes dimensões permite maior facilidade na capacitação do conteudista, quanto as características necessárias ao material, e permite ainda que a equipe de designer instrucional melhor visualize a necessidade de ajustes para que o material potencialize a construção do conhecimento.