5 Anchovy in Subarea VIII (Bay of Biscay)
5.14 Recommendations on the procedure for assessment updates
5.15.2 Impact of the provision of such data
O locum da pesquisa ou o campo de estudo será um colégio católico, tendo como instituição mantenedora a Ordem dos Capuchinhos na cidade de Feira de Santana no estado da Bahia. É um colégio particular que atende a alunos desde as séries iniciais – educação infantil – até o Ensino Médio. Porém, a investigação será feita no terceiro ano do Ensino Fundamental 1. O referido colégio é reconhecido na cidade de Feira de Santana como um modelo em Educação Ambiental onde funciona, com o aval do Ministério do Meio Ambiente, uma “Sala Verde” – denominada Sala Verde Águas do Subaé – (nome que foi dado pelo fato do colégio ter criado um projeto de reconstituição da mata ciliar e despoluição do rio Subaé. Rio genuinamente feirense e que foi adotado pelo colégio com o objetivo de despoluir suas águas e reconstruir a mata ciliar. Ao longo das suas margens observa-se o desenvolvimento indiscriminado da construção civil que está comprometendo o nível de suas águas bem como a qualidade da água para abastecer a população ribeirinha – devido à grande poluição - e que vem até mesmo ameaçando a sobrevivência do próprio rio. A revitalização deste rio é encabeçada pelo colégio em parceria com alguns órgãos municipais e também pela Universidade Estadual de Feira de Santana). A referida Sala Verde é um espaço voltado exclusivamente para palestras, fóruns, conferências, discussões e aulas sobre meio ambiente em todas as suas modalidades.
Percebe-se que a Sala Verde configura-se numa iniciativa que dispõe de quatro elementos fundamentais, conforme apresentado no esquema seguinte:
A Sala Verde deve ser considerada como sendo um ambiente dinâmico, onde os públicos que a ela se dirigir poderão fazer leitura, ouvir, acessar e ver documentos, participar de atividades educacionais e de eventos promovidos por ela, dentre outras atividades. É preciso ressaltar a capacidade articuladora que a Sala Verde apresenta, e salientar que ela pode ser considerada como potencial Centro de Educação Ambiental (CEA), porque tem capacidade de fomentar e de promover processos educacionais voltados à questão ambiental, a partir da disponibilização de informações, da promoção de eventos e de outras atividades de caráter cultural e ambiental, dentre elas: exposições, mostras, seminários, teatros, etc. Neste contexto:
Nestes espaços, pretende-se que as comunidades tenham acesso a informações ambientais; à atividades e eventos de caráter ecológico e cultural, dentre outras ações e processos educacionais voltados a questão ambiental.
Vislumbra para estas iniciativas – as Salas Verdes - um potencial fabuloso de delineamento e desenvolvimento de projetos, ações e programas educacionais voltados à questão ambiental, e que, portanto, devem cumprir um papel articulador e integrador na localidade onde se encontra, de modo a não estarem desconexas do que se pensa e se faz no município com relação à Educação Ambiental. As Salas Verdes funcionariam, portanto, como um espaço de promoção de sinergias entre instituições, pessoas, projetos, programas e ações locais, conectadas em processos estaduais, regionais, nacionais e internacionais. (www.planalto.gov.br)
No colégio também há uma enorme área verde, inclusive com árvores frutíferas onde seus frutos são consumidos pela comunidade escolar. Há também um pequeno sítio com aves típicas da nossa zona rural e uma horta essencialmente orgânica. Ali os alunos manuseiam a terra, aprendem noções de proteção à natureza e a necessidade de sua conservação e proteção como garantia de manutenção da vida humana e das demais espécies em nosso planeta.
A cidade de Feira de Santana é uma região pressionada pelo processo modernizante de caráter urbano-industrial com impactos agressivos e consequentes do modelo adotado, que traz consigo a degradação do meio ambiente com o intenso crescimento urbano horizontal fazendo desaparecer lagoas que são ferozmente tragadas pela construção civil. Rios são poluídos com dejetos que a indústria e as pessoas rejeitam e lançam em seus leitos. O ar está impuro, as indústrias e os automóveis são os grandes vilões de tal impureza. Nossos rios estão poluídos e assoreados: não se vê as matas ciliares ao longo dos seus leitos. O crescimento populacional da cidade estimula o consumo por água e esta, em muitos bairros, não chega. A cidade cresce na mesma proporção que a produção de lixo. Produz-se lixo na mesma proporção que se produz riqueza. A riqueza tem destino certo, o lixo, nem tanto assim. Mesmo sendo uma cidade de relevo suave, as chuvas de outono e verão deixam ruas e avenidas alagadas já que nosso solo urbano é completamente impermeável, os bueiros entupidos pelo lixo e as pessoas agonizam. O trânsito tem se tornado caótico em horários de pico nas avenidas e ruas principais da cidade.
Nesse cenário descrito se faz necessário o amadurecimento da escola enquanto fomentadora de um discurso e uma prática pautada no entendimento desse modelo urbano-industrial, o qual serve de cenário ao mundo pós- moderno, ou seja, a escola precisa criar estratégias e encaminhamentos práticos que sejam capazes de redefinir o seu papel neste novo contexto (o pós-moderno) fazendo a escola caminhar no sentido de estreitar seu discurso e sua prática em relação ao meio ambiente. O modelo urbano-industrial modela a realidade pós-moderna e neste sentido a escola deve encaminhar ações eficazes de suscitarem para tal realidade. A escola, portanto, está desafiada a perceber que seu papel hoje é extraordinariamente indispensável para a
compreensão desta realidade. Neste contexto, Penteado (1997, p.54) afirma que:
O desenvolvimento da cidade e a formação da consciência ambiental tem na escola um local adequado para sua realização através de um ensino ativo e participativo, capaz de superar os impasses e insatisfações vividas de modo geral pela escola na atualidade, calcado em modelos tradicionais.
Daí, temos um cenário que se faz necessário criar projetos acessíveis para equacionar ou minorar as questões mais urgentes em relação à “saúde” ambiental de nossa cidade; a “saúde” debilitada e que carece de medidas preventivas, tendo na educação ambiental uma forma de “alfabetização” sobre preservação, ética e sustentabilidade ambiental capazes de garantir às gerações futuras uma cidade mais confortável e segura para se viver em um ambiente ecologicamente favorável à manutenção da qualidade de vida de seus atuais habitantes e de futuras gerações que certamente tendem a herdar uma cidade com o seu ambiente natural extremamente estressado.
É neste contexto que Santos (1999, p.121) na sua obra clássica - Técnica, tempo e espaço – assegura com veemência que:
Para ter eficácia o processo de aprendizagem, deve em primeiro lugar, partir da consciência da época em que vivemos. Isso significa saber o que é o mundo e como ele se define funciona, de modo a reconhecer o lugar de capa país no conjunto do planeta e o de cada pessoa no conjunto da sociedade humana. É desse modo que se podem formar cidadão consciente, capaz de atuar no presente e ajudar a construir o futuro.