1. General introduction
1.2 Rat sexual behavior
1.2.3 Implication of ERs in female sexual behavior
A proposta desta pesquisa foi avaliar de que forma os Sistemas de Apoio à Decisão (SADs), especificamente o Data Warehouse (DW), podem auxiliar o processo decisório nas empresas, considerando os aspectos de usabilidade da ferramenta e a qualidade das informações, sob a perspectiva do usuário da informação. As empresas, em geral, precisam tomar decisões com base em informações cada vez mais fundamentadas, a fim de minimizar as incertezas, mitigar os riscos e criar condições empresariais sustentáveis. Para tanto, a investigação da relação entre o uso de Sistemas de Informação e o desempenho organizacional requer o reconhecimento de como as informações podem ser coletadas, armazenadas, processadas e disponibilizadas com o foco de criar vantagens competitivas. Assim, a informação, cada vez mais, constituirá a base da competição, tornando-se verdadeiramente ativos informacionais. Essas novas e importantes percepções emergem quando as empresas passam a ser vistas sob a ótica da informação que gera valor agregado, em vez de, simplesmente, serem vistas como usuárias de inovações tecnológicas que se tornaram acessíveis e públicas (commodities8).
Para alcançar os objetivos propostos, em um primeiro momento, foi realizada uma ampla pesquisa bibliográfica com a qual foram levantadas as informações necessárias para embasar teoricamente o trabalho face a suas variáveis, ou seja, os sistemas de informação como ferramentas de apoio à decisão, os modelos propostos para avaliação dessas ferramentas e as empresas e suas particularidades no processo decisório.
Na etapa subsequente, foram realizadas pesquisas de campo descritivas, orientadas pela estratégia de estudos de casos múltiplos. Para isso, foram selecionadas duas empresas da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) que atendessem aos critérios definidos para a seleção da amostra da pesquisa. Para enriquecer o estudo de casos, optou-se por escolher empresas de segmentos diferenciados, ou seja, indústria e serviços.
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Commodities – Mercadorias, no sentido de grandes produtos; produtos primários, como café,
algodão, açúcar, metais não ferrosos, etc., geralmente transacionado em bolsa. Disponível em:
Quanto à estrutura do processo decisório nos níveis estratégico e tático das empresas pesquisadas, identificou-se que os gestores mostraram-se mais capazes de colaborar no apoio às decisões estruturadas, ao contrário da alta administração, visto que a ferramenta de DW, em ambas as empresas, trabalha voltada para as atividades com a finalidade de atingir as metas empresariais. Complementando, o nível estratégico também foi observado nos estudos de casos, pois a diretoria se reunia com os gestores das áreas estratégicas com objetivo de discutir os resultados e cenários para tomar decisões voltadas às principais atividades, como: gestão de clientes, volume de vendas, produção e análise do mercado consumidor, caracterizando, segundo O’Brien (2004, p. 281), o “conselho de diretores e um comitê executivo”. Nesse contexto, as pesquisas mostraram que a capacidade dos gestores em tomar decisões estruturadas nos diversos níveis organizacionais, por meio do uso adequado dos Sistemas de Apoio à Decisão (SADs), diferencia a empresa em relação aos concorrentes, perante o seu mercado de atuação.
Os resultados das análises das variáveis referentes à qualidade da informação, demonstraram que, em parte, o DW cumpre o papel de auxiliar os gerentes e administradores em suas funções. Os dados revelaram também que as maiores dificuldades estão concentradas nos aspectos relacionados com a integração das informações, ou seja, na visão dos entrevistados, é trabalhoso consolidar ou agrupar dados de diferentes fontes no DW sem gerar alguma inconsistência. De modo geral, os SADs foram considerados úteis e amigáveis ao uso pelos usuários, conforme demonstram as médias próximas de quatro pontos das variáveis inspiradas no modelo TAM (DAVIS, 1989) e TTF (GOODHUE; THOMPSON, 1995).
Visto o exposto, o potencial tecnológico e estratégico do DW como ferramenta de Inteligência Empresarial (IE) é muito promissor. Mas, como melhorias, ainda é necessário que as organizações se estruturem adequadamente no momento da implantação de um SAD em relação à gestão de mudanças e no aculturamento nesse tipo de ferramenta. Na percepção dos gestores das empresas pesquisadas, essa é a difícil tarefa dos líderes de projetos de Sistema de Informação: estabelecer o processo de gestão de mudanças nas áreas estratégicas da empresa e o aculturamento dos usuários de forma a transformar as expectativas em realidade, já que a implantação bem sucedida de um DW envolve a conjunção de questões culturais, tecnológicas e organizacionais, e, nem sempre, a equipe responsável pela
implantação da ferramenta tem apoio da alta administração e qualificações suficientes para lidar com esses múltiplos aspectos.
Geralmente, a implantação de um sistema de informação afetará a maioria dos processos de negócio existente, de modo que será necessária a estruturação de um conjunto de ações para sustentar a migração da organização da posição atual para a o estado desejado. A fase mais importante de todo o processo é a fase de transição, pois as áreas de negócio envolvidas no projeto de implantação passarão por períodos potencialmente difíceis. Um dos principais focos de gerenciamento da mudança é buscar formas de evoluir para um novo patamar de produtividade e manter melhorias contínuas. Nessa fase, devem ser desenvolvidas as atitudes e os comportamentos que conduzirão ao estado desejado. Para isso, todo o processo de mudança e aculturamento precisa ser cuidadosamente planejado, alinhado e gerenciado para que o estado de transição seja construído sobre bases sólidas que proverão a sustentação do projeto. Para Palmisano e Rosini (2003), saltos significativos na vantagem competitiva, em função de novas tecnologias, em geral implicam grandes mudanças organizacionais. “Novas tecnologias tornam obsoletos, rapidamente, produtos, processos e, até mesmo, profissionais especializados. O esforço contínuo de adaptação gera um estresse organizacional que precisa ser administrado”. (PALMISANO; ROSINI, 2003, p. 89).