4.1 Bakgrunnsdata
4.3.2 Implementeringsdrivere:
Em virtude do estado atual de desenvolvimento da aplicação (ainda sem ter havido avaliação de usabilidade anteriormente) e da natureza dos participantes (conforme já discutido na seção anterior), podemos afirmar que os resultados qualitativos – resultantes das entrevistas e observações durante os testes – foram mais relevantes do que os dados quantitativos medidos durante os testes.
Analisando os dados mostrados nas Tabelas 5, 6 e 7, vimos que o tempo gasto para realizar qualquer uma das tarefas pela primeira vez é consideravelmente superior ao tempo gasto para as vezes posteriores. Esse fenômeno já era esperado. O tempo necessário para realizar uma tarefa qualquer quando ainda estamos aprendendo é normalmente superior ao tempo para realizá-la quando já o fizemos previamente. O que é interessante observar é que alguns participantes (em especial o participante 2) apresentam uma relação entre o tempo gasto para realizar tarefa pela primeira vez e o tempo médio gasto para realizar as vezes posteriores bastante elevado. Os participantes que têm essa característica apresentam uma dificuldade bem maior de entender os signos e interagir com a interface. Coincidentemente ou não, o participante 2, o qual apresentou a maior relação entre tempo de aprendizagem e tempo de repetição, é o que possui idade mais elevada. Mas para isso ser comprovado, a avaliação precisa ser repetida com um número maior de participantes. Como era esperado, em virtude da sua baixa aptidão natural no uso de aplicações digitais, o participante 5 obteve um tempo médio superior aos demais participantes em todas as tarefas. Apesar disso, o tempo de realização das tarefas ainda foi satisfatório.
Outro ponto que vale ressaltar é que o número de erros cometidos foi relativamente baixo para todos os participantes. Alguns participantes foram mais cuidadosos e praticamente não cometeram erros, enquanto outros, por não entendimento dos termos da tela, desconcentração ou erro motor, cometeram um número maior de erros.
É possível perceber também que a tarefa 2 levou bem mais tempo para ser realizada do que as demais. Isso provavelmente ocorreu em virtude da quantidade de
elementos existentes na interface da tela “Recomendações”. Os participantes se
deparavam com um conjunto de informações e conceitos maior e precisavam de mais tempo para absorver a informação e iniciar a realização da tarefa.
A tarefa 3 foi facilmente entendida pelos participantes e por isso considerada a mais simples em comparação com as outras duas. A única dificuldade apresentada por alguns participantes foi aprender que para alterar o estado atual dos itens de configuração era preciso apertar a tecla enter (equivalente a OK no controle remoto).
De modo geral, concluímos que o tempo de aprendizagem para realização das tarefas não foi elevado e que o tempo de repetição de tarefa foi satisfatório, considerando que não foram feitas tantas repetições por cada participante. O tempo de repetição de tarefa é o tempo médio gasto em execuções posteriores à primeira de qualquer tarefa. Por exemplo, o participante 5 gastou 97 segundos para realizar a tarefa 1 pela primeira vez e 40 segundos em média para realizar a mesma tarefa nas execuções posteriores.
Vamos agora partir para as análises de natureza qualitativa. Essas análises foram obtidas tanto pela observação dos participantes durante a realização dos testes quanto pelo que eles responderam nas pesquisas de opinião.
As principais observações feitas em relação ao design da aplicação foram as seguintes:
a) Alguns participantes apresentaram dificuldades em entender o significado das setas pretas (uma para cima, outra para baixo) nas caixas de gênero e subgênero de categoria. Para o designer, as setas tinham a intenção de indicar para os usuários que, ao pressionar as teclas seta para cima ou seta para baixo, o gênero ou subgênero que está sendo exibido no momento seria modificado. Para alguns participantes, as setas indicavam que, ao pressionar as teclas seta para cima ou seta para baixo, o menu selecionado no momento seria alterado, o que, na verdade, é feito pela utilização das teclas seta para esquerda e seta para direita; b) Alguns participantes tiveram dificuldades em aprender que as teclas seta para
esquerda e seta para direita são empregadas para navegar entre os menus das telas de interface de maneira circular. No entanto, depois de terem aprendido tal característica do design da aplicação, os participantes se sentiram satisfeitos com o uso dessas teclas para navegar entre os menus. O fato apresentado mostra que pode ser interessante tentar apresentar novos signos para indicar essa forma de interação de maneira mais explícita;
c) Quase todos os participantes tiveram dificuldade em perceber que, ao pressionar a tecla enter, o estado atual do item de configuração selecionado no momento seria alterado. Alguns deles tentaram utilizar praticamente todas as outras teclas (teclas coloridas, setas, menu, info) para alterar o estado do item de configuração. Pode ser preciso mostrar com mais clareza que a tecla que modifica o estado atual dos itens de configuração é a tecla enter.
d) Alguns participantes afirmaram ter dificuldade em entender o que significa com
exatidão os termos “Recomendações”, “Programas Selecionados”, “Inserir”, “Remover”, “Categorias Selecionadas”, entre outros. Quando indagados sobre
que sugestões eles teriam para substituir tais termos, eles disseram que realmente é difícil tentar exprimir o sentido desejado com apenas uma (ou poucas) palavras. Um deles sugeriu que fosse feito algo semelhante aos tooltips, tão comuns em interfaces de aplicativos de computador. No entanto, limitações técnicas inviabilizam essa solução. Uma outra possibilidade levantada foi a de inserir uma barra de informações na interface. Quando o usuário apertasse uma tecla qualquer, a barra de informações traria um pequeno texto explicando em detalhes para que serve a tecla pressionada no contexto da aplicação.
e) Alguns participantes afirmaram que o mecanismo de navegação circular entre os menus utilizando as teclas seta para direita e seta para esquerda não é intuitivo, especialmente quando um menu encontra-se acima ou abaixo de outro (como,
por exemplo, na tela “Recomendações” nos menus de gênero e subgênero de
categoria). Para eles, a disposição do leiaute com um menu acima (ou abaixo) de outro sugere que as teclas seta para cima e seta para baixo deveriam ser usadas para alternar entre os menus (e não as teclas seta para direita e seta para esquerda). Em poucas palavras, os participantes sugeriram que a navegação entre os menus fosse feita com base no leiaute da aplicação. Existem, no entanto, alguns problemas com essa solução. Primeiramente, em várias situações, haveria ambigüidade, já que mais de um menu pode estar à esquerda ou à direita de outro e, dessa forma, o usuário ficaria em dúvida sobre qual deles seria selecionado em caso de uso das teclas seta para esquerda ou seta para direita. Além disso, para um usuário experiente, o menu circular é bem mais fácil de usar e facilita a automatização. Em uma navegação baseada no leiaute, os usuários (até mesmo os experientes) teriam que constantemente verificar a
posição do menu atual selecionado e calcular qual menu seria selecionado em seguida.